5 DRØFTING
5.2 Kven er Setesdalsturisten?
No desempenho energético e operacional do conjunto trator-semeadora foram realizadas as seguintes avaliações: velocidade de deslocamento, área mobilizada, capacidade de campo operacional, consumo horário de combustível, consumo operacional, consumo específico, consumo por área mobilizada, força, potência, patinamento dos rodados dianteiro e traseiro do trator e deslizamento do rodado da semeadora.
3.4.2.1 Velocidade de deslocamento, área mobilizada e capacidade de campo operacional
A velocidade real de deslocamento do conjunto trator-semeadora-adubadora foi obtida em função do espaço percorrido em cada unidade experimental e do tempo de percurso realizado pelo trator, com o uso do cronômetro digital. Para a mensuração da área mobilizada foi utilizado perfilômetro de ferro contendo 50 varetas verticais de 64 cm de comprimento e espaçamento entre varetas de 1cm. No perfilômetro foi colocado papéis milimetrados com o intuito de traçar as curvas delimitadoras do perfil natural e de fundo (Figura 7). O levantamento foi realizado duas vezes, a primeira para definir o perfil natural do solo, que foi realizada após a passagem da semeadora e o segundo para definir o perfil de fundo, após ser verificada área mobilizada dentro do sulco de semeadura. Com as curvas delimitadoras do perfil natural e de fundo foi realizado o somatório das alturas dentro desse intervalo.
A capacidade de campo operacional (Equação 1) foi determinada por meio da largura útil de trabalho da semeadora-adubadora, velocidade real de deslocamento em m s-1 e eficiência teórica da operação da semeadora-adubadora de 75%, segundo ASAE (1997).
(1) Em que:
CCo = Capacidade de campo operacional (ha h-1);
LT = Largura útil de trabalho da semeadora-adubadora (m); V = Velocidade de descolamento (m s-1);
0,36 = Fator de conversão da unidade;
0,75 = Eficiência teórica da semedora-adubadora, ASAE (1997). Figura 7 – Delimitando o perfil natural
Fonte: Própria autora.
3.4.2.2 Consumo horário de combustível, consumo operacional, consumo específico e consumo por área mobilizada
Para determinar o consumo horário de combustível foi utilizado fluxômetro da marca “Flowmate” oval, modelo Oval M-III e LSF 41 com precisão de 0,01, com dois medidores de fluxo (Figura 8), os pulsos gerados eram convertidos em volume, considerando a vazão de 1 ml pulso-1. O consumo horário de combustível foi medido na área útil de todas as parcelas em unidade de volume (mL), e pela diferença entre os volumes de combustível medido na entrada e
no retorno da bomba injetora. A delimitação do início e fim da área útil foram estacas espaçadas por 10 m que serviu de ponto de referência para ligar e desligar os medidores de fluxo.
O consumo operacional (L ha-1) foi obtido pela razão entre o consumo horário de combustível e a capacidade de campo operacional. O consumo específico (kg kw h-1) foi adquirido em função da densidade mínima do combustível a 20º C (0,820 Kg L-1) pelo consumo horário e dividido pela potência. O consumo por área mobilizada foi adquirido em função do consumo específico de combustível pela área mobilizada.
Figura 8 – medidores de fluxo de combustível.
Fonte: Própria autora.
3.4.2.3 Força e potência na barra de tração
A força média requerida na barra de tração foi determinada pelo método indireto, conforme Mialhe (1996), utilizando comboio de tratores. O comboio consiste na utilização de dois tratores, sendo o primeiro denominado de trator de tração, pois tracionará o segundo, chamado de trator suporte. Entre os dois tratores foi colocado célula de carga da marca HBM, modelo U 10M , com sensibilidade de 135 kW (Figura 10), instalada entre a barra de tração do trator de tração e no cabeçalho colocado na frente do trator suporte que foi acoplado à semeadora, conforme figura 9. Por meio da diferença entre a força do comboio com a semeadora operando e a força do comboio com a semeadora levantada obteve a força média na barra de tração. A força do comboio com a semeadora operando foi medida em todas as parcelas experimentais, já a média da resistência ao rolamento do conjunto (semeadora sem realizar o processo de semeadura)
foi avaliada nas coberturas de cada bloco, totalizando quatro repetições. A força média foi calculada pela seguinte fórmula:
(2) Em que:
F = Força média na barra de tração;
Fe = Força média de traça medida durante o experimento; Rol = Média da resistência ao rolamento do conjunto.
Figura 9 – Comboio de tratores.
Fonte: Própria autora.
Figura 10 – Célula de carga HBM, modelo U 10M
Fonte: Própria autora.
Para a aquisição dos dados de força na barra de tração foi instalado o programa QuantumX Assistant em um notbook para armazenamento dos dados na área útil. Para a
delimitação do início e fim da área útil foram utilizadas estacas espaçadas por 10 m que serviu de ponto de referência para ligar e desligar o sistema de armazenamento de dados.
A demanda de potência média na barra de tração foi realizada de forma indireta por meio da equação 3.
(3) Em que:
PB = Potência média na barra de tração (kw); FT = Força média na barra de tração (kN); V = Velocidade real de deslocamento (m s-1).
3.4.2.4 Patinamento dos rodados do trator e deslizamento do rodado da semeadora
O método utilizado para determinar o patinamento dos rodados do trator foi pelo número de voltas do rodado dianteiro e traseiro do trator, com carga e sem carga, conforme equação 4. O número de voltas do rodado com carga faz referência a semeadora realizando o processo de semeadura realizado em todas as parcelas experimentais, e o número de voltas do rodado sem carga, com a semeadora levantada foi realizado uma repetição em cada bloco com as diferentes coberturas, totalizando quatro repetições de cada cobertura.
(4) Em que:
P = Patinamento dos rodados do trator (%);
NVC = Número de voltas do rodado do trator com carga, trator operando com a semeadora realizando o processo de semeadura;
NVS = Número de voltas do rodado do trator sem carga, trator operando com a semeadora levantada;
O deslizamento do rodado da semeadora foi obtido por meio da equação 5, medido em todas as parcelas.
(5)
Em que:
DS = Deslizamento da semeadora (%);
N = Número de voltas da roda motriz da semeadora; Pr = Perímetro da roda motriz da semeadora (m); Le = Comprimento da área útil (m).