• No results found

3. Utslipp til vann

3.2 Krav til rensing av avløpsvann

Depois de finalizada a investigação que decorreu na Unidade de Saúde da Região Norte, interessa

analisar as inferências recolhidas, bem como os objetivos a que nos propusemos no início desta jornada.

Através da análise aos diferentes grupos profissionais quisemos perceber as suas perceções sobre

a formação contínua, no âmbito do processo de Levantamento de Necessidades de/em Formação. Para

um melhor entendimento acerca do nosso objetivo principal, estudamos e refletimos sobre os diferentes

modelos de análise de necessidades que estão ao nosso dispor, tal como todo o processo de gestão de

formação, uma vez que a primeira etapa do ciclo, o levantamento de necessidades não deverá ser

executado de forma isolada.

Posteriormente ao questionamento dos distintos públicos-alvo, inferimos as seguintes conclusões:

No ano 2018, o Departamento R. obteve os melhores resultados nas ações de formação que realizou,

mas, as respostas obtidas no processo de levantamento de necessidades de formação não

corresponderam ao esperado. A recolha das necessidades formativas foi feita através do correio

eletrónico. Devido à enorme sobrecarga de trabalho e escassez de recursos humanos, nem sempre é

possível aos profissionais a verificação do e-mail. No que diz respeito às Comissões de Apoio Técnico,

Órgãos de Apoio e Gestores de Produção afirmam que recebem inúmeros e-mails de caracter urgente,

na maioria das vezes, e como tal, não prestam a devida atenção. Quando dão conta, os prazos estão

ultrapassados. Consideramos que uma forma mais personalizada e eficaz seria o contacto direto com os

profissionais. O agendamento de uma reunião seria o mais proveitoso, uma vez que, estes dispensariam

algum tempo e, em conjunto ou de forma isolada, refletiriam sobre as necessidades existentes no seu

departamento. Posteriormente, o Departamento R. desenharia o plano de formação anual que fosse ao

encontro do que havia sido debatido com os responsáveis.

A Unidade de Saúde da Região Norte candidatou-se a programas de financiamento, o que permitiu

trazer novos conteúdos e novos métodos de ensino, estimulando os profissionais na adesão às ações de

formação. A instituição tem a preocupação de possibilitar aos seus colaboradores uma maior qualificação

de habilitações, ou seja, aprender a conhecer, para que possam progredir internamente. Contudo, estas

inovações não atingiram todas as categorias profissionais. Os Secretariados não obtiveram formações

específicas para a sua atividade laboral, mas sim, as mesmas que eram direcionadas para todos os

grupos profissionais, visto que a Unidade de Saúde possui formações de cariz obrigatório. Posto isto,

este setor não participou de forma ativa nas ações de formação disponibilizadas pela USRN, mas

consideram de extrema importância a preocupação demonstrada pela formação dos seus profissionais

e que a sua existência é uma mais valia.

As Comissões de Apoio Técnico, os Órgãos de Apoio e os Gestores de Produção afirmam que os

trabalhadores que estão sobre a sua alçada, consideram que a formação disponibilizada lhes é útil e

importante para as funções que desempenham (aprender a fazer). No entanto, os Secretariados têm

uma opinião contrária. Na sua maioria revelam que é uma perda de tempo e pouco interessante.

Acreditam que caso as formações institucionais, não fossem de carácter obrigatório teriam pouca

participação, uma vez que na sua maioria as formações não são dirigidas a categorias profissionais

específicas.

Num primeiro momento foi criado à volta da formação, uma imagem que não corresponde realmente

à sua verdadeira essência. Assim, muitos profissionais não consideravam que esta fosse merecedora da

sua atenção. Em virtude de não existir uma clara definição sobre a caraterização de necessidades de

formação dos profissionais, nem um plano institucional, em que se reflita sobre como se deve proceder,

continuar-se-ão a realizar do mesmo modo, em vez se articularem as aprendizagens obtidas com as reais

necessidades.

A maioria dos responsáveis dos departamentos incluem os seus colaboradores no processo de

identificação de necessidades, embora de um modo informal. Contudo, não é uma prática feita por todos.

Quando questionados (os Secretariados) sobre as dificuldades no exercício das suas funções, identificam

o stress como a principal dificuldade, uma vez o seu trabalho exige um desdobramento de diversas

tarefas quase em simultâneo e, como a USRN é uma instituição de carácter público não existe a

contratação de recursos humanos há vários anos. Resultando, numa grande quantidade de trabalho

acumulado, em virtude da situação anterior. Também, por trabalharem em constante interação com

diversos públicos demonstram dificuldade na sua gestão.

Tanto as Comissões de Apoio Técnico, Órgãos de Apoio e Gestores de Produção como os

Secretariados, acreditam que seria proveitoso uma ação de formação sobre a Gestão de Conflito. As

duas categorias profissionais lidam constantemente com pessoas, muitas horas por dia e consideram

essencial uma ajuda para melhor se adaptarem às diversas situações que possam ocorrer no seu dia-a-

dia.

Nas políticas de Educação de Adultos, a instituição aproxima-se predominantemente do Modelo de

modernização e controlo do Estado, visto que há uma “valorização da educação no esforço para

modernizar, incentivar a eficácia e a eficiência da gestão pública e privada, aumentando a produtividade,

a internacionalização da economia e a competitividade nas democracias capitalistas” (Lima & Guimarães,

2011).

O Modo de Trabalho Pedagógico que a Unidade de Saúde da Região Norte apresenta aproxima-se

do tipo transmissivo, de orientação normativa, uma vez que o “indivíduo é objeto da formação”

(Lesne,1984:236-240), existe uma “aceitação de poder pedagógico e exercício direto desse poder” por

parte do formador, estando os conteúdos da formação pré-definidos no plano de formação. Porém, o

Responsável do Departamento R. pretende mudar este modo pedagógico, uma vez que considera que

os profissionais (futuros formandos) devem ser parte integrante do próprio processo de levantamento de

necessidades de formação. Assim, estas práticas poder-se-iam aproximar do MTP 2, onde o formando é

sujeito da sua formação.

Como anteriormente referido, o Departamento R. pretende reverter o paradigma existente na

organização, com a passagem para uma visão construtivista. Posto isto, propomos que o método de

Focus Group é o que mais se aproxima do processo de análise de necessidades em formação. No

entanto, apesar de tentarmos a sua aplicação, não foi possível a sua realização, uma vez que os recursos

humanos neste setor são escassos e não haveria possibilidade de serem substituídos. Ainda assim, foi

elaborado um plano de formação para a realização desta atividade, que não foi implementado, apenas

proposto para os Secretariados. O plano de formação era dividido por temáticas para a discussão:

1.

Funções/Tarefas desempenhadas pelos recursos humanos;

2.

Organização do trabalho;

3.

Comunicação- divida em duas partes: comunicação com os doentes e a comunicação

entre pares;

4.

Gestão do stress.

Acreditamos que seria uma vantagem, quer para nós, quer para os Secretariados e para própria

instituição a realização desta ação de formação uma vez que tinha o propósito de potenciar a reflexão

por parte dos diferentes atores envolvidos e, estes poderem partilhar e tomar conhecimento das

experiências dos colegas, dado que pertencem à mesma categoria profissional (aprender a ser). No

entanto, como não foi possível optamos pela realização de entrevistas.

Durante esta jornada surgiram alguns momentos que condicionaram o desenvolvimento do trabalho,

mas que foram ultrapassados. Quando foi iniciado o estágio na Unidade de Saúde da Região Norte, este

encontrava-se em processo de reestruturação. Em meados de março e já com a definição dos elementos

sido extintos. Assim sendo, só foi possível a realização de nove entrevistas ao público-alvo das Comissões

de Apoio Técnico, Órgãos de Apoio e Gestores de Produção. Relativamente aos Secretariados não houve

oportunidade da realização das entrevistas a todos os recursos humanos, uma vez que alguns elementos

se encontravam de baixa médica e em período de férias. Ainda assim, foi de um enorme enriquecimento

toda a experiência a partilha demonstrada pelos profissionais, bem como o conhecimento adquirido com

a visualização dos seus locais de trabalho.

Apesar de a nossa formação académica base, não ser na área científica e curricular do Mestrado e

do estágio, permitiu-nos explorar outras áreas com verdadeiro interesse, com bastante potencial e

conhecimento fundado. Através da realização do estágio conseguimos vivenciar o contato direto com

diferentes realidades e refletir sobre novos conhecimentos que nos possibilitaram uma evolução pessoal,

social e profissional.

7. Bibliografia

7.1. Bibliografia

ALBARELLO, L., DIGNEFFE, F., HIERNAUX, J-P., MAROY, C., RUQUOY, D., SAINT-GEORGES, P. (1997).

Práticas e Métodos de Investigação em Ciências Sociais. Lisboa: Gradiva.

ANTUNES, F. (2011). Governação, reformas do Estado e políticas de educação de adultos em Portugal:

pressões globais e especificidades nacionais, tensões e ambivalências. Revista Crítica de Ciências

Sociais, nº92, pp.3-29.

BARDIN, L. (2008). Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70.

BARROS, R. (2011). Genealogia dos conceitos em Educação de Adultos: Da Educação Permanente à

Aprendizagem ao Longo da Vida – Um estudo sobre os fundamentos político-pedagógicos da prática

educacional. Lisboa: Chiado Editora.

BARROS, R. (2016). Diversificação, massificação e esvaziamento da oferta de educação e formação de

adultos (EFA) em Portugal: Algumas reflexões e inquietações. Revista Portuguesa de Pedagogia, ano

50/1,pp.13-36.

BENAVENTE, A., ROSA, A., FIRMINO DA COSTA, A. & ÁVILA, P. (1996). A Literacia em Portugal-

Resultados de uma pesquisa Extensiva e Monográfica. Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian.

BOGDAN, R., BIKLEN, S., (1994). Investigação Qualitativa em Educação – uma introdução à teoria e aos

métodos. Porto: Porto Editora.

CABRAL-CARDOSO, C., ESTEVÃO, C.V & Silva, P, (2006). Competências Transversais dos Diplomados

do Ensino Superior- Perspectiva dos Empregadores e Diplomados. Guimarães: TecMinho.

CANÁRIO, R. (1999). Educação de adultos: um campo e uma problemática. Lisboa: Educa.

CARDIM, J. C. (2009). Gestão da Formação nas Organizações. Lisboa: Lidel – Edições Técnicas, Lda.

CHIAVENATO, I. (2000). Recursos Humanos. Ed. Compacta. 6ªed. São Paulo. Atlas.

CORREIA, J. A., LOPES, A. & MATOS, M. (1999).

Formação de Professores. Da racionalidade

instrumental à acção comunicacional. Porto: Edições ASA.

De KETELE, J. M., CHASTRETTE, M., CROS, D., METTELIN, P. & THOMAS, J. (1988). Guia do Formador.

Lisboa: Instituo Piaget.

DENZIN, N.K. & LINCOLN, Y.S. (1999). O Planejamento da Pesquisa Qualitativa- Teorias e Abordagens.

São Paulo; Artmed Editora S.A.

ESPINOZA VERGARA, M. (1986). Evaluación de Proyectos Sociales. Buenos Aires: Humanitas.

ESTÊVÃO, C. (2012). Cidadania Organizacional, Justiça e Lógicas de Formação.In C. ESTÊVÃO (org.).

Políticas de Formação, Ética e Profissionalidade. (pp.36) Curitiba: Editora CRV.

FREIRE, P. (1997). Pedagogia da Esperança- Um reencontro com a Pedagogia do oprimido. 4ªEd. Rio de

Janeiro, PAZ E TERRA.

GUERRA, I. (2002). Fundamentos e Processos de uma Sociologia de Acção. Lisboa: Principia.

HÉBERT, M. L., BOUTIN, G. GOYETTE, G. (2013). Investigação Qualitativa - Fundamentos e práticas. 5ª

Ed. Lisboa, Instituto Piaget.

LESNE, M. (1984). Trabalho pedagógico e formação de adultos. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

LIMA, L. C. (2005). Educação ao Longo da Vida. Entre a mão direita e a mão esquerda de Miró. São

Paulo: Cortez Editora.

LIMA, Licínio (2007). Entre as lógicas da educação popular e da gestão de recursos humanos. In

Educação ao Longo da Vida. Entre a Mão Direita e a Mão Esquerda de Miró. São Paulo: Cortez, pp. 71-

99.

LIMA, L. (2016). Revisitação gelpiana da educação permanente: ambiguidades e erosão política de um

conceito. Investigar

em

Educação,

II

Série,

5,

53-71.

LIMA L. & GUIMARÃES, P. (2018). Lógicas políticas da educação de adultos em Portugal. Cadernos de

Pesquisa, V. 48, nº 168, 600-623.

LUNA, S. V. (1989). O falso conflito entre as tendências metodológicas. In: FAZENDA, I. (ORG.)

Metodologia da pesquisa educacional. São Paulo: Cortez.

MEIGNANT, A. (1999). A Gestão da Formação. Lisboa: Publicações Dom Quixote.

MELO, A. (2016). Educação permanente em tempo de mudança: saber para transformar. Sessão de

abertura do Encontro Nacional da APCEP, 29 e 30 de abril de 2016. In

http://www.apcep.pt/encontro_nacional_apresentacoes.php (acesso 17 agosto de 2019).

MELO, A., LIMA, L.C & ALMEIDA, M. (2002). Novas Políticas de Educação e Formação de Adultos. Lisboa:

ANEFA (pp.103-128).

RICHARDSON, R. J. (1999) Pesquisa social: métodos e técnicas. 3. ed. São Paulo: Atlas.

RODRIGUES, A. & ESTEVES, M. (1993). A análise de necessidades na formação de professores. Porto:

Porto Editora.

SERRANO, G. P. (2008). Elaboração de Projectos Sociais- Casos práticos. Porto: Porto Editora.

SILVA, M. (2012). Formação/Educação em Tempos Financeiros. In C. ESTÊVÃO (org.). Políticas de

Formação, Ética e Profissionalidade. (pp.43) Curitiba: Editora CRV.

SITOE,R. (2006). Aprendizagem ao Longo da Vida: Um conceito utópico?. Comportamento organizacional

e gestão, vol. 12, n.º 2, 283-290.

SOUSA, M. J. & BAPTISTA, C. S. (2011). Como Fazer Investigação, Dissertações, Teses e Relatórios:

segundo Bolonha. Lisboa: Pactor.

SOUZA, J., KANTORSKI, L., & LUIS, M. (2011). Análise Documental e Observação Participante na

Pesquisa em Saúde Mental. Revista Baiana de Enfermagem, 25(2), 221-228.

STAKE, R. E. (2007). A arte da investigação com estudos de caso. Lisboa: Fundação Calouste

Gulbenkian.

YIN. R. (2005). Estudo de caso: planejamento e métodos. 3 ed., Porto Alegre: Bookman.

7.2. Documentos da Instituição

Regulamento Interno 2019

Regulamento Interno da Formação 2015

Plano de Formação Anual de 2018

Plano de Formação Institucional 2019

Anexo III do Plano de Formação Institucional 2019

7.3. Legislação

Artigo 18º, Decreto-Lei nº18/2018, de 10 de fevereiro

Artigo 21º dos Estatutos anexos ao Decreto-Lei nº 18/2017, de 10 de fevereiro

Artigo 22º, a), dos Estatutos anexos ao Decreto-Lei nº18/2017, de 10 de fevereiro

Artigo 22º, c), dos Estatutos anexos ao Decreto-Lei nº18/2017, de 10 de fevereiro

Código do Trabalho, Lei nº7/2009

APÊNDICE I

Guião de Entrevista ao Responsável do Departamento R.

Entrevista

A presente entrevista está inserida no Estágio Profissionalizante do Mestrado em Educação- Formação,

Trabalho e Recursos Humanos da Universidade do Minho. A sua realização ocorre na Unidade de Saúde

da Região Norte e tem por objetivo compreender como é feito o Levantamento de Necessidades de

Formação aos profissionais na organização.

Necessidades de Formação

1. O Departamento R. tem como missão a identificação das necessidades de formação dos recursos

humanos da Unidade de Saúde. De que forma o fazem?

2. Quando o fazem?

3. Que instrumentos utilizam?

4. Os profissionais são auscultados? Porque não?

5. Qual o número de respostas obtidas?

6. Como disse, a adesão aos inquéritos foi baixa. Qual a justificação para o sucedido?

Plano de Formação

7. Quem define as formações que constam no Plano de Formação?

8. Em 2018, o Grupo de Coordenação Local do PPCIRA não deu resposta sobre as necessidades

formativas do pessoal médico, técnico de diagnóstico e terapêutica e técnico superior. Que respostas

encontram para não o fazerem?

9. Em 2018, o volume de formação atingiu os melhores resultados de sempre. No entanto, as respostas

aos inquéritos de necessidades de formação ficaram um pouco aquém do esperado. O que pensa

relativamente a este facto?

Novo Plano de Formação

10. Gostaria de implementar outro modelo de necessidades de formação? Se sim, de que forma?

11. Quais os problemas mais comuns que se depara na implementação do Plano de Formação?

12. O que acha que se poderia fazer para reduzir o absentismo na formação?

Guião de entrevistas às Comissões de Apoio Técnico, Órgãos de Apoio e Gestores de Produção

Entrevista

A presente entrevista está inserida no Estágio Profissionalizante do Mestrado em Educação- Formação,

Trabalho e Recursos Humanos da Universidade do Minho. A sua realização ocorre na Unidade de Saúde

da Região Norte e tem por objetivo compreender como é feito o Levantamento de Necessidades de

Formação aos profissionais na organização.

Caracterização Pessoal

1. Poderia falar um pouco sobre o seu percurso na Unidade de Saúde da Região Norte.

2. Quais as funções que já desempenhou na organização;

3. Qual a sua antiguidade na Unidade de Saúde;

4. Quais as funções que desempenha na atualidade;

5. Qual o cargo que ocupa na atualidade e

6. Como carateriza o seu departamento?

Perceções sobre a Formação

7. A Unidade de Saúde da Região Norte tem a preocupação de formar os seus profissionais nas mais

diversas áreas. O que pensa sobre este facto?

8. O que entende sobre a formação?

9. Quais as perceções dos trabalhadores da Unidade de Saúde sobre a formação?

10. Quais os benefícios a nível profissional, pessoal e social da formação?

11. Considera que os profissionais estão sensibilizados para a formação?

12. Em relação, ao grupo de pessoas que coordena, sentiu que a formação lhes trouxe alguma mais

valia para as funções que realizam? se sim, quais foram? pode exemplificar?

Gestão da Formação

13. Em 2018, o volume de formação atingiu excelentes resultados. Contudo, as respostas que o

Departamento R. obteve em relação aos inquéritos para o conhecimento de necessidades de

formação enviados por e-mail, não obteve o retorno de resposta esperado. O que pensa sobre esta

situação?

Levantamento de Necessidades

14. Quem identifica as necessidades de formação no seu departamento?

15. Que forma/procedimento realiza para este processo?

16. Os seus “colaboradores” participam nesse processo? Se sim, de que forma (Ex: conversas). Se não,

porquê?

17. Como trabalha diretamente com os profissionais, quais seriam as formações mais pertinentes e uteis

no seu trabalho e que ainda não tenha sido realizada? Por exemplo, consegue identificar alguma de

componente técnica e outra de componente relacional.

Guião de entrevista aos Secretariados do Internamento

Entrevista

A presente entrevista está inserida no Estágio Profissionalizante do Mestrado em Educação- Formação,

Trabalho e Recursos Humanos da Universidade do Minho. A sua realização ocorre na Unidade de Saúde

da Região Norte e tem por objetivo compreender a dinâmica do exercício laboral e realizar um

levantamento de Necessidades de Formação aos profissionais na organização.

Dados Pessoais

1. Há quanto tempo trabalha na Unidade de Saúde?

2. Quais as funções que já desempenhou na organização?

3. Quais as funções que desempenha na atualidade? (mesmas ou diferentes)

4. As funções que desempenha estão de acordo com a categoria profissional?

Perceções sobre a Formação

5. A Unidade de Saúde da Região Norte tem a preocupação de formar os seus profissionais nas mais

diversas áreas. O que pensa sobre este facto?

6. O que entende sobre a formação?

7. Quais as perceções dos trabalhadores da Unidade de Saúde sobre a formação?

8. Quais os benefícios a nível profissional, pessoal e social da formação?

9. O que poderia ser feito para melhorar a formação?

Organização do Trabalho

10.

Quais são as dificuldades que sente no exercício da sua profissão?

(stress/Organização do trabalho)

11. Na sua relação com os utentes, quais as principais dificuldades com que depara. Há muitas

reclamações? O que pensa sobre as reclamações em caso afirmativo?

12. Na sua relação com os familiares dos utentes, quais as principais dificuldades com que depara?

13. Na sua relação com os enfermeiros, quais as principais dificuldades com que depara?

14. E na sua relação com os médicos, quais as principais dificuldades com que depara?

15. No seu dia a dia, como se relaciona com os seus pares? Gosta de trabalhar em equipa? Se sim/não,

porquê (vantagens e desvantagens)? Neste sector, partilham tarefas ou cada um só executa a sua

função? Exemplifique pf.

16. O que acha que poderia ser melhorado no seu contexto de trabalho?

17. Sente algum tipo de necessidade de formação? (Há alguma formação que gostaria de ter?). Se sim,

qual /quais? Esta necessidade é sentida pelos seus colegas de trabalho? (técnica e

comportamentais).

APÊNDICE II

Transcrição das

Responsável do CAF (E99)

Entrevista

A presente entrevista está inserida no Estágio Profissionalizante do Mestrado em Educação- Formação,

Trabalho e Recursos Humanos da Universidade do Minho. A sua realização ocorre na Unidade de Saúde

da Região Norte e tem por objetivo compreender como é feito o Levantamento de Necessidades de

Formação aos profissionais na organização.

Necessidades de Formação

1. O Departamento R. tem como missão a identificação das necessidades de formação dos recursos

humanos do Hospital. De que forma o fazem?

R: É o seguinte. Toda a atividade formativa da […] existe um Regulamento Interno que pelo próprio nome regula toda a

atividade e funcionamento da formação. Sendo que a fase de necessidade de formação, esse próprio regulamento define como é que ele deverá ser feito. A análise de necessidades é feita através da auscultação das Comissões Técnicas e dos Órgãos de Apoio ao Conselho de Administração. Para além, também de serem ouvidos os Gestores de Produção e os Diretores dos Centros Integrados que existem cá no […]. Portanto, nós na altura, no período em que realizamos o diagnóstico de necessidades de formação, enviamos um e-mail para essas pessoas. Identificamos que estamos num processo de análise de necessidades e solicitamos que nos enviem todas as necessidades que eles identificaram ao longo do ano. Para nós, depois, desenharmos os processos formativos à medida dessas necessidades e transcrevermos num plano de formação que é construído.

2. Quando o fazem?

R: Habitualmente, esse processo decorre no último trimestre de cada ano, portanto entre outubro e dezembro de cada ano.

Fazemos isso. Habitualmente fechamos o processo da análise em 30 de novembro e depois temos o mês de dezembro para construir o plano de formação para apresentarmos ao Conselho de Administração da USRN para análise. Se eventualmente surgir alguma necessidade de correção fazemos a correção, mas no caso de concordância, o plano é aprovado e depois é operacionalizado no ano seguinte.