4.4 IDDS for beskrivelse av bruken av Vrex i dag, og veien videre
4.4.2 Kort sikt
Foram incluídos no estudo pacientes com idade superior a oito anos, em acompanhamento ambulatorial na Unidade Clínica de Cardiologia Pediátrica e Cardiopatias Congênitas do Adulto (InCor – HCFMUSP). Todos os pacientes eram portadores de HAP. Foram admitidos no estudo pacientes com as formas idiopática, hereditária ou associada a cardiopatias congênitas. Dentre estes, pacientes com defeitos cardíacos, operados ou não, foram incluídos. A confirmação da doença foi feita através de uma série de procedimentos diagnósticos, constantes do prontuário dos pacientes, incluindo testes laboratoriais, métodos de imagem e estudo hemodinâmico. Assim, foram descartadas outras causas da doença, incluídas na categoria HAP, como por exemplo, pelo vírus HIV, esquistossomose, ou associada a doenças do tecido conectivo. Também foram excluídas causas de hipertensão pulmonar de outras categorias, que não HAP (categorias de 2 a 5, Quadro 1), como por exemplo, doenças do coração esquerdo, respiratórias crônicas ou tromboembólicas. Quanto à caracterização hemodinâmica do paciente como portador de HAP, foram incluídos no estudo aqueles com pressão média em artéria pulmonar superior a 30 mmHg, e pressão de encunhamento não superior a 15 mmHg. Todos os pacientes encontravam-se estáveis do ponto de vista clínico, em seguimento ambulatorial. Portanto, os pacientes incluídos apresentavam-se em classe funcional II ou III. Não houve admissão de pacientes em classe funcional IV,
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isto é, em situação de emergência, ou durante período de internação por instabilidade clínica. Os pacientes encontravam-se sob tratamento convencional, em uso de anticoagulante oral (varfarina), medicação anticongestiva e/ou uso de oxigênio inalatório domiciliar. Além disso, na época do início do estudo (julho de 2005), ainda não havia no Brasil regulamentação específica para disponibilização de medicamentos para HAP. Assim sendo, apenas alguns pacientes encontravam-se em uso de vasodilatador específico. Pacientes em tratamento com o inibidor de fosfodiesterase-5 sildenafila, haviam participado de estudo anterior, aprovado pela Comissão de Ética para Análise de Projetos de Pesquisa do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – CAPPesq, sob o registro de número 851/02. A entrada dos pacientes foi feita de forma consecutiva.
3.1.1. Grupos de pacientes considerados no estudo
Visando cumprir o objetivo de se analisar o quadro de disfunção microvascular em diferentes formas da doença, os pacientes foram subdivididos em três grupos, de acordo com a apresentação clínica: grupo A, pacientes portadores de HAP idiopática, HAP hereditária e HAP associada a cardiopatia congênita corrigida; grupo B, portadores de HAP associada a cardiopatia congênita sem hipoxemia; e grupo C, portadores de HAP
3. Métodos
associada a cardiopatia congênita com hipoxemia (Síndrome de Eisenmenger). Para fins de direcionamento aos grupos, considerou-se hipoxemia valores de saturação periférica de oxigênio (SpO2) inferiores a
90%. Os pacientes classificados como grupo B apresentavam critérios clínicos, anatômicos ou hemodinâmicos, isoladamente ou em associação, que caracterizavam obstáculo para o tratamento cirúrgico.
3.1.2. Critérios de exclusão
Foram excluídos do processo de seleção pacientes com diagnósticos além dos citados acima. Também foram excluídos pacientes nas seguintes situações: classe funcional IV; internados, sob cuidados intensivos e/ou com necessidade de medidas de suporte cardiocirculatório; com mais de duas visitas mensais ao pronto-socorro em sua história recente, isto é, com doença muito instável. Além disso, pacientes portadores de trombose pulmonar extensa, confirmada por exame angiotomográfico constando do prontuário, foram excluídos. Outro critério que impossibilitou a entrada do paciente foi a incapacidade, por qualquer razão, de realização de testes de acompanhamento, como o teste de caminhada de seis minutos. A segunda etapa das investigações, após as análises na condição basal, correspondeu à verificação dos efeitos de estatina comparativamente ao placebo. O desenho desta etapa foi feito de forma a incluir apenas indivíduos que
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completarem seis meses de tratamento. Assim sendo, esta passou a constituir critério de exclusão das investigações como um todo. Em outras palavras, pacientes que, por quaisquer razões, não completassem o período inicial de seis meses, não seriam considerados posteriormente, por exemplo, na análise de sobrevida.
3.1.3. Aspectos éticos e aprovação por comitês científicos
Somente foram incluídos os pacientes que assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. No caso de menores de 18 anos, a autorização para participação foi feita por seu responsável legal. O estudo foi aprovado pela Comissão Científica e de Ética do Instituto do Coração, sob o registro SDC 2613/05/033, assim como pela Comissão de Ética para Análise de Projetos de Pesquisa do Hospital das Clínicas e da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, sob o registro CAPPesq 380/05. Os recursos financeiros requisitados para compra dos testes imunoenzimáticos foram solicitados e concedidos pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP, sob o registro de número 05/05320-5.
3. Métodos
3.1.4. Tamanho amostral
O número de pacientes incluídos foi decidido com base em uma das etapas propostas, qual seja, o estudo randomizado com a utilização de estatina. Assim sendo, para se demonstrar diferença da ordem de 0,4 desvio-padrão ou superior, com poder de 0,8 e nível de significância de 0,05, estabeleceu-se como necessário um total de 72 pacientes, considerando-se a possibilidade de perda ou não aproveitamento em torno de 20%.