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Kvinner, hverdagsliv og hushold

5. Moderne kvinner i en tradisjonsrik næring

5.3 Kvinner, hverdagsliv og hushold

A partir do conhecimento dos princípios, que articulam a base do contrato de comunicação, define-se que os sujeitos envolvidos nesta pesquisa são atores sociais que compõem o contexto sócio-cultural da Educação a Distância com comportamento informacional em ambiente virtual.

O sujeito é, pois, um sujeito de comunicação definido por sua identidade psicológica e social, por um comportamento finalizado e pelas restrições que ele sofre se ele quer se inserir na interação (nessa perspectiva ele é um “isso”). Ele se define também por suas próprias intenções para com o outro (e nessa perspectiva ele é um “eu”) (CHARAUDEAU, 1999, p. 34).

Este sujeito no contexto virtual, num processo de aprendizado, pode representar vários papéis de acordo com sua posição de produtor de informação ou de receptor informacional, podendo muitas vezes exercer as duas identidades. Sendo assim, a interação professor aluno em AVA pode ser representada pela relação comunicacional:

Figura 9 – Representação da relação comunicacional no AVA Fonte: adaptado de Charaudeau (2008)

Mello (2005) lembra que a seta que une professor e aluno indica reciprocidade, interação, relação, via de mão dupla. Essa seta não indica linearidade e nem simetria. Dito de outro modo, não há garantia de que aquilo que o professor diz será aquilo que o aluno ouvirá, assimilará, interpretará e armazenará, e vice versa.

Temos o EU professor e o TU alunos como parceiros no ato de linguagem em função

de uma relação contratual. Ela é estabelecida de acordo com os três componentes de pertinência situacional do ato de linguagem apresentados pelo contrato de comunicação.

Primeiro se tem o componente Comunicacional, um quadro físico da situação interacional, no qual os sujeitos comunicantes se fazem presentes e apresentam suas ferramentas de comunicação (oral, escrita, etc.). Já o componente Psicossocial, relaciona-se com os estatutos que os parceiros podem reconhecer um no outro (idade, sexo, profissão, etc). Por fim o, o componente Intencional é compreendido como conhecimento que cada um dos parceiros possui a priori que serve de estratégia para sua articulação discursiva (CHARAUDEAU, 2008),

A partir do entendimento dos postulados de pertinência situacional, afigura-se o quadro de contrato de comunicação entre professor e aluno num Ambiente Virtual de Aprendizado.

Figura 10 - Contrato comunicacional entre professor e aluno no AVA Fonte: adaptação do quadro de Charaudeau (2008)

No quadro temos a pessoa A, que é o parceiro detentor da iniciativa do processo, neste caso, o professor. Sendo o principal articulador das principais informações no AVA, torna-se responsável no estabelecimento das intenções de comunicação e também de situar como essa comunicação deve ser consolidada (através de fóruns, chats, e-mail, etc). Assim sendo, ao sair do nível situacional, no qual elaboraram suas estratégias de discurso ele se liga às estratégias de orientação a fim de convencer o outro, o parceiro de comunicação – o aluno, a interagir com suas propostas de comunicação. Neste sentido, o professor adquire o papel de sujeito comunicante, mas logo em seguida, no nível do discurso, pode assumir o papel de sujeito interpretante, quando a relação com o aluno começar e diálogos forem estabelecidos.

A pessoa B é o aluno, o espectador no nível situacional, que pode possuir demandas e ofertas de informações para compartilhar com o professor e com os demais alunos no nível do discurso. Quando alunos e professor se encontram no circuito interno, no nível do discurso,

ambos podem agir como sujeito comunicante, ou assumir o papel de sujeito interpretante. Essas relações são indicadas pelas setas com direção nas duas extremidades, lembrando a reciprocidade no processo de comunicação quanto há entrada e saída nos circuitos internos e externos.

A relação comunicacional entre o Professor e o aluno encontra-se no contrato de comunicação regido pelos “postulados de intencionalidade”. Esses postulados se consolidam de acordo com os princípios indissociáveis de Charaudeau (2008), conforme descritos na metodologia: princípio da interação, princípio da pertinência, princípio da influência, princípio da regulação.

O princípio de interação está na relação professor alunos, quando acontecem trocas numa relação interativa: por um lado verifica-se um processo de emissão-produção do discurso, por outro, um processo de recepção-interpretação do discurso, quando interagem nos fóruns, por exemplo.

O princípio de pertinência avalia quando o que é dito é apropriado em uma situação específica. Esse princípio explicita o quanto é fundamental a compreensão informacional, entre professor e aluno, sobre o conteúdo estudado no ambiente virtual.

O princípio de influência postula que no AVA o professor pode perceber se o aluno está favorável, desfavorável ou indiferente ao projeto. Recomenda-se que o professor use estratégias de sedução, convencimento, motivação, etc.

O princípio de regulação constitui a condição para que os parceiros se engajem nos processos de reconhecimento do contrato de comunicação para estabelecer a troca comunicativa. Esse princípio se consolida no AVA a partir das informações comuns partilhadas pelos parceiros comunicacionais.

Para Mello (2005, p.61), esses “Postulados de Intencionalidade” garantem o direito a fala do professor e do aluno, levando a três tipos de reconhecimento:

a) “O reconhecimento do saber: um domínio em termos de discurso sobre o mundo”; b) “O reconhecimento do poder: que mede o grau de adequação que se estabelece

entre identidade psicossocial do sujeito e seu comportamento enquanto sujeito linguageiro;

c) “Reconhecimento do saber fazer: que permite julgar o sujeito competente em sua ação de sujeito que comunica”.

Isso mostra que entre professor e aluno existe um contrato comunicacional que permite legitimar o ato de linguagem e identificar papéis de cada um nessa interação. Possibilita, ainda a compreensão mutua, o reconhecimento recíproco auto-legitimação desses papéis, suas intenções no momento de

troca linguageira, além do (re)conhecimento e do controle da intenção (MELLO, 2005, p. 62).

A partir da compreensão da relação dos sujeitos informacionais no processo de comunicação em Ambiente Virtual de Aprendizado, passamos aos tópicos de análise dos dados da amostra de acordo com o contato de comunicação em AVA.