• No results found

6. Motsyklisk bankregulering - Foreslåtte løsninger og problematisering

7.1 Kredittekspansjon som makrogrunnlag

Pensando especificamente nas construções verbal e nominal, como (28a-b), respectivamente:

(28)a. O inimigo destruiu a cidade

b. A destruição da cidade pelo inimigo

nota-se que se trata de duas construções diferentes, já que (28a) é completamente verbal, enquanto (28b) é completamente nominal. Entretanto, reconhecidas essas diferenças, é impossível não notar que as duas construções descrevem basicamente o mesmo estado de coisas; além disso, seus predicados têm restrições de seleção idênticas e podem ser usados em circunstâncias similares.

Para a GF (1997), observadas essas características, o problema básico que se coloca é como descrever essas duas construções de modo que suas relações sejam levadas em conta, sem desconsiderar as diferenças que há entre elas.

A solução transformacional no modelo standard era uma derivação (LEES, 1966 apud DIK, 1997): supunha-se que as nominalizações, como a de (28b), seriam deriváveis da estrutura subjacente de sentenças completas como (28a) por meio de regras transformacionais

de nominalização. Esse tipo de descrição enfatizava as similaridades das duas construções em prejuízo de suas diferenças.17

Desde Chomsky (1970 apud DIK, 1997), abandonou-se a abordagem derivacional em favor de uma descrição lexical da nominalização. A idéia é de que o verbo destruir e o nome destruição entram no léxico como representantes verbal e nominal de um item lexical comum. Uma implicação disso é que a nominalização não é mais derivada da mesma estrutura subjacente como sentença completa.

Por essa razão, surgiu a necessidade de um mecanismo para formular regularidades por meio de categorias sintáticas de modo a capturar as propriedades comuns de construções verbais e de construções nominais. A solução para esse problema foi a teoria X-barra, em que as regularidades sintáticas podem ser formuladas em termos da categoria variável X, que pode assumir valores como verbo (V), nome (N), adjetivo (A), ou preposição (P).

Muitos problemas similares também surgiram no quadro da GF; dadas, porém, as posições teóricas básicas desse modelo, existem certas diferenças importantes. Primeiro, um princípio da GF diz que todos os predicados dotados de conteúdo lexical que não podem ser derivados de outros predicados por regra produtiva devem ser alocados no léxico. Uma vez que não existem regras produtivas no português para derivar o nome verbal destruição do verbo destruir, deduz-se imediatamente que esse nome deve ter sua própria entrada no léxico. Assim, o critério geral de produtividade faz cumprir a solução lexical para o problema. Em

17

A GF evita transformações no sentido de operações que modificam estruturas, na medida em que se baseia na suposição de que, uma vez que a estrutura foi construída, ela será mantida em toda derivação adicional da expressão lingüística. A derivação é, assim, uma questão de expansão gradual em vez de uma projeção transformacional de uma estrutura sobre outra. Há um componente do modelo da GF que, de fato, exige transformações de um tipo: o componente de formação de predicado. Regras de formação de predicado servem para derivar esquemas de predicado de outros esquemas de predicado, estendendo, assim, o conjunto de esquemas de predicados disponíveis no léxico para um conjunto de esquemas de predicado derivados, que podem, então, ser input para a construção de predicações. Alguns tipos de formação de predicados podem realizar mudanças no status categorial do esquema de predicado input, reduzindo ou estendendo número de argumentos, incorporando argumentos ao predicado, ou modificando as funções semânticas das posições de argumento do esquema de predicado. Tais transformações, contudo, são confinadas ao “fundo” da GF, o componente que contém o conjunto de predicados e o conjunto de termos a partir dos quais predicações podem ser construídas (DIK, 1989, p.19-21). Esse tipo de transformação não tem relação com regras transformacionais típicas do modelo standard da Gramática Gerativa, que eram de natureza sintática e não lexical, como são as regras de formação de predicado na GF.

segundo lugar, o fato de destruir e destruição terem entradas distintas no léxico não significa que se requeira uma nova teoria para considerar as similaridades entre essas duas entradas. Cada predicado é parte de um esquema de predicado, e não há nada que previna o fato de predicados nominais terem esquemas de predicado muito similares ou mesmo idênticos ao esquema de predicado de verbos relacionados. Nesse caso particular, postula-se o seguinte esquema de predicado para destruir e destruição:

(29) Destruir [V] (x1)Agente/Força (x2)Meta

(30) Destruição [N] (x1)Agente/Força (x2)Meta

O fato de destruir e destruição poderem aparecer com o mesmo tipo de argumentos nas mesmas funções semânticas está plenamente representado nesses esquemas de predicados. Além disso, a relação entre esses predicados pode ser expressa na definição de significado de destruição:

(31) Destruição [N] (x1)Agente/Força (x2)Meta = df

ação/evento definido por

Destruir [V] (x1)Agente/Força (x2)Meta

O esquema de predicado para destruição pode ser usado em formação de termos de acordo com o modelo de uma construção encaixada:

(32) (d1ei: [destruição [N] (o inimigo)Agente (a cidade)Meta])

o qual, por meio de regras de expressão que determinam a expressão formal dos argumentos dentro do contexto de uma nominalização, levará a algumas das seguintes ocorrências, como

a destruição da cidade pelo inimigo e a destruição pelo inimigo da cidade.

Uma propriedade distintiva do modelo da GF é a de que, ao lado da derivação sintática completa e da listagem lexical pura, há também o mecanismo das regras produtivas de formação de predicado. Assim, em uma língua em que nomes verbais podem ser produtivamente derivados do verbo correspondente, as relações relevantes podem ser expressas em uma regra de formação de predicado.