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Kritikk: etterspørselbaserte modeller

3. Neoklassiske modeller

4.3 Kritikk: etterspørselbaserte modeller

A coleta dos RSU consiste na retirada dos resíduos armazenados nas ruas e seu transporte até o tratamento ou destinação final.

Esta etapa inclui a estimativa de resíduo a ser coletada, a definição da freqüência, dias e horários de coleta, a seleção do tipo de veículo coletor, assim como a definição dos setores e itinerários.

A heterogeneidade dos padrões de geração de resíduos, das vias de acesso e dos tipos de veículos de coleta faz desta uma das etapas mais complicadas da GRSU.

A definição da freqüência da coleta dos resíduos domiciliares deve ser feita em função de fatores como a quantidade gerada num determinado local e a capacidade de se atender aos princípios da universalidade e da regularidade. Entretanto a restrição econômica atua como fator preponderante, uma vez que quanto maior a freqüência, maior o custo total do serviço. Os horários a se realizar a coleta devem ser definidos levando-se em consideração suas peculiaridades. Embora a coleta noturna acarrete em menor interferência no trânsito e permita uma maior produtividade dos veículos, em decorrência do aumento da velocidade média, o ruído produzido neste período causa incômodo à população e o risco de acidentes pode aumentar devido à baixa visibilidade.

Em contrapartida, no período diurno o incomodo à população e o risco de acidentes é menor, porém o impacto no trânsito e na circulação de pedestres é maior. Há de se definir os horários mais convenientes de acordo com características específicas dos setores ou municípios onde a coleta será realizada.

No que diz respeito aos veículos coletores utilizados na coleta dos RSU, existem basicamente dois tipos, aqueles com carrocerias sem compactador e aqueles com carrocerias com compactador. Veículos com carrocerias sem compactador são também conhecidos como coletores convencionais e normalmente possuem menor capacidade de carga do que aqueles com carrocerias com compactador. Além disso, a eficiência da coleta em veículos sem compactador é menor do que os com compactador, pois o carregamento do veículo exige grande esforço físico dos trabalhadores durante a coleta (IPT, 2000). Os veículos coletores compactadores possuem carrocerias fechadas com dispositivos mecânicos ou hidráulicos que possibilitam a compressão do resíduo. Em ambos os tipos de coletores a descarga é geralmente feita por basculamento, entretanto em alguns coletores convencionais a descarga é realizada manualmente.

Outros tipos de veículos coletores são aqueles que possuem mecanismos para basculamento de recipientes estacionários (caçambas e contêineres) e coletores de recipientes para coleta seletiva.

Para a otimização da coleta num determinado município deve-se subdividir o mesmo em setores ou regiões que apresentem características homogêneas em termos de geração per capta de resíduo, uso e ocupação do solo, relevo, fatores administrativos e operacionais (IPT, 2000).

Um setor por sua vez é composto por um conjunto de itinerários que pode ser delimitado por barreiras físicas ou naturais como rios, lagos, rodovias, linhas férreas, assim como limites de bairros ou regiões.

O itinerário de coleta é o trajeto que o veículo coletor deve percorrer dentro de um mesmo setor, num mesmo período, transportando o máximo de resíduo num mínimo de percurso improdutivo, com o menor desgaste possível para a guarnição e o veículo. Dá-se o nome de percurso improdutivo aos trechos em que o veículo não realiza coleta, servindo apenas para o deslocamento de um ponto a outro. É usual elaborar para cada itinerário um roteiro de coleta, um roteiro gráfico da área, em mapa ou croqui, indicando seu início e término, percurso, pontos de coleta manual (sem acesso ao veículo, sendo o resíduo coletado e carregado pelos coletores), trechos com percurso “morto” e manobras especiais, tais como ré e retorno (D’ALMEIDA, 2000).

Percurso “morto” é aquele repetido apenas para as manobras em respeito ao trânsito, com o objetivo de acesso a outros locais na sequência utilizada para a coleta. É admissível uma extensão total de percurso morto e improdutivo correspondente a no máximo 20% da extensão total do percurso de coleta efetivamente produtivo.

Para Tchobanoglous e Thiesen (1993) a definição de itinerários de coleta permanece até hoje como processos empíricos onde não se pode aplicar regras universais para todas as situações. Torna-se necessário uma série de tentativas a fim de se estabelecer os melhores itinerários de coleta.

Os autores apresentam algumas considerações a serem levadas em conta no processo de determinação de itinerários:

• devem ser observadas políticas e normas relacionadas a itens como pontos de coleta e freqüência de coleta;

• deve-se levar em consideração questões relacionadas à capacidade e tipo dos veículos coletores;

• sempre que possível as rotas devem começar e terminar próximas a vias arteriais, utilizando-se como limites barreiras físicas e topográficas;

• em áreas montanhosas as rotas devem começar nos topos de morro e desenvolver-se ao longo da rampa de declive a medida que o caminhão vai sendo carregado;

• o último ponto a ser coletado em cada rota deve-se localizar o mais próximo possível do aterro sanitário;

• os resíduos gerados em áreas onde ocorre congestionamento do tráfego devem ser coletados o mais cedo possível;

• fontes que geram grande quantidade de resíduo devem ser coletadas durante a primeira parte do dia;

• fontes dispersas de geração de resíduo (onde pequenas quantidades são geradas) devem ser, se possível, coletadas durante uma viagem no mesmo dia.

Paes (2004) ressalta que a coleta dos RSU é um processo dinâmico que sofre constantes alterações por motivos diversos, tais como: pavimentação de ruas, mudança na direção do tráfego entre outros. Desta forma, os sistemas utilizados para a definição de itinerários de

coleta devem ser capazes de oferecer mecanismos que permitam inserir as alterações e redefinir o itinerário.

2.3.2.3.1 Coleta seletiva

De acordo com o Manual de Gerenciamento Integrado do IPT (IPT, 2000), existem três modalidades principais de coleta seletiva: a coleta porta a porta (ou domiciliar), em pontos de entrega voluntária (PEV) e a realizada por catadores. A coleta porta a porta assemelha-se à coleta domiciliar, porém os veículos coletores percorrem as residências em dias e horários específicos, diferentes da coleta normal.

A coleta seletiva em PEV é aquela realizada em locais pré-estabelecidos onde existem coletores padronizados por cores para cada tipo de material a ser reciclado. A Resolução CONAMA nº 275/2001, de 25/4/2001, estabelece o código de cores para os diferentes tipos de resíduos a ser adotado na identificação de coletores e transportadores, bem como nas campanhas informativas para a coleta seletiva (CONAMA, 2001). A separação do material é feita pelo cidadão e a coleta é realizada em dias e horários específicos.

É indicado que a instalação dos PEV seja feita em parceria com empresas privadas, que podem, por exemplo, financiar a instalação dos contêineres e explorar o espaço publicitário do local (IBAM, 2004).

A coleta seletiva realizada por catadores tem ganhado bastante importância no abastecimento do mercado de materiais recicláveis e, conseqüentemente, na redução de resíduos a serem destinados em aterros sanitários. Segundo pesquisa realizada pelo Compromisso Empresarial para Reciclagem (CEMPRE), dos 405 municípios que operam programas de coleta seletiva, 174 têm relação com cooperativas de catadores de materiais recicláveis (CEMPRE, 2008).

Na Figura 3 é apresentada a distribuição dos municípios com coleta seletiva por região do país.

4% 2% 11% 35% 48% Centro-Oeste Norte Sudeste Sul Nordeste

Figura 3 – Distribuição do percentual dos municípios com coleta seletiva por região. Fonte: Adaptada de CEMPRE (2008).