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3. Materials and methods

3.4 Laboratory methods and assays

Além das diretrizes indicadas na ABNT também existem algumas pesquisas que apresentaram um detalhamento dos principais aspectos a serem observados no desenvolvimento das atividades de reciclagem de RCC, como em Sinduscon-SP (2005), Jadovisk (2005) e Rosa (2005). Os mesmos foram agrupados em:

1) Localização, referente à escolha da área:  Proximidade das fontes geradoras;

 Proximidade com o mercado dos agregados reciclados;  Distante de áreas residenciais e centrais;

 Dimensão/capacidade da área condizente com a demanda;  Existência de infraestrutura;

 Custo do terreno;

 Atendimento à NBR 15114 (ABNT, 2004c).

Uma área destinada à reciclagem pode ser um estabelecimento privado ou público destinado à transformação dos resíduos classe A em agregados. Ela deve ser licenciada pela administração pública municipal e no âmbito estadual de acordo com o órgão de controle ambiental emitindo a Licença de Instalação e Operação (SINDUSCON-SP, 2005), no caso do Estado de São Paulo, esse documento é analisado e emitido pela CETESB – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo.

2) Transporte:

 Avaliar o custo de transporte entre o local de geração e a usina;  Avaliar o custo de transporte entre local de consumo e a usina;  Avaliar o custo do local de geração e o aterro;

O planejamento da minimização de distância de transporte pode ser feito através de um estudo dos padrões de geração de RCC na região com a locação da planta o mais próximo possível do centro geométrico de todos os pontos de geração, com a realização de uma análise detalhada de todas as rotas identificando sempre as mais curtas dentro das restrições existentes, além de, utilizar procedimentos de otimização em tempo real para maximizar

cargas completas, evitando tanto quanto possível cargas parciais e viagens vazias (COELHO E BRITO, 2013).

A este respeito, conforme Ulubeyli et al. (2017), espera-se que um local central fixo seja localizado mais longe do centro da cidade ou que tenha um caráter rural cercado por áreas urbanas ou densamente povoadas próximas a importantes corredores de transporte. Isso resulta em um aumento nos custos de transporte levando a menores taxas de entrada devido à perda da vantagem de localização. Além disso, o custo para o transporte de materiais de construção reciclados de RCC não deve ser mais alto em comparação com o custo do uso de materiais naturais entregues no canteiro de obras através de canais comerciais tradicionais. No nível macro, as instalações de reciclagem precisam ser espalhadas pelo território em que o raio operacional ou de transporte de 15 a 50 km entre as instalações é necessário para evitar a intensa concorrência no mercado.

Uma boa referência para essa característica é a implantação dessas usinas em áreas destinadas ao uso industrial pelo próprio munícipio, pelo zoneamento urbano, contando assim com toda a infraestrutura necessária para o funcionamento, com localização estratégica e, em alguns casos, podendo contar com algum tipo de incentivo fiscal.

3) Resíduos e produtos gerados:

 Volume e fluxo estimado de resíduos a serem reciclados;

 Escolha do tipo de produção e quantidade devem atender as necessidades do mercado para sua absorção;

 Controle tecnológico e qualidade sobre a produção;  Custo dos agregados e produtos reciclados;

A definição do tipo de agregado reciclado a ser produzido diz respeito ao tipo de uso que se quer propor, já que o agregado para fabricação de artefatos não será o mesmo utilizado na pavimentação (CUNHA, 2007).

4) Instalações, referente ao que deve existir em:

 Projeto: locais de triagem, cercamento, portões, guarita, edificação para escritório, depósito, vestiário, copa e etc., drenagem superficial, baias de concreto para disposição de resíduos triados, áreas para disposição de RCC classe D, entrada e distribuição de energia, reservatório elevado de água, rede de distribuição de água, rede de saneamento, sistema de proteção contra descargas atmosféricas, prevenção e combate a incêndios, sinalização e identificação, paisagismo;

 Organização das instalações (layout) de forma a garantir a eficiência da unidade recicladora;

Cunha (2007) avaliou que quando instaladas em áreas de grande porte permitiam a expansão de suas atividades sem interferência na produção, permitindo a criação de novas áreas de armazenamento e estoque. Isso indica que a disponibilidade do espaço físico é um fator determinante, pois se bem planejado, compatibiliza o fluxo de produção, as áreas de armazenamento e o tempo necessário de estocagem sem o comprometimento do fluxo de produção.

5) Equipamentos:

 Capacidade de processamento para a definição de potências do maquinário;  Quantidade a ser utilizada;

Para Coelho e Brito (2013), a capacidade da instalação de reciclagem de RCC depende da geração média local, que é uma variável definida por muitos fatores externos à instalação. Esses fatores externos podem incluir: taxas de construção, taxas de reabilitação e demolição, preços de aterros, disponibilidade e preço de agregados naturais, concorrência com outras usinas de reciclagem e até legislação relevante.

6) Mão de obra:

 Definição da qualificação dos funcionários;  Número de funcionários;

7) Medidas para minimização dos impactos ambientais:

 Cerca viva para promover a contenção de ruído e poeira de forma a melhorar também a imagem do local;

 Cobrimento do piso com material de forma a compactar o solo e reduzir o pó resultante do tráfego dos veículos;

 Revestimento do britador com manta acústica e dos locais de impacto com manta de borracha para reduzir a emissão de ruído;

 Redução das alturas de descarga dos materiais nos pontos de transferência;

 Instalação de aspersores de água nos pontos de entrada e saída de materiais para reduzir a emissão de pó.

A localização e a planta das usinas de reciclagem devem ser adaptadas para responder à proteção ambiental local de ruído, poeira e vibrações, e levar à redução dos custos incorridos com o transporte e coleta de resíduos.