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Kriterier for å vurdere pedagogisk design

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7. Diskusjon

7.2 Kriterier for å vurdere pedagogisk design

Até ao fim dos anos 90, o ensino vocacional em Portugal ocupou um lugar pouco visível e até mesmo marginal, face às modalidades de ensino de prosseguimento de estudos. Comparativamente com outros países da Europa onde o ensino vocacional era utilizado para ultrapassar o abandono escolar precoce, em Portugal estas vias de ensino eram reduzidas e não se apresentavam como uma solução sistémica para conseguir ultrapassar esses problemas. Perante as fragilidades do país a este nível, surge a necessidade de diversificar as vias de ensino e formação numa estratégia que valorizasse e qualificasse os percursos escolares vocacionais, colocando-se um grande desafio de expansão da oferta profissionalmente qualificante. O ensino profissional tem sido considerado pelas famílias, professores e alunos, como uma via de ensino de segunda oportunidade e de último recurso, enquanto os cursos gerais/científico-humanísticos são percepcionados como uma via escolar “legítima”.

No entanto, a criação dos cursos profissionais nas escolas públicas, vem proporcionar a disponibilização de uma oferta formativa diversificada, originando alterações nas opções dos jovens. Se esta nova via de ensino/formação será uma resposta circunscrita no tempo ou uma alteração estrutural efectiva, a médio ou a longo prazo se poderá constatar.

A reforma do ensino secundário em 2004 proporcionou a expansão do ensino profissional às escolas públicas, a par das restantes ofertas educativas, deixando de ser uma modalidade de ensino desenvolvida exclusivamente pelas escolas profissionais, constatando-se um crescimento da oferta e da procura. Independentemente da modalidade de ensino frequentada pelos alunos, a maioria ingressou num curso/escola do ensino público (70,4%)14

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Ver gráfico no anexo 7.

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uma análise por modalidade, permite perceber que para os alunos dos cursos profissionais ocorre uma postura inversa, destacando-se o peso das escolas privadas face às escolas públicas (Gráfico 4). 0% 20% 40% 60% 80% 100% Cursos Científico- Humanísticos Cursos Tecnológicos Ensino Artístico Especializado Cursos de Educação e Formação Cursos Profissionais 85,3 61,2 86,0 91,1 46,2 14,7 38,8 14,0 8,9 53,8 Público Privado

A distribuição do ensino profissional tem vindo a sofrer alterações nos últimos anos, na medida em que esta proporcionalidade entre escolas públicas e privadas tem vindo a ser cada vez maior. Enquanto nos primeiros anos lectivos de abertura destes cursos nas escolas públicas a proporção de alunos rondou os 10%, no ano lectivo de 2006/2007 o número de alunos triplicou e no ano lectivo seguinte, duplicou face ao ano transacto (Gráfico 5). Apesar da grande inovação da abertura de cursos profissionais nas escolas públicas esta modalidade de ensino, nos primeiros três anos lectivos, foi crescendo gradualmente.

Gráfico 5 – Evolução da proporção de alunos, por natureza do estabelecimento de ensino (%)

7,0 10,1 12,9 31,4 51,8 93,0 89,9 87,1 68,6 48,2 0% 20% 40% 60% 80% 100% 2003/2004 2004/2005 2005/2006 2006/2007 2007/2008 Público Privado

No ano lectivo 2007/2008, a proporção de alunos é já maior no ensino público do que no ensino privado, verificando-se que independentemente da modalidade de ensino, o número de alunos matriculados no ensino público é sempre superior. Neste ano, as escolas secundárias passaram a representar cerca de 52% do total de alunos inscritos em cursos profissionais.

Qui-quadrado significativo (p <0,001) Fonte: Questionário OTES/GEPE – 2007/2008.

Gráfico 4 – Modalidade de ensino, por natureza do estabelecimento de ensino (%)

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* Dados provisórios em Março de 2009 Fonte: GEPE

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Apesar de parecer ter existido uma diminuição dos cursos profissionais nas escolas privadas, constata-se que o crescimento deste tipo de ensino deu-se não só ao nível das escolas públicas, como também das escolas privadas, invertendo a tendência que vinham a apresentar de diminuição de número de alunos (Gráfico 6). Este aumento substancial ao nível do ensino profissional demonstra a forte aposta que tem existido no alargamento desta oferta de dupla certificação.

Gráfico 6 – Evolução da distribuição dos alunos, por natureza do estabelecimento de ensino (%)

3,7 5,8 7,4 24,0 59,1 19,3 20,0 19,2 20,2 21,2 0,0 20,0 40,0 60,0 80,0 2003/2004 2004/2005 2005/2006 2006/2007 2007/2008 Público Privado

Segundo Pedroso et al (2007), existem criticas ao alargamento dos cursos profissionais às escolas secundárias públicas, na medida em que estes cursos podem vir a funcionar exclusivamente enquanto “rede de trapézio” para os alunos que não conseguirem continuar pelas vias de prosseguimento de estudos, ficando estes cursos associados a alunos que não têm sucesso nas vias de ensino dos cursos científico-humanísticos. Por outro lado, a existência de diversas modalidades de ensino com características tão diferentes numa mesma escola, nem sempre é de fácil gestão.

Nas escolas públicas, onde existe o predomínio de um perfil académico de acesso ao ensino superior e a realização de exames, a forma de organização e gestão escolar é determinante. A organização escolar desenvolvida numa lógica de cultura de ensino académico revela-se desadequada face à cultura e exigências organizativas dos cursos profissionais.

Apesar de prevalecer nas escolas públicas um modelo organizativo e pedagógico que tem como objectivo hegemónico a preparação dos alunos para o prosseguimento de estudos superiores, existe alguma experiência das escolas públicas na gestão dos cursos tecnológicos. Apesar disso, as escolas públicas se defrontam com dificuldades inerentes à constituição da oferta profissionalmente qualificante ao nível da organização, monitorização e avaliação e estágios, de projectos tecnológicos ou das provas de aptidão (GAAIRES, 2007).

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* Dados provisórios em Março de 2009 Fonte: GEPE

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Actualmente, grande parte dos cursos tecnológicos que funcionaram nas escolas públicas até à reforma de 2004, foram substituídos pelos actuais cursos profissionais (visível no decréscimo na ordem dos 50% daqueles cursos nos últimos cinco anos). Uma análise comparativa entre cursos tecnológicos e cursos profissionais permite constatar a forma extremamente rápida com que esta substituição se realizou nos últimos cinco anos lectivos.

Assim como noutros países da União Europeia (Áustria, Escócia, Espanha, Finlândia, França, Irlanda, Noruega, Reino Unido e Republica Checa), o sistema educativo português é ministrado em escolas secundárias e em escolas profissionais, verificando-se diferenças ao nível da oferta educativa existente nas escolas secundárias. Se em Portugal, Escócia, Noruega, e Reino Unido, as escolas secundárias oferecem cursos gerais e cursos profissionalmente qualificantes, apesar de existirem simultaneamente instituições especializadas nos percursos profissionalmente qualificantes, na França e na Áustria, por exemplo, as escolas são especializadas tendo em conta a oferta formativa disponibilizada.

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