7. ANALYSE OG DISKUSJON
7.3 L ÆREPLANAR OG VURDERINGSKRITERIUM
Para Moran (2000), um dos motivos para consolidação e crescimento da EaD no Brasil é a demanda de alunos carentes, que devido à situação econômica e/ou geográfica, entre outros aspectos, não ingressaram no curso superior no tempo normal, pois teriam que dar prioridade ao trabalho, para sobrevivência e, muitas vezes, sustento familiar. Entretanto, atualmente, estes alunos podem vislumbrar a possibilidade efetiva de cursarem uma graduação ou especialização, na modalidade a distância, e assim terem uma melhor formação e oportunidades.
.Luciano (2005) assegura que um dos benefícios do uso das tecnologias é a mudança de paradigma que ela ocasionou, desde a concepção de ensino e aprendizagem, o papel do professor, do aluno, frente a esta nova dinâmica da sala de aula, denominada de sala de aula virtual ou ambiente virtual. Pois, o próprio ambiente impõe uma mudança significativa na postura do professor que deverá implementar em sua metodologia de ensino, estratégias que direcionem os alunos na aquisição de novos saberes e o desenvolvimento de sua autonomia.
Moran (2002) apresenta três tipos de educação: a educação presencial, a educação semi-presencial e a educação a distância. Para Moran (2002, p.122),
A presencial é a dos cursos regulares, em qualquer nível, onde professores e alunos se encontram sempre num local físico chamado sala de aula. É o ensino convencional. A semi-presencial acontece em parte da sala de aula e outra parte a distância, através de tecnologias. A Educação a distância pode ou não ter momentos presenciais, mas acontece fundamentalmente com professores e alunos separados fisicamente no espaço e no tempo, mas podendo estar juntos através de tecnologias de comunicação.
Mas, afinal o que é EaD? Como menciona Moran (2000, p.86): “Educação a distância é o processo de ensino-aprendizagem, mediado por tecnologias, onde professores e alunos estão separados espacial ou temporalmente”. A autora Behar (2009, p. 16) define a educação à distância como,
uma forma de aprendizagem organizada que se caracteriza, basicamente, pela separação física entre professores e alunos e a existência de algum tipo de tecnologia de mediatização para estabelecer a interação entre eles.
(BEHAR, 2009, p.16)
É importante distinguir entre Educação a distância e Ensino a distância, tendo em vista que muitos confundem esses dois conceitos. Para Moran (2000, p.16) o ensino a distância pode ser definido como:
instrução, transmissão de conhecimentos e informações, adestramento e treinamento, ou seja, o ensino organiza-se numa série de atividades didáticas para ajudar os alunos a compreender áreas específicas do conhecimento (ciências, matemática).
E a educação a distância refere-se a “prática educativa, é um processo de ensino- aprendizagem, que leva o indivíduo a aprender a aprender, ou seja, vai além de ensinar e ajudar a integrar todas as dimensões da vida, participando, criando, inovando, pensando no seu próprio crescimento. E ajudar as pessoas a terem uma visão do todo” (MORAN, 2000, p.16)
Para Behar (2009), a sociedade atual apresenta novos desafios e necessidades no que concerne à educação tecnológica, assim novos elementos têm entrado em cena. A Educação a distância, por meio das tecnologias, tem sido um desses elementos que crescem significativamente em toda a sociedade. Para a pesquisadora,
A educação a distância vem ao encontro destas necessidades, proporcionando que o conhecimento seja construído independente de tempo e espaço e entra em cena para “tentar” auxiliar a resolver alguns dos problemas da educação brasileira. (BEHAR, 2009, p.16)
A educação a distância é um segmento que tem crescido satisfatoriamente para sanar de forma pontual, algumas necessidades na educação, no que se refere aos que são beneficiados com esta oportunidade de obter um curso a distância.
O retorno aos estudos, a busca pela educação, formação, novos cursos, especializações, entre outros, apresenta-se aos interessados com uma nova dinâmica de aula, a aula virtual.
O aluno pretendente a ser um aluno a distância, precisa conhecer e se identificar com esta aula virtual que apresenta características peculiares como dedicação, disciplina, capacidade de criticidade e reflexão, etc.
Segundo Palloff & Pratt, que tem pesquisado sobre o perfil do aluno virtual, menciona que:
Há um debate constante no mundo acadêmico sobre quem é levado a estudar on-line. Tem-se como um fato dado que os alunos que estudam on- line são adultos, pois essa espécie de aprendizagem, que se dá em qualquer lugar e a qualquer hora, permite-lhes continuar trabalhando em turno integral sem deixar de também dar atenção à família. O aluno on-line “típico” é geralmente descrito como alguém que tem mais de 25 anos, está empregado, preocupado com o bem-estar social da comunidade, com alguma educação superior em andamento, podendo ser tanto do sexo masculino quanto do feminino (Gilbert, 2001, p.74). Os alunos on-line poderiam ser alunos de graduação, pós-graduação ou educação continuada poucos convencionais.
Assim, o aluno da EaD apresenta características diferenciadas, pois, a priori, não teria condições de realizar uma formação, por exemplo, graduação, se não fosse a distância. Mas, o o que significa a aula na EaD? Segundo Moran (2000) com a EaD o conceito de aula ganha amplitude, não sendo vista apenas ligada a um espaço e tempo determinados. Na aula a distância, o professor utiliza mecanismos tecnológicos com a perspectiva de aulas interativas que proporcionam receber e responder as mensagens dos alunos por meio dos fóruns e/ou mensagens particulares; criar fóruns para discussão dos temas abordados na disciplina; dispor de conteúdos na internet; instigar os alunos para pesquisas na internet com referências de livros, autores e sites específicos. Nesse aspecto, a aula virtual é entendida “como pesquisa e intercâmbio”. (MORAN, 2000, p.2).
A modalidade educação a distância se apresenta em modelos, pode ser educação semi- presencial (parte presencial e parte virtual) e educação à distância (ou virtual). A semi- presencial é quando o ensino acontece parte na sala, de forma presencial, e outra parte virtualmente. A educação a distância pode ter parte presencial ou não, mas é fundamentalmente o encontro virtual, por meio das tecnologias de comunicação.
Na dinâmica de ensino da EaD, o ciberespaço se situa no contexto em que a interação ocorre de forma síncrona ou assíncrona. A interação síncrona se refere ao contato imediato, online entre os interlocutores; a comunicação ocorre em tempo real, por exemplo, msn, chats, etc, e pode ocorrer entre dois participantes ou um grupo interativo.A interação assíncrona, se refere a comunicação atemporal, temos o email, os fóruns, troca de documentos multimídia, etc. A escrita é vista como ferramenta para se efetivar a comunicação, seja de forma síncrona ou assíncrona. Para Lévy (1996, p.38),
Com a escrita, e mais ainda com o alfabeto e a imprensa, os modos de conhecimento teóricos e hermenêuticos passaram a prevalecer sobre os saberes narrativos e rituais das sociedades orais. [...] o texto contemporâneo, alimentando correspondências online e conferências eletrônicas, correndo em redes, fluido, desterritorializado, mergulhado no meio oceânico do ciberespaço, esse texto dinâmico reconstruiu, mas de outro modo e numa escala infinitamente superior, a copresença da mensagem e de seu contexto vivo que caracteriza a comunicação oral. De novo, os critérios mudam. Reaproximam-se daqueles do diálogo ou da conversação: pertinência em função do momento, dos leitores e dos lugares virtuais... . (grifos nossos)
Os lugares virtuais de que Lévy trata, denominamos de aulas virtuais, em que está inserido o aluno no ambiente virtual de aprendizagem, por exemplo, por meio dos fóruns. Nos fóruns, no corpus estudado em nossa tese, temos fundamentalmente a interação assíncrona. Assim, para este novo espaço de ensino se apresenta como um novo espaço e entendimento sobre a atuação do professor e do aluno na aula virtual.
Na sociedade atual, principalmente com o avanço da tecnologia, se requer do professor uma nova formação e abertura na apresentação da aula. Para Geraldi (2002, p.93): “No mundo tecnologizado muda-se qualitativamente a identidade e o trabalho do professor”. O professor passar a ser visto não como dono e único detentor do saber, mas como mediador entre o conhecimento adquirido e o aluno. Tanto a sua metodologia como sua concepção sobre o ensino e aprendizagem são determinantes para o processo da EaD.
Portanto, na EaD estamos tratando de uma aula no ambiente virtual, assim muda-se a posição do professor de educação a distância. Belloni menciona que (2003, p.79):
(...) umas das questões centrais na análise da EaD, e talvez a mais polêmica, refere-se ao papel do professor nesta modalidade de ensino, chamado a desempenhar múltiplas funções, para muitas das quais não se sente, e não foi, preparado.
A aula virtual é um processo interativo. Nela interagem os sujeitos, professor e aluno, e o conhecimento circula em modalidades de gêneros textuais /discursivos que o Moodle proporciona, como os fóruns, diário, sala de café, entre outros. É fundamental nessa aula que o professor perceba as capacidades do aluno no processo de ensino e aprendizagem, sobretudo no ambiente da sala de aula virtual. O aluno poderá desenvolver sua potencialidades e habilidades nestas aulas, para que possa desenvolver sua produção e promover um aprendizado de forma dinâmica.
O processo de interação no ambiente virtual é notório pela participação dos alunos, respondem as mensagens, criam tópicos de discussão nos fóruns do Moodle, realizam pesquisas contínuas na Internet. Assim, todos os envolvidos na interlocução da educação à distância sentem-se motivados para interagir. O professor é visto muito mais como um incentivador e mediador dos alunos na busca de conhecimento, fator importante para o desenvolvimento intelectual e crítico dos educandos. Na educação a distância, nas situações de aprendizagem, a interação entre professores, tutores e alunos é extremamente importante para o propósito do curso.
A aula virtual passa a ser vista não apenas como um lugar de ensino e aprendizagem determinado pelo professor, que era visto como autoridade máxima na aula, mas apresenta-se como um lugar de descoberta e surgimento do saber, de confrontos e também de produção de sentidos. Do aluno, sobretudo, como peça integrante no processo de ensino e aprendizagem na sala de aula virtual, espera-se uma nova atuação, sobretudo na modalidade da educação a distância.
Abordaremos a seguir, as características dos interlocutores da aula virtual, o professor, o tutor e o aluno e como funciona a dinâmica do curso para cada um deles e o que significa atuar e estudar na educação a distância.
2.2.1 O professor da EaD: um interlocutor da aprendizagem
No contexto atual da educação no Brasil, o papel do professor tem passado por diversas mudanças. Em relação a educação a distância urge a necessidade de uma nova formação do professor e, consequentemente, de um novo tipo de aprendizagem.
É de suma importância a presença de um profissional preparado para incorporar as variedades de informações que a realidade da nova sociedade tecnológica demanda. Em se tratando das novas tecnologias e da educação a distância, ainda encontramos lacunas e percalços que o professor tenta solucionar e adaptar-se da melhor forma possível para suprir o seu novo papel, a posição de professor de educação a distância.
Campos (2003, p.2) afirma que:
O desenvolvimento de cursos a distância exige mudanças profundas no modelo didático-pedagógico vigente. Neste sentido, várias questões associadas a estas mudanças continuam em aberto e vão desde a escolha dos recursos a serem utilizados, passando por questões relacionadas às estratégias de apresentação dos conteúdos e a questões de avaliação da qualidade dos cursos.
O professor na EaD precisa adquirir novos “modelos didático-pedagógico” para sua aula virtual, pois não pode transferir o conteúdo do ensino presencial para o virtual, que requer uma linguagem diferenciada e didática para se trabalhar com o aluno, desde os conteúdos a serem dispostos, como também a avaliação que trabalhará com os alunos. O
Moodle oferece recursos como questionários, enquetes, perguntas e respostas, questões dissertativas, fóruns, entre outros. Portanto, o professor precisa estar aberto a mudanças em sua pedagogia na EaD.
De acordo Belloni (2006, p.83), o professor na educação a distância assume novas funções em que a experiência da aula virtual impõe, por exemplo, o professor formador, conceptor e realizador de cursos e materiais, professor pesquisador e professor tutor. Podemos visualizar no seguinte quadro estas funções:
Quadro 11 – Funções e Atuação do Professor na EaD
FUNÇÕES DO PROFESSOR NA EaD ATUAÇÃO DO PROFESSOR
Professor Formador É o professor responsável pela orientação do
estudo do aluno, apoiando em seu aprendizado, por meio da pesquisa; em relação ao ensino presencial, assume função pedagógica no ambiente virtual.
Professor conteudista Responsável pela elaboração do material didático
a ser disposto aos alunos, como material impresso, CD, vídeos, seleciona os conteúdos; em relação ao presencial, assume função didática.
Professor pesquisador É o professor que realiza pesquisa sobre área de
estudo e busca metodologia para sua atuação.
Professor Tutor Responsável pela orientação do aluno no
ambiente virtual relativo às duvidas dos alunos nas disciplinas, orienta, esclarece os conteúdos e também participa das atividades de avaliação.
Tecnólogo Educacional É o designer ou pedagogo especialista em tecnologias e responsável pela organização dos conteúdos e adequação do suporte técnico em relação ao material elaborado pelo professor.
Professor Recurso É o professor apto a responder as dúvidas dos
alunos em relação aos conteúdos das disciplinas.
Monitor Responsável por orientações em grupo
presenciais, com capacidade de lidernaça, com caráter mais social que pedagógico.
Fonte: BELLONI, Maria Luiza. Educação a distância. 2006.
Essas categorias em torno da denominação do professor da EaD podem variar na nomenclatura de acordo com a Instituição e o Curso. Por exemplo, NA UFPB Virtual, na área de Pedagogia, o professor que elabora o material didático para a EaD é chamado de professor conteudista, o tutor de mediador e o aluno de aprendente. No curso de Letras Virtual, o CLV, temos respectivamente, professor, tutor e aluno. Na UAB, os alunos são chamados de estudantes, temos os tutores e os professores.
Belloni (2006) descreve a dinâmica do curso a distância em dois formatos, a saber; do ponto de vista organizacional e do ponto de vista teórico. Do ponto de vista organizacional, as funções docentes na educação a distância ocorrem em três grupos:
o primeiro é responsável pela concepção e realização dos cursos e matérias, o segundo assegura o planejamento e organização da distribuição de materiais e da administração acadêmica (matrícula, avaliação); e o terceiro responsabiliza-se pelo acompanhamento do estudante durante o processo de aprendizagem (tutoria, aconselhamento e avaliação) (BELLONI, 2006, p.84).
Do ponto de vista teórico, o professor de educação a distância deve atender a necessidade de atualização em três grandes dimensões: pedagógica, tecnológica e didática. Segundo Belloni (2006, p.88):
A dimensão pedagógica se refere às atividades de orientação, aconselhamento e tutoria e inclui o domínio de conhecimentos relativos ao campo especifico da pedagogia (...). A tecnológica abrange as relações entre tecnologia e educação em todos os seus aspectos (...). A dimensão didática, enfim, diz respeito à formação específica do professor em determinado campo científico e à necessidade constante de atualização quanto à evolução da disciplina (...).
Na nossa sociedade contemporânea a democratização e o aperfeiçoamento do ensino são palavras-chave no âmbito educacional e profissional. Cada vez mais se exige um candidato preparado e apto a responder às necessidades sociais. Com o avanço também da tecnologia, este profissional assume novas características como, ser organizado, resolver problemas, aprender por si mesmo, entre outros.
Este novo perfil, aliado às dificuldades financeiras e à grande demanda de candidatos por uma formação superior, tem proporcionado um espaço para a educação a distância assumir novas perspectivas de crescimento, seja no Brasil, seja também na Paraíba.
A EaD também foi desenvolvida para possibilitar mais autonomia e oportunidade de acesso à educação a pessoas com condições financeiras limitadas e/ou que moram longe dos grandes centros e das capitais.
A Frente Parlamentar de Educação a Distância da Câmara dos Deputados Federais9 menciona que: “Vivemos uma nova revolução educacional, para que seja democrática, todos devem ter acesso a educação de qualidade”. Neste contexto, faz-se necessário refletir sobre o exercício docente e sua função de mediador no processo de interação no ensino e aprendizagem no curso de educação a distância da UFPB.
Na EaD o ponto crucial para a aprendizagem do aluno é a motivação que ele recebe durante a ministração do curso. O aluno participa no processo de ensino e aprendizagem, cabendo ao professor e ao tutor perceber e responder as demandas do decorrer do curso, buscando integrar as metodologias, estratégias e material de ensino a realidade de sua turma.
9 Dados obtidos do Site http://www.magnomaranhao.pro.br/noticias/noticias_integra.php?id=1263. www.inep.gov.br/
Para Palloff (2004, p.15), o professor que ensina na sala de aula on-line para ter sucesso deve possuir também algumas características, tais como:
Flexibilidade, disposição para aprender com os alunos e com os outros, disposição para ceder o controle aos alunos tanto na elaboração do curso quanto ao processo de aprendizagem, disposição para colaborar (trabalhar em conjunto), disposição para afastar-se do papel tradicional do professor.
Como uma modalidade de ensino em que professor e alunos estão separados geograficamente, o professor não tem como assumir o controle da turma e precisa aprender a direcionar a aula para aprender com os alunos no processo de ensino e aprendizagem na EaD.
Na EaD, o professor vivencia uma nova realidade para sua prática pedagógica, e, com certeza, diferente de tudo que já vivenciou, pois é uma nova dinâmica de ensino em que todos estão como aprendizes. Assim, o professor como interlocutor deste processo, aquele que será o orientador para os alunos, necessita de um domínio do conteúdo da disciplina e também tecnológico para saber lidar com a ferramenta de ensino, o Moodle, e também precisa possuir determinadas atitudes que o auxiliarão no ensino e, principalmente, proporcionar uma aprendizagem real para o aluno.
Uma das necessidades gritantes na EaD em relação ao professor e o aluno é o feedback que dará aos seus alunos. Podemos dizer que este feedback é igualmente importante no processo de ensino e aprendizagem na EaD, pois se não houver o retorno do professor, de forma rápida e eficaz para o aluno, o conteúdo será prejudicado e, consequentemente, o aluno também, por não ter tido o retorno em tempo hábil para sanar suas dúvidas.
Portanto, como afirma Palloff (2004), o papel do professor da EaD apresenta diretrizes para um feedback positivo para os alunos, como:
os alunos podem estar certo de que [...] responderemos quando uma questão é dirigida a nós, especialmente se o aluno chamar nossa atenção para ele, [...] enviaremos uma mensagem quando um aluno ou grupo de alunos estiver perdido ou precisar produzir mais sobre determinado assunto, enviaremos uma mensagem quando um aluno ou grupo de alunos for além de nossas expectativas em um papel de discussão ou trabalho, enviaremos uma mensagem quando alguém mandar algo interessante para a discussão, esperando incluir mais alunos nela, enviaremos nosso feedback à discussão pelo menos duas vezes por semana, fazendo comentários sobre o processo, informando ao grupo se estão no caminho certo ou para resumir o que já foi apresentado. (PALLOFF, 2004, p. 82)
Crescitelli (2006) também elenca algumas características importantes para o professor de EaD, tais como: flexibilidade para lidar com as dificuldades, tempo e metodologia na elaboração do material didático; ter ou desenvolver habilidades para trabalhar com a tecnologia e ser um pesquisador.
A experiência nos revela que este perfil de educador se adequa ao perfil que o processo de ensino a distância propõe. Na modalidade de ensino a distância requer dos interlocutores uma ação reativa, que depende de estímulos e está associada a uma atitude; na ação proativa, ocorre quando os interlocutores se antecipam ao que precisa ser feito e age com antecedência, por exemplo, o aluno na busca do conhecimento, por meio da autonomia pode buscar outros meios de adquirir o conhecimento e não esperar somente pelo professor.
A seguir, abordaremos sobre o perfil do aluno da Educação a distância.
2.2.2 O aluno da EaD: um interlocutor autônomo
Temos evidenciado que a educação a distância tem sido um desafio para todos os envolvidos neste processo de formação acadêmica. Em relação ao aluno da EaD é importantíssimo conhecer a historicidade dos alunos, quem são, o que fazem, quais os anseios, dúvidas, se possuem domínio do computador e/ou a internet. Ter noção dessas características para um curso a distância é fator fundamental para o professor e o aluno, pois gera uma proximidade. Em relação ao manuseio do computador, é um fator crucial para permanência do aluno no curso, pois caso não domine ou aprenda a manusear o computador e as ferramentas da plataforma, o aluno se sentirá desmotivado e não terá condições de permanecer no curso.
Como o professor da EaD assume a postura de mediador do ensino, o aluno passar a ser visto como um participante ativo em todo o processo de formação no curso. Belloni menciona que (2006, p.7): “os dois novos atores principais no teatro da educação do futuro: o professor coletivo e o estudante autônomo”. A autonomia se configura como uma palavra