turbulente diffusjonsflammer
5.2 Modellering med CFD-programmet SPIDER
5.2.3 Konstantar i k-ε-modellen
Chizzotti (2006, p. 19) afirma que “a ciência e a pesquisa cresceram e se
desenvolveram a partir de um processo de busca metódica das explicações causais dos fatos ou da compreensão exaustiva da realidade.” O autor complementa que esse processo pode ser genericamente definido como “um esforço durável de observações, reflexões, análises e sínteses para descobrir as forças e as possibilidades da natureza e da vida, e transformá-las em proveito da humanidade.”
Segundo Chizzotti (2006, p. 26), a pesquisa científica caracteriza-se pelo esforço sistemático de compreender e explicar os dados encontrados, usando critérios claros, com teoria, método e linguagem adequada. O autor enfatiza que “a pesquisa segue uma teoria articulada que contém princípios, fundamentos lógicos e epistemológicos que sustentam a análise da realidade e que têm alcance e valor esclarecedor universal.”
A pesquisa científica pode trilhar diferentes caminhos durante a investigação, rumo à sua conclusão. Dessa forma, há muitos níveis pelos quais a pesquisa pode ser analisada e categorizada; a dicotomia pesquisa quantitativa - pesquisa qualitativa é um deles. Duff (2002, p. 14) comenta que a maior parte da literatura produzida sobre metodologia de pesquisa e ciências sociais se refere à pesquisa qualitativa e à pesquisa quantitativa como duas abordagens distintas da pesquisa científica. A autora também relata que vários textos enfatizam que a abordagem ou método está diretamente ligado ao tipo de pergunta de pesquisa ou problema sob investigação, ao propósito do estudo e ao tipo de dados e à população com a qual o pesquisador está lidando.
uma orientação positivista ou pós-positivista, uma ontologia realista, uma epistemologia objetivista, e uma metodologia manipulativa experimental. Por outro lado, as abordagens qualitativas são mais comumente associadas à uma orientação humanística interpretativa, uma ontologia de múltiplas realidades, uma epistemologia não-objetivista, e uma metodologia naturalista e não-manipulativa.
A investigação qualitativa é vista por Schwandt (2006) como um campo para a crítica científica social, e o modo como o indivíduo, no caso o pesquisador, explora e analisa esse campo depende, em parte, do que o interessa. Segundo o autor, para alguns pesquisadores, esse campo pode ser explorado para a pesquisa social, em que se defende a fidelidade em relação aos fenômenos, o respeito pela experiência de vida e a atenção aos detalhes do cotidiano. Outros pesquisadores acreditam que nesse campo são debatidos os objetivos das ciências humanas e exploradas questões relacionadas ao significado de conhecer o mundo social. Outros ainda podem buscar nesse campo conhecimentos acerca da teoria social. E, por fim, há pesquisadores que parecem ver nesse campo um lugar para a experimentação com metodologias empíricas e estratégias textuais inspiradas pelo pensamento pós-modernista e pós-estruturalista.
Para Chizzotti (2006), as pesquisas qualitativas admitem que a realidade não é estática, ela é contraditória e fluente, por isso tais pesquisas não possuem um padrão único. Assim como Schwandt, Chizzotti acredita que os processos de investigação dependem também do pesquisador – sua concepção, seus valores, seus objetivos. O autor complementa que “o termo qualitativo implica uma partilha densa com pessoas, fatos e locais que constituem objetos de pesquisa, para extrair desse convívio os significados visíveis e latentes que somente são perceptíveis a uma atenção sensível” (CHIZZOTTI, 2006, p. 28); no caso a atenção do pesquisador em busca do que sustentará a sua investigação e o norteará rumo à questão de sua pesquisa.
Considerando as elucidações de Duff e Chizzotti acerca dos tipos de pesquisa, e as reflexões de Schwandt sobre a investigação qualitativa, consideramos mais adequada a adoção da perspectiva qualitativa como abordagem metodológica da pesquisa que propusemos. A afirmação de Chizzotti de que pessoas, fatos e locais constituem objetos de pesquisa e de que por meio da perspicácia do pesquisador muito pode ser extraído desse convívio nos remeteu ao sentimento primeiro que nos moveu ao sabermos da existência de um curso oferecido gratuitamente por um grande Centro Binacional dedicado ao ensino de inglês no DF aos professores de Língua Inglesa da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEDF).
A pesquisa que propusemos surgiu da curiosidade de investigar o que moveu esse grupo de professores a se matricular nesse curso e, em contrapartida, saber o que o curso poderia oferecer a esses professores de maneira que os alunos da rede pública de ensino fossem realmente beneficiados. Ouvir os participantes da pesquisa sobre seus relatos de experiência como professores de Língua Inglesa e partilhar de suas expectativas em relação ao curso de formação em serviço e de suas reflexões sobre sua prática foram caminhos trilhados rumo à investigação que norteou nossa pesquisa. Em face de tantas curiosidades, questionamentos e descobertas, compartilhamos da afirmação de Denzin e Lincoln (2006, p. 16) de que “a pesquisa qualitativa é, em si mesma, um campo de investigação.”
Lüdke e André (1986, p. 7) argumentam “que para responder às questões propostas pelos atuais desafios da pesquisa educacional, começaram a surgir métodos de investigação e abordagens diferentes daqueles empregados tradicionalmente”. Os autores comentam que essas questões emergiam dos problemas revelados pela prática educacional cotidiana e que despertavam a curiosidade investigativa. Assim surgiram a pesquisa participante, ou participativa, a pesquisa-ação, a pesquisa etnográfica ou naturalística e o estudo de caso.
Freebody (2003) aponta como uma das razões para o surgimento de novos métodos de investigação, a frustração dos pesquisadores em educação ao perceber que as formas mais tradicionais de pesquisa pareciam não exercer impacto na prática educacional cotidiana. Outra razão teria sido o fato de que as pesquisas eram sempre feitas num âmbito geral, baseando-se em princípios e máximas que podiam ser aplicadas a uma diversidade de situações. Segundo Freebody (2003), as experiências e práticas das pessoas em contextos educacionais específicos só passaram a ser levadas em consideração e descritas como variáveis importantes para a pesquisa depois dos novos métodos de investigação que mencionamos.
Ao discorrer sobre os métodos de investigação, Freebody (2003, p. 81) assevera que os pesquisadores que lidam com ‘estudos de caso’ enfatizam que professores sempre ensinam algum conteúdo para alguns alunos em particular, em lugares específicos e sob condições que significativamente moldam e temperam a prática de ensino/aprendizagem. Assim, os estudos de caso focalizam uma experiência educacional em particular e tentar obter apoio teórico e percepções profissionais de uma documentação completa do caso.
Esta pesquisa demandou um estudo de caso, uma vez que partimos da experiência do grupo de professores mencionado anteriormente para tentarmos alcançar uma intravisão teórica e profissional do caso. Como, segundo Freebody (2003), de uma forma mais geral, o objetivo do estudo de caso é levantar um caso sobre o qual tanto os pesquisadores quanto os educadores possam refletir acerca da prática educacional, acreditamos que nossa pesquisa
possa propiciar a reflexão de pesquisadores e educadores envolvidos na formação de professores de LE e no próprio ensino da língua.
Stake (1994, p. 237) relata que ultimamente há mais interesse em um fenômeno ou em uma população de casos do que em um caso individual. Ele ainda acrescenta que não podemos compreender um caso sem conhecer os outros casos; quando estudamos um caso encontramos escassos recursos ao tentar entender suas complexidades. Nossa pesquisa encontra apoio nessa afirmação de Stake, uma vez que no caso que nos propusemos estudar acabamos por conhecer casos nele inseridos.
Stake (1994, p. 238) acrescenta que o estudo de caso pode ser classificado de acordo com sua área de estudo; como, por exemplo, o estudo de caso relacionado à área educacional poderia ser chamado de ‘estudo de caso educacional’, ou criar uma categoria específica para as biografias. Entretanto, o propósito de Stake ao categorizar os estudos de caso limita-se a enfatizar a variação do interesse pelo caso e a orientação metodológica para a pesquisa. Dessa forma, Stake (1994) classificou os estudos de caso em intrínsecos, instrumentais e coletivos.
No estudo de caso intrínseco, o pesquisador almeja uma melhor compreensão do caso em particular. A motivação primeira para a pesquisa não é o fato de o caso representar outros casos ou porque ele ilustra um aspecto ou problema específico, mas sim porque em toda sua particularidade e simplicidade, o caso em si é de interesse do pesquisador. Muitas vezes, o pesquisador omite certas curiosidades sobre o caso para que ele por si mesmo revele sua própria estória. O propósito desse tipo de estudo não é a construção de teoria, apesar de que às vezes o pesquisador possa fazê-lo. O estudo é realmente conduzido pela motivação intrínseca do pesquisador.
Quando um caso em particular é estudado com o objetivo de proporcionar uma intravisão acerca de uma questão é classificado como estudo de caso instrumental. Esse tipo de estudo pode também buscar o refinamento da teoria. Nesse tipo de estudo, o caso é de interesse secundário, ele tem um papel coadjuvante que auxilia na compreensão de algo. O caso é investigado detalhadamente, mas com o propósito de perseguir um interesse externo.
Em algumas situações, o pesquisador pode estudar um número de casos paralelamente para investigar um fenômeno, uma população, uma condição geral. Há, então, menos interesse ainda por um caso específico. Esse tipo de estudo foi classificado por Stake como estudo de caso coletivo, porém ele não é o estudo do coletivo, mas o estudo instrumental estendido a vários casos. Tais casos podem ser semelhantes ou não; eles são escolhidos por acreditar-se que por meio de sua investigação e conseqüente compreensão, será possível compreender ou, ao menos, teorizar sobre um número maior de casos.
Considerando a classificação de Stake, nesta pesquisa foi proposto um estudo de caso instrumental, uma vez que um caso particular foi examinado no intuito de promover a percepção de um ou mais aspectos do caso ou o refinamento da teoria. No entanto, Stake ressalta que durante a pesquisa podemos ter interesses simultâneos e que mudam com certa freqüência. Portanto, não podemos dizer que há uma linha separando o estudo de caso intrínseco do estudo de caso instrumental, e sim que uma zona de propósitos combinados os separa.