Para iniciar o procedimento de vectorização das curvas de nível deve-se criar, utilizando o aplicativo “ArcCatalog” > New” > “Shapefile”, um ficheiro do tipo polyline, que corresponde ao nível de informação ou layer “Curvas de Nível” (Figura 4.5), onde serão armazenadas as curvas de nível a vectorizar. Nesta sequência, na janela “Create New Shapefile”, define-se o sistema de coordenadas com o qual se pretende trabalhar. Neste caso, escolheu-se a opção pré-definida para este território, onde se utilizou o sistema de coordenadas projectadas WGS_1984_UTM_Zone_26N.
Figura 4.5: Criação da Shapefile “Curvas de nível” e do campo de atributos para registo das cotas
Depois de criada a shapefile, deve-se seleccionar o layer que contém as informações de base a serem vectorizadas, neste caso, o mapa topográfico da ilha, de modo a serem visualizadas no ArcMap, permitindo a vectorização das curvas de nível. Contudo, antes da vectorização propriamente dita, com o botão direito do rato (BDR) na shapefile “Curvas_nivel” selecciona-se a opção “Open Attribute Table”>Table Options”>“Add Fields”, que permite introduzir um novo campo, indicando os valores da elevação, com a designação “Cotas”, que deve ser actualizado logo após a criação de cada curva de nível (Figura 4.5)
Antes de iniciar a edição é muito importante activar o ajuste automático “Snapping”, ferramenta muito útil que permite alinhar automaticamente as diferentes entidades criadas, de modo a conectarem-se de forma precisa, diminuindo a ocorrência de erros durante a edição. A escolha das opções do “snapping” depende muito das necessidades relacionadas com as tarefas de edição a realizar, designadamente a quantidade de dados e a qualidade dos mesmos. No estudo presente, uma vez que se geraram os dados de raiz, foi a escala de trabalho adoptada que determinou a escolha do valor de snapping de 10 píxels.
A barra de ferramentas do snapping normalmente é mais utilizada do que o snapping clássico, porque proporciona um ambiente mais flexível, fácil de usar e com mais opções de ligação entre as entidades. Entretanto, o snapping clássico é mais útil para mapas complicados, onde existem muitas camadas sobrepostas.
Normalmente, quando se trabalha com várias entidades geométricas localizadas muito próximas umas das outras, é necessário definir algumas propriedades de alinhamento ou do Snapping, determinando um limite padrão de tolerância (10 pixels). Este valor corresponde à distância dentro da qual uma entidade se encontra alinhada com a outra, podendo por isso ser consideradas coincidentes. Quanto maior for a tolerância
de alinhamento, mais entidades podem ser alinhadas (agarradas) ou consideradas coincidentes e menor é a precisão espacial dos dados.
Relativamente às outras opções do snapping, destacam-se o “Snap Tips”, que permite visualizar, durante a edição no ArcMap, algumas informações importantes, nomeadamente o “Layer Name”, que apresenta a designação das camadas envolvidas; o “Snap Type”, que mostra o tipo de encaixe, vértices ou arestas; e o “Background”, que adiciona um preenchimento sólido às opções de fundo, por detrás do texto do “snap tips”, de modo a facilitar a sua visualização e não confundir com a imagem raster (Figura 4.6).
Entretanto, para evitar que ocorram movimentações acidentais dos dados espaciais vectorizados, durante a edição, é necessário activar e estabelecer uma tolerância de movimentos “Editor > Options > General > Sticky Move Tolerance”, que não possibilita a deslocação de nenhuma entidade vectorizada se o movimento não for superior ao valor do “Sticky Move Tolerance” definido, neste caso o valor de 200 pixels.
Figura 4.6: Definição das principais opções de alinhamento do Snapping
Durante a vectorização das curvas de nível, por vezes acontece que, algumas linhas se encontram muito próximas uma das outras, por isso o cursor tende a ligar automaticamente a linha que está a ser digitalizada à outra pré-existente, sempre que a distância entre eles for inferior ao limite definido para a tolerância no snapping. Todavia, para evitar esta situação devemos pressionar permanentemente a barra de espaçamento do teclado, que permite anular ou desactivar temporariamente a tolerância snapping, possibilitando a vectorização de linhas muito próximas, sem que haja o risco de se ligarem automaticamente entre si.
Para iniciar a vectorização é necessário activar o modo de edição: “Customize”> “Toolbars” >“Editor”>“Start Editing” e no “Create Feature” seleccionar o ficheiro “Curvas de nível”, onde se pretende armazenar todas as novas informações a serem
criadas. Deste modo, activa-se automaticamente a ferramenta de construção de linhas, permitindo a vectorização das curvas de nível, sobre as cartas topográficas georreferenciadas e tendo sempre o cuidado de verificar se as curvas formam uma superfície fechada, ou seja, se o primeiro e o último vértice são coincidentes.
Se, por acaso, o processo de vectorização de uma determinada curva de nível for interrompida ou finalizada acidentalmente, é sempre possível retomar a sua digitalização, utilizando a ferramenta “Continue Feature Tool”, da barra de ferramentas “Edit Vertices”.No entanto, quando se pretende rectificar algumas imperfeições ocorridas durante a digitalização das curvas, pode-se utilizar a ferramenta “Edit Vertices” para corrigir a localização de alguns vértices ou então a ferramenta de edição “Reshape Feature Tool”, que permite remodelar a curva de nível seleccionada, desenhando uma nova linha que a intersecta em dois pontos, ou seja, substitui a secção da curva de nível localizada entre o primeiro e o último ponto de intersecção (Figura 4.7).
Figura 4.7: Ferramentas utilizadas para a edição de vértices e das curvas de nível
No final, para guardar a vectorização feita, clica-se em “Editor”>“Save Edits”>“Stop Edits”, terminando o procedimento de edição.
Entretanto, algumas propriedades desta entidade devem ser modificadas, designadamente a simbologia e as etiquetas, que permitem uma melhor identificação das curvas de nivel, destacando-se a representação das curvas mestras (Figura 4.8).
Figura 4.8: Representação com gradação de cores das curvas de nível, em que as curvas mestras são representadas com um traço mais espesso, e os respectivos valores de altimetria