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Lærerintervju – Fokusgruppe med lærere fra mellomtrinn og småskoletrinn

6. Kvalitative resultater fra intervju med lærere og elever

6.3. Lærerintervju – Fokusgruppe med lærere fra mellomtrinn og småskoletrinn

Antes de se discutir mais detalhadamente os parâmetros para a realização de um estudo de localização dos Centros de Distribuição Secundária de Gás Natural e de expansão dos ramais dutoviários, é fundamental que se tenha uma ampla visão da importância e dos benefícios advindos dos estudos de localização, tanto para

empreendimentos públicos como privados. Deste modo, este tópico destina-se a apresentar uma série de considerações gerais sobre os estudos locacionais.

De acordo com CLEMENTE (1998), o estudo da localização é fundamental tanto para as empresas que procuram as maiores vantagens em termos da relação receitas/custo, quanto para o Estado, cujos objetivos de desenvolvimento regional e urbano, como também de diminuição dos desequilíbrios regionais estão em destaque.

Desse ponto de vista, ARAKAKI & LORENA (2002) ressaltam que a localização de facilidades é um aspecto crítico do planejamento estratégico para um grande número de empresas públicas e privadas. Tanto empresários que querem construir um novo empreendimento ou industriais que desejam situar nova unidade fabril, quanto administradores que selecionam locais para ofertar serviços públicos são freqüentemente desafiados pela dificuldade de decidir por um local adequado.

Assim, a localização pode ser estudada tanto em escala regional quanto em escala urbana. Em escala regional, ganham maior importância aspectos como custos de transportes, diferenciais de custos de suprimentos e mão-de-obra, bem como de acesso aos mercados. Normalmente, estas práticas restringem-se ao setor industrial. Já em escala urbana, destacam-se aspectos como regulamentação sobre o uso do solo, aluguel de terra, vias de acesso, tempo de deslocamento e observação de planos diretores.

Com relação ao setor público, CLEMENTE (1998) defende que o Estado, ao assumir o papel de indutor da atividade econômica, pode influenciar amplamente a localização das atividades industriais, considerando sempre a utilização eficiente dos recursos disponíveis, o desenvolvimento sustentável e a melhoria da qualidade de vida da população. Para tanto, sua atuação precisa fundamentar-se em estudos de potencialidades regionais e urbanas, tendo como referência os critérios empresariais de escolha locacional.

Os órgãos públicos podem dispor de estudos de localização para decidir tecnicamente onde alocar facilidades, tais como escolas, hospitais, pólos industriais, ou qualquer outro tipo de infra-estrutura necessária, evitando o desgaste político natural com as partes não beneficiadas, visto que estudos consistentes desta natureza são irrefutáveis.

Por outro lado, a ausência de metodologia científica na escolha locacional dá margem à efetivação de decisões com alto custo de oportunidade, baseadas no empirismo ou implementadas a partir do interesse individual do gestor. Além disso, há a possibilidade da existência de acordos e negociatas, indesejáveis do ponto de vista político-administrativo, pois o processo decisório transcorre sem que haja a transparência necessária já que não se conhece a melhor opção técnica.

ESPEJO (2001) ressalta que o grande interesse pelos estudos de localização é facilmente justificado, pois as decisões decorrentes envolvem normalmente recursos de capital significativos e com efeitos econômicos de longo prazo. Além deste fator, a implantação de facilidades freqüentemente causa, na região escolhida, desenvolvimento econômico, porém, poluição e impactos negativos.

ARAKAKI & LORENA (2002) reforçam que a dificuldade principal na localização está concentrada no fato de que antes mesmo de uma facilidade ser implantada, boas localizações devem ser identificadas, especificações de capacidade devem ser determinadas, bem como grande quantidade de capital deve ser alocada.

Do exposto, percebe-se que a decisão da localização espacial de um centro distribuidor (CD) constitui-se em elemento fundamental, a nível estratégico de planejamento, visto que diversos fatores devem ser considerados na escolha de sua localização. Neste intuito, BALLOU (1993) ressalta que os principais fatores que devem ser observados na definição da localização de um CD são:

a) Leis de zoneamento locais;

b) Aceitação da comunidade e do governo local; c) Custo para adquirir e conformar o terreno; d) Custos de construção;

e) Disponibilidade e acesso de serviços de transportes; f) Potencial para expansão;

g) Disponibilidade, salários e ambiente da mão-de-obra; h) Taxas relativas ao local (Impostos);

i) Segurança e vigilância; j) Taxas de seguro;

Ao se rebater estes fatores para o problema em questão da distribuição de gás natural, a partir de centros distribuidores, percebe-se que na escolha locacional todos os aspectos citados anteriormente devem ser considerados. Afinal, o gás natural, por ser inflamável e de difícil manipulação, exige alguns padrões de segurança e de infra- estrutura que devem ser observados, restringindo a quantidade de opções locacionais de implantação.

Em termos práticos, os custos e as distâncias de transporte são mensuráveis, sendo que o problema envolve uma busca pela melhor combinação de locais de implantação, dentre inúmeras alternativas geográficas. Além disto, é fácil perceber que o número de possíveis alternativas que devem ser analisadas e comparadas é muito alto. Mesmo para bairros metropolitanos ou cidades de médio porte acredita-se ser necessário ter que trabalhar com dezenas de locais potenciais para implantação de centros de distribuição, assim como centenas de clientes.

Estes números dão uma idéia do volume de dados a serem manuseados, já que a análise requer informações detalhadas sobre a demanda, capacidade de oferta, custos de transporte, custos de implantação, localização dos clientes, e a localização da rede dutoviária.

Diante deste panorama, é evidente que a tarefa de escolher os locais para se instalar um CDSGN, sem utilizar modelos matemáticos, fatalmente implicará em resultados com elevado custo de oportunidade, de modo que poderão ser escolhidas alternativas que não serão as melhores possíveis, prejudicando a competitividade do combustível.