2. Litteraturgjennomgang
2.1 Læraraktørskap som forskingsfelt
a cada docente um DVD com as gravações das suas aulas e foi-lhes solicitado que as observassem e registassem, por escrito, as suas reflexões que foram enviadas pelo correio eletrónico, antes do início do segundo período letivo. A reflexão teve como ponto de partida a seguinte questão: “O que observo?”
Por último, nesta fase, foi, ainda, solicitado aos professores que respondessem ao Questionário do Otimismo Académico.
No decorrer das interrupções letivas, correspondente ao período de férias de natal dos alunos, foi enviado a cada professor, via correio eletrónico, o Q.I.P. correspondente a cada turma. Para facilitar a sua leitura e interpretação foi, também, enviado o modelo de relacionamento interpessoal já explicitado no 2º capítulo.
Em janeiro, início do 2º período letivo, iniciou-se a ação de formação intitulada “Ecologia da sala de aula: relacionamento interpessoal professor-aluno e a criação de um clima de aprendizagem positivo”, aprovada pelo Conselho Cientifico-Pedagógico da Formação Contínua que concedeu 1 crédito e que decorreu entre Janeiro a Abril. (ANEXO 10).
No início de 3º período foram repetidos todos os passos metodológicos à semelhança do 1º período: aplicação do QIP aos alunos e professores, gravação em vídeo de 4 aulas de cada turma, divulgação via correio eletrónico dos resultados do Q.I.P, entrega do DVD com as respetivas gravações das aulas e preenchimento do Questionário do Otimismo Académico. No final, foi solicitado aos docentes que avaliassem, através de uma reflexão escrita crítica, o clima de aprendizagem das suas aulas.
6- Ação de Formação
A ação de Formação decorreu entre Janeiro e Abril de 2013 num total de 25h distribuídas por 7 sessões.
Todos os materiais construídos para serem implementados no decorrer da formação foram elaborados de acordo com os princípios do modelo realista e já explicitados no 1º
capítulo. Foi preocupação da formadora que esses materiais representassem um desafio para os formandos, mas que estivessem em consonância com as suas necessidades e preocupações. Não obstante, procurou-se que os mesmos não causassem constrangimentos dado que poderiam originar sentimentos de desconforto entre os formandos.
Para que os docentes pudessem confrontar-se com as suas gestalts e iniciassem um processo reflexivo que os conduzisse à teoria, as tarefas propostas solicitaram sempre um (re) ligar do formando a situações concretas por eles vivenciadas nas suas práticas diárias. O objetivo último foi o de os conduzir à tomada de consciência dessas gestalts e tentarem que compreendessem de que modo as mesmas poderiam estar a interferir de forma negativa nos seus comportamentos diários, nomeadamente no que se refere ao estabelecimento de relações interpessoais com o grupo turma, ou com algum aluno em particular.
Em todas as sessões, após a apresentação das tarefas, foram elaboradas reflexões escritas pelos formandos com o objetivo de os conduzir a um questionamento crítico e ativo dos princípios que os mesmos pudessem ter como inquestionáveis e, deste modo, atribuir-lhes um novo significado contribuindo para elevar as possibilidades de emergirem novas formas de olhar, pensar e sentir as diferentes situações/práticas diárias, mas, também, procurar que compreendessem os sentimentos e razões subjacentes a essas ações analisando as suas crenças. Todas as reflexões escritas foram partilhadas no seio do grupo num total espírito intercolegial. A teoria que foi emergindo, ao longo das sessões, foi trabalhada de acordo com as situações específicas em discussão e sempre ligada às experiências e preocupações dos formandos.
Foi cuidado da formadora criar um ambiente de trabalho caloroso. A sala foi disposta em círculo. Como a formação decorreu em pleno inverno e em horário pós laboral a formadora levou aquecedores seus e lanche para todos os formandos. Em todas as sessões estes sentiram total liberdade de movimento e/ou de interferir nas discussões do grupo sempre num total respeito pelas ideias do outro. O lema foi: todos estão certos. Não existem ideias certas ou erradas.
Na 1º sessão esteve presente a diretora do centro de formação para dar as boas vindas e para que os formandos assinassem o protocolo da formação. A partir desse momento iniciou-se um grande desafio para a formadora dado que representou nesta matéria a sua 1ª experiência.
A formadora começou por agradecer a colaboração de todos sublinhando que só desse modo foi possível recolher os dados que conduziram à realização do presente trabalho de investigação. Seguidamente, e porque expressaram alguma dificuldade na interpretação do QIP, foi explicitado o modelo de relacionamento interpessoal de Leary, bem como os princípios da pragmática da comunicação. As tarefas propostas foram previamente elaboradas tendo por base o modelo “cebola”, a saber:
1ª Sessão – em torno da Identidade. A formadora entendeu ser pertinente começar por este nível do referido modelo para que os participantes se dessem a conhecer um pouco melhor uns aos outros. Deste modo, foi proposto que se definissem recorrendo a uma metáfora justificando a sua escolha;
2ª Sessão – em torno da Missão. Com a tarefa intitulada “Que tipo de professor pretendo ser?” procurou-se conduzir os formandos a refletirem sobre os seus ideais e de que modo estes orientam o seu desempenho enquanto profissionais de ensino;
3ª Sessão – em torno das crenças. Com a tarefa “Eu ou o meu professor? Quem encontro em mim? Afinal, quem sou?” procurou-se conduzir os formandos a refletirem nos aspetos da personalidade, bem como nas práticas pedagógicas dos professores que mais os marcaram enquanto alunos de forma positiva e negativa. Depois de identificarem esses aspetos, foi objetivo da sessão conduzir os formandos num processo introspetivo a fim de reconhecerem, ou não, nas suas práticas, bem como na forma como comunicam com os seus alunos, os aspetos que mais os marcaram e que identificaram nos seus professores, quer de forma positiva, quer de forma negativa. (Posteriormente, a formadora enviou um quadro-síntese sobre os aspetos positivos e negativos por correio eletrónico a todos os participantes);
4ª Sessão – em torno das competências. Com a tarefa intitulada “Comunicação” procurou-se conduzir os formandos a refletirem sobre a sua competência comunicativa, nomeadamente a identificarem as maiores dificuldades sentidas nesta área e aspetos em que se sentissem particularmente mais eficazes. Ainda nesta sessão e porque a formadora sentiu que havia necessidade de dar algumas respostas fundamentadas na teoria, procedeu-se a uma explicitação teórica relembrando-se os princípios da pragmática da comunicação e foi distribuído aos formandos um pequeno resumo retirado do presente trabalho referente ao 2º capítulo. Tendo em conta o fator temporal, optou-se por incidir sobre a competência comunicacional, pois não se pode esquecer que todo o ensino é um ato comunicacional. (Wubbels & Brekelmans, 2005). Ainda nesta sessão os participantes foram “desafiados” a
reconhecerem as suas qualidades nucleares e a identificarem os fatores que encorajam e/ou inibem a sua expressão quer em sala de aula, quer na comunidade (contexto organizacional) e a identificaram fatores inibidores e/ou encorajadores que fortalecessem as suas competências para manifestarem qualidades nucleares como: humor, empatia e entusiasmo em contexto de sala da aula;
5ª Sessão – em torno do Comportamento. Com a tarefa intitulada “Clima de sala de aula” foi apresentado um incidente crítico. Procurou-se que os formandos refletissem na forma como geriam o grupo de alunos apresentados na tarefa. Nesta sessão foi abordado o fenómeno da categorização sublinhando-se os efeitos negativos que o mesmo causa ao nível do relacionamento interpessoal e que, muitas vezes, ocorre de forma inconsciente; a finalizar esta sessão foi proposto uma atividade de role playing;
6ª Sessão – em torno do Ambiente. Foi, também, apresentado um incidente crítico como ponto de partida para a reflexão procurando-se que os formandos descrevessem de forma mais detalhada possível uma situação concreta e, ao mesmo tempo, identificassem os sentimentos que a mesma originou, as sua reações comportamentais e o que pensaram. Foi solicitado que mentalmente desenhassem um plano de ação projetado para futuras situações similares O objetivo último foi o de conduzir os participantes a compreenderem as suas emoções e o papel que desempenham no seu agir;
7ª Sessão – nesta última sessão, foi organizado o portefólio reflexivo individual constituído por todos os trabalhos desenvolvidos no decorrer da formação a apresentar ao Centro de Formação, ao preenchimento das fichas de presença, à elaboração dos sumários respeitantes a cada sessão.
O conjunto de tarefas apresentadas e desenvolvidas no decorrer da formação tiveram por finalidade desenvolver nos professores:
- a sua capacidade de reflexão crítica; - competências de resolução de problemas; - a capacidade de reformular a experiência; - gerar alternativas;
- avaliar ações no sentido de construírem novas aprendizagens. - tomarem consciência de algumas das suas gestalts;
- compreenderem a importância da dimensão emocional do ser humano; - uso satisfatório do reportório comportamental do professor.
Como referem Garmston, Lipton e Kaiser (2002) sem reflexão o progresso não tem uma natureza informada sendo a mudança, quando esta ocorre nas práticas, meramente acidental.
O conjunto de todas as tarefas desenvolvidas no decorrer da formação pode ser consultado em Anexos (ANEXO 12).
II Capítulo: Resultados
Neste ponto serão apresentados os resultados referentes às análises descritivas do Questionário do Otimismo Académico, da Autoeficácia, Confiança nos alunos e Famílias e Ênfase Académica na 1ª e 2ª fase, isto é, antes da formação e depois da mesma.