4 Diskusjon av resultatene
4.2 Diskusjon av resultatene i lys av målsettingene
4.2.4 Kvalitet i alle ledd
Esta designação pretende englobar os fenómenos de condensação, infiltração e termoforese que, sendo di- ferentes na sua essência, se manifestam apresentando semelhante aspeto visual.
As infiltrações apenas ocorrem quando existe uma falha no sistema de impermeabilização da cobertura, enquanto, no caso das condensações, por exemplo no paramento interior do último piso, basta que se registe um diferencial de temperatura entre a superfície interior (fria) e o ar ambiente, no caso da condensação su- perficial . A condensação interna ocorre, por exemplo, quando os próprios elementos construtivos já contêm humidade. O aparecimento deste tipo de condensação pode ser favorecido, em certas condições, pela insu- ficiência de isolamentos térmicos (Alves, 2013).
As condensações ocorrem principalmente no inverno, tanto em pontos singulares como em zona corrente das coberturas, essencialmente, devido a duas razões: isolamento térmico deficiente e ausência de barreira pára- vapor (Cóias, 2006).
A Figura 3.47 apresenta um esquema representativo do sentido de escoamento do vapor de água de acordo com as estações do ano. A transferência de calor por convecção17 ditará sempre o local onde podem surgir condensações. Como se pode perceber através da interpretação da figura, é mais provável haver condensa- ções na superfície exterior da cobertura durante o inverno do que durante o verão, onde haverá mais possi- bilidade de surgirem condensações no paramento interior do teto.
Figura 3.47 - Transferência do fluxo do vapor de água (Sousa, 2004)
As manchas de humidade / condensação podem ocorrer tanto na superfície da cobertura (Figura 3.48) como na superfície inferior da sua laje, ou seja, no paramento do teto de uma habitação do último piso (Figura 3.39). A presença de condensações no interior das habitações aumenta a probabilidade de proliferação de microrga- nismos, causa manchas e pode danificar o mobiliário existente.
______________________________________________________________________________________ Figura 3.48 - Manchas de humidade na superficie da
cobertura Figura 3.49 - Condensação no paramento interior do teto
Por outro lado, exteriormente, as condensações contribuem para a degradação das coberturas, traduzindo-se na redução das características de isolamento térmico (devido ao seu humedecimento) e ainda na acumulação de água nos elementos de suporte dos revestimentos da cobertura (Aguiar et al., 1997). Segundo Hedlin (1979), a existência de humidade no isolamento térmico introduz dois problemas: a possível redução drástica em termos de resistência térmica e a potencial destruição do material de isolamento. Caso existam materiais de origem orgânica na cobertura, o seu contacto com a água poderá acelerar a sua destruição (Powell, 1971) (Epstein, 1977). Aquando da execução do sistema de cobertura, é importante ter em conta o seguinte aspeto: uma vez colocada a membrana de impermeabilização, torna-se muito difícil a remoção da humidade presente. A principal solução para este tipo de problema é a drenagem através de orifícios realizados na superfície de betão (na laje) de forma a evitar a acumulação de humidade, ou seja, atuando na base da prevenção recorrendo à ventilação. Com a ausência de ventilação, promove-se o aumento da humidade, tal como as variações internas e externas de temperatura, resultando em condensações (Edwards, 1965).
A existência de heterogeneidades acentuadas na espessura de isolante térmico nas várias zonas (zona estru- tural e corrente) que compõem a envolvente dos edifícios dá origem a uma diferenciação nas temperaturas superficiais, motivando a ocorrência de fenómenos de termoforese (Figura 3.50) (adaptado de Jorne, 2012).
Figura 3.50 - Fenómeno de termoferese no paramento interior de um teto, sem isolamento térmico. Fonte: http://www.buellinspections.com/page/73/
Este fenómeno atinge uma maior magnitude nos casos onde existe uma maior diferença de temperaturas superficiais entre as várias zonas da envolvente exterior (Jorne, 2012). Neste caso, tem-se uma solução em vigotas pré-fabricadas. A solução construtiva da laje também é importante para o tipo de manchas.
______________________________________________________________________________________ 3.3.13 Conceção inadequada de juntas de dilatação
As juntas de dilatação em coberturas planas são as mais difíceis de executar pois, para além de estarem sujeitas a fatores que contribuem para a sua degradação como o envelhecimento18, a ação do vento e a eventual circu- lação de pessoas, têm que se manter estanques.
É recomendável que as juntas de dilatação tenham a capacidade de acomodar as deformações impostas pela ação da temperatura. É, igualmente, aconselhável que as mesmas sejam dispostas ao longo de toda a superfície da membrana, criando assim áreas menores de membrana, o que facilitará a acomodação de deformações (adaptado de Cullen e Edwards, 1965). Segundo Henshell (1985), as juntas de dilatação procuram reduzir as tensões, permitindo o movimento da própria membrana, transmitidas à membrana de impermeabilização por agentes como: a temperatura; o vento; a corrosão de elementos da cobertura; a humidade; as vibrações. Nas coberturas acessíveis19, é de evitar o remate das juntas de dilatação na zona de superfície corrente (Figura 3.51) dada a sua exposição à circulação de pessoas e ações mecânicas.
Nesta situação, é preferível a adoção de juntas de dilatação com remate sobreelevado (Figura 3.52), ficando menos sujeito às referidas ações.
Figura 3.51 - Pormenorização da junta de dilatação numa
cobertura não acessível (adaptado de Imperialum, 2015) Figura 3.52 - Junta de dilatação, bem executada, com remate sobreelevado
Outra situação a evitar é a realização da camada de proteção sem juntas coincidentes com as juntas de dilatação, pois levaria facilmente à fissuração20 dos remates em questão.
É boa prática a adoção de medidas construtivas que dessolidarizem esse remate para cada lado da junta21. Com isto, pretende-se minimizar as tensões instaladas de modo a que sejam inferiores aos limites admissíveis do material que o constitui (adaptado de Lopes, 2010).
Ao executar-se uma junta de dilatação numa cobertura, deve-se evitar que esteja perto de caleiras (Figura 3.53) ou de sumidouros22. A camada de forma deve ser construída de forma a afastar as águas da junta e, sempre que possível, os topos da junta devem ser elevados tal como os bordos da junta devem ser chanfrados de forma a não ferir as membranas23.
Deve existir uma banda maior do que o espaço da junta a unir os dois lados da mesma24 e a membrana principal deve ser interrompida sobre os bordos da banda; para evitar o enrugamento ou colagem das membranas deve ser colocado um cordão de neoprene. Sobre o cordão, é colocada a segunda banda apenas aderida pelos
18 Promovido pela ação dos agentes atmosféricos e radiação ultra violeta.
19 No caso das coberturas acessíveis, a proteção das juntas é feita através de um rebaixamento da laje na zona da junta. 20 A fissuração iria ser originada pelo movimento dos dois corpos que definem a junta.
21 Deve dispor-se de um empanque (fundo de junta), comprimido na junta, que sirva de suporte ao remate em questão. 22 É para estes locais que a água se dirige e não é recomendável que a junta esteja exposta a água acumulada. 23 As armaduras das telas devem ser de fibra de vidro.
______________________________________________________________________________________ bordos que deve ter no mínimo 30 cm (Figura 3.54) (Mascarenhas, 2008).A inexistência de juntas de dilatação pode, ainda, ter como consequência, por exemplo, a fissuração ou fratura / rotura das caleiras (Levine, 2008).
Figura 3.53 - Junta de dilatação executada sobre uma caleira Figura 3.54 - Pormenor de junta de dilatação. Fonte: adaptado http://www.colegiodearquitetos.com.br/dicionario/2009/02/o-que-
e-junta-de-dilatacao