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5 PROSESSUELLE VILKÅR FOR IVERKSETTELSE AV DIGITALE

5.2 Prosessuelle vilkår i arbeidsmiljøloven og personvernforordningen

5.2.4 Konsekvenser ved brudd på prosessuelle vilkår

Reflexão da 9.ª Semana de Prática de Ensino Supervisionada em Creche Tendo em conta a minha nona semana de Prática de Ensino Supervisionada em contexto de creche redigo a presente reflexão que está estruturada de acordo com os seguintes referentes: aspetos positivos da minha planificação e atuação e o desenvolvimento das crianças a partir das propostas educativas; mudanças a realizar na planificação e na atuação.

Esta semana fui a mestranda atuante e propus centrar as propostas educativas na música e dança. Esta escolha deveu-se ao facto de ter observado que, na semana anterior, ao colocar músicas, (após as crianças terem acordado e sugerido ao grupo que dançássemos) as crianças ficaram muito motivadas. Uma das crianças, ao longo dessa semana, estava sempre a pedir-me para dançar. Assim, considerei importante criar experiências que fossem ao encontro dos desejos das crianças que, de acordo com Dias (2009), “para planificar, o Educador de Infância deverá escutar a criança, (…) de forma a contextualizar a sua acção educativa” (p.31).

Desta forma, para segunda-feira, a proposta educativa sugerida ao grupo foi a exploração da música “como se dança o cha-cha-cha” (Gomes & Matos, 2008). No momento em que partilhei com o grupo que tinha uma surpresa, a criança que referi anteriormente disse “dançar”. Aproveitei o interesse manifestado pela criança, partilhei com o grupo que a criança M queria dançar e que, a minha surpresa era mesmo essa: ouvir uma música nova “como se dança o cha-cha-cha” (ibidem) e depois dançarmos ao som da música. Sugestão que foi do agrado das crianças e foi possível observar que quase todas as crianças dançaram ao som da música. Durante a dança observei que uma das crianças preferiu observar o grupo a dançar e estava com o dedo na boca. Esta situação indicava que a criança estava tímida e questionei-a se queira dançar de mão dada comigo. A criança aceitou a minha sugestão e pude assim confirmar que, o que a estava a bloquear era a sua timidez, pois a partir daí aderiu à proposta e dançou com outras crianças. Esta situação vai ao encontro do que nos refere Sousa (2003), as crianças até aos três anos de idade podem ter dificuldade em dançar de forma livre e espontânea e o educador

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deverá inicialmente, nos primeiros meses, efectuar toda a movimentação com as crianças, para que elas o imitem e, a pouco e pouco e ao longo de mais alguns meses, pare o seu movimento depois de o iniciar com as crianças, para que estas o continuem sozinhas (ibidem, p.162).

No que diz respeito ao desenvolvimento e aprendizagem das crianças com esta proposta

educativa, observei que esta experiência promoveu a interação entre as crianças pois, diversas crianças questionavam os amigos se queriam dançar, faziam rodas pequenas e comunicavam entre si.

Ainda na segunda-feira, após a sesta, como forma de motivação para a construção de uma maraca para cada criança, sugeri que o grupo dançasse de novo a música e, quando comecei a dançar com a minha maraca, as crianças quiseram de imediato explorá-la. Na minha opinião, esta estratégia resultou e despertou um maior interesse nas crianças, pois se tivesse sentado as crianças e sugerido que construíssem uma maraca penso que não seria tão significativo para o grupo. Esse interesse foi visível também na realização de uma pequena tarefa que dei a cada criança: guardarem a embalagem de iogurte que iam comer ao lanche, para no dia seguinte construírem a maraca. Foi interessante verificar que algumas delas lembraram-se de concretizar essa tarefa, havendo mesmo uma das crianças que chamou a atenção das outras que estavam na sua mesa, no refeitório, de que era preciso guardar a embalagem de iogurte para construir a maraca.

Na terça-feira, a proposta educativa foi a construção de maracas e todas as crianças envolveram-se no processo de forma muito participativa. Logo que terminaram a construção da sua maraca quiseram explorar que som produzia. Contudo, a decoração das maracas demorou mais tempo do que o previsto, fazendo com que a exploração da música, utilizando as maracas, só se realizasse na quarta-feira de manhã.

No que se refere ao desenvolvimento e aprendizagem das crianças a partir desta proposta educativa, as crianças quando questionadas sobre qual a cor que queriam para a sua maraca, a maioria das crianças reconheceu as cores (azul, verde, vermelho e rosa) e todas foram capazes de tomar uma decisão: de entre as quatro cores escolher a cor para a sua maraca. Quando sugeri que escolhessem o que queriam colocar dentro da maraca (arroz, feijão ou massa), algumas crianças identificaram os alimentos, escolheram e colocaram dentro da embalagem de iogurte sem dificuldade.

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Para quarta-feira a proposta educativa era a exploração dos ritmos, utilizando um paraquedas e bolas de pequenas dimensões. A introdução do paraquedas gerou grande interesse no grupo. As crianças estavam muito interessadas em se deitar para cima do material e decidi não explorar de forma muito específica os ritmos. Optei por introduzir as bolas e desafiei-os a não deixá-las cair ao chão. Uma vez que a exploração da música tinha sido muito significativa para o grupo, decidi alterar o que havia planificado e coloquei a música que havíamos estado a explorar ao longo da semana.

Quanto às mudanças a realizar na planificação, para esta semana em que fui a mestranda atuante senti necessidade de proceder a uma alteração da planificação, uma vez que vinha sentindo ao longo da Prática de Ensino Supervisionado que estava a centrar a minha atenção apenas para o momento da proposta educativa. Como referi em reunião de reflexão sobre a Prática Supervisionada em contexto de creche, uma das minhas grandes dificuldades era sentir que a minha ação educativa se resumia ao momento da proposta educativa e que todos os outros momentos do dia, como por exemplo, o acolhimento e as conversas com as crianças, brincar com as crianças na área da garagem, o arrumar os materiais, o momento da higiene e alimentação não estavam a ser contemplados e valorizados. Assim, como forma de começar a descentralizar a minha atenção da proposta educativa, elaborei uma planificação onde todos os momentos do dia estivessem ligados entre si, deixando assim de estar destacado o momento da proposta educativa. Contudo, sinto que preciso ir mais além, necessito de, nas futuras planificações, começar a especificar a minha intencionalidade educativa para os restantes momentos do dia. É esse o grande desafio que me coloco a mim mesma para as futuras planificações: definir a minha intencionalidade educativa para os momentos de rotinas.

Referências Bibliográficas:

Dias, I. (2009). Promoção de competências em educação. Leiria: Instituto de Investigação, Desenvolvimento e Estudos Avançados.

Gomes, F. & Matos, L. (2008). Orquestra do Pautas II. Portugal: Edições Convite à Música. Sousa, A. (2003). Educação pela arte e artes na educação – Drama e Dança (Vol. 2). Lisboa:

Horizontes Pedagógicos.

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