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3. METODE

3.2. Kvantitativ metode

A exemplo dos achados de VBM, as áreas de redução metabólica foram mais difusas e inconsistentes no gCCLna do que no observado no subgrupo amnéstico. Não persistiram reduções de MRG após correção para PVE no gCCLna em comparação com o GC. A Figura 7 e os Gráficos 7, 8 e 9, contudo, demonstram que o MRG do gCCLna em algumas áreas no pré- cúneo, cíngulo posterior e giro temporal médio esquerdo apresenta níveis intermediários entre o gCCLa e o GC. Esses valores intermediários entre o grupo normal e o amnéstico, além da sua maior variação, podem indicar que no gCCLna existam sujeitos em diferentes estágios e com degeneração em padrão menos homogêneo que no gCCLa.

Em estudo de PET-18FDG com diferentes tipos de CCL, Clerici et al. (2009) relataram a redução metabólica nos pré-cúneos em relação a idosos com cognição normal tanto em CCLa quanto em CCLna. Resultados semelhantes foram vistos em nosso estudo antes da correção para PVE. Contudo, hipometabolismo nessas áreas não persistiu após correção para

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PVE no gCCLna em relação ao grupo controle, ao mesmo tempo discordando e complementando os dados destes autores.

Os sujeitos do gCCLna apresentam redução metabólica no córtex pré- frontal direito quando comparados com o grupo controle antes da correção para PVE. Contudo, após correção para PVE persiste hipometabolismo somente no córtex pré-frontal esquerdo no subgrupo com disfunção cognitiva/atencional exclusiva (CCLna UD) quando comparado ao grupo GC, além do córtex pré- frontal direito quando todo o grupo CCLna é comparado ao gCCLa. Achados similares não haviam sido descritos na literatura em estudos específicos de imagem funcional e CCLna (Nobili et al., 2008; Clerici et al., 2009).

À primeira vista, poderia ser sugerido que as áreas de hipometabolismo frontal observadas no gCCLna estivessem relacionadas ao comprometimento de funções executivas e de atenção apresentados pelos pacientes deste grupo. O córtex pré-frontal dorsolateral e dorsomedial são classicamente associados a funções executivo-atencionais (Szczepanski e Knight 2014; Rabinovici et al., 2015). O giro frontal superior (especialmente sua porção dorsolateral) tem conexões anatômicas consistentes com redes neurais executivas e de atenção, porém também com a DMN (Li et al., 2013).

Déficit na ativação da região pré-frontal é identificado em pacientes com baixo rendimento em testes que avaliam funções executivas, como o teste de trilhas (Zakzanis et al. 2005) e esta área pode atuar como parte de uma rede que inclui o giro do cíngulo anterior, envolvida no controle de motivação e planejamento de ações (Szczepanski e Knight 2014; Rabinovici et al., 2015).

O padrão de metabolismo glicolítico em repouso em CCLna aqui demonstrado é parcialmente concordante com outros estudos. Nobili et al.

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(2008) reportaram redução de fluxo sanguíneo cerebral no córtex frontal direito medido por SPECT em CCLna quando comparado com sujeitos com queixa subjetiva de memória. Esse estudo, contudo, contabilizou no CCLna altas taxas de depressão (29,4%) e grande quantidade de HSB (que foram relacionadas a lesões microvasculares), além de análise por regiões de interesse (ROI) pré-selecionadas e ausência de correção para PVE, o que dificulta sua comparação com os achados do presente trabalho.

Como discutido em parte acima, redução de volume no córtex pré- frontal dorsolateral esquerdo foi relatado em CCLna UD (disexecutivo) por Pa et al. (2009). O grupo CCLna desses autores apresentou, contudo, características diferentes do presente estudo, como valores mais elevados de escala de parkinsonismo (critério de exclusão no presente estudo). É reconhecido que determinadas síndromes Parkinsonianas podem estar associados a déficits funcionais e metabólicos nos lobos frontais (Eckert et

al., 2008; Teune et al., 2010).

Carmichael et al. (2013) identificaram redução volumétrica frontal em sujeitos com CCLa ao longo do tempo, porém que não apresentou relações com risco de evolução para DA. O desaparecimento do hipometabolismo frontal visto no gCCLna após correção para PVE pode estar relacionada a este tipo de perda inespecífica de volume frontal em idosos, como visto também por outros autores (Fjell et al., 2014). A persistência de reduções do MRG pré-frontais apenas no CCLna UD após a correção para PVE indica, contudo, que no subgrupo com disfunção executiva exclusiva o hipometabolismo independe de perdas volumétricas.

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A relação do hipometabolismo frontal com disfunção

executiva/atencional é, contudo, especulativa. O gCCLna não apresentou diferenças estatisticamente significantes em relação ao gCCLa na comparação direta dos testes de função executiva (Tabela 2). Os grupos diferiram exclusivamente nos testes de memória. Dessa forma, o desenho do presente trabalho não permite explicar a natureza exata desses achados.

Somam-se ao padrão heterogêneo do MRG no gCCLna a maior variação nos resultados dos biomarcadores no LCR e as alterações volumétricas menos evidentes. O conjunto de achados então sugere uma apresentação fisiopatológica mais heterogênea em comparação com as alterações parietais mais consistentes do gCCLa (como ilustrado na figura 7). Esse perfil de biomarcadores poderia em parte justificar a evolução diferente deste grupo em relação ao CCL amnéstico vista na maioria dos estudos epidemiológicos (Winblad et al., 2004; Mitchell e Shiri-Feshki, 2009; Petersen, 2011; Espinosa et al., 2013; Tatsuoka et al., 2013).

Embora com um pequeno número de pacientes, Cerami et al. (2015) ilustraram essa heterogeneidade em sujeitos com CCLna, apesar do pequeno número de CCLna em sua amostra (oito pacientes). Neste estudo sujeitos com CCLna demonstram evolução para diferentes estados (degeneração lobar frontotemporal, doença com corpúsculos de Lewy, reversão para um estágio sem CCL ou mesmo evolução para CCLa). enquanto os sujeitos com CCLa apresentaram uma evolução mais homogênea para DA.

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