• No results found

KONTEKSTUELT SPOR – DET MODERNE TROMMESETTET

Uma das partes que compõem um artigo científico é sua lista de referências, a fim de que os leitores possam recuperar as fontes de conhecimento utilizadas. Para Noronha e Ferreira (2003, p. 246; 247), “Uma parte essencial de todo documento científico é a lista de referências bibliográficas que o acompanha, a qual tem a finalidade de indicar outras publicações relacionadas ao tema do documento”. Nasce então, a lista de trabalhos citados, a partir da lista de referências bibliográficas. “Referência é o conhecimento que um documento fornece sobre outro, e citação é o reconhecimento que um documento recebe de outro”.

O conjunto de unidades de análise dos estudos de citação é, na sua maioria, constituída pelas referências listadas no final das pesquisas, caracterizando-se a relação entre citação e referência. Observam-se dois tipos de estudos de citação: estudos de citação com técnicas qualiquantitativas e estudos de citação com técnicas quantitativas.

Entende-se por estudos de citação as análises realizadas em fontes documentadas sobre os registros citados e referenciados, através de métodos e técnicas qualiquantitativas. Essencialmente, esses estudos buscam medir e avaliar o núcleo e a dispersão da produção técnico-científica, fornecendo indicadores de uma realidade específica. As unidades de análise desses estudos variam de acordo com o tipo de abordagem, podendo ser quantitativos e qualitativos.

Os trabalhos de cunho quantitativo se orientam para a mensuração, descrição e avaliação do núcleo e dispersão de uma população (autores, instituições, periódicos, artigos de periódicos, citações, temáticas, recortes temporais e seus desdobramentos) através da informação registrada e disponível nos diversos estoques de informação. Utilizam-se dos métodos métricos da informação (bibliometria, cienciometria, infometria, webometria e outros) e têm como objetos de estudo, as referências contidas no final das contribuições científicas. Alguns trabalhos sob esta ótica podem ser encontrados em Braga, 1973; Carvalho, 1975; Carvalho, 1976; Lima, 1984; Cunha, 1985; Foresti, 1990; Pittella, 1991; Noronha, 1998 e Mostafa e Máximo, 2003.

(SILVEIRA; BAZI, 200916)

Para Vanz (2004, p. 35) “Depois da Lei de Bradford, a análise de citações é um dos temas da bibliometria mais populares, conforme Mostafa (2002) e Urbizagástegui (1984)”. “A bibliometria, enquanto método quantitativo de investigação da ciência

utiliza a análise de citações como uma de suas ferramentas, a fim de medir o impacto e a visibilidade de determinados autores dentro de uma comunidade cientifica” (VANZ; CAREGNATO, 2003, p. 251)

Os estudos de análise de citações permitem a descoberta de fatores importantes dentro de uma área de conhecimento tais como: avaliar o impacto da produção, tendências na literatura, elite dos autores, teorias de referência, entre outras abordagens.

Um dos pontos sistematizadores, nos estudos de citação deve-se pelo rigor na elaboração, das referências bibliográficas ao fim das pesquisas. “Para a elaboração e ordenação das referências e citações, os autores devem seguir normas nacionais ou internacionais, utilizando padrões já estabelecidos por organizações dedicadas especificamente a essa tarefa” (NORONHA; FERREIRA, 2003, p. 247).

Segundo Santos e Kobashi (2009, p. 166), nos estudos de citação é comum, um autor de destaque na área, citar, principalmente, os seus próprios trabalhos, assim, demonstrando em muitos casos “[...] que o núcleo cultiva a identidade. Por outro lado, os demais autores frequentemente citados guardam vínculos intelectuais com o autor e, assim, alimentam uma identidade social”.

Algumas críticas aos estudos de citação foram apontadas por: Cole e Cole (1973), Solla Price (1976), Garfield (1979), MacRoberts e MacRoberts (1989). Vanz e Caregnato (2003) alertam, sobre o resultado dos estudos de citação, relatando que é inegável o prestigio do autor citado, porém, por outro lado, que o ato de citar, é resultado de uma ação humana e como tanto, é susceptível a diversas influências: culturais, sociais, econômicas e políticas. E complementam que os resultados, dos estudos e análises de citações, devem ser interpretados com cautela, sendo principalmente o foco a avaliação de cientistas, grupos e instituições.

Nessa mesma perspectiva sobre, a influência das ações humanas, no ato de citar, segundo Alvarenga (1998), ocorrem diversas implicações: psicológicas, sociológicas, políticas e históricas, além da influência quanto: autocitação,\entre autores, instituições, adesão e paradigma vigente no período.

Em estudo realizado por Smith (1981, p. 99), em suas considerações finais estão dois questionamentos, muito atuais: é possível que as análises de citação causem mudanças no comportamento das citações?, e, como o comportamento de citar, será afetado pela elevação do uso de mídias eletrônicas pelas futuras gerações, para a disseminação da informação?

Baseados em estudo de citação, observam-se algumas pesquisas referenciais. Essas propostas estão sendo desenvolvidas com crescente interesse. Foram localizadas algumas dissertações de mestrado e tese de doutorado, com ênfase nos estudos de citação em diferentes áreas do conhecimento: na área de Comunicação, Cavalcanti, (1989) e Vanz (2004), na Saúde Pública, Noronha, (1996), no Lazer, Gomes (2004) e no Turismo, Eidt (2004) e Momm (2009).

4 PROCEDIMENTO METODOLÓGICO

O presente trabalho baseia-se em duas frentes de pesquisa: bibliográfica e exploratória trata-se de um estudo longitudinal, com uma abordagem quantitativa.

Exploratório: estudos que têm como objetivo principal desenvolver,

esclarecer e modificar conceitos e ideias, propondo a formulação de problemas mais precisos ou hipóteses pesquisáveis para estudos posteriores; são realizados especialmente quando o tema escolhido é pouco explorado e torna-se difícil sobre ele formular hipóteses precisas e operacionais, muitas vezes constituem a primeira etapa de uma investigação mais ampla. É flexível o suficiente para se buscar relações entre os diversos aspectos de uma pesquisa. (Costa 2001) (Rejowski 1997) (Ritchie e Goeldner 1994).

[...]

Pesquisa bibliográfica: o estudo é feito a partir de material já existente,

sejam eles artigos científicos, livros e textos. Existem as pesquisas puramente bibliográficas, onde se pretende comparar autores ou analisar a fundo um conceito, entre outros como também pesquisas empíricas que se utilizam de pesquisa bibliográfica para fundamentar, conceituar a análise e auxiliar na construção do instrumento de pesquisa bibliográfica que se utiliza de exemplos reais para complementar o estudo (DENZIN; LINCOLN, 2001).

(SAKATA, 2002, p. 43; 49)

A pesquisa bibliográfica foi feita por meio da busca e da leitura dos documentos produzidos sobre o tema que contemplem os interesses das abordagens determinadas neste estudo. Para tanto, foram consultadas as bases de dados especializadas, sites de interesse etc., com a leitura e extração de informações relevantes que serviram para sua fundamentação teórica e fornecer elementos para discussão.

A pesquisa exploratória, calcada no objeto de estudo e realizada em cumprimento aos objetivos propostos, foi realizada alicerçada em métodos bibliométricos, na caracterização das dissertações de mestrado e das citações recebidas, em análise de variáveis específicas.