A Instituição foi fundada e ainda é presidida e representada pela médium
Maria Aparecida Martins Soares, que nasceu em Montes Claros, onde concluiu o
segundo grau e até hoje reside. Maria Aparecida, quando pequena, frequentou a
igreja católica por influência de seu pai, o qual era católico e vicentino e chegou a fazer a primeira comunhão, mas conforme relata, desde essa época já demonstrava indícios mediúnicos e espirituais.
Quando eu entrava na igreja eu cansei de ver ao lado daqueles santos que estavam lá um espírito e eu ficava sem saber o que fazer porque eu olhava de um lado tinha um espírito olhava do outro tinha outro espírito, mas deixei de ir a igreja com frequência, [...] eu não fazia mais nada a não ser orar na minha casa, mas, quando eu já estava em crise espiritual, quando os irmãos já estavam entrando em contato comigo eu comecei querer ir a na missa por uns três ou quatro meses até que os irmãos falou comigo que não era meu lugar que eu teria que voltar que meu destino era trabalhar com a espiritualidade ajudando o ser humano que a minha cura que a maneira de eu trabalhar não estava na igreja católica (M.A.M.S, 2013).
Maria Aparecida Martins Soares se intitula como uma “Missionária” que
sozinha, desde seus 27 anos de idade, luta para manter a Instituição, trabalhando com afinco, fervor e amor às pessoas, pois desde que visitou outra instituição de caridade compreendeu que sua missão seria a de ajudar o próximo. Contudo, de acordo com relatos da própria médium, sua missão já estava determinada desde que nasceu, fato este expressado por ela em seu relato, que diz respeito a uma passagem de sua vida já descrita muitas vezes por sua mãe.
Um dia a minha mãe estava comigo lá fora e chegou um senhor e o meu pai me levou para me apresentar a ele e ele olhou me abraçou disse que eu sorrir bastante para ele e sorriu para mim e aí o senhor falou que era uma pessoa de grande luz e que tinha uma grande força espiritual e falou para os meus pais que eu tinha uma grande missão aqui na terra a minha vida era trabalhar para Deus. Eu tinha um ano de idade quando isso aconteceu (M.A.M.S, 2013).
Entretanto, ela mostra que este foi um caminho árduo, por falta, sobretudo, de apoio tanto da família, quanto dos amigos a esse ofício, como explica:
Muita coisa, eu tive de abandonar a família, tive de abandonar os amigos, pois, ninguém quis me dar apoio, e as pessoas acharam que eu estava louca e as pessoas acharam que tudo não passava de uma loucura e passei por cima de tudo e seguir o meu caminho que já se vai para quase 38 a 40 anos na minha missão, e hoje esses amigos e parentes que fugiram de mim hoje todos se aproximaram e hoje me considera uma pessoa boa uma missionária de Deus que estou sempre atendendo sempre milhões e milhões de ser humano (M.A.MS, 2013). Maria Aparecida relata como se orientou para desenvolver essa atividade,
e principalmente, como se decidiu por ajudar ao próximo, como uma forma de conduzir-se em prol de uma missão, ou seja
Através dos nossos mensageiros, os irmãos que se comunicam comigo e que me ensinou como eu deveria trabalhar para ajudar as pessoas, foi ai que eu comecei a minha missão [...] de fazer caridade na terra e atender as pessoas que está com problema espiritual (M.A.M.S, 2013).
Segundo explica a médium, o espírito, ou como para ela é chamado, o
padrinho, que mais a influenciou tanto em sua decisão quanto no caminho
percorrido foi o “Irmão Bezerra de Menezes”. Ela explica que mesmo não tendo
muitos debates e conhecimentos sobre o espiritismo em Montes Claros naquela época, ainda assim ela pôde contar com os ensinamentos desse “espírito de Luz” e completa dizendo que,
[...] foi ele que me ensinou tudo que sou hoje, como eu deveria seguir como eu deveria fazer como que seria minha caminhada através dessa força que Deus tinha me dado que eu aprendi tudo com ele, não teve sociedade em Montes Claros nenhum só teve a equipe e o bom mensageiro que Irmão Bezerra que ensinou a trabalhar, a fazer caridade (M.A.M.S, 2013).
Enfim, foi este “espírito de Luz”, em parceira com o conselheiro e “espírito de Luz” Francisco de Assis, responsável por incentivar a presidente a criar a instituição como hoje existe, como ela mesma enfatiza em sua fala.
Quem me deu quem me ensinou e abriu os caminhos, me guiou para criar esta Instituição que temos hoje a praticamente muitos e muitos anos foi realmente a equipe espiritual como o irmão Bezerra e como outros grandes irmãos da equipe do irmão Francisco de Assis, que me ensinaram que eu deveria construir um pequeno templo onde eu poderia atender os encarnados e os desencarnados e também uma coisa muito
importante onde poderia servir as pessoas que passa necessidades que precisavam de comida de roupa foi ai que eu aprendi com eles compramos um terreno e criamos essa Instituição (M.A.M.S, 2013).
Além dos mentores acima apresentados, Maria Aparecida Martins Soares descreve outros mentores espirituais que também contribuem com o trabalho desenvolvido na instituição, a saber:
[...] nós temos o médico que é o irmão da Paz, temos a equipe que acompanha o irmão Francisco de Assis que é o irmão Frei Fabiano de Cristo, irmão Ismael temos a equipe do nosso irmão que está sempre trabalhando e prestando muita caridade que é a equipe da irmã Cáritas, e muitos outros a equipe do nosso irmão Humberto de Campos, são muitas equipes que estão sempre lá dentro nos dando toda essa assistência eu trabalho comunico com todos e sempre tem a manifestação deles comigo (M.A.M.S, 2013).
Sua espiritualidade chegou a ser reconhecida por vários outros orientadores espíritas e outros lideres das mais diversas religiões e isso lhe deu ainda mais reconhecimento, como mostra a transcrição de outro de seus relatos.
Já fui convidada a trabalhar minha mediunidade em outras religiões. Teve uma época que vieram dois pastores de São Paulo e me convidaram para construir um grande templo para eu trabalhar com cura nesta igreja dele se eu não aceitei e também eu tinha um amigo que era padre que fazia curas espirituais e que me convidou para trabalhar com ele e eu falei que não [...] (M.A.M.S, 2013).