4. LA CESIÓN OBLIGATORIA DE VIVIENDAS DESOCUPADAS EN LAS ILLES
4.2. LA REGULACIÓN DE LA CESIÓN OBLIGATORIA DE VIVIENDAS
Laurindo Garcia e Souza Filho, figura humana não esquecida por mim dos tempos da minha adolescência, quando quase que diariamente era vista na Avenida
53 Edyr Augusto Proença publicou cinco livros de poesias: Navio dos cabeludos (1985); O rei do Congo
(1988); Surfando na multidão (1992); Indêncio nos cabelis (1995) e Ávida vida (2011). Publicou também, um livro de prosa: Os Éguas (1988) e os romances: Moscow (2001); Casa de caba (2004) e
Selva Concreta (2012) além de um livro de contos: Um sol pra cada um (2008). Blogdaboitempo.com.br/category/colaborações – especiais/Edyr/augusto/
Presidente Vargas conversando com os amigos em frente ao extinto Império Bar. Todas as referências a ele provêm da sua entrevista realizada em 2015.
Ele se destacava por sua beleza física que chamava a atenção das mocinhas que por ali transitavam. O compositor Alcyr Guimarães (2015) fala dessa época: “O Laury era o nosso cantor galã; o Laury era um galã, um rapaz muito bonito, sabe”?
Nasceu no dia 16 de dezembro de 1937, na Santa Casa de Misericórdia do Pará. Morou durante quarenta anos no bairro do Umarizal e quando casou, mudou-se para o bairro da Campina onde já está há trinta e seis anos. O pai foi um livreiro conhecido em Belém. O nome do pai era Laurindo Garcia e Souza e da mãe Consuelo Coelho e Souza.
FOTOGRAFIA 19 - Laury Garcia
Fonte: Acervo da autora
Começou na música num programa chamado A Voz de Ouro ABC, que tinha como objetivo escolher um candidato para representar o Pará. Ele se classificou em 2º lugar. Depois houve um programa semelhante, patrocinado pela Radiolux, empresa de comércio da família Monteiro, que tinha um programa chamado Show Milionário
Radiolux.
Esse programa tinha o formato mais ao da A Voz de Ouro ABC.54 O
organizador foi o maestro Guiães de Barros “... e o prêmio, era uma gravação. O
54 Programa que era líder de audiência da TV Record, Canal 7, São Paulo. Disponível em: www.dicionariompb.com.br/edith-veiga/dados/artísticos
compositor teria a sua música gravada. Então era um concurso de música e de composição, e eu participei como interprete e novamente fiquei em segundo lugar” (GARCIA, Laury, 2015, p. 02).
Entretanto, sua música autoral ficou em 1º lugar neste concurso. Após a premiação, ele foi para o Rio de Janeiro, gravou essa música na Odeon e foi contratado pela CBs, mas, para tanto, era necessário que ele se mudasse para o Rio de Janeiro.
(...) participei da época áurea do rádio, que era aquela época da juventude e calendário anual da gravadora. Meu nome consta até hoje como.... Eu fazia parte do catálogo da empresa, meu disco fez sucesso, principalmente da Bahia pra cá. Até que eu consegui alguma coisa no Rio de Janeiro. Eu estava começando. Naquela época tinha eu, só lá tinha eu, Alcides Gerard, Fernando Borges, Emilinha Borba, ainda. E eu fiquei fazendo parte do cast artístico. Foi a primeira gravação, foi um disco 78, que foi a primeira obra assim que eu consegui gravar (GARCIA Laury, 2015, p. 2).
Este compositor trabalhava com o pai e ele não podia deixa-lo trabalhando só, ainda mais que, ele não sabia qual o resultado final. Em vista desta impossibilidade, Laury veio embora para Belém, chegando a cantar na Rádio Marajoara. A sua história no carnaval é recheada de fatos interessantes.
[...] Porque, eu era um moleque, um moleque com vontade, gostando de carnaval. Eu ia pras festas de salão, eu me pintava de preto, batia latas na rua, aquele negócio. Então, era um negócio que veio desde criança, e eu tinha vontade, só que eu tinha por trás de mim, uma família preconceituosa que acompanhava o preconceito do povo, que não deixava as pessoas de uma certa condição social sair dentro de uma escola. O nosso carnaval era um carnaval de bêbados. Destacava um ou outro, uma ou outra pessoa e essas pessoas vieram surgindo muito lentamente. [...] Eu frequentava muito o Boêmios da Capina, pela minha vontade de fazer carnaval, mas eu não tinha coragem, pra não atingir as pessoas sabe como é? Tinha aquela vontade de fazer carnaval, e eu também comecei a cantar (GARCIA Laury, 2015, p.03).
Laury Garcia frequentava muito a boate Arpeje que segundo ele, era uma boate muito frequentada com música ao vivo. Certa vez, o cantor da casa faltou, e o gerente Carlos Aguiar, que era filho da Maria Aguiar55, disse: ‘’Laury! Pega lá o microfone lá! Bora rapaz, vai lá! Cantei! Todo mundo gostou. Bateram palmas, aquela ‘zona’ toda.
Patrocinado pela antiga e já extinta fábrica ABC de rádios e vitrolas. Disponível em: www.toque – musical.com/?p=1442 acesso em 10/08/2015.
55 Maria Aguiar, mãe de santo que introduziu a Umbanda no Pará na década de 30 mesclando a Umbanda
Ai, já ficou. Resultado que, toda vez que eu entrava na casa, tinha que cantar” (GARCIA, Laury, 2015, p. 5).
Carlos Aguiar era o presidente do Quem São Eles nos anos 70, e ele convidou Laury para ir para o carnaval daquela escola de samba. Laury aceitou o convite e, no ano seguinte como o Carlos Aguiar fosse sair da diretoria, perguntou se ele queria ser presidente. Por conta dessas ideias ele diz que “fez pior que todo mundo”. Deixou de ser diretor social do Clube do Remo para entrar no carnaval.
E foi querer botar em prática, aquela ideia de trazer as pessoas da sociedade que você sentia que eles também queriam sair na rua, que quem brincava carnaval era: Petito Moreira; Rogaciano Franco. Uns caras que eram daqui da Caixa Econômica, e saíam de baiana, vestidos, pra ver o carnaval; o Georgenor Franco, poeta que era o que fazia os assustados (GARCIA Laury, 2015, p. 6).
Laury Garcia gostava dos assustados que “Era uma brincadeira, que eles tinham. Eles combinavam lá fora na casa de quem eles iam entrar com música e tudo! [...] Aí, quando dava sete horas da noite, oito horas da noite entrava todo mundo” (GARCIA, 2015, p. 6). As pessoas entravam na casa escolhida cantando e gritando e o dono tinha que mandar comprar alguma coisa para beberem
Em 1971, ainda no Império de Samba Quem São Eles, Laury foi convidado para fazer o samba de Homenagem às Nações Unidas. Além desse samba, Laury o
Paid´égua juntamente com a ala de compositores do Quem São Eles, para o carnaval de 1986.
Atualmente Laury Garcia não está fazendo nada em termos musicais. Fez, porém “ dois livros de poesia patrocinados pela Lei Tó Teixeira. E eu escrevi muito mais que eu fiz música” (GARCIA, Laury, 2015, p. 13).