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Lærer-elev relasjoner og betydningen av disse

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2. TEORI OG FORSKNING

2.4. Lærer-elev relasjoner og betydningen av disse

Tendo em conta a localização da lesão, serão descritas seguidamente com pormenor as alterações nas várias componentes linguísticas.

1.3.3.1 Discurso

De acordo com Caldas (2000), a afasia global carateriza-se por um discurso não-fluente caraterizado por seis componentes:

1. Débito – reduzido (menos de 50 palavras por minuto);

2. Esforço produtivo – aumentado (podem-se verificar hesitações e bloqueios); 3. Articulação – pode coexistir uma disartria;

4. Comprimento das frases – curtas (uma a duas palavras por frase) com ausência de partículas de ligação, sendo que estas são substituídas por acompanhantes não-verbais ou uso de

palavras de maior significado (agramatismo/discurso telegráfico), pode-se ainda observar uma correta sequenciação semântica mas com falhas na codificação e explicitação das relações entre os elementos da frase (nível sintático);

5. Prosódia – podem haver alterações de prosódia - ritmo e melodia (características de lesões pré-rolândicas);

6. Parafasias – maioritariamente semânticas, existência de neologismos. De acordo com (Helm-Estabrooks, N. & Albert, 2004) a não fluência do discurso pode mesmo ser uma total ausência de discurso, um estereótipo com diferentes entoações e acompanhado de comunicação não-verbal, raras condutas de aproximação, ou então presença de pausas anómicas e perserveração. Habitualmente neste tipo de afasia a média de extensão de frase varia entre zero a cinco palavras por frase. Pode-se verificar também uma componente apráxica buco-facial marcada.

1.3.3.2 Nomeação

Segundo o mesmo autor define-se nomeação como a capacidade de dar nome a um objeto, processamento este que depende de várias etapas, tais como: reconhecimento visual do objeto ou descodificação de uma figura, acesso ao conceito lexical, seleção do lema, ativação para os morfemas – associada à constituição fonética da palavra, codificação fonética, evocação dos movimentos e postura articulatória e, por fim, articulação da palavra. Durante este processo pode-se verificar ausência de nomeação, produção de parafasias semânticas ou neologismos, estereótipo ou uso de estratégias não-verbais (gestos, sons). O desempenho de uma PCA global na prova de nomeação pode ser variável. Neste tipo de afasia as estratégias de responsive-naming e ajudas fonológicas contribuem significativamente para a capacidade de nomeação.

1.3.3.3 Compreensão auditiva

Define-se como a capacidade de processar a informação ouvida e de ativar o campo semântico a que lhe diz respeito. Podemos verificar uma melhoria desta competência se a informação for apresentada lentamente, favorecendo a descodificação da mesma. As alterações nesta competência podem variar desde a incapacidade de compreender palavras isoladas simples, como substantivos, a frases simples ou discurso narrativo. Esta faculdade pode ser influenciada pelas categorias semânticas ou pela frequência de uso da palavra. Por exemplo, algumas pessoas apresentam uma compreensão auditiva melhor para palavras relacionadas com ações em vez de

substantivos. As categorias semânticas como as partes do corpo ou as cores poderão ser particularmente difíceis.

Como já foi referido anteriormente a compreensão auditiva de material verbal simples está significativamente alterada nas PCA global, inclusive na prova de identificação direta de objetos.

É importante ter presente que a capacidade de compreensão auditiva requer mais do que um processamento linguístico, como por exemplo, várias capacidades cognitivas, como processamento visuo-espacial, atenção e memória de trabalho (Helm-Estabrooks, N. & Albert, 2004). Estas últimas competências poderão, pelo menos parcialmente, explicar os cinco tipos de alterações descritas por (Brookshire, 1974), tais como:

Slow rise time - a pessoa perde o início da mensagem;

Noise buildup - a pessoa compreende melhor o início da mensagem, no

entanto deixa de conseguir acompanhar com o aumento de informação;

Information capacity deficit - a performance pode variar dependendo se a

pessoa ainda está a processar informação antiga aquando da apresentação de nova informação, beneficiando de algumas pausas durante o processo;

Retention deficits - diminuição da capacidade de processamento à medida

que a mensagem aumenta, coexistindo alterações de retenção de informação sempre nas mesmas alturas;

Intermittent auditory imperception - o processamento de informação vai

sendo alternado com momentos de retenção e de não-retenção de informação, originando uma performance inconsistente.

As pessoas que apresentam este tipo de afasia podem apresentar alterações ligeiras a severas nas provas de compreensão de material não-verbal, sendo que na fase aguda está muito afetada vindo a melhorar progressivamente, tornando-se posteriormente a forma de eleição para a comunicação (Helm-Estabrooks, N. & Albert, 2004; Rosenbek, J., LaPointe, L. & Wertz, 1989; Whitworth, A., Webster, J. & Howard, 2005)

1.3.3.4 Repetição

Esta competência confina-se à capacidade de nomear novamente o que se compreendeu (Caldas, 2000). Durante este processo podemos recorrer à via fonológica, que consiste em segmentar a palavra nos vários fonemas que a compõe e produzir o modo e ponto articulatório

correspondente, sem ser necessário recorrer ao campo semântico da palavra, ou repetir a palavra ativando a via lexical, pela associação lexical da palavra ouvida às que a pessoa conhece. Alguns autores (Helm-Estabrooks, N. & Albert, 2004) acrescentam que existem várias variáveis que influenciam esta capacidade que vão desde a frequência do uso das palavras, comprimento e complexidade fonológica, categoria semântica a que pertence, valência emocional e partes do discurso (substantivos vs palavras gramaticais). Geralmente palavras mais frequentes, monossilábicas, ou com valor emocional são mais fáceis de repetir. Pode-se verificar ausência total de repetição, presença de estereótipo, ou produção de parafasias maioritariamente fonológicas, visto que nos casos de lesão cerebral a via lexical é a mais afetada.

1.3.3.5 Leitura / escrita

A literatura refere a escrita como a capacidade de representar, de forma escrita, a linguagem oral, e a leitura como a capacidade de reconhecer um grafismo que é arquivado em memória em associação com a memória lexical (Caldas, 2000). Ambas as competências estão sempre alteradas neste tipo de afasia, verificando-se por vezes a presença de alexia e agrafia.

A capacidade de compreensão leitura de palavras e de frases pode estar alterada (ligeira a severa) no entanto a compreensão de texto está significativamente alterada (moderada a severa). A capacidade de leitura oral está severamente alterada para letras, palavras, frases ou texto. A escrita do nome, letras, palavras e frases podem-se encontrar severamente alteradas, sendo que normalmente esta competência está dependente da estratégia por cópia.

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