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3.1 ”Ovenfra og ned”

4.2 Kritikk av teorien om rasjonelle valg

No primeiro cenário, os resultados serão divididos de acordo com as taxas de transmissão utilizadas. Tanto para 48 Gbps quanto 96 Gbps serão mostrados os resultados das simulações dos três tipos de modulação digital, variando o valor de OSNR e obtendo os valores de BER e EVM. Em ambas as situações, foram construídas tabelas que informam os resultados obtidos de BER e EVM e, com esses valores, foram desenhados gráficos que representam a relação entre tais valores e a OSNR.

4.1.1.

48 Gbps

Ao simular o sistema no primeiro cenário, a uma taxa de 48 Gbps, foram obtidos os valores de BER e EVM contidos na Tabela 3 e mostrados nas Figuras 15 e 16, respectivamente.

Tabela 3 - Valores de BER e EVM nos três formatos de modulação, considerando o primeiro cenário a uma taxa de 48 Gbps. Fonte: a autora.

OSNR 4QAM 16QAM 64QAM

BER EVM (%) BER EVM (%) BER EVM (%)

20 0,013868962 45,46348 0,16971545 37,186201 0,29417344 25,315481 23 0,001036187 32,693622 0,092784553 30,146768 0,24850949 19,660749 26 0 23,812265 0,037195122 23,737571 0,20772358 19,535208 29 0 17,74409 0,01453252 20,391288 0,14119241 14,206954 32 0 14,137527 0,004674797 16,14238 0,10609756 13,762482 35 0 11,461513 0,001626016 13,290436 0,081571816 13,326077 38 0 10,400527 0,00050813 11,891242 0,069241192 13,72658 41 0 9,2547981 0,000101626 11,148046 0,039837398 11,226836 44 0 8,7707557 0 10,245697 0,069105691 14,332644 47 0 8,7051291 0 11,962395 0,045663957 11,428245 50 0 8,5220454 0 9,7743106 0,030894309 10,931203

Figura 15 - Relação OSNR x BER para as modulações 4QAM, 16QAM e 64QAM com taxa de 48 Gbps. Fonte: a autora

Figura 16 - Relação OSNR x EVM para as modulações 4QAM, 16QAM e 64QAM com taxa de 48 Gbps. Fonte: a autora

Pelas figuras é possível perceber que quanto maior a OSNR, menor serão os valores de BER e EVM. Isto porque o aumento da OSNR implica em um sistema em que o ruído passa a interferir cada vez menos no sinal transmitido. Sendo assim, a detecção do sinal tende a ser mais precisa, gerando menos erros de bits durante a decodificação QAM. A redução da EVM indica que os símbolos QAM se tornam cada vez mais precisos após a demodulação OFDM e isso também influencia na decodificação do sinal.

Além disso, pode-se dizer que o formato de modulação também exerce influência no desempenho do sistema neste cenário. A medida que o número de símbolos aumenta, a distância entre os símbolos diminui tornando o processo de decisão mais errático. Ou seja, quando comparadas com o 4QAM, as modulações 16QAM e 64QAM sofrem maior penalidade durante o processo de detecção e decisão dos símbolos transmitidos, aumentando as chances de erros acontecerem. Portanto, o 4QAM é o tipo de modulação que oferece os melhores resultados, tanto em termos de BER e de EVM. Já para a modulação 64QAM, a BER é maior devido à menor distância entre os símbolos adjacentes. Assim, a detecção dos símbolos é mais difícil e suscetível a erros, resultando em valores maiores de BER. Para o 16QAM os resultados são intermediários entre 4QAM e 64QAM.

Também é interessante observar que as modulações 4QAM e 16QAM toleraram, respectivamente, valores de EVM de 23,8% e 10,2% sem causar nenhum erro (BER = 0). Esses cenários aconteceram para valores de OSNR de 26 e 44 dB, respectivamente. A modulação 64QAM não apresentou nenhum cenário de simulação sem erros, apesar de valores de EVM sensivelmente melhores que nos outros formatos de modulação. Como exemplo, no pior cenário analisado (OSNR = 20 dB), a EVM da modulação 64QAM foi de 25,3%, que é um valor que provavelmente ocasionaria um cenário livre de erros caso fosse obtida com a modulação 4QAM. Assim, pode-se afirmar que a comparação de valores de EVM entre os formatos de modulação é injusta, mas é bastante útil quando utilizada para entender o desempenho do sistema em função da OSNR dentro de um único formato de modulação.

Outro aspecto importante que deve ser avaliado é qual a OSNR que atenderia o limite do FEC. O máximo valor de BER aceitável é de 10-2. Isto se deve a utilização de um código corretor de erro (FEC – Forward Error Correction), que quando utilizado faz com que uma BER de 10-2 se torne uma BER de 10-15 [16]. Ao se observar a Figura 15, pode-se perceber que as modulações 4QAM e 16QAM atingem o limite do FEC com valores de OSNR de 21 e 30 dB, respectivamente. A modulação 64QAM não atingiu o limite do FEC para nenhum valor de OSNR, o que a tornaria inviável para aplicação nesse sistema sob as condições de simulação aqui empregadas.

Para verificar a diferença de detecção dos símbolos entre os formatos de modulação, é necessário analisar os diagramas de constelação em cada situação. Durante as simulações, foram obtidas imagens dos diagramas de constelação para cada valor de OSNR. Esses diagramas permitem visualizar como o processo de demodulação do sinal é realizado de forma a se obter um sinal codificado em QAM. Uma vez que no bloco OFDM Demodulation é simulado o processamento do sinal por DSP (Digital Signal Processor), podem ser vistas as constelações em três etapas do processamento do sinal: (i) antes da estimativa do canal, que o mostra o sinal recebido sem processamento; (ii) depois da estimativa do canal, quando são compensados os efeitos lineares da fibra óptica; (iii) depois da estimativa de fase da portadora do oscilador local do receptor coerente. Essa última constelação mostra como de fato o sinal ficou após a atuação do DSP.

As Figuras 17, 18 e 19 ilustram os diagramas de constelação para a modulação 4QAM com os valores de OSNR em 20, 35 e 50 dB, respectivamente. As Figuras 20, 21 e 22 ilustram, para os mesmos valores de OSNR, as constelações para a modulação 16QAM. As Figuras 23, 24 e 25 ilustram as constelações para 64QAM, também para os valores de OSNR citados.

Os diagramas do 4QAM tornam nítidas as diferenças causadas pelo aumento da OSNR no sistema. Para a OSNR de 20 dB, a constelação final aparece bastante espalhada (Figura 17 (c)). Porém, quando a OSNR é 35 dB (Figura 18 (c)) ou 50 dB (Figura 19 (c)), os símbolos do 4QAM já são detectados corretamente e sem riscos de haver erros. Para o 16QAM, os símbolos da constelação no cenário de OSNR de 20 dB (Figura 20 (c)) são indistinguíveis. Já para ONSR de 35 dB (Figura 21 (c)), a detecção ainda apresenta erros, mas são muito baixos e considerados aceitáveis (BER = 1,6∙10-3, que está abaixo do limite do FEC). O cenário de 16QAM com ONSR de 50 dB (Figura 22 (c)) mostra uma constelação sem erros, com símbolos bem distinguíveis. Por fim, percebe-se nas Figuras 23 a 25 (c) que a medida que OSNR vai aumentando, a constelação vai te tornando mais próxima da constelação ideal para o 64QAM, mais ainda assim os resultados não foram bons, pois a BER mínima atingida fica na faixa de 10-2, mesmo quando a OSNR é de 50 dB (Figura 25 (c)).

Figura 17 - Diagramas de constelação para o 4QAM, com taxa de 48 Gbps e OSNR = 20 dB: a) antes da estimativa do canal; b) depois da estimativa do canal; c) depois da estimativa de fase da portadora.

Fonte: a autora.

Figura 18 - Diagramas de constelação para o 4QAM, com taxa de 48 Gbps e OSNR = 35 dB: a) antes da estimativa do canal; b) depois da estimativa do canal; c) depois da estimativa de fase da portadora.

Fonte: a autora.

Figura 19 - Diagramas de constelação para o 4QAM, com taxa de 48 Gbps e OSNR = 50 dB: a) antes da estimativa do canal; b) depois da estimativa do canal; c) depois da estimativa de fase da portadora.

Figura 20 - Diagramas de constelação para o 16QAM, com taxa de 48 Gbps e OSNR = 20 dB: a) antes da estimativa do canal; b) depois da estimativa do canal; c) depois da estimativa de fase da portadora.

Fonte: a autora.

Figura 21 - Diagramas de constelação para o 16QAM, com taxa de 48 Gbps e OSNR = 35 dB: a) antes da estimativa do canal; b) depois da estimativa do canal; c) depois da estimativa de fase da portadora.

Fonte: a autora.

Figura 22 - Diagramas de constelação para o 16QAM, com taxa de 48 Gbps e OSNR = 50 dB: a) antes da estimativa do canal; b) depois da estimativa do canal; c) depois da estimativa de fase da portadora.

Figura 23 - Diagramas de constelação para o 64QAM, com taxa de 48 Gbps e OSNR = 20 dB: a) antes da estimativa do canal; b) depois da estimativa do canal; c) depois da estimativa de fase da portadora.

Fonte: a autora.

Figura 24 - Diagramas de constelação para o 64QAM, com taxa de 48 Gbps e OSNR = 35 dB: a) antes da estimativa do canal; b) depois da estimativa do canal; c) depois da estimativa de fase da portadora.

Fonte: a autora.

Figura 25 - Diagramas de constelação para o 64QAM, com taxa de 48 Gbps e OSNR = 50 dB: a) antes da estimativa do canal; b) depois da estimativa do canal; c) depois da estimativa de fase da portadora.

4.1.2.

96 Gbps

De forma semelhante à situação anterior, os resultados das simulações do sistema no primeiro cenário, desta vez com 96 Gbps de taxa, são exibidos na Tabela 4. As Figuras 26 e 27 ilustram os gráficos desenhados a partir dos dados da Tabela 4.

Tabela 4 - Valores de BER e EVM nos três formatos de modulação, considerando o primeiro cenário a uma taxa de 96 Gbps. Fonte: a autora.

OSNR 4QAM 16QAM 64QAM

BER EVM (%) BER EVM (%) BER EVM (%)

20 0,06408417 56,705608 0,28943577 43,500626 0,33292683 47,973401 23 0,013470429 43,401168 0,19806911 34,443962 0,29200542 26,559472 26 0,0011956 32,403361 0,12865854 29,889197 0,23550136 21,058201 29 0 23,544895 0,051930894 24,220687 0,17682927 15,972066 32 0 18,108405 0,015447154 20,625095 0,13387534 14,860153 35 0 14,320791 0,005487805 16,868536 0,098373984 14,023561 38 0 12,009631 0,000406504 14,456189 0,060162602 12,144329 41 0 10,732094 0 12,436002 0,056368564 12,878 44 0 10,100182 0 12,511686 0,043766938 11,505439 47 0 9,7517566 0 11,340824 0,037533875 11,094191 50 0 9,6212999 0 10,72417 0,032791328 11,260111

Figura 26 - Relação OSNR x BER para as modulações 4QAM, 16QAM e 64QAM com taxa de 96 Gbps. Fonte: a autora.

Figura 27 - Relação OSNR x EVM para as modulações 4QAM, 16QAM e 64QAM com taxa de 96 Gbps. Fonte: a autora.

Da mesma forma que no cenário anterior (48 Gbps), é possível perceber que quanto maior a OSNR, menor serão os valores de BER e EVM. Além disso, novamente o 4QAM é o tipo de modulação que oferece os melhores resultados, tanto em termos de BER e de EVM. Novamente 4QAM e 16QAM toleraram, respectivamente, valores de EVM de 23,5% e 12,4% sem causar nenhum erro (BER = 0). Esses cenários aconteceram para valores de OSNR de 29 e 41 dB, respectivamente. Ou seja, para essa análise de BER = 0, houve uma piora de 3 dB na OSNR necessária para o 4QAM e uma melhora de 3 dB para o 16QAM. Era esperado que o sistema piorasse com o aumento da taxa de transmissão, e essa melhora pode ser explicada pelas variáveis aleatórias que são consideradas na simulação.

Outro aspecto importante que deve ser avaliado é qual a OSNR que atenderia o limite do FEC. Ao se observar a Figura 27, pode-se perceber que as modulações 4QAM e 16QAM atingem o limite do FEC com valores de OSNR de 24 e 34 dB, respectivamente, cerca de 4 dB maiores que para o cenário anterior (48 Gbps). Aqui os sistemas se comportaram como esperado e seus desempenhos pioraram com o aumento da taxa. Novamente, a modulação 64QAM não atingiu o limite do FEC para nenhum valor de OSNR, o que a tornaria inviável para aplicação nesse sistema sob as condições de simulação aqui empregadas.

Da mesma forma que na situação anterior (com taxa de 48 Gbps), também foram obtidas as imagens de constelação fornecidas pelo bloco OFDM Demodulation, ilustradas nas Figuras

28 a 36. As Figuras 28 a 30 referem-se ao 4QAM; as Figuras 31 a 33, ao 16QAM; as Figuras 34 a 36, ao 64QAM. Nenhuma diferença significativa para o cenário anterior em termos qualitativos das constelações foi observada quando se aumentou a taxa para 96 Gbps, ou seja, a medida que OSNR vai aumentando, a constelação vai te tornando mais próxima da constelação ideal. Já em termos quantitativos, pode-se perceber que a EVM aumentou em todos os casos com o aumento da taxa de transmissão. Para a modulação de 4QAM, a EVM aumentou de 8,5% para 9,6%, 11,4% para 14,3% e 45,4% para 56,7% considerando os valores de OSNR de 20 (Figura 28 (c)), 35 (Figura 29 (c)) e 50 (Figura 30 (c)) dB, respectivamente. Já para a modulação de 16QAM, a EVM aumentou de 9,7% para 10,7%, 13,2% para 16,8% e 37,1% para 43,5% considerando os valores de OSNR de 20 (Figura 31 (c)), 35 (Figura 32 (c)) e 50 (Figura 33 (c)) dB, respectivamente. Por fim, para a modulação de 16QAM, a EVM aumentou de 10,9% para 11,2%, 13,3% para 14,0% e 25,3% para 47,9% considerando os valores de OSNR de 20 (Figura 34 (c)), 35 (Figura 35 (c)) e 50 (Figura 36 (c)) dB, respectivamente.

Por fim, de acordo com os resultados obtidos, é possível prever que o desempenho do sistema será pior em termos de de BER e EVM para maiores valores de taxa de transmissão. Apesar de poder afirmar que 96 Gbps é uma taxa que pode ser utilizada em um sistema óptico CO-OFDM quando a modulação utilizada for o 4QAM ou 16QAM, não foi investigada nesse trabalho qual a taxa de transmissão limite para esses sistemas. Isso fica como sugestão para trabalhos futuros, assim como investigar quais as condições para que o sistema funcione com modulação 64QAM.

No próximo cenário será investigado qual o desempenho do sistema quando parâmetros do OFDM são alterados. Nesse caso, serão variados o número de portadoras máximo e a porcentagem delas que estão sendo usadas.

Figura 28 - Diagramas de constelação para o 4QAM, com taxa de 96 Gbps e OSNR = 20 dB: a) antes da estimativa do canal; b) depois da estimativa do canal; c) depois da estimativa de fase da portadora.

Figura 29 - Diagramas de constelação para o 4QAM, com taxa de 96 Gbps e OSNR = 35 dB: a) antes da estimativa do canal; b) depois da estimativa do canal; c) depois da estimativa de fase da portadora.

Fonte: a autora.

Figura 30 - Diagramas de constelação para o 4QAM, com taxa de 96 Gbps e OSNR = 50 dB: a) antes da estimativa do canal; b) depois da estimativa do canal; c) depois da estimativa de fase da portadora.

Fonte: a autora.

Figura 31 - Diagramas de constelação para o 16QAM, com taxa de 96 Gbps e OSNR = 20 dB: a) antes da estimativa do canal; b) depois da estimativa do canal; c) depois da estimativa de fase da portadora.

Figura 32 - Diagramas de constelação para o 16QAM, com taxa de 96 Gbps e OSNR = 35 dB: a) antes da estimativa do canal; b) depois da estimativa do canal; c) depois da estimativa de fase da portadora.

Fonte: a autora.

Figura 33 - Diagramas de constelação para o 16QAM, com taxa de 96 Gbps e OSNR = 50 dB: a) antes da estimativa do canal; b) depois da estimativa do canal; c) depois da estimativa de fase da portadora.

Fonte: a autora.

Figura 34 - Diagramas de constelação para o 64QAM, com taxa de 96 Gbps e OSNR = 20 dB: a) antes da estimativa do canal; b) depois da estimativa do canal; c) depois da estimativa de fase da portadora.

Figura 35 - Diagramas de constelação para o 64QAM, com taxa de 96 Gbps e OSNR = 20 dB: a) antes da estimativa do canal; b) depois da estimativa do canal; c) depois da estimativa de fase da portadora.

Fonte: a autora.

Figura 36 - Diagramas de constelação para o 64QAM, com taxa de 96 Gbps e OSNR = 50 dB: a) antes da estimativa do canal; b) depois da estimativa do canal; c) depois da estimativa de fase da portadora.

Fonte: a autora.

4.2.

CENÁRIO 2

Para o segundo cenário, foram fixados como parâmetros da simulação o formato de modulação 4QAM e a taxa de bits de 48Gbps. Assim, os dados obtidos nas simulações foram organizados nas Tabelas 5 a 9, sendo cada tabela referente a uma quantidade máxima de subportadoras, cujos valores são 512, 256, 128, 64 e 32 subportadoras, respectivamente. Com esses dados, foram desenhados os gráficos ilustrados nas Figuras 37 a 41, que permitem visualizar o desempenho do mesmo sistema para diferentes porcentagens de uso das subportadoras máximas.

Analisando e comparando os dados das Tabelas 5 a 9, pode-se dizer que variar a quantidade máxima de subportadoras não afeta no desempenho do sistema. Ou seja, quando

100% das portadoras foram utilizadas, os valores de EVM oscilaram pouco em torno de 56%, 14% e 10%, respectivamente para 20, 35 e 50 dB de OSNR. O mesmo aconteceu para as outras porcentagens: 50% teve EVM em torno de 44%, 11% e 8% para 20, 35 e 50 dB de OSNR, respectivamente; 25% teve EVM em torno de 32%, 8% e 6% para 20, 35 e 50 dB de OSNR, respectivamente; e quando 12,5% das portadoras eram utilizavas, o EVM oscilou em torno de 21%, 7% e 5% para 20, 35 e 50 dB de OSNR, respectivamente.

Portanto, quanto menor a porcentagem de uso das subportadoras, melhor o desempenho do sistema. Ou seja, os valores de BER e EVM tendem a serem menores quando se usa menos subportadoras. Por exemplo, o melhor desempenho é obtido quando apenas 12,5% delas são utilizadas para transportar informação. Isso acontece porque, mesmo em um cenário B2B, quanto maior for o número de portadoras empregadas no sistema, maior a interferência entre elas. Esse fenômeno é conhecido por ICI (Inter-Carrie Interference). Isso se acentuaria ainda mais caso fosse empregada a fibra óptica no sistema, devido ao efeito não linear FWM (Four Wave Mixing) [17]. Nesse artigo, inclusive, foi proposto um esquema de preenchimento parcial das portadoras para melhorar o desempenho do sistema em razão das não linearidades da fibra, mas como o cenário em estudo não utiliza fibra, a proposta do artigo não se aplica.

OSNR 100% 50% 25% 12,50%

BER EVM (%) BER EVM (%) BER EVM (%) BER EVM (%)

20 0,04414389 56,695161 0,012236767 44,964873 0,001548587 32,637262 0 23,890915 25 0,001972387 34,703199 0,000009486 26,545312 0 20,272368 0 15,503144 30 0 23,122066 0 17,161787 0 15,661459 0 10,448206 35 0 14,863203 0 12,352552 0 10,185228 0 8,8841132 40 0 13,304227 0 10,653717 0 9,4495708 0 8,0934142 45 0 13,015181 0 9,4331742 0 9,2126107 0 7,928721 50 0 11,352242 0 9,6364681 0 8,6585532 0 7,9905037

Tabela 6 - - BER e EVM quando o número máximo de subportadoras é 256. Fonte: a autora

OSNR 100% 50% 25% 12,50%

BER (%) EVM (%) BER EVM (%) BER EVM (%) BER EVM (%)

20 0,049097727 56,306038 0,014506616 45,101706 0,000166168 31,371176 0 22,50426 25 0,002265448 34,763104 0 26,297429 0 18,441577 0 13,732837 30 0 21,275876 0 16,452281 0 11,702051 0 9,6869288 35 0 14,944199 0 11,512294 0 9,0799782 0 6,9837009 40 0 11,792344 0 9,7252357 0 7,7881624 0 6,6936331 45 0 10,79618 0 8,5027551 0 7,2979589 0 6,4809406 50 0 10,391797 0 8,3009075 0 7,1106117 0 6,2440637

OSNR 100% 50% 25% 12,50%

BER EVM (%) BER EVM (%) BER EVM (%) BER EVM (%)

20 0,04558115 56,578473 0,01153484 42,955892 0,001028807 32,263012 0 21,937704 25 0,001505571 34,057997 0 25,445923 0 18,628144 0 12,946095 30 0 20,515258 0 15,399213 0 11,528341 0 8,6879668 35 0 13,962105 0 10,459716 0 8,2110541 0 6,3562409 40 0 11,026113 0 8,4999522 0 6,829 0 5,6008478 45 0 9,7528027 0 7,5140901 0 6,1800053 0 5,4502857 50 0 9,4450301 0 7,498086 0 5,9446843 0 5,3200499

Tabela 8 - BER e EVM quando o número máximo de subportadoras é 64. Fonte: a autora

OSNR 100% 50% 25% 12,50%

BER EVM (%) BER EVM (%) BER EVM (%) BER EVM (%)

20 0,046268777 55,540121 0,016850974 45,637169 0,000430849 31,957793 0 21,031447 25 0,001807374 34,061279 0,000263296 26,316275 0 18,246695 0 12,09765 30 0 20,446791 0 15,842477 0 11,265971 0 7,6422187 35 0 13,682221 0 10,585109 0 7,7596234 0 5,4158046 40 0 10,679735 0 8,2106116 0 6,3685034 0 4,5594295 45 0 9,4845893 0 7,3766465 0 5,9762899 0 4,2474579 50 0 9,3002747 0 6,912295 0 5,6910502 0 4,1583528

Tabela 9 - BER e EVM quando o número máximo de subportadoras é 32. Fonte: a autora

OSNR 100% 50% 25%

BER EVM (%) BER EVM (%) BER EVM (%)

20 0,055214425 57,603546 0,01208134 44,115143 0,000438596 28,856617 25 0,001900585 35,135862 0,000119617 25,589683 0 16,826979 30 0 20,768699 0 15,488159 0 10,400776 35 0 13,671767 0 10,177173 0 7,0734407 40 0 10,434496 0 7,9785123 0 5,788005 45 0 9,4151471 0 7,2672568 0 5,1582923 50 0 9,0125816 0 6,9869552 0 5,1543924

Figura 37 - Relação OSNRxEVM para diferentes porcentagens de uso de subportadoras quando o máximo de subportadoras possíveis é 512. Fonte: a autora.

Figura 38 - Relação OSNRxEVM para diferentes porcentagens de uso de subportadoras quando o máximo de subportadoras possíveis é 256. Fonte: a autora.

Figura 39 - Relação OSNRxEVM para diferentes porcentagens de uso de subportadoras quando o máximo de subportadoras possíveis é 128. Fonte: a autora.

Figura 40 - Relação OSNRxEVM para diferentes porcentagens de uso de subportadoras quando o máximo de subportadoras possíveis é 64. Fonte: a autora.

Figura 41 - Relação OSNRxEVM para diferentes porcentagens de uso de subportadoras quando o máximo de subportadoras possíveis é 32. Fonte: a autora.

4.3.

CENÁRIO 3

Para o terceiro cenário, os dados coletados foram organizados na Tabela 10, que relaciona as distâncias de propagação na fibra, que variam entre 50 e 500 km, com os valores de OSNR estabelecidos (30, 35, 40 e 45 dB). Os valores de EVM foram utilizados para desenhar as curvas do gráfico ilustrado na Figura 42, sendo que cada curva corresponde a um valor de OSNR.

Analisando a Tabela 10, pode-se dizer que, conforme a distância de propagação aumenta, a EVM também aumenta, devido a diminuição da OSNR do sinal a medida que ele passa por amplificadores ao longo do enlace. Foram obtidos cenários livres de erros para as distâncias de 300, 300, 350 e 400 km quando a OSNR inicial era 30, 35 40 e 45 dB, respectivamente. Além disso, todos os valores de EVM abaixo de 25% resultaram em BER = 0, o que pode ser o limite fundamental de tolerância para a modulação 4QAM. Ainda assim, em todos os cenários com distâncias maiores ou iguais a 350 km (mesmo quando a OSNR é mais baixa - 30 dB) até 500 km, a BER ficou dentro do limite do FEC, sendo considerados valor aceitáveis de desempenho.

DISTÂNCIA (km)

OSNR=30 OSNR=35 OSNR=40 OSNR=45

BER EVM (%) BER EVM (%) BER EVM (%) BER EVM (%)

50 0 17,056528 0 13,515351 0 10,179243 0 11,121938 100 0 19,529306 0 14,222197 0 12,791827 0 12,882151 150 0 22,267724 0 15,372664 0 13,877998 0 13,832005 200 0 22,577444 0 18,103711 0 16,628563 0 16,086413 250 0 24,329342 0 20,728341 0 18,607204 0 20,036841 300 0 24,972349 0 22,964319 0 20,812243 0 22,663024 350 0,000159413 26,6659 7,97067E-05 26,827146 0 23,265698 0 24,982855 400 0,000637653 28,499206 0,00023912 26,353122 0,000159413 25,781903 0,000159413 25,590933 450 0,001992667 32,631992 0,000557947 27,623806 0,000637653 27,21865 0,001036187 28,184108 500 0,001992667 33,23257 0,001275307 30,052603 0,000797067 29,7957 0,002550614 32,417489

Figura 42 - Relação Distância x EVM para diferentes valores de OSNR. Fonte: a autora.

4.4.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Considerando os resultados fornecidos a partir das simulações realizadas, o Capítulo 5 apresentará um apanhado geral sobre o sistema CO-OFDM, bem como quais são as contribuições do presente trabalho e quais as perspectivas de futuros trabalhos abordando o assunto.

CAPÍTULO 5 – CONCLUSÕES, CONTRIBUIÇÕES