Kapittel 5. Drøfting
5.1 Elevens læring og dannelse
5.1.3 Læring og dannelse på Island
De acordo com o objetivo central do trabalho, podem ser citados como objetivos específicos:
- Estudar a forma de ocorrência das chuvas na região;
- Obtenção da distribuição e ocorrência dos materiais geológicos da área de estudo;
- Obtenção dos parâmetros hidráulicos dos materiais geológicos que influenciam os processos de recarga;
- Avaliação dos condicionantes geológico-geotécnicos dos regimes de fluxo superficial e subsuperficial;
- Obtenção de parâmetros relativos ao transporte de poluentes;
- Avaliar a interação entre estes fatores com vista a obtenção de taxas de recarga.
1.3 Justificativa
O presente trabalho justifica-se por buscar procedimentos de integração dos aspectos geológico-geotécnicos relacionados ao processo natural de recarga de aquíferos, com vista à adequada previsão de recarga das zonas não saturada e saturada.
O desenvolvimento destes procedimentos permitiriam que as previsões consideradas sejam mais efetivas e que no futuro estudos de recarga sejam mais integrados e não setoriais como na atualidade.
A área selecionada para o desenvolvimento da tese justifica-se por apresentar variabilidade de materiais geológicos, de usos e de condições de chuvas. Além disso, trata-se de uma área de cerca de 180 km2 que envolve a ocorrência dos aquíferos livres relacionados aos arenitos da Formação Botucatu, ao norte da cidade de São Carlos. Tal área é considerada de grande potencial de expansão, uma vez que a cidade se encontra limitada nos demais sentidos devido à proximidade dos limites com outros municípios.
Capítulo 2 – Revisão Bibliográfica
O abastecimento de água por meio de águas subterrâneas é uma prática que vem se tornando cada dia mais comum, seja em virtude da má qualidade hídrica ou da insuficiência de vazão dos cursos de água superficiais disponíveis. Além disso, o crescimento populacional e o surgimento de leis que limitam os volumes de água a serem captados superficialmente motivam ainda mais a busca de alternativas de abastecimento, como através da exploração de água subterrânea. É, portanto, empregada como suprimento complementar e muitas vezes como fonte principal de abastecimento, geralmente captadas em poços profundos, comumente empregado em grandes conglomerados urbanos.
A exploração de água subsuperficial é feita em unidades geológicas denominadas aquíferos, que podem ser classificadas como porosas, cársticas ou fraturadas, e são reconhecidas pela sua grande capacidade de armazenar e transmitir água. Em São Paulo, segundo avaliações do SIGRH (2006), 60% das águas subsuperficiais do estado são armazenadas pelo aquífero Botucatu. Levantamento realizado pela CETESB diz que 80% dos municípios do estado são total ou parcialmente abastecidos por este recurso (CETESB, 2007). Porém, com o aumento no número de outorgas concedidas pelo DAEE, estima-se que este número seja bem maior atualmente. O levantamento ainda mostra que a captação é mais intensa na porção centro-oeste do estado, onde estão cerca de 80% dos municípios são abastecidos exclusivamente por água subterrânea (CETESB, 2004). Grande parte deste abastecimento é realizado através do sistema composto basicamente pelas Formações Serra Geral, Botucatu e Pirambóia. Como exemplo, cita-se a cidade de Ribeirão Preto, que é quase totalmente abastecida pelo aquífero Botucatu. Entretanto, a ocupação territorial diversificada também ocasiona sérios problemas ambientais como a degradação dos recursos naturais do solo, vegetação e água. A água subsuperficial é um recurso natural importante que é vulnerável a diversos fatores externos, principalmente os antrópicos, sendo o mais importante a disposição inadequada de resíduos e rejeitos e o uso indisciplinado do solo. Atividades urbanas, industriais entre outras formas, vêm sendo desenvolvidas em parcelas das áreas de afloramento, afetando as condições iniciais, seja em termos
da infiltração, e conseqüente recarga, ou em termos de qualidade das águas subsuperficiais. Nestas áreas, onde a recarga é considerada direta, a vulnerabilidade à poluição é ainda maior.
Ressalta-se aqui, portanto, a importância do estudo dos processos de infiltração e recarga na avaliação dos potenciais de contaminação de aquíferos, principalmente nas suas porções de afloramento, caracterizada como uma região de dinâmica intensa. Tal importância se deve ao fato destes processos constituírem a primeira etapa do fenômeno de transporte de poluentes.
No processo de definição de uma fonte hídrica, é importante avaliar como e onde a água pode ser melhor extraída, e quais as conseqüências que esta extração pode acarretar ao ambiente. Kumar (1993) afirma que a quantidade de água que pode ser extraída de um aquífero sem causar déficit hídrico é dependente da recarga. Heathcote et al. (2004) lembram que diversos países têm requerido, por lei, avaliações ambientais que considerem os prováveis efeitos ocasionados pela exploração de água subterrânea. Portanto, a necessidade de precisão na caracterização e quantificação dos processos físicos de dinâmica da água tem sido gradativamente ampliada, inclusive para a previsão da recarga subterrânea.
Modelos hidrogeológicos têm sido criados e estudados a partir de valores de recarga estimados. Logo, certo grau de erro é normalmente encontrado em modelos deste tipo, o que pode influir diretamente na confiabilidade dos resultados. Portanto, para uma tentativa mais realística de quantificação da componente da recarga, uma melhor compreensão do processo físico da dinâmica das águas e o detalhamento de suas variáveis envolvidas no fenômeno tornam-se indispensáveis a este objetivo.
Sendo assim, a quantificação da recarga além de constituir uma ferramenta para o planejamento e gestão das áreas de exploração de águas subterrâneas, uma vez que a capacidade hídrica dos reservatórios está diretamente relacionada a este fator, auxiliando nos trabalhos e medidas de minimização da poluição.