5 Drøfting
5.3 Kritisk venn
A construção do Tema implicou a produção de mais5objectos de aprendizagem. Estes, no entanto, são “maiores” uma vez que que iriam englobar os que até agora foram construídos.
Para a construção do tema respeitou-se a hierarquia do índice do livro (Anexo 8 - Índice do livro NÃO FUMAR É O QUE ESTÁ A DAR.) que adoptamos e que já foi anteriormente referido (subcapítulo 4.1 Fonte do conteúdo e critérios pedagógicos). Estabelecendo equivalências: os objectos criados até agora correspondem às introduções dos capítulos e aos subcapítulos. Alguns dos subcapítulos foram fragmentados dando origem a mais do que um objecto de aprendizagem. As próximas unidades de objectos de aprendizagem – as de dimensão superior –, correspondem aos capítulos, que englobam os subcapítulos, e ainda a outra superior, o objecto de aprendizagem TABAGISMO. No final, iremos ter três “tamanhos/dimensões” de objectos de aprendizagem como se pode verificar na figura seguinte.
Para facilitar a identificação e o arranjo atribuído a cada OA a produzir nesta fase, registamos a distribuição dos OA por capítulo e etiquetando o mesmo dando continuidade ao código utilizado até agora (TAB seguido do “número do objecto”).
Conteúdo OA associados por capítulo Capítulo 1 Introdução ----
Capítulo 2
(TAB41) A saúde e os seus determinantes TAB01, TAB02, TAB03, TAB04.
Capítulo 3
(TAB42) As vantagens de não fumar
TAB05, TAB06, TAB07, TAB08, TAB09, TAB10, TAB11, TAB12, TAB13, TAB14, TAB15, TAB16, TAB17, TAB18, TAB19, TAB20, TAB21, TAB22, TAB23, TAB24, TAB25, TAB26, TAB27, TAB35, TAB36, TAB37, TAB38, TAB39, TAB40.
Capítulo 4 Prevalência do hábito de fumar em adolescentes e jovens adultos
TAB28 Capítulo 5
(TAB43) Processo de aquisição do hábito de fumar TAB29, TAB30, TAB31, TAB32. Capítulo 6 Resistir às pressões para fumar TAB33
Capítulo 7 Alternativas ao comportamento de fumar
TAB34
Capítulo 8 Bibliografia utilizada e recomendada ----
Quadro 4 - Associação dos OA aos capítulos correspondentes permitindo a construção de OA de dimensão 2.
Pela análise do quadro anterior, é flagrante a não atribuição de nomenclatura ao capítulo 4, 6 e 7, embora estes possuam objectos de aprendizagem. A justificação para tal prende-se com o facto de o próprio capítulo estar já construído sob a forma de objecto de aprendizagem, não havendo necessidade de duplicar o conteúdo.
Feita a introdução avançamos para a parte prática, que em quase nada se distingue do que até agora foi feito, e volta-se a recorrer à ferramenta EXE+.
Na área de estruturar/hierarquizar é definido o objecto com o texto correspondente ao capítulo de onde foi retirado e, na área de trabalho, é colocado os vários objectivos dos OA associados.
O caminho a percorrer está no menu ‘Ficheiro’> ‘Unir’> ‘Inserir Package’ e seleccionamos os ficheiros ‘.elp’ pretendidos e que foram criados para produzirem os anteriores objectos. Para um novo objecto com equivalência a capítulo voltamos a repetir o processo anterior mas com os objectos de aprendizagem sob a alçada desse capítulo.
Ainda uma variante para a “dimensão 2” é não definir capitulo a capitulo como objecto de aprendizagem mas considerar logo o tema Tabagismo e unir nesta forma todos os objectos de “dimensão 1” que foram os criados até agora.
Conteúdo OA associados Tabagismo (TAB44) Objectos de aprendizagem de dimensão 1.
TAB01, TAB02, TAB03, TAB04, TAB05, TAB06, TAB07, TAB08, TAB09, TAB10, TAB11, TAB12, TAB13, TAB14, TAB15, TAB16, TAB17, TAB18, TAB19, TAB20, TAB21, TAB22, TAB23, TAB24, TAB25, TAB26, TAB27, TAB35, TAB36, TAB37, TAB38, TAB39, TAB40, TAB28, TAB29, TAB30, TAB31, TAB32, TAB33, TAB34.
Quadro 5 - OA integrados para produzir o tema Tabagismo de dimensão 2.
Já para o objecto de aprendizagem de “dimensão 3” é necessário incluir os objectos que foram produzidos com “dimensão 2” mas na forma “capitulo a capitulo” (Quadro 6 - OA integrados para produzir o tema Tabagismo de dimensão 3.). Para tal voltamos a abrir a nossa ferramenta de autor e seguimos o procedimento/caminho que descrevemos para a construção de objectos com a “dimensão 2” e a escolha dos ficheiros ‘.elp’ que foram recentemente produzidos no procedimento anterior.
. Conteúdo OA associados Tabagismo (TAB45) Objectos de aprendizagem de dimensão 2.
TAB41, TAB42, TAB28, TAB43, TAB33, TAB34.
Quadro 6 - OA integrados para produzir o tema Tabagismo de dimensão 3.
Após obtermos o produto deste processo – os OA – foi necessário efectuar uma repetição de procedimentos como os que foram necessários para produzir os OA identificados com dimensão 1. Assim sendo, fazemos um breve apontamento dos passos que se seguiram:
•
Exportar os objectos de aprendizagem no formato ‘SCORM 1.2’ e ‘Web-Site – Ficheiro Zip’.•
Submeter os objectos de aprendizagem à aplicação para cumprir os requisitos referentes à acessibilidade.Sobre a execução do passo que permite cumprir com os requisitos para facilitar a acessibilidade ao conteúdo dos objectos de aprendizagem deparamo-nos com variadas dificuldades. Antes mesmos de arrancarmos previmos o trabalho que nos iria esperar e que, mais uma vez, é uma duplicação de um processo anterior.
Foi necessário inserir novamente os textos que tinham sido redigidos para que os sistemas de leitura de tela pudessem devolver a informação referente a determinada imagem ou animação. Este passo já tinha sido executado aquando da produção dos Objectos de Aprendizagem mais granulares do nosso trabalho.
Assim, voltamos a abrir o ficheiro ‘TAB_textos.doc’ para ir buscar as porções de texto que correspondiam a cada imagem e animação à medida que a aplicação para cumprimento da acessibilidade nos ia pedindo.
Durante este processo, por si só trabalhoso devido à quantidade de figuras e animações que os pequenos objectos de aprendizagem possuíam, foi dificultado uma vez que a aplicação não exibia as figuras e/ou animações pela ordem dos objectos de aprendizagem ou o seu nome de ficheiro. Assim, era necessário prestar atenção para poder identificar-se qual o objecto de aprendizagem a que pertencia determinada imagem e/ou animação para depois copiar o texto que a descrevia-a. Era necessário, também, ter outro cuidado acrescido pois temos objectos de aprendizagem que contêm mais do que uma figura.
A passagem pela aplicação destes objectos de aprendizagem despoletou outro problema – o bloqueio da aplicação. Para tentar identificar o problema para uma possível posterior solução tivemos que jogar com algumas modificações:
•
Passar pela aplicação o objecto de aprendizagem TAB41 por ser um dos que tínhamos produzido com dimensão 2 mas que apenas encorpava 4 objectos granulares = bloqueio.•
Passar a aplicação depois de remover a animação do objecto TAB41 onde se verificava que a aplicação bloqueava = bloqueio.•
Passar a aplicação por um objectos de aprendizagem com o conteúdo dos objectos de aprendizagem que criavam o TAB41 sem recorrer à união dos package = não bloqueava.Na posse destes dados entramos em contacto, por e-mail, com o informático da equipa explicando a situação e a descrição com respectivo resultado das várias tentativas que tínhamos feito. Como resposta foi-nos enviado um ficheiro/aplicação com as alterações necessárias para um desempenho eficiente.
Embora a ferramenta tivesse sofrido a alteração necessária para prosseguirmos o nosso trabalho esta não era perfeita e o trabalho era feito com imenso cuidado e atenção. Como a aplicação não tinha qualquer opção para se retroceder ou permitir a correcção de alguma inserção de dados alterados não podia haver o mínimo descuido uma vez que estávamos a falar de deitar a baixo e iniciar novamente todo um processo que envolvia bastantes imagens e animações.
Após obtenção dos novos objectos de aprendizagem bastou depositar os mesmos no repositório. O depósito do objecto TAB45 corresponde ao tema TABAGISMO e por isso dá-se por concluído o processo de produção do mesmo. A partir daqui é a aplicação e/ou exploração do mesmo por parte de formadores/professores, formandos/alunos, utilizadores interessados.
CONCLUSÃO
Terminado o nosso estudo, este carece de um remate que referencie a sua intenção e os objectivos associados, de forma a conseguir responder às questões orientadoras do trabalho. Referimos aqui, também, as limitações do estudo e deixamos em aberto caminho para investigações futuras.
Recapitulando a nossa intenção de estudo – desenvolver um conjunto de objectos de aprendizagem em torno do tema Tabagismo partindo do livro “Não fumar é o que está a dar” de José Alberto Precioso – pensamos tê-la concretizado com sucesso.
Avançámos neste projecto orientados por um conjunto de questões que serviram para traçar os nossos objectivos e às quais, agora, procuramos responder.
Relativamente à primeira questão – O que é um Objecto de Aprendizagem? – constatamos que ainda estamos longe de um consenso sobre uma definição para o conceito de objecto de aprendizagem. Temos definições bastante abrangentes como a proposta pela ARIADNE (s/d) que avança com a definição de objecto de aprendizagem como documento pedagógico ou a da LTSC (2002), para quem um objecto de aprendizagem é um recurso, digital ou não, que pode ser usado na aprendizagem, educação e treino. Para Wiley (2000a), um objecto de aprendizagem, é qualquer recurso digital que pode ser reutilizado para suportar a aprendizagem excluindo o que é não digital. No entanto, a definição anterior não deixa de ser, também ela, bastante abrangente uma vez que podem ser considerados objectos de aprendizagem imagens, clips de vídeo, fragmento ou textos completos, páginas da Web, etc. L’ Allier (1997) define objecto de aprendizagem como a mais pequena e independente experiência instrucional que contém um objectivo, uma actividade de aprendizagem e uma avaliação. Outras entidades e autores foram citados no nosso trabalho mas entendemos adoptar a definição de Wiley com a especificidade operacional da definição de L’Allier. Assim, e para efeitos do trabalho aqui reportado, um objecto de aprendizagem é um recurso digital que pode ser utilizado/reutilizado para suportar a aprendizagem e é constituído por um objectivo, uma actividade de aprendizagem e uma avaliação.
Relativamente à segunda questão orientadora – Existem repositórios, ou projectos de repositórios, de Objectos de Aprendizagem em Língua portuguesa? — a resposta é positiva, tendo sido identificados e caracterizados, globalmente, os repositórios de Objectos de Aprendizagem em Língua Portuguesa encontrados. Já se regista um número significativo de repositórios (nacionais:10, brasileiros:11) o que se pode considerar vantajoso uma vez que os objectos de aprendizagem não ficam perdidos no “espaço”. Quando se procede ao alojamento dos objectos de aprendizagem nos repositórios torna-se
mais fácil encontrar os mesmos e potencia-se o seu uso e reutilização. A preferência por repositórios abertos permite o acesso ilimitado de utilizadores aos repositórios e ao conhecimento dos objectos de aprendizagem que neles existam. Esta abertura pode trazer vantagens uma vez que se pode verificar a possibilidade de editar os objectos de aprendizagem ou enviar feedback ao autor do mesmo, sempre com o intuito de melhorar, enriquecer ou adaptar o objecto. Mas é necessário que se respeitem direitos de autor e o rigor cientifico-pedagógico. Existem repositórios que contornam a questão dos direitos de autor. Não se comprometem, na medida em que apenas fornecem o caminho até aos objectos de aprendizagem e não o objecto de aprendizagem em si.
Compreendidas as definições teóricas e esclarecido o estado da arte no que toca a repositórios em Língua Portuguesa, avançamos para a prática com o intuito de responder à terceira questão orientadora – Como se constrói um Objecto de Aprendizagem e como se implementa?. Na busca desta resposta, atingimos os nossos objectivos: criámos um conjunto de objectos de aprendizagem, no âmbito da temática “Tabagismo”, partindo de um material pedagógico já existente (livro “Não fumar é o que está a dar” de José Alberto Precioso); implementámos no Repositório de e-Conteúdos da Universidade do Minho esses objectos; e propomos um modelo de criação de objectos de aprendizagem, criando uma forma alternativa e sedutora às usuais campanhas e alertas para os perigos e problemas resultantes do acto de fumar e promovendo o trabalho colaborativo com docentes e colegas.
Para a concepção de um objecto de aprendizagem é essencial a consideração e conciliação de dois aspectos: o desenho de instrução (instructional design) e o desenho de objectos de aprendizagem (Content e-U, 2006; Reusable Learning, 2005; Ally, 2004; Gallenson, Heins & Heins, 2002; Wiley, 2000b; L’Allier, 1997; Reigeluth, 1999). Para o desenho de instrução, como anteriormente referimos, adoptámos o modelo proposto por L’Allier (1997). Para o design dos objectos de aprendizagem a opção recaiu sobre a teoria LODAS – Learning Object Design and Sequencing Therory (Wiley, 2000b). Os objectivos dos objectos de aprendizagem foram elaborados com base na taxonomia de Bloom (domínio cognitivo). Para parâmetros de usabilidade demos cumprimento aos pontos assinalados como prioridade 1 das orientações de usabilidade para conteúdos Web. Os critérios técnicos e pedagógicos foram adaptados de critérios definidos para a categoria de software educativo e nos critérios existentes em regulamentos de concurso de produção de objecto de aprendizagem promovidos pelo RIVED.
A implementação dos objectos de aprendizagem, para o nosso caso específico, cumpriu-se com o alojamento dos objectos de aprendizagem no repositório de e-conteúdos da Universidade do Minho (repositório de acesso livre).
Relativamente à quarta questão orientadora – Que vantagens e constrangimentos apresenta este processo? – avançamos uma reflexão referente a todo o processo que envolve a concepção e implementação de objectos de aprendizagem.
O processo de criação de objectos de aprendizagem revelou como vantagens a necessidade de se estabelecer trabalho colaborativo entre docentes e também com especialistas, informáticos e designers. Esta bolsa tão diversa permitiu conhecer vários pontos de vista sobre um mesmo objecto – neste caso objecto de aprendizagem. A colaboração entre docentes é sempre vantajosa pois tem como objectivo, por norma, a melhoria do processo de ensino-aprendizagem. Com esta colaboração é possível construir, ou melhorar recursos que permitam atingir tal objectivo.
A existência de uma equipa numerosa obriga a uma coordenação e organização de recursos mais exigente, de modo a rentabilizar tanto o tempo como os recursos de que dispomos. O objectivo de produzir vários objectos de aprendizagem fez com que o processo, que ocorre em cadeia objecto a objecto, nunca parasse no caso de atraso ou falha de algum interveniente uma vez que existiam a decorrer, não a concepção de apenas um objecto mas de múltiplos, simultaneamente.
Quanto às ferramentas de autor em geral podem-se considerar como uma “faca de dois gumes” uma vez que a vantagem que exibem constituem, também, desvantagens. A existência de uma aparente facilidade para que qualquer utilizador consiga produzir os seus próprios conteúdos (vantagem) limita o utilizador às ofertas que a ferramenta exibe (desvantagem). No entanto, se o utilizador for conhecedor do código HTML, por exemplo, pode, posteriormente, editar o objecto de aprendizagem dando-lhe o aspecto que pretende e incorporando todas as actividades que efectivamente pretende.
Ainda sobre as ferramentas de autor, estas trazem ao processo as vantagens de inserção de metadados correspondentes aos objectos de aprendizagem em causa assim como a possibilidade de exportar os objectos de modo a que estes fiquem funcionais para utilização em várias plataformas de gestão da aprendizagem ou outros ambientes virtuais..
Quando os objectos estavam concluídos o próximo passo era a implementação destes no repositório. O depósito dos objectos de aprendizagem no repositório carecia da inserção de vários dados relativos ao objecto de aprendizagem antes de se fazer o carregamento dos ficheiros que eram os nossos objectos de aprendizagem. Notamos que as informações que eram necessárias no repositório já nos eram familiares uma vez que estavam inseridas no pacote dos nossos objectos de aprendizagem (intitulada metadados). A necessidade de inserir informação em duplicado foi para nós considerada uma desvantagem.
Os vários ecrãs que surgiam na ocasião do depósito, com a informação a inserir, selecção de informação e carregamento dos ficheiros, no primeiro contacto com o processo, “assustavam”, pela sua complexidade e número. No entanto com a repetição das tarefas este ponto tornou-se familiar e por isso fácil.
Durante a implementação dos objectos de aprendizagem foi vantajoso a possibilidade de se enviar por e-mail o ficheiro “zip” que o informático teria de associar ao ficheiro ‘índex.html’ para que este surgisse no ecrã quando o utilizador o solicitasse. O não ser necessário recorrer a suportes físicos que obrigassem, também, a deslocamentos por parte dos membros da equipa, é uma vantagem uma vez que se pode ter, desta forma, uma equipa constituída por vários elementos sem que a localização geográfica seja ponderada como uma limitação.
A maior limitação deste trabalho consiste, em nossa opinião, no facto de não ter sido feita a testagem dos objectos de aprendizagem com elementos do público-alvo. Contudo, esta testagem constituirá um trabalho futuro a realizar e já iniciado fora do âmbito desta dissertação.
Pode pensar-se ainda, como trabalhos futuros, a concepção de objectos de aprendizagem que envolvam os alunos no processo segundo uma metodologia de projecto; a realização de estudos que envolvam a utilização de objectos de aprendizagem (conhecer os seus efeitos) em situação de ensino; e a realização de estudos comparativos com amostras que utilizem objectos de aprendizagem como recurso para a aprendizagem de determinados conteúdos e amostras que não os utilizem.
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