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4. WHAT DRIVES WIND CAPACITY UPWARD

4.2 L EVELISED C OST OF E LECTRICITY (LCOE)

O entendimento do conceito de Educação é amplo e o ato relacionado à educação nem sempre se caracteriza por uma prática educativa pensada, sistematizada e articulada. Brandão (1981) considera que:

Ninguém escapa da educação. Em casa, na rua, na igreja ou na escola, de um modo ou de muitos todos nós envolvemos pedaços da vida com ela: para aprender, para ensinar, para aprender e ensinar. Para saber, para fazer, para ser ou para conviver, todos os dias misturamos a vida com educação. Com uma ou várias: educação? Educações. (BRANDÃO, 1981, apud LIBÂNEO, 1999, p. 18).

Como Severino (2006) bem coloca, a educação, por ser um fenômeno universal, que se distribui por todo o tecido social, corre o risco de ser praticada e pensada de forma espontaneísta. Entendendo esse pensamento do autor, e não desmerecendo outros espaços nos quais o ato educativo pode acontecer de forma mais espontânea, o que tentamos evidenciar aqui é que a educação, enquanto mediação universal entre as questões existenciais e a humanidade, precisa ser pensada, organizada, conduzida enquanto ato responsável e intencional e, ainda, avaliada de forma sistemática (SEVERINO, 2006). Nesse sentido, dá-se a necessidade de preparar profissionais que possam cuidar desse complexo processo.

Toda a sociedade precisa de educação. A espécie humana precisa de aprendizagem. Em cada etapa de sua história, a humanidade carece, incessantemente, de se refazer, reaprendendo-se. É por meio dessa mediação sócio-histórica que as novas gerações são introduzidas no tríplice universo das práticas que tornam viáveis a existência humana: a prática produtiva (representada pelo trabalho transformador da natureza física e criador dos bens sociais de reposição da vida), a prática social (representada pela participação na condução da vida política da sociedade) e a prática simbolizadora (representada pela produção e fruição da natureza simbólica) (SEVERINO, 2006, p. 63).

Severino (2006) considera que essas três dimensões atuam de maneira integrada e se complementam no processo real da vida das pessoas e as maneiras como elas se desenvolvem são determinadas pelo contexto social e econômico.

A educação, nesse sentido, se configura como um processo social de trabalho que se constitui de atividades baseadas no âmbito da prática simbólica. Ou seja, é um processo que se dá por mediações simbólicas, porém, deve ter objetivos claros de inserir os indivíduos no tríplice universo do trabalho, da sociabilidade e da cultura simbólica, tornando viável a

existência humana em dada realidade histórica e social (SEVERINO, 2006). Para Severino (2006), tornar viável a existência humana significa, hoje, “construir a efetiva cidadania”, e essa construção passa, necessariamente, por garantir a todos as condições para o exercício pleno dessas três práticas, de modo que o indivíduo possa ser um produtor e fruidor dos “bens naturais, dos bens sociais e dos bens culturais de sua sociedade” (p. 64).

Esse compromisso com a construção da cidadania é imprescindível, pois, nas condições atuais, a emancipação do homem passa necessariamente pela superação das forças degradantes que atuam no âmago do processo do trabalho, das forças opressivas que operam na esfera da sociabilidade e da alienação que destrói a vivência cultural. Portanto esse é o único modo de se comprometer com a emancipação do homem e com a superação da barbárie. (SEVERINO, 2006, p. 65).

Dessa forma, a prática educativa precisa ser impregnada de uma intencionalidade e precisa ser guiada por referências pensadas e embasada pela teoria. Para Severino (2006), o conhecimento é o veículo dessa intencionalidade. É a partir da reflexão, do exercício planejado de sua subjetividade que o homem estabelece suas referências de ação e permite uma aplicação intencional do conhecimento.

Entendendo e acreditando no potencial da educação enquanto prática subjetiva e intencional, que tem importante papel de mediação entre os sujeitos e sua historicidade, nos deparamos com a constituição do sujeito professor, um dos atores principais nesse processo. Esse sujeito, que é constituído através da educação, isto é, da sua formação profissional, é antes de tudo um sujeito humano, que tem diferentes histórias de aprendizado, as quais podem condicionar, junto com outros fatores, a expressão da sua prática profissional.

Tardif (2002) entende que os saberes dos professores se relacionam com os condicionantes sociais e econômicos e com o contexto do trabalho. Esses saberes advêm de diversas fontes, de diferente natureza, que podem incluir a sociedade, a instituição escolar, as universidades, a trajetória profissional, a formação familiar. É importante considerar que esses saberes se encontram condicionados ao trabalho, e é através do trabalho em sala de aula que se orientam. O trabalho, a prática cotidiana e a demanda dos temas trabalhados são os alicerces dos saberes profissionais. Nesse sentido, o saber do profissional é um saber social, porque é partilhado por um grupo de agentes que possuem formação comum, que compartilham o mesmo tipo de organização trabalhista e que são legitimados através de setores específicos (formação, sindicatos, ministério etc.). Assim, a definição de saber do professor escapa tanto do mentalismo, no qual a sociedade é excluída da construção desse

saber, quanto do sociologismo, no qual o sujeito professor e seu contexto cotidiano são insignificantes diante das ideologias dominantes (TARDIF, 2002).

A respeito da expressão desses saberes, Tardif (2002, p. 11) argumenta:

[...] o saber é sempre o saber de alguém que trabalha alguma coisa no intuito de realizar um objetivo qualquer. Além disso, o saber não é uma coisa que flutua no espaço: o saber dos professores é o saber deles e está relacionado com a pessoa e identidade deles, com a experiência de vida e com a sua história profissional, com suas relações com os alunos em sala de aula e com os outros atores escolares na escola, etc.

Pimenta (1999) considera que a identidade profissional também se constrói pelo sentido que o professor confere à sua atividade em sala de aula, às suas experiências, às angústias e conquistas e ao significado que atribui a ser professor. Dessa forma, a valorização e reconhecimento dos professores e dos saberes produzidos na sua prática profissional, bem como a articulação do seu trabalho na sociedade, instituiriam significado, enquanto produtores de conhecimentos, a esses sujeitos. Uma formação que pudesse articular também os saberes oriundos de diferentes esferas da vida pessoal e profissional desses sujeitos com os saberes “eruditos” (da academia) talvez pudesse proporcionar uma prática mais contextualizada, intencional e embasada nas escolas.