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Kontrollrutiner for fersk mørtel og betong

3.3 Støypearbeid hos Norcem FoU

3.3.2 Kontrollrutiner for fersk mørtel og betong

Quanto à Bolívia (Gráfico 4.6), governos (46,2%) e sindicatos (54,2%) julgaram o país muito simpático, resíduo ajustado 2,3 e 3,4 respectivamente. Por outro lado, 53,6% dos empresários consideraram o país nada simpático, resíduo ajustado 7,5. Esse último dado é justificado pelas estatizações executadas por Evo Morales nos últimos anos, a desagrado de muitos empresários e investidores da região, principalmente brasileiros.

Atuando de forma diplomática, o ex-presidente Lula esclareceu a relação com o país, após as divergências quanto aos investimentos brasileiros no setor de gás boliviano: 0% 20% 40% 60% 80% 100% Governo Partidos Empresários Sindicatos Atores Sociais

Governo Partidos Empresários Sindicatos Atores Sociais

Muito simpático 50,40% 55,70% 38,00% 47,10% 42,00%

Nem muito nem pouco 38,10% 38,10% 45,00% 45,90% 48,10%

Cuando Evo asumió, tuvimos problemas con él. Pero no hubo ninguna reacción de nuestra parte a no ser las concesiones que Evo quería. Porque los conservadores brasileños querían un Brasil duro con Evo Morales. Entre tanto, él quería la refinería y se la vendimos. Quería aumentar los impuestos y nosotros aceptamos. No olviden que yo nací en la política creyendo que las riquezas del suelo y del subsuelo son de soberanía del país. En aquel momento sugerí a Evo: 'Mira compañero, no es suficiente con hacerse cargo de los lugares, es preciso tener tecnología para explorar porque si se queda sentado encima del gas, él no produce riqueza para nadie". Fue entonces que fui a La Paz e hicimos un acuerdo de inversiones y lo vamos a cumplir. Es obvio que [...] un empresario que va a invertir quiere un retorno de su inversión. Creo que Evo Morales tiene todas las posibilidades de conducir Bolivia para una política que no existió en todo el siglo pasado: de más justicia social, de ayudar a la parte más pobre de la población. Ahora, es preciso combinar esa voluntad y esa determinación con la política de desarrollo del país porque si no, usted no tiene lo que distribuir (CLARÍN, 2008b).

Por parte das elites governamentais, existe um interesse de que a Bolívia se aproxime dos blocos regionais, sobretudo ingressando no Mercosul. Mesmo diante ao conflito com o Brasil em 2006, o ex – chanceler brasileiro, Celso Amorim insistiu para que a Bolívia aderisse ao Mercosul como membro pleno. Segundo Amorim: “eso traería sólo ventajas para Bolivia. Hay que subrayar que habrá negociaciones que lleven en cuenta los distintos grados de desarrollo de los miembros del grupo con el eventual nuevo socio.” (EL DIARIO, 2006a).

Na ocasião da saída da Venezuela da Comunidade Andina, o presidente da Comissão de Representantes Permanentes do Mercosul, Carlos Alvarez, reafirmou o convite ao país. Para Alvarez, “el ingreso al Mercosur de Bolivia, que tiene grandes reservas de gas natural, las mayores de Suramérica después de Venezuela, reforzará la posibilidad de que el bloque se „plantee modelos de desarrollo con autodeterminación‟” (ELDIARIO, 2006b).

Cabe reforçar que o gás natural continua sendo o grande atrativo do país, embora este setor venha perdendo notoriedade pela diminuição das reservas bolivianas. Ainda assim, outras duas questões chamam atenção, o narcotráfico e as migrações bolivianas, em especial ao Brasil e Argentina. Esses são dois temas que preocupam os vizinhos, demandando mais cooperação e acordos regionais. Contudo, para maior integração, existe uma realidade de assimetrias, exigindo

estratégias integrativas que busquem a complementaridade e benefícios comuns (GISBERT, 2011), além do interesse ao acesso marítimo, que pode ser alcançado com maior regionalismo.

Gráfico 4.6. Em que medida considera a Bolívia simpática?

Teste de Chi-Quadrado

País Valor gl Sig. asintótica (bilateral)

Total Chi-Quadrado de Pearson 67,249e 8 ,000

Fonte: NUPRI, 2008.

4.3.3. Brasil

Sem dúvidas, o Brasil é o país mais simpático para todas as elites entrevistadas, destas 86,7% das governamentais, 85,7% das partidárias, 83,3% das empresariais, 65,2% das sindicais e 69,6% dos atores sociais julgaram o país muito simpático (Gráfico 4.7).

0% 20% 40% 60% 80% 100% Governo Partidos Empresários Sindicatos Atores Sociais

Governo Partidos Empresários Sindicatos Atores

Sociais

Muito simpático 46,20% 39,50% 12,80% 54,20% 40,20%

Nem muito nem pouco 37,10% 40,70% 33,60% 26,50% 36,20%

Gráfico 4.7. Em que medida considera o Brasil simpático?

Teste de Chi-Quadrado

País Valor gl Sig. asintótica (bilateral)

Total Chi-Quadrado de Pearson 24,093ª 8 ,002

Fonte: NUPRI, 2008.

Desde os anos 1990, a imagem do Brasil tem evoluído favoravelmente entre os formuladores de opinião (RUSSELL; TOKATLIAN, 2011). A construção de uma imagem mais positiva na região aconteceu, principalmente, no âmbito do governo Lula, que procurou se situar em uma zona própria. Ele manteve as linhas gerais de orientação do governo anterior, mas não assumiu uma postura de antagonismo na relação com os Estados Unidos. Contudo, demonstrou simpatia por governos e lideranças políticas contrárias ao neoliberalismo, declarando em manifestação pública a clara preferência por determinados candidatos nos processos eleitorais em países vizinhos. Ademais, Lula reforçou o peso das empresas estatais e de alguns grupos nacionais privados nas políticas de desenvolvimento e inserção externa. Na América do Sul, esses dois fatores são

0% 20% 40% 60% 80% 100% Governo Partidos Empresários Sindicatos Atores Sociais

Governo Partidos Empresários Sindicatos Atores

Sociais

Muito simpático 86,70% 85,70% 83,30% 65,20% 69,60%

Nem muito nem pouco 12,00% 14,30% 16,70% 26,10% 29,30%

responsáveis por grande parte da expansão dos investimentos diretos brasileiros por meio do BNDES (SORJ, FAUSTO, 2011).

Além disso, existe a identificação explícita de preferências e simpatias políticas por candidatos, partidos e governos “de esquerda”. Ademais, Lula demonstrou gestos de “generosidade” diante de situações adversas, como a ocupação das refinarias da Petrobras na Bolívia e a renegociação dos contratos de exploração de petróleo e gás naquele país, além das concessões feitas ao governo do Paraguai quando pressionou pela renegociação dos termos do Tratado de Itaipu.

4.3.4. Chile

Ao analisar o Chile (Gráfico 4.8.), 67,6% de todas as elites consideraram o país simpático. As elites partidárias (72,9%) e empresariais (70,50%) foram as mais inclinadas por essa opção. A democracia estável chilena, a abertura comercial e os diversos acordos bilaterais são entendidos como positivos e admiráveis para estes segmentos respectivamente.

Félix Peña valorizou a relação da região com o país. O Chile foi convidado a fazer parte dos Mercosul, e embora não seja membro pleno, sempre teve uma presença implícita significativa, prova disso é o grau de integração econômica, como o fluxo de comércio e investimento alcançado nos últimos anos entre o Chile e os países do Mercosul (PEÑA, 2008). Gradativamente, vislumbra-se uma maior aproximação entre Argentina e Chile. Em 2011, os países assinaram acordos de assistência consular e integração (LA PRENSA, 2011). A presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, reforçou o argumento:

Hay que profundizar la relación con Chile. Desde ya, todas las provincias del oeste argentino piden una fuerte integración regional, todas luchan por su integración y sí llegamos a la conducción nacional vamos a trasladar esta necesidad de perforar la Cordillera, de construir los verdaderos corredores oceánicos, de mirar en forma conjunta el Pacífico. Chile cumple un rol fundamental en la integración del Mercosur. A veces un solo país no puede cumplir y el cumplimiento es fundamental para las inversiones en materia comercial. Chile es una nación muy ordenada y tiene un rol protagónico en el esquema de integración regional. (LA NACIÓN, 2007a).

A simpatia conquistada pelo Chile acontece com a reconfiguração das relações com vários países da região, particularmente na área comercial, buscando desempenhar um papel político mais ativo na América do Sul. Receberam atenção especial as relações vicinais com a Argentina, o Peru e a Bolívia, países com os quais existiam diferenças relevantes do século XIX, as quais precisavam ser revistas, como base na cooperação e o não confronto entre os países. Com o Brasil, as relações estão marcadas pelo retorno do regime democrático e por compartilharem algumas posturas semelhantes no plano multilateral (VALENZUELA, 2011).

Gráfico 4.8. Em que medida considera o Chile simpático?

Teste de Chi-Quadrado

País Valor gl Sig. asintótica (bilateral)

Total Chi-Quadrado de Pearson 10,951f 8 ,204

Fonte: NUPRI, 2008. 0% 20% 40% 60% 80% 100% Governo Partidos Empresários Sindicatos Atores Sociais

Governo Partidos Empresários Sindicatos Atores

Sociais

Muito simpático 67,60% 72,90% 70,50% 65,90% 63,40%

Nem muito nem pouco 26,60% 24,00% 25,60% 27,10% 35,00%

4.3.5. Venezuela

Definitivamente, o governo de Hugo Chávez não está atraindo a simpatia das elites sul-americanas. No Gráfico 4.9, é possível observar que 45% das elites entrevistadas consideram o país „nada simpático‟, seguido de 30,9% que julgaram „nem muito, nem pouco‟, e somente 24,1% dos entrevistados acreditam que a Venezuela seja uma nação simpática.

Os empresários são os que mais manifestaram pelo nada simpático (70,1%), resíduo ajustado 4,2. Os empresários argentinos corroboram na sua fala com essa percepção, o negociador internacional argentino, Felipe de la Balze declarou:

La intención de lograr una mayor integración económica con Venezuela es en principio valiosa porque dicho país ofrece un mercado interesante para nuestras exportaciones. Desafortunadamente, las características del régimen chavista -en particular su alejado populismo, sus tendencias antidemocráticas y su perfil anticapitalista- limitan, por ahora, dicha oportunidad (BALZE, 2008).

Fragilizando a Câmara de Comércio Argentino-Venezuelana, um grupo de empresários renunciou sua participação na entidade, como forma de repudiar a nacionalização das empresas de propriedade do Grupo Rocca na Venezuela. Para o líder empresarial da entidade, as estatizações implementadas por Chávez "debilitan el futuro de un Mercosur ampliado, en cuyo ámbito debe primar la previsibilidad y el respeto a los distintos actores e instrumentos, tanto públicos como privados." (CLARÍN, 2009c).

Diferente dos empresários, 47% das elites sindicais julgaram o país como muito simpático. João Felício, secretário de Relações Internacionais da CUT- Brasil, além de defender a entrada da Venezuela no Mercosul, demonstrou sua identificação ideológica e o apreço pelas políticas trabalhistas do país.

Do ponto de vista de classe, a Venezuela é atualmente o país onde os trabalhadores têm o maior salário mínimo do Continente, sendo - ao lado do Equador - quem mais avançou no combate às terceirizações e precarizações, garantindo direitos a quem antes vivia como numa terra sem lei (FELÍCIO, 2009).

Gráfico 4.9. Em que medida considera a Venezuela simpática?

Teste de Chi-Quadrado

País Valor gl Sig. asintótica (bilateral)

Total Chi-Quadrado de Pearson 23,573f 8 ,003

Fonte: NUPRI, 2008.