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Lærerens kvaliteter

4. Tilretteleggelse av bandundervisning

4.3 Lærerrollen

4.3.1 Lærerens kvaliteter

Gomes (2013) estudou a consistência por espalhamento e a massa volúmica de argamassas de terra como e sem fibras, tendo obtido valores de 170 mm de consistência por espalhamento e valores de massa volúmica no estado fresco de 1872±1,4 kg/m3 e 1783±0,3 kg/m3, para argamassas de terra sem e com fibras, respetivamente. Pode concluir-se que as argamassas em estudo apresentam valores próximos dos obtidos pelo autor, não podendo ser os resultados diretamente comparados uma vez que o teor de água presente difere entre argamassas.

No que diz respeito à massa volúmica aparente, Gomes (2013) obteve valores entre 1500 e 1750 kg/m3 para argamassas de terra com e sem fibras. O mesmo autor estudou ainda as características das

0 20 40 60 80 100 120 140 0 2 4 6 8 10 12 14 A bsorç ão de va por água [g/ m 2] Tempo [h] P0 P FS FS_PCM20 CS_PCM20 CS45_FS30 CS30_FS45 CS30_FS25_PCM20 CS30_FS15_PCM30 CS30_FS45_F5

argamassas de terra com incorporação de cal aérea e fibras tendo obtido valores de massa volúmica apa- rente de 1700 kg/m3 e 1500 kg/m3, para argamassas de cal aérea sem e com fibras, respetivamente. Jamú (2013) também estudou a incorporação de terra em argamassas de cal aérea, tendo obtidos resultados de massa volúmica aparente entre 1700 e 1800 kg/m3. Concluir-se que os valores obtidos por estes autores são semelhantes aos obtidos no presente estudo.

Em termos de retração linear das argamassas de terra com e sem adição fibras, Gomes (2013) obteve valores de retração linear inferiores aos 3% definidos para argamassas de terra. Os resultados de retração linear obtidos pelo mesmo autor em argamassas de terra com incorporação de cal aérea e fibras apresentam também valores de retração linear inferior a 3%.

Dependendo da massa volúmica aparente, a condutibilidade térmica das argamassas de terra ron- dam tipicamente o valor de 0,17 e 1,1 W/(m.K) [Röhlen & Ziegert 2011], valores próximos dos obtidos nas argamassas estudadas na presente dissertação.

Jamú (2013) no estudo realizado com argamassas de cal aérea e incorporação de terra obteve valores de condutibilidade térmica de 0,7 W/(m.K) para argamassa sobre tijolo e de 0,8 W/(m.K) para pro- vetes prismáticos, tendo o ensaio dos provetes sido realizado com o mesmo equipamento e procedimento de ensaio utilizado na presente dissertação. Pode concluir que os valores obtidos para as argamassas de terra em estudo são superiores exceto no caso das argamassas com incorporação de PCM que são inferi- ores (cerca de 0,5 W/(m.K)) e no caso de argamassas com elevada quantidade de agregado grosso que apresentam os mesmos resultados.

Comparando os resultados de resistências mecânicas obtidos no presente estudo com a gama de valores recomendadas por Veiga et al. (2010) para argamassas de reboco interior de cal, todas as arga- massas com adição de PCM apresentam valores de resistência à tração inferiores a esta gama (entre 0,2 e 0,7 N/mm2). O mesmo acontece com o módulo de elasticidade com exceção de uma das argamassas com PCM (CS_PCM20) que se encontra dentro da gama estabelecida (entre 2000 e 5000 N/mm2). No que se refere à resistência à compressão todas as argamassas cumprem a gama definida por estes autores (entre 0,4 e 2,5 N/mm2). Desta forma, conclui-se que as argamassas sem incorporação de PCM apresen- tam características mecânicas semelhantes a outros tipos de argamassas, nomeadamente com base em cal aérea. Comparando com o Quadro 3.1 [Veiga et al, 2010] apresentado na secção 3.5, verifica-se que esta argamassa pode ser considerada adequada para aplicação na conservação de edifícios históricos.

Estudos desenvolvidos por Matias et al. (2012) mostram que argamassas de cal aérea com resí- duos de cerâmica podem atingir valores de resistência à compressão aos 120 dias de idade que ultrapas- sam 7 N/mm2 e de resistência à flexão que se aproximam de 0,35 N/mm2. Comparativamente, as argamas- sas do presente estudo apresentam valores de resistência mecânicas inferiores.

Comparando as argamassas estudadas na presente dissertação com as argamassas de terra ca- racterizadas por Gomes (2013) é possível concluir que apenas as argamassas sem incorporação de PCM estudadas apresentam valores de resistência à tração superiores aos que foram obtidos pelo autor (entre 0,15 e 0,175 N/mm2). O mesmo acontece quando comparados os valores de resistência à tração obtidos pelo mesmo autor em argamassas de terra com incorporação de cal aérea com ou sem fibras (0,15 N/mm2). Em termos de resistência à compressão, as argamassas de terra de Gomes (2013) apresentam valores inferiores aos obtidos pelas argamassas estudas na presente dissertação. Quando comparados os resul- tados das argamassas de terra com incorporação de cal aérea com e sem fibras deste autor com as arga- massas de terra estudadas conclui-se que os valores obtidos pelo autor são inferiores. Por fim, no que diz

respeito ao módulo de elasticidade dinâmico em argamassas de terra estudadas por Gomes (2013), os valores são inferiores aos obtidos nas argamassas em estudo e o mesmo acontece nas argamassas de terra com incorporação de cal aérea com e sem fibras vegetais.

Para argamassas de cal aérea, Faria et al. (2008) obteve valores de módulo de elasticidade (2100±53 N/mm2) inferiores aos obtidos neste estudo para argamassas de terra, exceto no caso das arga- massas com incorporação de PCM que apresentam valores inferiores aos obtidos pelo autor. Em termos de resistência à compressão, o mesmo autor obteve também valores inferiores (0,75±0,03 N/mm2) e por fim no que diz respeito à resistência à tração os valores obtidos pelo autor (0,32±0,01 N/mm2) são superi- ores aos obtidos nas argamassas de terra em estudo.

Segundo Röhlen & Ziegert (2011), as argamassas de reboco de terra devem apresentar valores de aderência entre o suporte e o reboco de pelo menos 0,03 N/mm2, sendo o valor de 0,15 N/mm2 o mais habitual. Os valores de aderência ao suporte de outras argamassas são tipicamente superiores como é o caso de argamassas de cal (variam entre 0,1 e 0,2 N/mm2) [Röhlen & Ziegert, 2011]. No entanto, a situação de dificuldade de execução do ensaio sentida nas argamassas de terra da presente dissertação ocorrem também frequentemente com argamassas de cal aérea. Analisando os resultados obtidos pelas argamas- sas estudadas é possível concluir que apenas as argamassas pré-doseadas, P0 e P, cumprem o valor mínimo de 0,03 N/mm2, referenciado pelos autores Rohlen & Ziegert (2011), sendo que apenas a arga- massa P0 apresenta valores de aderência ao suporte semelhante ao apresentado pelos autores.

Em termos de permeabilidade ao vapor de água, os valores das argamassas de terra estudadas são superiores aos determinados por Faria (2014) para argamassas de cal aérea (entre 1,67 e 2,19x10-11 kg/m.s.Pa). Os valores de espessura da camada de ar de difusão de vapor de água equivalente obtidos no presente estudo são também superiores aos obtidos para argamassas de cal (variam entre 0,089 e 0,117 m).

Comparando com as argamassas de terra caracterizadas por Gomes (2013), que também não têm ligante e cujos provetes são impermeabilizados com parafinas, apresentam-se resultados de índice de se- cagem inferiores aos obtidos pelo autor, exceto no caso da argamassa CS30_FS45 e CS30_FS45_F5 que apresentam valores semelhantes. Jamú (2013) com o seu estudo sobre argamassas de cal aérea com diferentes percentagens de terra obteve coeficientes de capilaridade muito superiores aos que foram obti- dos por argamassas de terra (variam entre 3 e 4 kg/(m2.s1/2).

Gomes (2013) para argamassas de terra sobre suportes de terra obteve valores inferiores a 80 Shore A em todas as argamassas de terra com e sem fibras e em todas as argamassas de terra com incorporação de cal aérea com e sem fibras. A argamassa pré-doseada de terra em estudo aplicada sobre adobe apresenta valores superiores a 80 Shore A. Jamú (2013) obteve valores de dureza superficial por durómetro inferiores para argamassas de cal aérea e de cal aérea com terra (entre 63 e 70 Shore A).

Em termos de velocidade de propagação de ultrassons as argamassas de terra e de terra com cal aérea com e sem fibras estudadas por Gomes (2013) apresentam valores superiores (superior a 1000 m/s) aos valores obtidos pela argamassa pré-doseada de terra aplicada sobre alvenaria de adobe.

Jamú (2013) obteve valores de resistência superficial por esclerómetro pendural de argamassas de cal aérea e de cal com terra sobre muretes superiores aos valores obtidos pelas argamassas de terra em estudo (cerca de 80 graus Vickers). Em termos de velocidade de propagação de ultrassons sobre mu-

retes, a argamassa de cal aérea apresenta valores inferiores (551 ± 94 m/s) aos apresentados pelas arga- massas em estudo, enquanto a argamassa de terra apresenta valores superiores (775 ± 98 m/s), exceto no caso das argamassas sobre tijolo.