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Kort beskrivelse av High Level Architecture

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RMI CoABS

10.1 Kort beskrivelse av High Level Architecture

3.1 Aparelhos do SUS na região

A Unidade Básica de Saúde (UBS), conhecida no senso comum como Posto de Saúde, é porta de entrada do usuário no Sistema de Saúde. Vinculado a um território previamente definido, cadastra a população local e busca dar o atendimento básico e primário de atenção à saúde, no âmbito individual e coletivo. Atua no encaminhamento para os aparelhos mais especializados quando necessário e acompanha o tratamento e manutenção da saúde de sua região.

As UBS, hoje com estratégia de atendimento no Programa Saúde da Família, na região norte da capital, segundo divisão da própria coordenadoria regional de saúde, estão agrupadas a encargo de 5 (cinco) grandes STS (Supervisão Técnica de Saúde)a saber (PREFEITURA SÃO PAULO, 2013a):

- Freguesia do Ó/Brasilândia - Pirituba/Perus

- Santana/Tucuruvi/Jaçanã/Tremembé - Vila Maria/Vila Guilherme

No total, conta-se com um total de 43 UBS distribuídas nestas cinco regiões para atender toda a zona norte da capital paulista. Segundo informações do senso demográfico de 2010 disponibilizado pela prefeitura, a zona norte possui cerca de 2,2 milhões de habitantes (PREFEITURA SÃO PAULO, 2013a). Nota-se que é realmente uma quantidade de UBS muito aquém do necessário para atendimento a toda população da região.

Em busca de melhorar a qualidade do atendimento das UBS para atuar de forma não apenas reativa, mas diretamente na prevenção dos agravos à saúde mais prevalentes em cada região, foi criada a ESF, Estratégia Saúde da Família, que consiste no trabalho de equipes multidisciplinares compostas por médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e agentes comunitários de saúde (ACS). Cada equipe busca estabelecer um maior vínculo com a população atendida em sua região, geralmente com prioridade para as áreas de periferia, atuando com foco na família e desenvolvendo ações de prevenção e orientação às práticas de saúde.

Com o objetivo de fortalecer o projeto ESF e apoiar a inserção das Equipes de Saúde da Família na rede de serviços, foram criados em 2008 os NASFs (Núcleo de Apoio à Saúde da Família). As equipes do NASF buscam integrar as atividades das UBS, sempre mantendo suas respectivas ESFs como referência das famílias cadastradas, e promover a sua articulação com a comunidade e com os diversos equipamentos de cada região.

Atualmente, a zona norte de São Paulo possui 197 ESF e 13 NASF (ESF-SP, 2013). Possui também 22 AMAs e 4 AMEs distribuídas nas coordenadorias da zona norte (AMA-SP, 2013).

As AMAs, Unidades de Assistência Médica Ambulatorial, foram criadas em 2005 pela prefeitura para atuar no campo da Atenção Básica à saúde e atender às demandas espontâneas de menor gravidade, de baixa e média complexidade, buscando

não somente integrar o atendimento à rede de serviços (como realização de exames), mas principalmente visando possibilitar que os serviços de Urgência e Emergência dos Hospitais e Pronto Socorros tenham sua demanda reduzida em quantidade e possam assim destinar toda sua estrutura e seus recursos no atendimento às demandas de maior gravidade e complexidade. A gestão das AMAs é compartilhada entre a Secretaria de Saúde e a Comunidade, o que pode conferir algumas características distintas a cada uma de acordo com a necessidade de sua região, como por exemplo estender o horário funcionamento, podendo até mesmo 24h por dia.

No ano de 2008, em atenção à necessidade de criação de mais aparelhos de Atendimento Secundário, a Secretaria de Saúde implantou em São Paulo o serviço de Atendimento Médico Ambulatorial em Especialidades (AMA Especialidades ou AME), com o objetivo de ampliar o atendimento especializado das doenças crônico- degenerativas, recebendo a demanda encaminhada diretamente pelas UBS. Segundo a Secretaria, as AMEs atendem a consultas nas especialidades de ortopedia, cirurgia vascular, cardiologia, endocrinologia, neurologia, urologia e reumatologia e realiza exames especializados como eletrocardiograma, teste ergométrico, holter, monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA), ecodoplercardiograma, doppler vascular, eletroencefalograma, ultrassonografia, Raio-X e exames laboratoriais diversos (AMA-SP, 2013.

A zona norte de São Paulo dispõe também atualmente de 4 Pronto Socorros Municipais (nas regiões da Freguesia do Ó, Santana, Vila Maria Baixa e Perus) e mais 6 dentro dos Hospitais Estaduais.

3.2 Histórico da Instituição

A instituição onde foi realizada a presente pesquisa é um hospital estadual de grande porte, considerado de nível terciário de atenção, localizado na região norte da cidade de São Paulo. Foi criado em 1938, numa área de 137 mil m2 construídos em

local afastado da cidade, aos pés da Serra da Cantareira, para ser um Sanatório para Tuberculose.

Começou com 86 leitos, distribuídos em 3 pavilhões. No ano seguinte, com a construção do anexo Leonor Mendes de Barros aumentou sua capacidade para 272 leitos. Nesta época não existiam os antibióticos usados para o tratamento da tuberculose e a terapêutica era predominantemente cirúrgica. Eram realizadas grandes cirurgias pulmonares na tentativa de eliminar a doença com a retirada de grandes porções afetadas, ou então, contava-se com a cura espontânea da doença através do chamado regime higienodietético.

Em 1950 foi construído mais um hospital na mesma área, denominado Pavilhão Miguel Pereira, com capacidade para 446 leitos. Permaneceu até a década de 60 como um Sanatório para o tratamento da tuberculose. Na década de 70 passou por grandes avanços, tornando-se campo de ensino, aperfeiçoamento, pesquisa e educação sanitária. Era reconhecido como referência em tuberculose, a nível nacional. Em 1972 foi inaugurado o Hospital Infantil da instituição, passando a fazer parte do então complexo hospitalar.

Na década de 80, com as diretrizes do Ministério da Saúde na ênfase do tratamento domiciliar ao invés de Sanatórios, já que as drogas que combatem a tuberculose estavam bem desenvolvidas, o hospital tornou-se obsoleto e decadente, passando então por uma profunda reforma em sua área física e em suas práticas de atendimento, transformando-se em Hospital Geral com caráter regional para atender em diversas especialidades. Esta mudança foi concluída em 1986, iniciando uma nova era na instituição. A criação do Pronto Socorro e a incorporação de especialidades cada vez mais complexas determinou novas demandas para o hospital.

Com a reestruturação da Secretaria do Estado da Saúde em 1995, e a consequente extinção do ERSA-6, o Hospital passou a ser uma unidade autônoma, ligada diretamente à Coordenadoria de Saúde da Região Metropolitana da Grande São Paulo.

Em 1996 o gerenciamento do Pronto Socorro passou a ser de competência da Secretaria de Estado da Saúde, sofrendo então um novo impulso de qualidade, consolidando definitivamente a instituição como hospital de nível terciário, referência para toda a região norte, com abrangência de mais de 02 milhões de habitantes.

Atualmente é denominado como conjunto hospitalar, ainda é referência para tratamentos Pneumológicos e o seu Pronto Socorro é referência na zona norte de São Paulo para Neurologia, Politrauma e Psiquiatria.

A instituição conta hoje com cerca de 2.300 funcionários sendo eles cerca de 600 do corpo de médicos, 900 profissionais de enfermagem e 730 funcionários da área administrativa e serviços gerais. Junto a eles trabalham o corpo de voluntários, estagiários e terceiros. No entanto, é importante dizer que, mesmo parecendo um número bastante grande de funcionários, ainda é muito menos do que o hospital precisaria para atender com maior qualidade a população que o procura, principalmente diminuindo o tempo de espera que essas pessoas ficam para serem atendidas, que atualmente chega a levar várias horas.

A parte de Pronto Socorro já chegou a atender cerca de 32.000 pessoas por mês em suas instalações sendo estes atendimentos distribuídos em: cerca de 550 na Psiquiatria, 200 no Buco Maxilo, 1.400 na Cínica Cirúrgica (ou Cirurgia Geral), 12.700 na Clínica Médica (ou Clínico Geral), 2.200 no Pronto Socorro de Ginecologia e Obstetrícia, 150 na Neurocirurgia, 3.200 na Ortopedia, 10.000 no Pronto Socorro de Pediatria, além de cerca de 1.400 atendimentos de Emergência.

Atualmente, devido às reestruturações no processo de trabalho do local, novas demandas e até mesmo dificuldades, chega a atender apenas 15.200 em média. No mês em que a coleta de dados da pesquisa de campo deste trabalho foi realizada (novembro de 2011) foram realizados 15.275 atendimentos sendo que destes, 5.643 são do pronto socorro de Pediatria, 1.739 do pronto socorro de Ginecologia e Obstetrícia e 7.893 do Pronto Socorro de Adultos.

E em toda a instituição existe a atuação dos projetos Jovens Acolhedores9 e Conte Comigo10, projetos estes que visam a humanização do atendimento no hospital, em especial nas portas de entrada e recepções dos Prontos Socorros.

9 Programa da Secretaria de Estado da Saúde que visa a humanização das recepções e portas de

entrada. É constituído por universitários que prestam 20 horas semanais de serviço e em troca recebem bolsa de estudos. Os contratos tem vigência de um ano e, ao fim, toda a turma é trocada por nova turma de universitários. Na época da pesquisa este Programa ainda estava em funcionamento, mas, em julho de 2012, acabou a vigência dos contratos que estavam em andamento e a Secretaria da saúde não abriu novas inscrições, descontinuando assim o programa no Estado todo.

A instituição também passou por uma imensa reforma na qual novo prédio foi construído e interligado com o prédio já existente onde funcionavam os prontos socorros e a internação. O objetivo da reforma foi de aumentar a capacidade de atendimento da instituição. A entrega do novo prédio pronto ainda não se deu por completo, mas algumas partes dele já estão com setores funcionando.

3.3 O Pronto Socorro de adultos

O Pronto Socorro de adultos da instituição (local de realização da pesquisa), já tem instaurada a classificação com acolhimento de risco, é feita por uma enfermeira capacitada em todos os pacientes que dão entrada. Ele conta com atendimentos de Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Neurocirurgião para emergências, Ortopedia além das salas de procedimento, sutura, emergência clínica e de trauma, sala de medicação, inalação e as de exames.

Atende a população a partir dos 13 anos de idade; porém, os menores de 18 devem sempre ser acompanhados por um adulto responsável. O Pronto Socorro de Adultos, no mês em que foi realizada a coleta de dados para a pesquisa de campo deste trabalho, atendeu cerca de 7.800 pacientes sendo eles distribuídos em 200 no Buco Maxilo, 1.200 na Clínica Cirúrgica, 1.800 na Clínica Médica, 2.500 na Ortopedia, 1.900 na Emergência e 80 na Neurocirurgia. A Psiquiatria, por ser uma parte do hospital que está sob administração de uma OSS (Organização Social de Saúde), foi um setor ao qual não tive acesso aos dados estatísticos.

Todo paciente que chega ao pronto socorro, faz a ficha de atendimento na recepção, passa pela Classificação de Risco onde a enfermeira faz uma avaliação e encaminha para a especialidade necessária priorizando-o ou não de acordo com a necessidade do caso.

10 Programa da Secretaria de Estado da Saúde que visa proporcionar escuta dos usuários acerca da

qualidade dos serviços de saúde. Além das atividades de acolhimento em recepções e portas de entrada, tem como principal função realizar pesquisa de satisfação com os pacientes a fim de gerar dados estatísticos que norteiam os trabalhos de melhorias para o atendimento. Os profissionais deste grupo de trabalho são funcionários da administração direta do hospital e para esta função não foi estabelecida a necessidade de graduação em nível superior.

É um pronto socorro de nível terciário, portanto, é possível nele realizar exames laboratoriais, raio X, tomografia, eletrocardiograma, ultrassonografia e endoscopia caso seja necessário, além das medicações e procedimentos como sutura e as imobilizações por exemplo.

O funcionamento deste pronto socorro é considerado como “Portas Abertas”, ou seja, não existe oficialmente nenhum tipo de triagem que impeça qualquer usuário de ser atendido nele, seja pela região em que o usuário mora ou o tipo de queixa que apresenta, como já ocorre em algumas instituições.

No entanto, no mês em que foi realizada a coleta de dados para esta pesquisa, devido à falta de médicos, o pronto socorro estava funcionando com uma espécie de triagem na porta. A administração do pronto socorro chamava de orientação dos usuários, nela os usuários que não se enquadravam na definição de urgência utilizada pelo pronto socorro era “orientado” enfaticamente a procurar outra instituição para receber atendimento como o AMA ou a UBS.

Em tese nenhum usuário era proibido de passar no pronto socorro, mas na prática, diante da informação de que se ficassem teriam de esperar horas por não terem um quadro de urgência, muitos usuários desistiam de passar neste pronto socorro.

CAPÍTULO III

A PESQUISA

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