4. OBSERVASJON AV EN MODERNE SKOLEHVERDAG
4.2 M ODERNE KOMPETANSEKRAV I SKOLEHVERDAGEN
4.2.2 Krav til selvadministrasjon
A língua contribui para a integração de uma nação e em determinados momentos passa a exercer influência sobre as demais nações. Esse contexto em que se insere a língua, de integração e influência, remete ao desejo de diversificar conhecimentos, aprofundar-se em outras culturas, trocar informações e relacionar-se com milhões de pessoas em um mesmo idioma, refletindo na necessidade humana de se comunicar.
Em tempos passados, a língua era motivo de separação dos povos, atualmente “[...] não representa apenas um instrumento de comunicação e sim um veículo de introdução nos mercados econômicos e um meio pacífico de integração cultural e de unidade histórica da humanidade” (NASCIMENTO, 1999, p. 32). Assim, o mundo globalizado passa a exigir o conhecimento das línguas estrangeiras para a obtenção, sobretudo, de destaque no mercado de trabalho pelos profissionais.
A partir do constante avanço e desenvolvimento da tecnologia, a sociedade vem sofrendo mudanças consideráveis. As novas tecnologias representam o fator determinante no desempenho das atividades exercidas nos diversos âmbitos, facilitando cotidianamente as ações a serem realizadas, tendo à disposição as ferramentas tecnológicas dos computadores e da internet.
Sendo assim, para a utilização rápida dos conteúdos disponibilizados nesses meios digitais, é imprescindível que haja uma comunicação eficaz, numa mesma língua, tornando possível o uso efetivo da informação. Para Targino (2000, grifo nosso), a educação continuada mediante o contexto da tecnologia é inevitável, sendo que para atualizar-se perante essa revolução é preciso muito mais que a apreensão de conhecimento técnico. Na visão da autora há um conjunto necessário na composição da situação ideal de convívio da nova
realidade, como a criatividade, o conhecimento de línguas estrangeiras, a intimidade com o computador e a tolerância no convívio com os demais.
Sobre a utilização da informação em outras línguas, Nascimento (1999, p. 55), aponta o seguinte questionamento: “De que adianta o [...] rápido acesso físico ao documento e às informações pela Internet, se não se pode ter acesso ao conteúdo por falta de domínio do idioma em que a informação está escrita?”.
A resposta para essa indagação supõe o uso prejudicado da informação, posto que o acesso ao conteúdo estaria comprometido mediante a barreira linguística que se apresentaria diante do indivíduo, tornando dificultosa a atividade de comunicação em nível pessoal, profissional ou acadêmico. Mediante essa realidade, Sánchez Herrador e Boza Puerta (2008, p. 758, tradução nossa) apontam que “a existência de uma língua dominante para a ciência, constitui um problema para quem não dominar determinada língua, e acarreta em uma escassa divulgação das pesquisas nas línguas minoritárias”. Ou seja, a partir do momento em que se tem uma língua dominante na ciência, faz-se necessário o domínio da mesma pelos pesquisadores que queiram se inserir no universo científico, acessar informações importantes e divulgar as suas produções eficazmente. Nesse contexto estão inseridos os pesquisadores das Pós-Graduações em Ciência da Informação, no que se refere à construção do referencial teórico de seus trabalhos acadêmicos – as teses.
Aliada a esse fato, a realidade vivenciada da globalização e do Mercado Comum do Sul (Mercosul)10, está fundamentada na essência da comunicação, nos processos de emissão, transmissão e recepção da informação que dependem diretamente do uso das línguas estrangeiras, o qual pode proporcionar o acesso ao conteúdo disponibilizado independente do suporte. Nesse contexto, Nascimento (1999, p. 53) afirma que:
Em consequência da Globalização e do incremento das novas tecnologias, o homem não pode viver isolado em si mesmo e nem em nações. A divisão do mundo em blocos econômicos é um fato e para que o Mercosul não se restrinja a um grande mercado, a integração e troca de conhecimentos e bens se faz necessária tanto no âmbito econômico, como no político, social, cultural, linguístico e informacional.
Com isso, a globalização reduz as barreiras, as fronteiras, o isolamento geográfico e permite o contato entre países e pessoas, independente de sua localização, criando-se uma
10
O Mercosul foi criado através do Tratado de Assunção, consolidado em 1991, em que almejava “integrar as economias nacionais da região, inicialmente com quatro países, vem expandindo suas fronteiras e ampliando o contexto do paradigma integracionalista, estimulando a aproximação, o conhecimento mútuo e a cooperação, entre outras ações” (NASCIMENTO; BOSO, 2008, p. 63).
rede de comunicação veloz e aumentando ainda mais a troca de informação, sem restrição física, de acesso livre e ilimitado.
Conforme Brancher e Santos (2010, p. 5) “[...] uma boa comunicação é indispensável e com a evolução da globalização isso se torna mais relevante ainda”. O uso da língua estrangeira auxilia essa boa comunicação, tão importante para os blocos econômicos, formados a partir da necessidade de fortificar uma região ou um conjunto de países por meio da unificação de suas forças políticas, promoção do desenvolvimento técnico- científico dos membros e em busca de atingir objetivos incomuns perante a economia e a sociedade.
A integração do Brasil com os demais países, principalmente os do continente latino- americano e europeu, facilita as negociações e demais trocas nos blocos econômicos. Mediante a troca de informações e divulgação dos conhecimentos gerados por esses países, deverá haver o desenvolvimento de uma comunicação entre os pesquisadores, consolidada no uso das línguas mais faladas e utilizadas pela comunidade científica. De acordo com essa afirmação e segundo Nascimento (1999, p. 39), “no mundo globalizado em que vivemos, não há mais lugar para comunicações que dependam de traduções [...]”.
A pesquisa, inserida no contexto do mundo globalizado, se configura como uma prática internacional. A globalização efervescente da pesquisa atua de forma ascendente e influencia o modo de administração do conhecimento em meio ao sistema de comunicação científica. Logo, a pesquisa científica é impulsionada pelos países que trocam informações entre si para alimentar as ações da pesquisa (LEITE, 2011).
O domínio das línguas estrangeiras, e consequentemente da literatura estrangeira, é fundamental para o acesso aos conteúdos presentes na literatura mundial e divulgação do conhecimento, especialmente na esfera da CI. Como exemplo, podemos citar: o inglês, idioma universalmente aceito na comunidade científica; e o espanhol, idioma oficial de diversas entidades internacionais, com uma considerável produção científica presente nas literaturas de áreas especializadas.
A temática da literatura estrangeira no âmbito da CI está relacionada ao desenvolvimento da informação científica, do seu uso e comunicação, porém ainda caminha a passos lentos, não havendo muitos estudos na área. Através de levantamentos realizados para a composição desse referencial teórico, constatou-se que a autora Maria de Jesus Nascimento é a única na área de CI, em nível nacional, que aborda o uso de língua e literatura estrangeiras, com o foco voltado mais para o uso da língua espanhola.
Nessa perspectiva, a ciência não se encontra isolada geograficamente. Para a ciência se desenvolver é preciso avançar as fronteiras e internacionalizar o conhecimento. No campo da
CI não é diferente, a internacionalização do conhecimento e da literatura produzida nessa área cresce em ritmo intenso. Portanto, para Nascimento (1999) a utilização de outros idiomas, e como a própria autora defende em seus textos, do idioma espanhol, permite desenvolver o processo de comunicação, absorção e divulgação do conhecimento.
Dessa forma, a pesquisa propõe analisar o uso da literatura estrangeira na composição do referencial teórico das teses de doutorado, com a perspectiva também de averiguar a atual configuração desse tipo de literatura na esfera científica no âmbito da Pós-Graduação em CI no Brasil.