• No results found

Hypotese 4: Porteføljer bestående av selskaper med gode ESG-prestasjoner er i større grad eksponert mot momentum-strategien enn porteføljer bestående av selskaper med dårlige

4.6 Kritikk av datasettet

Durante as conversas com os informantes, percebi que o ato de beber água é tratado como uma atitude necessária, correta e adequada. Foi visível a consciência de alguns informantes quanto à importância de ingerir água periodicamente durante o dia, conforme o relato a seguir.

Eu acho importante. Saúde, né? Porque dizem que água é bom tomar pro organismo. O organismo é praticamente água. Então, tem que estar sempre repondo. Importante para o organismo a gente estar sempre hidratado, tanto que às vezes eu nem tô [sic] com sede e eu já tomo água. Eu carrego no carro uma garrafinha de água sempre [I9].

Entretanto, apesar da consciência geral dos informantes em relação aos benefícios da água, percebi que algumas pessoas não têm esse hábito incorporado na sua rotina de forma natural e que precisam se policiar para beber mais água durante o dia.

Na verdade eu bebo pouquíssima água, eu já tentei assim me regrar carregando garrafinhas, e não adianta. Então, eu bebo água quando eu tenho sede [I4].

O relato dessa jovem deixa clara a necessidade de regrar-se para beber água, ou seja, ela precisa pensar nos benefícios da água e controlar suas atitudes para que a água seja consumida de forma regular. Ela já tentou carregar garrafinhas de água com o intuito de aumentar o seu consumo, mas esta medida não foi satisfatória, o que demonstra a falta de prazer da informante em beber água. Atitude semelhante foi observada no relato da artista plástica (a seguir), que revela de forma direta a falta de prazer em beber água in natura, fato que leva a informante a adotar medidas que visem estimular o seu consumo.

Nós temos um sifão e usamos esse sifão muito. Compramos o gás e usamos então a água filtrada, colocamos esse sifão, botamos gás e usamos muita água, como a gente chama água com borbulha, para que a gente possa ter mais prazer em tomar. Então, aquilo nos traz um prazer maior em ingerir água. Aí nós temos ingerido muito mais. Muito mais mesmo. Agora água assim do filtro direto, te garanto assim que não é um prazer [I5].

A percepção do ato de beber água como uma obrigação foi observada de forma bastante intensa nos relatos a seguir, nos quais as informantes demonstraram que precisam fazer um esforço para incorporar a água no seu cotidiano.

Lá em casa o pessoal toma suco, mas eu prefiro tomar água. A gente cria assim certa disciplina. Claro que fim de semana ou se eu vou à casa de alguém daí eu tomo outra bebida, não sou tão rigorosa assim com a água.

Mas se eu tô [sic] em casa eu tomo água, parece que a água mata mais a sede do que o refrigerante ou o suco [I12, grifo meu].

Tenho, eu me obrigo a tomar água. Me obrigo porque eu sofro de enxaqueca demais, e tomo as minhas medicações como prevenção e é uma maneira de não intoxicar com tudo, uma maneira de manter o organismo mais saudável. Isso eu tento cuidar um pouco, tento cuidar mesmo, até mesmo porque tá comprovado que uma série de coisas acontece no teu organismo por falta de ingerir água, né? [I5, grifo meu].

Nesses relatos, pude perceber de forma bastante clara a falta de prazer em beber água. Os termos utilizados pelas informantes: disciplina e obrigação (grifados nos relatos) revelam o quanto esta atitude ocorre de forma controlada nas suas vidas e ilustra as suas dificuldades em fazer com que o ato ocorra de forma voluntária.

Esta constatação é reforçada pelos relatos a seguir, que fazem menção a outras bebidas e relacionaram-nas a momentos de prazer, o que não ocorreu com a água.

Se for à geladeira, o pessoal vai utilizar outra bebida se tiver. Eu adoro refrigerante. É terrível, tento me livrar desse hábito, mas sendo bem honesta, é difícil. Durante o almoço, durante a janta nós usamos muito vinho, suco, não a água in natura [I5].

Eu prefiro alguma coisa com sabor. Eu só tomo [água] no verão, quando está muito quente. Mas é raro. [...] Para mim é indiferente o gosto da água, eu prefiro ter o sabor de alguma coisa. Água pura não tem muita graça [I2]. Água realmente é para saciar a sede. Não é, por exemplo, um chá que eu [penso] no meio da tarde... Ah, o que eu vou tomar? Ah, vou tomar um café, eu gosto muito de café. Mas a água assim, dificilmente eu sento para conversar com alguém, que não seja num horário de almoço ou jantar, e peço uma água. Normalmente eu peço ou um chá ou um café ou um suco. Muito difícil eu pedir água [I4].

Por meio destes relatos, percebi o quanto outras bebidas como refrigerantes, sucos e café são mais facilmente associadas a momentos de prazer. O último relato ilustra de forma nítida esta constatação, pois a jovem revela que quando encontra amigos ou mesmo durante um descanso no meio da tarde a sua escolha é por bebidas que lhes proporcionam maior prazer. No primeiro relato, a informante comenta que se houver a possibilidade de escolha, os membros da sua família vão optar por outras bebidas que não sejam a água. Aliado a isso, ela confessa que adora refrigerante. Este entusiasmo com a ingestão de outras bebidas, que pode até tratar-se de um vício, não constatei com a água. A água revelou-se uma bebida básica, que é consumida em momentos corriqueiros da vida e não proporciona prazer. Fato esse que pode ser ilustrado pela afirmação do informante a seguir.

Tu nunca vai chegar à casa de alguém e vai exigir que deem alguma coisa, tu vai pedir uma água [I10].

O relato demonstra que, ao chegar à casa de alguém, as pessoas não costumam pedir outras bebidas a fim de não causar incômodo. Neste caso, solicitar uma água é a melhor opção, pois se trata de uma bebida simples e que todo mundo tem em casa.