5.5 Fysioterapikunnskap og makt
5.5.1 Kunnskap og makt
O 1º ciclo é um espaço onde uma Unidade Didáctica (UD), seja de leitura, escrita, ou abrangendo e atravessando as várias áreas do saber, do saber/ser, saber/fazer e saber/estar, pode ser implementada com maior solidez e resultados mais promissores, devido ao exercício da monodocência, e, ainda, sem o prejuízo das aprendizagens dos conteúdos curriculares das diferentes áreas serem descurados e com a mais-valia da transversalidade da língua.
Dada a amplitude, dimensão e número de actividades não poderemos retirar conclusões muito específicas porque o estudo foi mais direccionado à planificação e possibilidades de aplicação da UD na turma. No entanto, parece-nos pertinente reflectir acerca das actividades propostas, planificadas e aplicadas, mesmo com a consciência das limitações do nosso trabalho e o muito que temos ainda para aprender.
A aplicação da UD permitiu um desenrolar de actividades a partir da leitura de uma obra narrativa de potencial recepção infanto-juvenil. Sabemos que estas narrativas facultam a complementaridade da escrita, da oralidade e da leitura, através de meios como o som e a imagem reportando-nos ao imaginário e à fantasia de forma motivadora, mágica e potencializando experiências positivas de aprendizagem, sobretudo de compreensão do que se lê, o prazer de ler ou de ouvir ler, gostar de ler ou mesmo vir a gostar de ler, enfim, tornar-se um leitor proficiente.
Todo o trabalho realizado funcionou, talvez, como uma nova forma de ensinar, de avaliar e de aprender. Ensinar de forma atraente e divertida (lúdica) com o objectivo principal de construir conhecimentos cativando os alunos a partir da fórmula mágica: “Era
uma vez …”. Uma história influencia e faculta o abrir da porta do interesse, atenção e
predisposição para a descoberta, o gosto e a valorização das aprendizagens. Avaliar com um formato mais leve, eficiente, mas não menos verdadeiro e capaz de se retirar informação real sobre o que se pretende avaliar, foi uma mais-valia para os alunos que não sentiram o real peso da palavra avaliação. Aprender, desta forma, torna-se uma experiência gratificante e frutuosa, para os nossos alunos, e para a qual de olhinhos bem abertos, curiosos e felizes manifestam os seus gostos, preferências, vontades e valorizam o seu próprio crescimento a partir da construção, mobilização, associação e aquisição de saberes.
Planificámos de forma a não menosprezar nenhum dos domínios, mencionados e previstos no Currículo e Programas do 1º Ciclo, das diferentes áreas curriculares e não curriculares, que pudessem englobar de forma clara e específica todo o trabalho a ser realizado e de acordo com o desenvolvimento das competências já abordadas ou futuras. Esta planificação surgiu a partir do conhecimento integral da obra e das suas inúmeras potencialidades. Os conteúdos trabalhados nas diferentes áreas foram tratados interdisciplinarmente e com transversalidade da Língua Portuguesa. Serviram de alicerce, à sua elaboração, os conhecimentos adquiridos, trabalhados e veiculados através da formação do PNEP.
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Assim sendo, o domínio do oral esteve sempre presente nos diálogos, debates, resumos, recontos, apresentação de trabalhos de grupo e pares, descrições, justificações e
suposições. Podemos concluir que os alunos ao participarem activamente e
entusiasticamente, devido ao tema, lhes permitiu melhorar os seus desempenhos e capacidades de comunicação oral. Também o modo escrito e a consciência lexical estiveram presentes em todas as actividades das diferentes áreas bem como a leitura e transversalmente como era o pretendido.
Globalmente podemos concluir que todo o trabalho foi motivador e do gosto dos alunos, porque aprenderam, melhoraram, aplicaram conhecimentos novos e ampliaram os que já dominavam.
Consideramos que o nosso estudo foi muito produtivo por ter possibilitado analisar o início, meio e fim a que se destinou, ir reflectindo ao longo do desenrolar das etapas e avaliá- las ao longo do percurso seleccionado na construção da UD. Para tal será necessário ter dentro da sala de aula alunos voluntariosos, curiosos, ávidos de conhecimento, cientes da necessidade da adopção de regras, bons comportamentos, atitudes cívicas, valores, …
Ainda temos muito para aprender e com esta dissertação, que julgamos ser mais um pequeno contributo, esperamos ter ajudado, de forma promissora, a futuros estudos nesta temática que nos parece ser a que nos leva ao caminho do sucesso dos nossos alunos. No entanto, somos conhecedores de que os estudos nunca estão terminados, havendo muito por fazer. Entendemos assim, que o nosso estudo seja um mero contributo para futuras investigações nesta área, tanto ao nível da transversalidade e da interdisciplinaridade como da utilização de Unidades Didácticas.
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