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Kvalitetstroverdighet og etiske betraktninger

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A relação de alunos matriculados e de alunos evadidos indicaa dimensão do índice de perda do ano de 2011 e apresenta o número total de alunos evadidos por curso dentro de cada semestre.

A tabela 3, abaixo, apresenta a relação dos sete cursos técnicos existentes na escola, com seus respectivos números de salas em cada habilitação, as matrículas que foram efetivadas, o número e o percentual de alunos evadidos. Os dados estão disponibilizados por semestre, uma vez que os cursos são modulares, sendo cada módulo em um semestre.

Tabela 3 – Alunos matriculados e evadidos nos 1º e 2º semestre de 2011, na Unidade de Taubaté - SP Alunos Cursos 1º semestre 2º semestre salas Matriculas Evadidos % Evadidos salas Matriculas Evadidos % Evadidos Contabilidade 03 102 35 34% 02 45 02 04% Segurança doTrabalho 03 107 27 25% 03 107 16 15% Informática 07 239 59 25% 07 230 44 19% Administração 06 210 46 22% 06 189 31 16% Logística 03 111 22 20% 03 110 21 19% Informática p/ Internet 02 42 07 17% 01 12 03 25% Marketing 02 61 07 11% 01 27 01 04% TOTAL 26 872 203 23% 23 720 118 16%

Fonte: Informações pesquisadas nas listas de frequência fornecidas pela Unidade do Centro Paula Souza de Taubaté.

Observa-se que durante o primeiro semestre de 2011, a escola contou com 872 matrículas, no entanto, o número ideal seria 1040 matrículas visto que cada sala disponibiliza 40 vagas (26 salas multiplicadas por 40 alunos), que são preenchidas sempre nos primeiros

módulos após processo seletivo, porém o ano de 2011 inicia-se com uma perda de 168 alunos referente ao segundo semestre de 2010. Observa-se que apenas 872 matrículas realmente foram efetivadas e que no final do primeiro semestre de 2011 ocorreu uma nova perda de 203 alunos, fechando o semestre com 669 alunos frequentes. Neste contexto conclui-se que o curso que obteve maior evasão foi o Curso de Técnico em Contabilidade, com 34% de perda.

No segundo semestre de 2011, foram efetuadas 720 matrículas, no entanto, o número ideal, sem as evasões anteriores, seria a efetivação de 920 matrículas (23 salas multiplicadas por 40 alunos). Observa-se que o segundo semestre encerra com 602 alunos frequentando os cursos e com uma perda de 118 alunos, tendo como maior evasão o Curso de Informática para Internet, com 25% de perda.

A problemática da evasão que aparece em 2011 equivale a 20% no primeiro semestre e 13% no segundo semestre ao analisar-se o número de vagas, devendo-se considerar que isso não representaria uma evasão somente do ano de 2011, mas a somatória das que ocorreram no ano anterior, 2010. Porém, ao analisar a partir das matrículas efetivadas, descobre-se uma evasão de 23% no primeiro semestre de 2011 e de 16% no segundo semestre de 2011. Esses dados apontam uma queda na evasão no segundo semestre, contrariando os resultados obtidos no Fórum de Educação Profissional de 2011(FEPESP, 2011), e podem ser considerados como uma nova vertente de pesquisa,

Para a Diretora de Graduação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), Tathiane Eneas de Arruda, o fato de o número de alunos evadidos ser maior no segundo semestre, está associado à oferta de trabalho, uma vez que o mercado disponibiliza empregos temporários durante esse período(FEPESP, 2011).

Ao considerar o índice total de evasão, é possível perceber que a discussão sobre a problemática da evasão escolar não pode ser atribuída apenas a um único fator, como a falta de preparação acadêmica do aluno para cursar a Educação Profissional, ou como fatores provenientes somente da organização do microssistema escolar. É possível, por exemplo, que o índice maior de evasão em determinados cursos, como o caso de Contabilidade e Informática para internet esteja relacionado às demandas do mercado de trabalho e à pouca familiaridade dos estudantes com os conteúdos desenvolvidos nos cursos, entre outros fatores.

Segundo Scalli (2009, apud CARDOSO; CARNIELLO; SANTOS, 2011, p. 4), alguns dos fatores externos estão associados ao mercado de trabalho e ao reconhecimento social da carreira escolhida. Para Fusinato (1995, apud CARDOSO; CARNIELLO; SANTOS, 2011, p.

4), são múltiplos os fatores que contribuem para a evasão e dentre os quais estão a posição social da profissão e a valorização do diploma no mercado de trabalho.

Autores como Arroyo (1998) citam a questão do fracasso escolar sendo atribuído, muitas vezes, somente aos alunos que não respondem às exigências da Instituição, acarretando os problemas de evasão, exclusão e a desigualdade escolar. Dessa forma, atribui- se o fracasso escolar à falta de aquisição dos conteúdos determinados pelas disciplinas. Essa visão implica colocar o problema apenas no sujeito da aprendizagem, retirando a responsabilidade pelo processo de ensino e aprendizagem dos demais atores: sistema educacional, professor, método, material, ambiente físico, cultura, políticas públicas e economia. Para Charlot (2000), o fracasso escolar não é algo individual, mas produzido socialmente pela própria Instituição Escolar.

De fato as causas da evasão não podem ser vistas isoladamente. Mesmo que se identifiquem fatores individuais, fatores internos ou externos às instituições, a configuração desses fatores necessita ser levada em conta, pois podem nos trazer informações mais profundas sobre as reais causas da evasão. Conforme cita Ristoff (2007, apud PDE, 2008, p. 30),

[...] em geral a explicação para a repetência, a evasão e o fracasso escolar é buscada nos atores envolvidos (administradores, professores, alunos, pais); nos currículos que definem os conteúdos a ser ministrados; nas metodologias e técnicas utilizadas; nas políticas para cada estado, município e para o país; e nas valorações sociais que a comunidade faz da escola. Todas essas questões, em seu conjunto, e nenhuma delas isoladamente, escondem algum aspecto da explicação que buscamos [...]

Assim, com base na Teoria Bioecológica do Desenvolvimento Humano de Urie Bronfenbrenner, considera-se que o microssistema escolar se encontra interconectado com o mesossistema, o qual, neste estudo, seriam os outros microssistemas de que o aluno participa, como por exemplo, a família, o trabalho; e o exossistema representaria todos os demais acontecimentos que lhe afetam, mas sem a sua participação direta, e, nesse caso, pode-se citar, as reuniões pedagógicas e as decisões tomadas pela Unidade Escolar em relação à avaliação e aos métodos de ensino. Além desses, existe ainda o macrossistema que se associará com as demandas da região, quais sejam o mercado de trabalho, a qualidade do entorno escolar, as políticas públicas, bem como toda a conjuntura econômica política e social que interferem diretamente no microssistema e na qualidade de vida da pessoa que no presente estudo consiste do aluno evadido.

Na tentativa de identificar as causas da evasão na Educação Profissional numa perspectiva relacional, considera-se o perfil e a trajetória escolar de 80 alunos evadidos e o depoimento de oito desses alunos.

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