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La validesa de la terminologia tradicional

CAPÍTOL TERCER EL TEATRE CATALÀ ANTIC

3. EL TEATRE CATALÀ ANTIC

3.2. La validesa de la terminologia tradicional

Na avaliação do perfil de degradação do copolímero SCM+NIPAAm 5% em temperatura ambiente observou-se diminuição da sua massa em função do tempo (p<0,05) como demonstrado na Figura 40.

Figura 40: Resultado do estudo de degradação in vitro do copolímero SCM+NIPAAm 5%. As colunas

representam as médias das replicatas.

Por meio da análise da Figura 40 observa-se uma queda significativa da massa do copolímero em função do tempo em que permaneceu submetido ao aquecimento. No 7º dia de análise o copolímero apresentou em torno de 93% da sua massa inicial, perdendo apenas 7% de seu peso, sendo que essa perda tornou-se acentuada nas próximas cinco semanas (15º ao 45º dias), ocorrendo uma perda aproximadamente de 18%. Nas seis semanas seguintes (60-90º dias) houve uma diminuição de cerca de 3% de massa, observando-se em torno de 48% de material polimérico no final do processo.

A discreta diminuição da massa do copolímero na primeira semana indica que está ocorrendo hidrólise, tornando sua cadeia instável e polímeros de maior tamanho da

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Tempo de Degradação (dias)

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cadeia apresentam uma redução mais acentuada de massa molecular no decorrer das semanas, provavelmente de forma (VANIN et al 2004), corroborando com os resultados observados por LEENSLAG et al (1987), JAHNO (2005) LEMMOUCHI et al (1998) e MOTTA e DUEK (2008).

LEENSLAG et al (1987) relacionam a queda inicial da massa, no processo de hidrólise dos poliésteresalifáticos, à degradação preferencial que as regiões amorfas apresentam durante a entrada das moléculas de água nas cadeias do polímero. MOTTA e DUEK (2008) demonstraram que inicialmente é possível notar uma discreta diminuição no valor da massa do copolímero poli (L-co-DL ácido lático) devido a ação hidrolitica. JAHNO (2005) mostra que houve um decréscimo pequeno, porém significativo da massa do poli (L-ácido láctico) no inicio da análise. LEMMOUCHI et al (1998) mostraram que a queda de massa do copolímero da família dos poliésteres alifáticos se mostra mais intensa quanto maior for a concentração de partes amorfas DL-lactide em sua seqüência.

Além disso, queda na massa de dispositivos é precedida de queda de propriedades mecânicas (PIETRZAK e VERSTYNEN e SARVER, 1997), tornando-se extremamente importante que haja um perfil de queda compatível, por exemplo, com o período de consolidação óssea. Um estudo desenvolvido por DUEK et al (2008),em que a degradação “in vitro”de pinos de poli (L-ácido láctico) foi avaliada, a porcentagem de queda da massa do homopolímero semicristalino foi de 45% nas 2 primeiras semanas de estudo, o que provocou uma queda significativa das propriedades mecânicas desses dispositivos neste curto período, tornando-os impróprios para determinadas aplicações na fixação de fraturas.

MOTTA e DUEK (2006) demonstraram por meio do estudo da degradação “in vitro” que as membranas do Poli (L-ácido láctico) (PLLA) aumentaram seu grau de cristalinidade em função do tempo de degradação.

MOTTA e DUEK (2008) observaram através do estudo “in vitro” que o processo de degradação do copolímero poli (L-co-DL ácido lático) (PLDLA) afeta a massa molecular desde a segunda semana de estudo.

VANIN et al (2004) por meio do estudo in vitro que mostraram que a blenda poli(β-hidroxibutirato)/ poli(L-ácido lático) (PHB/PLLA) é imiscível em todas as composições estudadas, apresentando morfologia com separação de fases, sendo que o PLLA perdeu propriedades mecânicas de tração mais rapidamente que o PHB, durante o processo de degradação, tornando-se mais quebradiço, além disso também

ocorreu o aumento no grau de cristalinidade e na espessura do período longo das cadeias poliméricas nas blendas em função da degradação, sugerindo aumento da lamela cristalina.

GIL e FERREIRA (2010) obtiveram resultados no estudo de degradação in vitro que demonstram as matrizes pectina:quitosano 2:1 comum a taxa de degradação superior,sendo que também apresentam maior capacidade de inchaço. Observou-se ainda que o comportamento de intumescimento apresentado está dependente do pH do meio.

5.1.7 TAMANHO DE PARTICULA

Na análise do tamanho de partícula do copolímero SCM+NIPAAm 5%, avaliou-se a distribuição do seu diâmetro médio. Na Figura 41 observa-se que o copolímero apresenta um diâmetro entre 71-173 nm, corroborando com dados da literatura.

Figura 41: Distribuição do tamanho médio de partículas do copolímero SCM+NIPAAm 5%

LEE et al (2007), demonstraram que as nanopartículas de Sulfato de Condroitina-co-Poli(L-lactideo) apresentou tamanho de partícula inferior a 200nm sendo

Diâmetro médio das partículas (nm)

D is tr ib u d e in te n si d ad e (% ) D is tri b u d e i n te n sid ad e ( % )

uma vantagem na produção de compostos para administração intravenosa, assim como verificado por GUILHERME et al (2010) ao analisar o microhidrogel de sulfato de condroitina modificada que possui 0,1um, ou seja, 100 nm de diâmetro de partícula.

MOSELHY et al (2009), observaram que a partícula Poli (N-isopropilacrilamida- co-2-(dimetilamino) etil methacrilato) possui um diâmetro menor que 200nm quando o composto apresenta uma menor concentração de NIPAAM estando equivalente com a pesquisa de MATZELLE e REICHELT (2008), na qual demonstrou que microgéis de PNIPAAM possuem um tamanho inferior a 200nm de partícula.

O valor do tamanho de partícula do SCM+NIPAAm 5% menor que 200 nm o torna um promissor candidato a carreador de fármacos, pois indica sua menor suscetibilidade a absorção pelo sistema reticuloendotelial e não interfere na absorção do fármaco encapsulado, proporcionando maior dissolução do princípio ativo, maior superfície de contato e estabilidade à formulação, uma vez que um fármaco se dissolverá mais rapidamente quanto maior for a sua área de superfície, ou seja, quanto menor for o tamanho de suas partículas, tendo impacto direto na velocidade de dissolução e consequentemente na biodisponibiliade do composto (SNIDER et al, 2004; BALBACH e KORN, 2004; GASPAROTTO, 2005; TEIXEIRA e DINIZ e LIMA, 2006; LOH et al, 2008).

JEONG e NA (2012) demonstraram que o sulfato de condroitna ao encapsular o antiinflamatório anticionina apresenta diâmetro em torno de 200nm, indicando sua aplicação para liberação controlada do fármaco e XI e ZHOU e DAÍ (2012) observaram que nanogéis de sulfato de condroitina possuem tamanho de partícula aproximadamente de 140nm, podendo ser utilizado para liberação controlada de substâncias.

CHOU et al (2012) determinaram que a partícula magnetita/poli(N- isopropilacrilamida-co-ácido acrilico) possui um tamanho de partícula em torno de 160nm, indicando sua potencial utilização como catalisador, imobilizador de proteínas, entre outros e LI et al (2013) demonstraram que o poli (N-isopropilacrilamida-co- metacrilato de glicidila) apresenta diâmetro médio inferior a 300nm, podendo ser usado para encapsular e carrear de maneira eficaz fármacos que atuam no tratamento do câncer como o 5-Fluorouracil.

A proporção de estruturas em diferentes tamanhos, formas e composição são indicados pelo índice de polidispersão (IP), o qual também influencia na distribuição de tamanho de nanoestruturas (GIRIGOSWAMI e DAS, 2006; RODOVALHO, 2007),

sendo que o IP < 0,7 indica homogeneidade no tamanho das partículas e IP < 0,3 indica amostras monodispersas (SOUZA, 2007).

O copolímero SCM+NIPAAm 5% apresenta IP= 0,35, indicando que suas partículas são homogêneas e monodispersas, isto é, demonstra forma esférica e tamanhos de partícula semelhantes (JUNIOR e VARANDA, 1999) como evidenciado no MEV e confirmado pelos trabalhos de LEE et al (2007), que em seu estudo com a partícula Sulfato de Condroitina-co-Poli(L-lactideo) mostrou formas esféricas e de tamanhos aproximados e MACKOVÁ e HORÁK (2005), demonstrando que microesferas de PNIPAAm preparadas por precipitação apresentam-se esféricas e com semelhantes diâmetros de partícula. Os trabalhos de LI et al (2013) mostram um IP < 0,3 para a partícula poli (N-isopropilacrilamida-co-metacrilato de glicidila), observando- se esferas com diâmetros próximos entre si e JEONG e NA (2012) concluiram que o nanocomplexo sulfato de condroitina também apresenta um IP < 0,3, visualizando-se partículas esféricas e de tamanhos aproximados.

5.1.8 POTENCIAL ZETA

O estudo do potencial zeta avalia as interações eletrostáticas entre os monômeros do complexo polieletrolitico SCM+NIPAAm 5% apresentando um valor negativo de - 63,15mV, indicando a existência de interações eletrostáticas fortes entre os grupos amina (–NH3+) do polímero catiônico NIPAAm e os grupos sulfidrila (–

OSO3-) e carboxila (-COO-) do polímero aniônico sulfato de condroitina, confirmando

que o potencial zeta aumenta à medida que diminui a distância em relação à superfície da partícula (PIAI, 2008). Além disso, valores de potencial zeta acima de -30mV significam estabilidade dos sistemas coloidais durante seu período de armazenamento, já que não há probabilidade de agregação entre as partículas nestas condições de repulsão eletrostática (NANAKI e PANTOPOULOS e BIKIARIS, 2011), mostrando também que embora o complexo seja formado em meio ácido, sua estabilidade relativa refere-se a qualquer valor de pH (PIAI, 2008), corroborando com dados obtidos da literatura (LIM et al, 2011; AYANO et al, 2012; PAN et al, 2012; XI e ZHOU e DAÍ, 2012).

LIM et al (2011) ao desenvolverem técnicas para sintetizar partículas micro e nanométricas de sulfato de condroitina obtiveram um potencial zeta acima de -30mV, apresentando versatilidade para a liberação de fatores de crescimento adaptados carregados positivamente, do mesmo modo que XI e ZHOU e DAÍ (2012) determinaram que nanogéis de sulfato de condroitina possuem potencial zeta acima de 30mV, podendo ser utilizada na liberação controlada de fármacos.

AYANO et al (2012) ao sintetizarem a partícula poli (N-isopropilacrilamida-dl- lactídeo) obtiveram um potencial zeta de -50mV, provavelmente devido a ionização dos grupos terminais carboxílicos do poli( lactideo) na superfície das partículas, indicando a possibilidade de ser utilizado como um complexo polimérico para liberação controlada de fármacos, assim como PAN et al (2012) que ao sintetizarem a partícula poli (ácido metacrilico-co-N-isopropilacrilamida) determinaram um potencial zeta aproximadamente de -95,26mV, pois apresenta elevada carga de superfície devido os grupos carboxílicos do poli (ácido metacrilico).

AHMED e NARAIN (2011) observaram que a partícula 2-amino-etil metacrilamida-co-3-gluconamidopropil metacrilamida ao ser sintetizado de maneira randômica apresenta maiores valores positivos de potencial zeta em relação ao copolímero produzido em bloco, que apresenta baixa interação com as proteínas do soro bovino encapsuladas em relação ao copolímero randômico. NANAKI e PANTOPOULOS e BIKIARIS (2011) concluíram que a partícula poli (ε-caprolactona)- co-poli (propileno adipato) possui elevada estabilidade para carrear substâncias devido apresentar um valor de potencial zeta acima de -30mV.

DU et al (2012) demonstraram que o potencial zeta do sistema particulado biodegradável monometoxipoli (etilenoglicol)-poli (ácido láctico-co-ácido glicólico)-poli-L- lisina varia de um valor positivo para um negativo ao encapsular um pequeno RNA de interferência devido neutralizar as cargas negativas do copolímero, tornando-se um promissor candidato para liberação controlada de fármacos antivirais.

SILVA et al (2012) demonstraram elevada interação entre a partícula alginato-co- quitosana com o herbicida clomazone por meio da análise do potencial Zeta, indicando a utilização das nanopartículas em atividades agrícolas.