7 Sammenstilling av samfunnsøkonomisk analyse
7.1 Sammenstilling av prissatte og ikke‐prissatte konsekvenser
7.1.2 Konsekvensvurdering av de anbefalte alternativene
3.1 Teoria das Necessidades Humanas Básicas
Existe grande expectativa por parte dos enfermeiros quando pensam na teoria como proposta sistematizada de procedimentos que, ao ser aplicada, busca promover uma prática ideal. Em verdade, as teorias são proposições construídas para refletir sobre a assistência de enfermagem, tornando seus propósitos evidenciados além dos limites e relações entre profissionais e indivíduos demandadores de cuidados(31). Para as mesmas autoras, a teoria é uma contribuição para formar uma base devidamente fundamentada sobre a prática, ao auxiliar e explicar suas abordagens. As teorias, em geral, são elaboradas a partir de conceitos, definições, modelos, proposições e baseiam-se em suposições, formando uma sistemática de percepção do mundo, para poder descrevê-lo, explicá-lo, prevê-lo ou controlá-lo, tornando-se o caminho para caracterizar um fenômeno e apontar os componentes que o identificam.
Ao escolher uma teoria de Enfermagem para nortear e orientar o cuidado, deve-se considerar sua adequação e aplicabilidade à prática de enfermagem em que será utilizada (6). A observação da prática e a reflexão levaram ao consenso de que os fenômenos e os conceitos centrais da Enfermagem são o ser humano, o ambiente, a saúde e a própria Enfermagem. Diante disso, as teorias de Enfermagem passaram a ser estabelecidas pelo relacionamento desses conceitos. Juntos, eles formam o metaparadigma da Enfermagem, que identifica o conteúdo nuclear de uma disciplina(32).
A Enfermagem dispõe de um conjunto de teorias fundamentadas na prática do cuidado, que conceituam a saúde, o homem, o ambiente e a própria Enfermagem. Suas definições sofrem influência constante, tanto dos teóricos quanto de seu contexto social, político e filosófico de modo que a teoria e a prática de enfermagem possam ser momentos complementares da atividade prática(32).
A maioria dos estudiosos da Enfermagem credita a Florence Nightingale o papel de primeira teórica moderna da Enfermagem, porque foi ela quem primeiro descreveu o que
considerava a meta da Enfermagem e o domínio da prática e postulava que “ser enfermeiro”
significava ter o encargo da saúde pessoal de alguém. Ela acreditava que o papel do enfermeiro era visto como o de colocar o paciente “na melhor condição para que a natureza
aja sobre ele”(33) .
No Brasil, Wanda de Aguiar Horta foi a primeira enfermeira a falar sobre teoria no âmbito profissional, começando por pesquisas e publicações sobre o processo de enfermagem. A referida teórica ressaltou que o corpo de conhecimento em Enfermagem era derivado da experiência prática e que não havia, nesse conjunto de conhecimentos, a sistematização e a organização. Esse fato a inquietou e, a partir de então, começou a busca para o estabelecimento de uma teoria de Enfermagem que, para ela, significava uma explicação mais ou menos ampla de um evento natural ou uma explicação que determina a relação entre os fatos(11-12).
Horta, em 1970, introduziu uma nova visão da Enfermagem com uma proposta que permitiu o questionamento sobre as práticas diárias “já consagradas pelo uso”. Ajudou a consolidar a Enfermagem como ciência aplicada, desenvolvendo suas teorias, sistematizando seus conhecimentos. Na sua época, o desafio seria “sistematizar” o cuidado, individualizar o paciente, administrar a assistência e supervisionar e assumir o papel de prestar o cuidado junto com toda a equipe(32).
As teorias possibilitam uma prática de enfermagem mais declaradamente determinada, afirmando não apenas o foco dessa prática, mas as metas e os resultados específicos. As teorias estabelecem e esclarecem a Enfermagem e a finalidade de sua prática, para distingui-la das outras profissões de atendimento determinando seus limites profissionais. O uso de uma teoria de Enfermagem leva a um cuidado coordenado e menos fragmentado(33).
Assim, Horta desenvolveu uma teoria que apresentava uma visão holística do paciente. A Teoria das Necessidades Humanas Básicas apoia-se em leis gerais, como a do equilíbrio (homeostase ou hemodinâmica), a da adaptação e a do holismo. Seus conceitos centrais são: Enfermagem, ser humano, ambiente, saúde/doença, necessidades humanas básicas, assistir e cuidar em Enfermagem(34).
A Enfermagem é definida como
[...] a ciência e a arte de assistir o ser humano no atendimento de suas necessidades básicas, de torná-lo independente dessa assistência, quando possível, pelo ensino do autocuidado; de recuperar; manter e promover a saúde em colaboração com outros profissionais, pois ela é parte integrante da equipe nos aspectos de manutenção, promoção e recuperação da saúde”(11: 29).
É uma profissão a serviço da sociedade, cujos exercentes também têm a função de pesquisar, ensinar, administrar, de ser responsáveis legalmente por seus atos e de participar das associações de classe.
O ser humano é definido por Horta(11:8) como o indivíduo, a família ou a comunidade que são
[...] parte integrante do universo dinâmico, e como tal sujeito às leis que o regem, no tempo e no espaço [...], estando em [...] constante interação com o universo, dando e recebendo energia. A dinâmica dessas inter-relações provoca [...] mudanças que o levam a estados de equilíbrio e desequilíbrio no tempo e no espaço.
Para a referida autora, o homem é um todo dinâmico, que interage com um ambiente dinâmico, e a Enfermagem age como uma extensão perceptual de ser humano, procurando ajustar o ser com o ambiente.
O ambiente é, para a teórica, o “[...] universo dinâmico [...] no qual o ser humano está
[...] sujeito a todas as leis que o regem no tempo e no espaço”. Podendo ser classificado como
favorável, semifavorável, difícil e desfavorável(11:28).
Ela refere que a saúde é “[...] estar em equilíbrio dinâmico no tempo e no
espaço”(11:29)
. Esse estado de equilíbrio dinâmico refere-se ao período de latência das necessidades, portanto, dependendo do desequilíbrio instalado, as necessidades são afetadas em maior ou menor grau.
A partir do conceito de Enfermagem, Horta definiu o que é assistir em Enfermagem
da seguinte forma: “[...] fazer pelo ser humano aquilo que ele não pode fazer por si mesmo,
ajudar ou auxiliar, quando parcialmente impossibilitado de se autocuidar, orientar ou
supervisionar e encaminhar a outros profissionais”(11:30) .
As necessidades humanas básicas são definidas como “[...] estados de tensões, conscientes ou inconscientes, resultantes dos desequilíbrios homeodinâmicos dos fenômenos
vitais”(11:39)
. Em estados de equilíbrio dinâmico, as necessidades não se manifestam, no entanto estão latentes e aparecem com maior ou menor intensidade, dependendo do desequilíbrio instaurado. Correspondem a condições ou situações que o indivíduo, a família e a comunidade apresentam em decorrência do desequilíbrio de suas necessidades básicas e que exigem, por sua vez, uma resolução, podendo ser aparentes, conscientes, verbalizadas ou não(12).
Para Vall, Lemos e Janebro(35), todas as necessidades estão intimamente inter- relacionadas, uma vez que fazem parte de um todo: o ser humano. É claro que se pode perceber a inter-relação mais estreita entre algumas necessidades e o distanciamento de outras, contudo em maior ou menor intensidade, todas elas sofrem alterações quando qualquer uma se manifesta, seja por desequilíbrio ocasionado por falta ou excesso de demandas.
As necessidades são universais são comuns a todos os seres humanos, o que varia de um indivíduo para outro é a sua manifestação e a maneira de satisfazê-la ou atendê-la. Vários fatores interferem na manifestação e no atendimento. Entre eles, podem-se citar: individualidade, idade, sexo, cultura, escolaridade, fatores socioeconômicos, o ciclo saúde- enfermidade e o ambiente físico(11).
Na teoria de Horta, as necessidades humanas básicas foram classificadas, de acordo com a denominação de João Mohana, como: necessidades de níveis psicobiológico, psicossocial e psicoespiritual. Os dois primeiros são comuns a todos os seres vivos nos diversos aspectos de sua complexidade orgânica, mas o terceiro nível, por enquanto e dentro dos conhecimentos atuais, é característica única do homem(11).
As necessidades psicobiológicas são forças, instintos ou energias inconscientes que surgem sem planejamento prévio, do nível psicobiológico do homem, e se manifestam, por exemplo, na tendência de se alimentar, de se encontrar sexualmente, e assim sucessivamente. As necessidades psicossociais são manifestações por meio de instintos do nível psicossocial, como tendência de conversar, de conviver socialmente, de se afirmar diante si ou de se valer diante dos outros. As necessidades psicoespirituais manifestam-se através da tendência de questionar o porquê, o para que pessoal e alheio à tendência de cogitar sobre o sentido da vida, a tendência a se ultrapassar, a se autotranscender, a se conectar com uma realidade que satisfaça sua condição de ser aberto e incompleto, de fazer experiências não apenas com os seres relativos e que não respondem as suas indagações(36). De acordo com Mohana(37), o homem sempre está tentando interpretar cientificamente o que vivencia de inexplicável, transcendendo e ultrapassando as linhas que limitam sua experiência nesse mundo. Assim, ele pretende viver a realidade apenas com situações que satisfaçam a sua condição de ser vivente.
A aplicabilidade dessa teoria de Enfermagem é feita por meio do processo de enfermagem. Para Horta(11), o processo de enfermagem é a dinâmica das ações sistematizadas e inter-relacionadas, visando à assistência ao ser humano. Caracteriza-se pelo inter-relacionamento e pelo dinamismo de suas fases ou passos. A operacionalização do processo ocorre por meio de fases que podem variar de acordo com a teoria de enfermagem de base. Na Teoria das Necessidades Humanas Básicas, o processo de enfermagem compreende seis fases: histórico de enfermagem; diagnóstico de enfermagem; plano assistencial; plano de cuidados ou prescrição de enfermagem; evolução; prognóstico.
O histórico de enfermagem é definido por Horta(11, p.41) como “[...] roteiro sistematizado para o levantamento de dados do ser humano (significativos para a(o) enfermeira(o) que tornam possível a identificação de seus problemas”. Esses dados,
convenientemente analisados, levam ao segundo passo, o diagnóstico de enfermagem, que é definido como a identificação das necessidades do ser humano que precisa de atendimento e a determinação pelo enfermeiro do grau de dependência desse atendimento em natureza e em extensão.
O diagnóstico analisado e avaliado levará ao terceiro passo, o plano assistencial, que é definido por Horta(11:65)como “[...] a determinação global da assistência de enfermagem que
o ser humano deve receber diante do diagnóstico estabelecido”.
Plano de cuidados ou prescrição de enfermagem é a implementação do plano assistencial pelo roteiro diário (ou período aprazado), que coordena a ação da equipe de enfermagem na execução de cuidados adequados ao atendimento das necessidades básicas e específicas do ser humano.
Evolução de enfermagem: relato diário (ou aprazado) das mudanças sucessivas que ocorrem no ser humano, enquanto estiver sob a assistência profissional.
Prognóstico de enfermagem: estimativa da capacidade do ser humano de atender às suas necessidades básicas alteradas após a implementação do plano assistencial e à luz dos dados fornecidos pela evolução de enfermagem.
3.2 Necessidades humanas básicas de crianças hospitalizadas em uma Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica
Para classificar as necessidades humanas básicas de crianças hospitalizadas em uma Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica, foram tomados como base o referencial de Horta e a classificação apresentada no livro da Comissão de Sistematização da Assistência de Enfermagem da Associação Brasileira de Enfermagem(38), que utiliza a Teoria das Necessidades Humanas Básicas, e feita uma relação, como mostra o quadro abaixo:
Quadro 1 - Distribuição das necessidades humanas básicas do estudo a partir das classificações apresentadas por Horta e Garcia e Cubas
Classificação de Horta Classificação de Garcia e
Cubas Classificação do estudo