2.1 Endringsledelse
2.1.1 Kotters åtte steg for vellykkede endringsprosesser
Juran e Gryna (1991) definem “produto” como “qualquer resultado de um processo”, relacionando assim, o produto a ser concebido com o seu processo de desenvolvimento.
Em relação ao adjetivo “complexo”, existem muitas conceituações sobre o termo, que variam em função do seu nível de abrangência, podendo ser referente a um objeto, a uma interface produto-usuário, a uma tarefa ou a uma situação de trabalho. Nessa revisão bibliográfica, começaremos nos referindo a um objeto e, posteriormente, discutiremos sobre a definição de complexo para as outras dimensões.
2.2.1 Objeto complexo
No dicionário Michaelis (1998), o termo “complexo” está definido como “um conjunto que abrange ou encerra muitos elementos que estabelecem relações entre si”.
Cilliers (1998) discute o termo “complexo”, explicando a diferença entre este conceito e outros como o “simples” e o “complicado”.
A definição para o termo “complicado”, obtida através do dicionário Michaelis (1998), está associada com a dificuldade de entendimento, conceituando o adjetivo como “um composto de grande número de peças de difícil entendimento”. Ou seja, o adjetivo está relacionado com “algo confuso, intrincado e difícil de entender”.
Segundo Cilliers (1998), é importante distinguir complexo de complicado e complexo de simples. Para o autor, o conceito de “complicado” não está associado apenas ao fenômeno em si, mas sim, à relação entre o fenômeno e o observador. Já o termo “simples” pode ser referente tanto ao “oposto de complexo”, como pode estar
associado à “relação entre o fenômeno e o observador”, significando algo fácil de entender. Um objeto, por exemplo, pode parecer tanto simples como complicado e, após uma análise mais aprofundada, pode ser constatada a presença de um objeto simples ou complexo.
O autor cita o exemplo de uma folha de papel. Quando ela é observada de longe ela pode parecer algo simples. Quando observada em um microscópio, pode-se constatar, porém, um alto nível de complexidade, verificada através de suas fibras. Por outro lado, algo aparentemente complicado, após uma análise detalhada, pode ser extremamente simples ou complexo. Portanto, como afirma Cilliers (1998), "o simples e o complexo freqüentemente mascaram-se entre si".
Entretanto, segundo o autor, para que algo seja considerado “complexo”, além da definição previamente citada, o objeto deve apresentar alguma integração e interação com o ambiente, ou seja, deve ser um sistema aberto. Assim, o objeto não opera em condições de equilíbrio, pois existe sobre ele um constante fluxo de energia para manter a sua organização e para garantir a sua sobrevivência.
Nesse tipo de sistema, em vez de interações lineares, em que as pequenas causas geram pequenas conseqüências e as grandes causas geram grandes conseqüências, depara-se com interações não lineares. Ou seja, essas interações se caracterizam pelo fato de não ser possível prever o resultado de um fenômeno apenas tendo como base a causa a qual foi submetido. Afinal, essa causa desencadeia interações comunicacionais por meio de encadeamentos, multiplicidades, singularidades, incertezas e desordem (Cilliers, 1998).
Baseado nesse conceito, não se pode dizer que um produto composto por muitos componentes que se interfaceiam seja um produto complexo. Afinal, para ser definido como tal, um produto precisa ser um sistema aberto e não um sistema fechado.
Objetivando esclarecer os conceitos de “sistema aberto” e “sistema fechado”, serão adotados os conceitos atribuídos por Morin.
Considera-se um sistema fechado aquele que não dispõe de fonte energética ou material exterior a ele mesmo. Portanto, um sistema desse tipo se encontra em estado de equilíbrio. Já um sistema aberto realiza trocas com o ambiente, sejam essas trocas de origem material, energética, organizacional ou
informacional (Morin, 1990).
Analisando os produtos sob esse ponto de vista, considerando, também, o seu objetivo funcional, pode-se afirmar que uma mesa, dada a sua funcionalidade junto ao usuário, é considerada um sistema fechado, não sendo considerada, portanto, um produto complexo. Por outro lado, apesar de uma vela necessitar de energia térmica para cumprir a sua função, caracterizando-se então como um sistema aberto, não possui vários componentes que interagem dinamicamente entre si.
Sendo assim, pode-se afirmar que os produtos que demandam algum tipo de energia externa para cumprir o seu objetivo funcional e que envolvem muitos componentes que interagem entre si são considerados “produtos complexos”.
Ou seja, serão aqui considerados como “produto complexo” aqueles do tipo eletromecânico, os quais contemplam vários elementos e dispositivos mecânicos, cujo funcionamento ocorre através de comandos elétricos, que acionam a transformação de algum tipo de energia externa (Michaelis, 1998).
Esse tipo de produto, em condições normais de uso, apresenta interações não lineares entre os seus componentes, desencadeando efeitos que podem ser resultantes de muitas causas diferentes. Cilliers (1998) cita, como exemplos, um tocador de CD, um vídeo câmara, um avião, um carro e outros produtos dessa natureza.
Apesar da conceituação do termo “complexo” para um “objeto” isolado, veremos que existe uma conceituação mais abrangente quando se analisa a “interface objeto-usuário” ou mesmo, um “ambiente de trabalho”.
2.2.2 Interface objeto-usuário
Referindo-se aos produtos e equipamentos, Meister (1999) define complexidade discutindo a interface homem-máquina. Para o autor, a complexidade de um sistema é determinada pelo número de subsistemas dos equipamentos, a maneira pela qual estes subsistemas interagem e o que é exigido do usuário do sistema. Com exceção deste último, a infra-estrutura da complexidade do sistema- produto é essencialmente invisível para o ser humano. O que é aparente para o ser humano e define a complexidade, nesse caso, é a quantidade e o tipo de informação
colocada à disposição do usuário.
Portanto, segundo essa conceituação, independentemente do nível de complexidade interna do objeto-produto, ele pode se apresentar “simples ou complexo” para o usuário, contendo comandos e dispositivos que permitam um acionamento e um funcionamento mais ou menos administráveis pelo usuário.
Analisando, agora, o desenvolvimento do produto e não o produto em si, deparamo-nos com o “trabalho de projetar esse produto”. Esse tipo de análise é importante para que possa ser verificada a existência de algum tipo de relação entre a “complexidade de um produto” e a “complexidade do seu processo de projeto”. Para isso, é preciso, porém, que seja definido em que consiste um “processo de projeto”.