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5. DATAPRESENTASJON

5.1 Kulturell og sosial bakgrunn

5.1.0 Kulturell bakgrunn

A coleção tem 2.023 registos (títulos) a que correspondem 4.102 existências (volumes), sendo composta por obras gerais, monografias e periódicos. Após a aplicação dos critérios definidos anteriormente, obtivemos 1.984 registos correspondentes a 4.063 existências, a partir dos quais será feita a análise dos dados.

Dos 1.984 registos, 1.932 são monografias (97,3%) e 52 são periódicos (2,7%). Das monografias, as obras gerais de referência são 30 o que corresponde a 1,6% do total, entre as quais 17 são dicionários de medicina, 9 são dicionários de línguas e 4 são enciclopédias, três gerais e uma de medicina. Entre as monografias 52 são teses referentes a dissertações finais de conclusão do curso de Medicina, duas delas de Doutoramento, e teses para efeitos de concurso público.

No total dos registos, 95% tem data de publicação (Gráfico 1) e 98% o local de edição, sendo que 33% tem anotações na zona de notas tal como a indicação de marcas de posse, cotas, dedicatórias ou outros dados complementares (Gráfico 2).

Por países de edição, tal como se pode ver no mapa 1, encontramos 19 locais assinalados, correspondendo a 16 países como Portugal, Alemanha, Argentina, Áustria, Bélgica, Brasil, Cuba, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos da América, França, Reino Unido, Holanda, Irlanda, Itália e Suíça. Existem três locais assinalados que foram contabilizados como Portugal, dada as datas de edição, e que são Lourenço Marques, Goa e Macau.

Nesta representação mundial, destacam-se duas cidades com o maior número de publicações, que são Paris e Lisboa, como se pode ler no mapa 2, com Paris a liderar o número total de publicações.

Gráfico 1 - Percentagem do número de registos com

data de publicação. Gráfico 2 - Percentagem dos registos com informação na zona de notas.

Acompanhando a representação geográfica (Gráfico 3), o francês é a língua com maior expressão, com 59% dos registos, incluindo países de língua francesa como França (1114 títulos), Bélgica (39) e Suíça (17). A língua portuguesa vem em segundo lugar com 28%, presente com Portugal (521) e Brasil (39). O espanhol com 5% representa Espanha (92), Argentina (5) e Cuba (1). A língua inglesa com 4% refere-se ao Reino Unido (55), EUA (21) e Irlanda (1) e o alemão corresponde a 2%. Sem ligação a um só país, existe 1% de títulos em latim que têm como local de edição países como Itália (9), Suíça (4) e Alemanha (6).

Gráfico 3- Distribuição do número total de registos por língua de edição. Mapa 2 - Principais cidades de publicação.

Gráfico 4- Distribuição do número total de registos por data de edição.

As datas de edição estão compreendidas entre 1540 e 1960, tal como se pode ver no Gráfico 4, embora só tenham sido considerados os títulos até 1953. Entre as datas de edição, o período temporal mais representado situa-se a partir de 1840, com o período entre 1925 e 1933 com 304 monografias (16%), seguido do período entre 1894 e 1900 com 183 títulos (9%). O ano com maior número de monografias é 1928, com 46 títulos (2%), seguido de 1925 com 43 títulos (2%).

As obras editadas antes de 1800 são em número de 52 correspondendo a 3 % do total dos registos das monografias e são compostas por 7 dicionários e enciclopédias - 3 dicionários de línguas, 1 dicionário de medicina e 3 enciclopédias gerais-, e 23 monografias de medicina – 15 de Medicina, 5 de Cirurgia, 2 de Patologia e 1 de Anatomia, 10 de Farmacologia, 4 de religião, 3 de botânica, 3 de Direito e 2 de História. Entre as monografias anteriores a 1800, o título mais antigo é de 1542, de Galeno105, seguido de

Mattioli106, de 1565, e de Bravo107, de 1579.

Caracterizando as monografias por país de publicação, tal como para o total da coleção, o país com maior número de publicações é França com 56%, seguido de Portugal com 26%, e Espanha com 5%, e os restantes países com 13% das edições, valores totais apresentados no Gráfico 5. Os títulos sem indicação do local de edição correspondem a duas monografias em língua francesa e uma em língua inglesa.

105 GALENO (1542). Operum Galeni. Tomus sextus. Basileia: [s.n.].

106 MATTIOLI, Pietro Andrea (1565). Petri Andreae Matthioli Senensis medici, Commentarii in sex libros Pedacii Dioscoridis Anazarbei De medica materia. Veneza: Ex officina Valgrisiana.

107 BRAVO, Juan (1579). Gastus Joannis Bravi Petrafitani... Hippocratis Prognostica commentaria.

Gráfico 5- Distribuição do número total das monografias por país de edição.

Quanto aos locais de edição, tal como para o total da coleção, a principal cidade de edição das monografias é Paris com 56% das publicações (1079 títulos), seguida de Lisboa com 24% (457). Coimbra (23) e Porto (19) são as outras cidades portuguesas mais representadas com cerca de 1% cada. Para Espanha, temos Barcelona (55), Madrid (34) com 3% e 2% respetivamente. Londres vem em quarto lugar, com 2% (45), Brasil com Rio de Janeiro (24) e São Paulo (14) próximo de 1% cada. Bruxelas (21), Berlim (17), Filadelfia (10) e Viena (6), com 1% ou menos cada uma delas (Gráfico 6).

Temos assim o predomínio de Paris como cidade de edição, seguida de Lisboa, e totalizando as outras cidades apenas 20% (Gráfico 7), entre as quais se encontram Lille ou Montpellier em França, Florença em Itália, Leipzig na Alemanha ou Basileia na Suíça. Quanto às publicações periódicas, a situação altera-se com Portugal e França a terem o mesmo número de publicações (21), com grande diferença face aos restantes países (Gráfico 8).

Gráfico 8 - Distribuição das publicações periódicas por país de edição.

Para as monografias, e como referimos, a maioria dos títulos são publicados em França e em Paris, com 56% das monografias a serem publicadas por editoras francesas,

entre as quais se destacam três nomes: Masson, Baillière e Doin. As duas primeiras editoras, Masson et Cie Éditeurs e J. B. Bailière et Fils têm 20% das edições, enquanto a primeira editora portuguesa, a Imprensa Nacional, corresponde a 6% das edições. Do número de títulos publicados em Portugal (26%), a Imprensa Nacional tem o maior número de publicações (121 títulos), seguida pela Imprensa da Universidade (23) e Faculdade de Medicina de Lisboa (19) (Gráfico 9).

Gráfico 9- Distribuição do número de publicações pelas editoras mais representadas.

Das edições portuguesas, 31% tem apenas indicação da impressão, sendo a Typografia de Eduardo Rosa (19 títulos) a mais representada, seguida da Typografia Universal (18). Quanto a editores portugueses, encontramos nomes como Bertrand (Irmãos) Lda. (3), e Antiga Casa Bertrand-José Bastos (1), Livraria Luso-Espanhola (4), Laboratórios Sanitas (3), Coimbra Editora Lda (2), Livraria Sá da Costa (2), M. Gomes Editora (2), Companhia Editora Nacional (2), Seara Nova (2), Editorial O Século (1), Livraria Ferin (1) e uma associação entre uma editora francesa e a Bertrand – Livrarias Aillaud e Bertrand Lisboa (1).

Embora não fazendo parte do presente estudo, pelo que o tema não será por nós aprofundado, podemos ver a evolução de algumas editoras francesas a partir da alteração das suas designações, como é o caso de Octave Doin Éditeur ou Octave Doin et Fils, J. B. Baillière ou Librarie J. B. Ballière et Fils, G. Goin ou G. Doin et C.ie Èditeurs, A.

Maloine ou A. Maloine et Fils Èditeurs ou A. Maloine et C.ie. Encontramos ainda uma associação entre G. Steinheil, Editeur e a Librarie J. B. Ballière et Fils e a passagem de uma denominação a outra: Ancienne Librairie Germer Baillière et Cie.Félix Alcan, Éditeur. Para o caso português, encontramos a já indicada Antiga Casa Bertrand – José Bastos ou a Bertrand (Irmãos) Lda.

Quanto à organização temática, (Gráfico 10) a coleção é composta por 81% de títulos da área das ciências médicas (1572 títulos), dos quais 72% são de Medicina (1395) e 9% de Farmacologia (177), com outros temas (360) a representarem 19% do total. Na distribuição por assunto, 10% dos títulos de Medicina são de obras gerais (199), não incluindo Congressos de medicina (15), Organizações médicas (6), Educação e escolas médicas (6), Gestão hospitalar (3) e Assistência médica (3), expressos em outra categoria de assunto.

Na representação por assunto das especialidades médicas, o segundo assunto mais presente na coleção é Cirurgia com 10% (185 títulos), incluindo títulos sobre Cirurgia de guerra (6), Ortopedia (4), Ginecologia (2), Tuberculose (2), Oftalmologia (2) e Cirurgia vascular (2).

Na Farmacologia (9%), estão presentes 27 farmacopeias nacionais, incluindo formulários de medicamentos de hospitais como do Hospital de São José (13 títulos), e farmacopeias de outros países, como Grã-Bretanha (11), França (8) e EUA (2).

As Doenças infectocontagiosas correspondem a 8% do total das monografias, sendo a Tuberculose o assunto mais presente (60 títulos), o que corresponde a 40% dos títulos das Doenças infectocontagiosas, dos quais 67% são de Tuberculose pulmonar (40). As Doenças venéreas aparecem em segundo lugar com 31 títulos, o que corresponde a 21%, seguidos da Cólera com 8% (12), a Febre-amarela com 5% (8) e outros temas com 26%.

O assunto mais representado não relacionado diretamente com as ciências médicas é História, com 69 títulos, o que corresponde a 4% do total das monografias. No entanto, entre os títulos de História 7 são sobre História da Medicina. Os outros títulos são de História de Portugal, História de Arte, Biografias e Histórias de países, sendo que estes últimos podem relacionar-se com a presença de títulos de Geografia (9) e Antropologia (4).

Em Estatística (58 títulos) encontramos representada a atividade hospitalar e censos de população, estes últimos referentes ao Brasil, correspondendo a 3% dos títulos totais. Quanto à atividade hospitalar, encontramos informações sobre o Hospital de São José e os HCL, incluindo dados económicos e relatórios.

O tema Saúde pública (43 títulos) é o décimo mais representado com 2% e podemos relacioná-lo com títulos sobre Legislação (25) sanitária, militar, marítima, casos práticos do Brasil, EUA ou India, a que se pode juntar o assunto Higiene (14) e Economia (7).

De regresso à medicina, surge Cardiologia (42 títulos), Gastroenterologia (38), Ginecologia (38), Anatomia (37), Medicina Legal (36), Pneumologia (36), Obstetrícia (32), Oftalmologia (32) e Pediatria (30), todos com cerca de 2% cada.

Para lá dos temas de medicina apresentados no Gráfico 10, temos Medicina interna (28 títulos), Nutrição (28), Ortopedia (27), Oncologia (23), Urologia (22), Fisiologia (20), Diabetes (19), Neurologia (16), Dermatologia (13), Nefrologia (13), Psiquiatria (12), Radiologia (10), Vacinas e Vacinação (10), Anestesia (7), Reumatologia (7), Hematologia (6), Histologia (6) e Otorrinolaringologia (6).

Entre outros temas, encontramos títulos de Botânica (13), Biofísica (18), Literatura (17), Bibliografia (8), Religião (8), Veterinária e Zoologia (7), Biologia (6), Criminologia (3), Hidrologia (3), Mineralogia (2) e Arquitetura (2).

Quanto aos temas dos periódicos da coleção, 94% é de ciências médicas com 22 títulos de medicina e 27 títulos de temas da especialidade, dois de Biologia e um de Direito, como se pode ver no Gráfico 11. À semelhança do que vimos nas monografias, após os periódicos de Medicina, a Cirurgia (5 títulos), a Tuberculose (4) e a Farmacologia (3) são os temas mais numerosos. Os outros temas dos periódicos são Fisiologia e Patologia (3), Biologia (2), Obstetrícia e Ginecologia (2), Radiologia (2), Anatomia (1), Anestesia (1), Cardiologia (1), Endocrinologia (1), Oftalmologia (1), Medicina Interna (1), Medicina Tropical (1), e Pediatria (1). Comparando com a restante coleção, encontramos estes temas à exceção de Endocrinologia de que não há informação pelo menos com esta representação.

Gráfico 11- Distribuição por assunto das publicações periódicas.

Em relação aos autores, Aníbal de Castro (1880-1952), redator da Gazeta Médica

de Lisboa, é o mais representado com 18 títulos e 1%, a contrariar o predomínio da

literatura francesa na coleção. O segundo autor português, Francisco António Alves (1832-1873), criador da unidade de Anatomia Patológica da Universidade de Coimbra, surge em quinto lugar com 11 títulos. Dos 16 autores com mais títulos, entre 18 e 7 títulos,

o que corresponde a 5% do total das monografias, três são portugueses, sendo o terceiro autor português Costa Sacadura (1877-1966), médico obstetra e professor da Escola Médico-Cirúrgica108, com 7 títulos, e os restantes franceses. (Gráfico 12).

Gráfico 12- Representação dos autores com maior número de títulos.

De seguida, encontramos 9 autores com 9 a 7 títulos o que representa 4% do total, 10 autores com 6 títulos equivalente a 3%, 15 autores com 5 títulos totalizando 4%, 43 autores com 4 títulos com o total de 9%, 64 autores com 3 títulos e 10%, 183 autores com 2 títulos o que representa 19% e, por fim, 911 autores com 1 título cada o que significa que 46% dos autores está presente na coleção com uma monografia.

35% dos títulos são de um só autor e os restantes têm dois ou mais autores, tal como acontece com Aberto Mac-Bride que está presente com cinco títulos, entre os quais três em coautoria, um com Reynaldo dos Santos e Arruda Furtado, um com Dalgado e o terceiro com Mello.

108 Sebastião Cabral da Costa Sacadura publicou numerosa obra na área da medicina e exerceu diversos

cargos públicos entre os quais foi Subdiretor e Diretor da Maternidade Alfredo da Costa, Diretor da Escola Profissional de Enfermagem e da Escola de Enfermagem Artur Ravarra.