• No results found

22 13.3. Fordeling på yrkesstatus

4. Kraft - /vannfors

o Grêmio, a UEO e o CEO

No início dos anos 60, os estudantes secundaristas de Osasco desempenharam intensa atividade política, tanto que, como informou João Gilberto Port em entrevista concedida à autora em 8/7/2004, a vitória de sua candidatura à vereança na primeira eleição municipal, em 1962, só foi possível porque pode contar com a participação e o apoio daquele segmento.

Em 1963, segundo Eduardo Rodrigues (também entrevistado pela autora em 8/7/2004), a Câmara Municipal de Osasco chegou a ser paralisada a partir de uma mobilização que teve início no Grêmio Estudantil do Ceart, contra o aumento dos salários dos vereadores recém-empossados. Port descreve o episódio da seguinte forma:

— [Foi] a primeira vez que houve na Câmara de vereadores um grupo cuja maior preocupação era a fixação de subsídios e eu não concordei com a hipótese e levei para os estudantes. Menina, fizeram um movimento na porta da Câmara, que se via vereador saindo para tudo quanto é lado (João Gilberto Port, entrevista concedida à autora em 8/7/2004).

Ele conclui, afirmando que, a partir dessa mobilização, "foi mantido [para os vereadores] um salário razoável para a época".

Questionada se recordava esse fato, a professora Helena Pignatari afirmou "— Nós cercamos a Câmara" e acrescentou:

— Aí começam a aparecer as lideranças políticas nas escolas. Então isso era comentado. Mas na realidade quem morava em Osasco era eu. E, na hora que os alunos cercaram a Câmara Municipal, o único professor que estava ali comandando o pessoal era eu, porque eu morava lá. E a sessão era à noite, então os professores da manhã e da

tarde não participaram. Participaram os professores da noite, se quisessem, mas a escola ficou vazia, eles foram embora. Eu morava lá, fui com os alunos (Helena Pignatari Werner, entrevista concedida à autora em 19/5/2004).

Um pesquisador desses eventos comenta:

Quando recém-instalada a Câmara Municipal, que muitos moradores viam como seu órgão de representação, os vereadores eleitos, em uma de suas medidas tomadas, decidem fixar os seus vencimentos em nível até duas vezes superiores aos subsídios dos vereadores da Capital. Imediatamente se desencadeou uma reação tão forte que os vereadores foram obrigados a voltar atrás na decisão e adotar um regime de não remuneração durante toda a legislatura daquele ano. Em menos de 24 horas, noticiada a primeira decisão da Câmara, estudantes e populares, tendo Reinaldo de Oliveira entre eles, organizaram uma manifestação que praticamente sitiou a Câmara durante uma de suas sessões, colocando os vereadores em fuga, ocupando o prédio onde se realizavam os trabalhos do legislativo e destruindo todo o recinto das reuniões, móveis, cadeiras, etc. Dessa forma, diante de uma medida que consideraram contrária ao espírito do movimento, um setor da massa que tinha sido mobilizado pelo movimento reage através de uma iniciativa que demonstrava que os seus horizontes não se limitavam às simples reivindicações imediatas nem aos limites do protesto urbano (Moisés, 1978:353).

A União dos Estudantes de Osasco (UEO) nasceu com a cidade, em 1962, e sua origem foi descrita por Orlando P. Miranda.

A União dos Estudantes de Osasco foi institucionalizada em 1962 pelos mesmos estudantes que haviam participado do movimento autonomista, e ainda sob sua inspiração. Só havia ginásios no centro [Ceart] e em Presidente Altino [Gepa], sendo, portanto, natural que o movimento dos estudantes surgisse como um desdobramento da conquista da autonomia (Miranda, 1987:47).

Esclareça-se que, nesse relato, Miranda refere-se aos ginásios estaduais, uma vez que mais duas outras escolas secundárias particulares atuavam na região central da cidade: o Colégio Nossa Senhora da Misericórdia, de clientela feminina, e o Colégio Técnico de Contabilidade Duque de Caxias.

Por sinal, essas duas escolas eram constantes rivais do Ceart nas competições esportivas, e havia uma disputa ferrenha para decidir qual dos três estabelecimentos mantinha a melhor fanfarra. A fanfarra do Ceart constituía motivo de orgulho para a escola e era mantida pelo grêmio, que, conforme a professora Helena Pignatari, se desdobrava para mantê-la: "— O Grêmio mantinha a fanfarra, a roupa da fanfarra cada um tinha que cuidar da sua, comprar a sua, que era cara."

Para além das disputas esportivas, havia intensa campanha junto aos alunos e alunas dessas escolas quando das eleições para a UEO. Em 1963, a direção da entidade foi disputada por lideranças vinculadas a posições de esquerda de um lado e, de outro, Francisco Rossi de Almeida, que dispunha de uma máquina bem montada e se manifestava por meio de um discurso em que identificava seus opositores como comunistas.

A conexão autonomista desde logo emprestava ao movimento estudantil um prestígio político institucional, e a UEO cedo tornou-se um aparelho cobiçado. Na eleição de 1963, Gabriel, com suas correntes de apoio e sua plataforma reformista, teve de enfrentar um estudante recém-matriculado, Francisco Rossi de Almeida, que se dizia cristão e, com uma máquina bem montada, levou a campanha para o plano ideológico. [...] Gabriel venceu, e bem, as eleições. Mas a tônica da campanha demarcara definitivamente a União dos Estudantes como um órgão político. A organização de jogos esportivos, o atendimento de problemas específicos de estudantes locais, embora cuidados, constituíam uma dimensão secundária da entidade, que atuava principalmente como força política no plano local, no respaldo à atuação nacional de João Goulart, na conexão e na organização do movimento estudantil em seu sentido mais amplo. Claro está que, num primeiro momento, toda essa movimentação era inteiramente distante e desconhecida do conjunto dos trabalhadores. Estava restrita ainda ao centro, à política local, aos estudantes. Mas haveria pontos de conexão bastante próximos (Miranda, 1987:47-48).

Confirmando a crescente importância política da UEO e o papel desempenhado pelos estudantes na eleição de João Gilberto Port, transcrevemos a seguir o depoimento de Gabriel Figueiredo:

encabeçada por Francisco Rossi. Em 1962, o movimento estudantil de Osasco, apesar da UEO já existir, visto que nasceu nas lutas emancipacionistas, tinha pouca expressão. Nesta época, e nas mãos dos poucos universitários existentes na cidade, aglutinou-se em torno do nome de João Gilberto Port e elegeu-o vereador. Port foi um dos fundadores da UEO e chegou a cumprir vários mandatos como vereador, chegando até à condição de vice-prefeito de Osasco (Gabriel Roberto Figueiredo, em depoimento escrito concedido à autora em 7/9/2005).

A sede da UEO funcionava numa rua do centro de Osasco, a Rua Antonio Agu, e ficava em cima do Bar Central, ponto de encontro dos estudantes, ao lado do consultório do dentista e professor de Matemática Fortunato Antiório, que também era tio do Gabriel Figueiredo e, segundo Eduardo Rodrigues, cedia a sala anexa ao consultório, "talvez porque seu filho também fosse operário/aluno do ginásio e convinha manter boas relações com uma entidade que apoiava o governo federal". Em 1963, a UEO obteve um terreno doado pela Prefeitura para que futuramente construísse sua sede.

A criação do município, em 1962, além de resultar no estabelecimento de um organismo administrativo local, também acarretou a instalação de uma sede própria para o Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco, que, até então, funcionava como uma seção do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, dirigida por Conrado Del Papa:

Conrado Del Papa, militante do Partido Socialista, chegou a Osasco como delegado do Sindicato dos Metalúrgicos da capital para instalar e gerir a subsede local. Veio no início dos anos 50 e durante toda essa década dirigiu a política sindical, que consistia fundamentalmente na aplicação da linha mais geral do sindicato paulistano. Assim, a ação operária não passava por mediações locais nem tendia a se organizar lutas específicas. A participação concretizava-se em São Paulo, com as delegações enviadas às assembléias da categoria, as manifestações da classe, as passeatas de protesto, onde a representação osasquense, em regra, aparecia como significativa (Miranda, 1987:52).

Com a autonomia, os sindicatos locais, Papa à frente, trataram de criar o Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco, desligando-se de São Paulo. Puderam ficar no prédio da Rua Erasmo Braga (que mais tarde foi comprado do Sindicato de São Paulo) e com algum equipamento (inclusive a lambreta, depois devolvida à capital), mas tiveram cortada qualquer possibilidade de apoio financeiro. Enquanto não auferiram recursos próprios pelo pagamento de contribuições e do imposto sindical, a nova entidade foi virtualmente patrocinada pelo dono de um bar vizinho ao Sindicato. Em 1963, superados os problemas legais e organizacionais, elegeu- se a primeira diretoria. Papa tornou-se presidente, em chapa única de ampla matriz, com o respaldo do Partido Comunista. A Frente [Nacional do Trabalho], recém-organizada, representou-se na diretoria (através de Roberto, da Manutenção) e participou de forma expressiva das eleições. A diretoria política, naturalmente, permaneceu a mesma, voltada para o quadro de amplas alianças e o chamamento à participação nas causas populares nacionais. Entretanto, o sindicato passou a buscar de maneira mais intensa a solução dos problemas específicos das indústrias de Osasco, e a se vincular aos problemas da cidade (Miranda, 1987:53-54).

Outra entidade de luta que merece destaque nesse período é a Frente Nacional do Trabalho (FNT), que, a partir de 1962, atuou ao lado do Sindicato dos Metalúrgicos, representando a forma organizacional para a aplicação da política operária da Igreja Católica e tendo como seu principal dirigente Albertino de Souza Oliva, que já havia ocupado o cargo de chefe do Departamento de Pessoal da Cobrasma e que havia "mudado de lado".

Albertino participou da campanha de Emancipação, retomou os estudos em Direito, acompanhou os pensadores cristãos, freqüentou a Igreja e suas reuniões. Julgava-se um bom cristão. Um dia disseram-lhe que não era, e ele ficou pensativo. Com o tempo, os gritos se espaçaram, o sorriso aumentou, deixando de parecer sarcástico. A empresa já não podia tê-lo como um executor silencioso de diretrizes superiores; algumas reivindicações buscavam nele um canal representativo para a negociação. Em 1962, com a formação da Frente, estimulou e advogou a formação da Comissão de Empregados (a "Comissão dos Dez") para discutir diretamente os problemas com a gerência. Um dia ele foi inquirido com propósitos que lhe pareceram claros sobre quem seriam os autores, os cabeças de determinada reivindicação. Ele se negou a responder. Mudara de lado e, após um curto exílio no Escritório Central de São Paulo, foi demitido [da Cobrasma]. No dizer jocoso dos estudantes, o único caso comprovado de um "estalo de Vieira" (Miranda, 1987:49).

Nessas condições,

os três aparelhos — o sindical, o estudantil e a Frente —, adaptados à nova realidade administrativa urbana, e em fase de instalação e expansão, representam as diferentes concepções do movimento popular: o Sindicato, e com ele o Partido Comunista [...]; a Frente e a Igreja [...]; finalmente, a entidade estudantil, [que] recorre com freqüência às concentrações e passeatas, em geral com o objetivo de pressionar os poderes públicos locais para fazer pesar sua opinião política ((Miranda, 1987:56).

Nas palavras de Gabriel Figueiredo:

— A partir de 1963, a relação estudantes-operários estreitou-se. A bem da verdade, já vinham se estreitando desde a campanha para a emancipação, em que, ao contrário do que muitos pensam e apregoam, não foi uma campanha exclusiva da burguesia. Liderada por esta, sim, mas exclusiva, não. E o próprio Partido Comunista Brasileiro, de forma bem discreta, dela participou, porque entendeu nela uma capacidade de mobilização de massa até então inexistente na história de Osasco. Assim, em 1963, pouco antes do golpe, o PCB, que tinha a Secretaria Geral do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e na presidência um aliado fiel, me convida para compor a mesa de debates sobre "A luta da Classe Trabalhadora", com a presença do então ministro do Trabalho, Almino Afonso, na qualidade de presidente da União dos Estudantes de Osasco (Gabriel Roberto Figueiredo, em depoimento escrito concedido à autora em 7/9/2004).

Para Rizek (1988), o movimento estudantil secundarista de Osasco "não foi o único berço" de uma "jovem vanguarda", que virá a ser conhecida como o "grupo de Osasco" e que, em 1968, liderará uma das mais importantes ações operárias dos anos 60, a greve da Cobrasma, "mas, sem dúvida, foi um ponto de partida imprescindível":

O movimento estudantil local toma novo fôlego e cresce. É um período de intensa mobilização que resultará na formação de uma associação regional — o Conselho Regional dos Estudantes da Baixa Sorocabana. Criam-se grêmios estudantis em todos os colégios. Entretanto, é preciso distinguir o caráter do movimento

secundarista local das mobilizações de São Paulo, que acontecem em colégios com uma tradição de "ensino crítico", como o Vocacional e o Colégio de Aplicação da USP. Em Osasco, ao contrário, são escolas públicas com uma composição marcadamente mais operária que dão impulso a este ascenso (Rizek, 1988:64-65). Para as eleições da UEO, em 1964, ao final do seu mandato, Gabriel Figueiredo indicou Helio Bohovsky à sua sucessão. De novo, a disputa foi contra uma chapa encabeçada por Francisco Rossi.

Segundo Rossi:

— Nós tínhamos também uma postura de esquerda, mas éramos taxados de direita, porque não entravamos naquele esquema mais ligado ao Sindicato — liderado pelo Papão [Conrado Del Papa] que, comentava-se, era do Partidão. O movimento de esquerda estudantil era muito identificado com a esquerda mais estruturada que era o Partidão, mas eu confesso que eu não tinha uma visão muito clara a cerca disso. É comunista: eu tô fora (Francisco Rossi de Almeida, entrevista concedida à autora em 29/8/2005).

E Eduardo Rodrigues acrescenta:

— O Rossi era funcionário do Bradesco. Conta-se uma história de que, para se eleger, ele, que era bonitão e encantava as garotas, teria insinuado junto às alunas do Colégio Misericórdia que estava muito doente e que logo morreria e que, por isso, precisava vencer as eleições da UEO, pois era seu último desejo — até onde é verdade ou imaginação da oposição, não sabemos (Eduardo Rodrigues, entrevista concedida à autora em 8/7/2004).

Questionado sobre as razões que o teriam levado a ganhar a eleição em 1964, no momento em que há indicações de que a esquerda estava muito forte na região, Rossi argumenta:

— Tenho a impressão de que os estudantes esperavam alguma coisa naquele momento — eu não me lembro quais foram as promessas —, mas era muito difícil fazer alguma coisa, e tinha aquela coisa dos

20%, que era o artigo 169 na Constituição, que, se não me engano, determinava que tinha que se gastar 20% ou 25% no município, eu não me lembro bem, e na época a Prefeitura de Osasco não investia. Eu lembro que eu fiz uma campanha em cima disso, e a UEO não fez a campanha como deveria (Francisco Rossi de Almeida, entrevista concedida à autora em 29/8/2005).

Figueiredo, por sua vez, vê outros motivos para a vitória do adversário: — Na eleição de Rossi, eu estava preso, incomunicável, no 4º Regimento de Infantaria de Quitaúna. A vitória de Rossi se deu devido à desmobilização do movimento estudantil impactado em grande parte pela minha prisão. Eles estavam sem rumo e sem liderança. Foi neste vácuo que Rossi deu grande impulso a sua pretendida carreira política (Gabriel Roberto Figueiredo, em depoimento escrito concedido à autora em 7/9/2005).

Como demonstração do grau de importância que o movimento estudantil secundarista osasquense junto às forças políticas da época, há o fato de que Gabriel Figueiredo foi o primeiro estudante a ser preso em território nacional, naquele período (cf. Rizek, 1988: 84).

Com o golpe militar de 1964, quando Rossi era o presidente da União Estudantil de Osasco, a UNE e suas subseções foram colocadas na ilegalidade, dissolvendo-se a UEO. Rossi descreve esse episódio da seguinte forma:

— Resolvi fazer uma greve [...] O Marino era o prefeito e tinha doado um terreno para construir a sede da União dos Estudantes. Como o governo extinguiu as Uniões Estudantis, o Marino pega o terreno que era nosso, que tinha até uma escola de madeira em cima, e doou para a Força Pública. Quer saber de uma coisa? Vamos fazer um movimento contra a doação para a Força Pública e vamos também fazer um movimento contra a extinção das Uniões Estudantis. Fizemos uma convocação dos estudantes e nos reunimos ali onde é o [supermercado] Jumbo. Juntamos acho que uns 500 estudantes na porta do prédio que

tinha sido doado pelo Marino, em regime de comodato, para a Força Pública. Fizemos um barulho, e a Força Pública veio lá, com uns 200 soldados. Tinha muito soldado, eles vinham em caminhões, e foi todo mundo caindo fora, todo mundo dando no pé, e só ficamos eu, o Edgar Domingues e o Zé Maria, ficamos nós três. Chegou uma hora, eles pegaram a gente e levaram lá para dentro, porque era um quartel provisório e ficamos lá. Veio o Ubirajara Silveira, que era o comandante da Polícia Militar [do Exército] do 16º Batalhão. Iam autuar a gente, mas não autuaram, e daí a gente entrou para aquela "lista negra" de agitador. Como estavam proibidas as Uniões Estudantis, foi formado o CEO, se não me engano com o atual secretário da Cultura [de Osasco], o Roque e ai voltou o Gabriel, aquela turma toda, e nessa altura eu fiquei com medo mesmo, porque eles iam na minha casa, na Cidade de Deus, e foram me pegar noite lá. Eu morava com a minha mão, eu não trabalhava lá, mas meu irmão trabalhava, minha irmã trabalhava. Eles encostaram lá, um dia, uma kombi na porta da minha casa, 1:30h da manhã, e fizeram o maior barulho, minha mãe doente, eu fiquei intimidado e pensei: "Vou parar com esse negócio." Me pagaram uma vez, ali na Antonio Agu, me colocaram numa kombi, me levaram lá na delegacia, eu passei a maior vergonha. O dia em que eles foram na Cidade de Deus foi o dia em que cassaram o Juscelino. Aí eu parei. Quando surgiu o CEO, eu dei graças a Deus. Passei todo o acervo documental da UEO para eles — eu nem sei se existe isso ainda hoje. E me afastei do movimento, porque eu fiquei muito intimidado. Eu estava namorando, pensando em casar, constituir família, e eu não entrei, mas por um triz que eu não entrei (Francisco Rossi de Almeida, entrevista concedida à autora em 29/8/2005).

Com a extinção UEO em 1964, surge o Circulo Estudantil de Osasco (CEO). Segundo Gabriel Figueiredo, o CEO emergiu "como modelo alternativo de organização, sem estatuto e registro, funcionando praticamente na clandestinidade", que, com a passar dos anos e a ação repressiva dos

militares, foi aos poucos se dissolvendo, e seus membros se ligando a outras atividades.

RELATERTE DOKUMENTER