1 "The accounting gap" i sykehus
2.3 Konsekvenser for utforming av styringssystemet i sykehus
As substâncias húmicas (SH) têm sido objeto de estudos devido à sua relação com as propriedades físico-químicas dos solos e, interação com metais e compostos orgânicos (MARTINS et al., 2009). Nos ambientes tropicais, a maior parte da MOS é formada pelas SH, produto da transformação biológica dos resíduos orgânicos (PARTELLI et al., 2009). A utilização de sistemas de manejo que promovam diferentes aportes de resíduos vegetais e/ou orgânicos, pode ser identificada por meio das SH da MOS, de modo que o fracionamento químico da MOS pode ser utilizado como ferramenta para avaliar a qualidade do solo (LOSS et al., 2010).
Os grupamentos reativos da MOS, são, principalmente, os carboxílicos e fenólicos, os quais estão, em grande parte, nas SH, e são responsáveis por até 90% da CTC das camadas superficiais dos solos intemperizados. Esses grupamentos participam de importantes reações nos solos, influenciando a fertilidade pela liberação de nutrientes, pela complexação de metais, pelo poder tampão (SILVA; MENDONÇA, 2007), pela melhoria das condições físicas e biológicas (SANTOS; CAMARGO, 1999) e pela produção de substâncias fisiologicamente ativas (GUMINSKI, 1968) que favorecem o crescimento vegetal (VAUGHAN; MALCOLM, 1985). O incremento da absorção de nutrientes proporcionado pela presença de SH em solução do solo pode ocorrer por um hipotético aumento da permeabilidade da membrana plasmática por meio da ação surfactante das SH e a ativação da H+-ATPase (VARANINI et al., 1993).
O procedimento clássico de extração das SH resulta em três frações principais: ácidos húmicos (AH), ácidos fúlvicos (AF) e huminas (HU) (BENITES et al.,
2003). Estas frações são definidas operacionalmente em relação às suas solubilidades em meio aquoso em função do pH da solução extratora (TOMBÁCZ; MELEG, 1990). Soluções alcalinas, normalmente NaOH 0,1 mol L-1, extraem os AH e os AF do solo deixando a HU ligada à fase mineral. A acidificação do extrato alcalino, de coloração preta, resulta na coagulação da fração dos AH (precipitado preto ou amarronzado), enquanto a fração dos AF permanece solúvel (solução amarela amarronzada) (BENITES et al., 2003).
As SH são compostas por estruturas aromáticas e cadeias alifáticas, de peso molecular variável e de composição química complexa, apresentando-se mais estáveis à degradação química e biológica que a fração leve da MOS (SCHNITZER, 1991). São constituídas de uma série de compostos de coloração escura, de elevado peso molecular (BENITES et al., 2003). A ocorrência de grupos com insuficiência de elétrons, como OH, NH e SH, faz com que os AH e AF se comportem como ácidos fracos, havendo assim predominância de cargas negativas (CANELLAS et al., 2008; STEVENSON, 1994). Essas cargas negativas nas superfícies dos colóides orgânicos conferem-lhes características de troca catiônica muito superiores àquelas geradas pela fração mineral de elevada CTC, como as argilas 2:1 e por isso afetam diretamente as propriedades químicas do solo (SPOSITO, 1989). Ademais, outras características individuais das frações húmicas podem ser destacadas:
- A fração ácido fúlvico (FAF) é a mais solúvel por apresentarem menor peso molecular (BENITES, et al., 2003). Apresenta mais grupos funcionais carboxílicos e fenólicos e é a mais reativa, responsável por mecanismos de transporte de cátions no solo (BENITES et al., 2003). No entanto, apresentam reduzida estabilidade química, o que pode ser característica desfavorável, pois podem facilitar a lixiviação de cátions e iluviação de argilas humificadas na forma de complexos orgânicos (CANELLAS, 1999). No início do processo de humificação, a FAF pode ser elevada, por ser a primeira a ser sintetizada (TOMATI et al., 2002). Além disso, se a matéria orgânica adicionada ao solo apresentar alta relação C/N ou teores mais elevados de lignina, a fração favorecida na estabilização da matéria orgânica humificada será a dos AF (FARIAS, et al., 2005).
- A fração ácido húmico (FAH) é insolúvel em meio ácido e solúvel em meio básico, por isso é insolúvel na acidez normalmente encontrada em solos tropicais. É responsável pela maior CTC de origem orgânica em camadas superficiais de solos (BENITES et al., 2003), sendo esta fração relacionada a solos férteis, com alto
conteúdo de bases trocáveis (CANELLAS et al., 2003), podendo ser utilizados como indicadores dos efeitos do manejo sobre a fração orgânica do solo (CANELLAS et al., 2004). Apresentam maior teor de C, menor de O e teor similar de H que os AF, além disso, a massa molecular relativa dos AH é maior do que a dos AF, tendendo a ter menos grupos carboxílicos (PICOLLO, 2002). Representam a fração intermediária entre a estabilização dos compostos pela interação com a matéria mineral (HU), e a ocorrência de ácidos orgânicos oxidados livres na solução do solo (AF livres ou associados). São, portanto, um marcador natural do processo de humificação, e refletem como tal, tanto a condição de gênese, como de manejo do solo (CANELLAS et al., 2003).
- A fração humina (FHU) apresenta maior permanência no solo devido à sua insolubilidade em meio alcalino e resistência à biodegradação ocasionada pela formação de complexos metálicos estáveis ou complexos argilo-húmicos. Representa boa parte do C humificado dos solos tropicais (BENITES et al., 2003), permanece ligada a matriz mineral do solo, e, por isso, é responsável pela agregação das partículas (STEVENSON, 1994). O fato de a fração HU representar maior percentagem de C orgânico pode ser justificado em razão das frações AH e AF apresentarem menor estabilidade, sofrerem processos de movimentação no perfil e polimerização ou mineralização, o que acarreta em redução de suas composições percentuais no solo (LEITE et al., 2003).
Mudanças na distribuição percentual das frações expressam a qualidade do húmus e a dinâmica do processo de humificação (CANELLAS et al., 2003). Em solos não manejados, como solos sob vegetação de mata nativa, as etapas do processo de humificação realizam-se plenamente, o que resulta na maior proporção de frações mais estáveis e de maior estabilidade estrutural (ARAÚJO et al., 2011). Já o baixo conteúdo de bases trocáveis nos solos intemperizados, diminui a intensidade dos processos de humificação, resultando em baixa formação de compostos húmicos (CANELLAS et al., 2000).
A relação AH/AF indica o grau de conversão do carbono orgânico insolúvel em frações solúveis (MARTINS et al., 2009). Esta relação, quanto mais próxima de 1,0, é indicativo da presença de características favoráveis ao húmus, demonstrando a melhor qualidade do solo, mesmo em condições favoráveis para rápida mineralização, possivelmente em razão da maior atividade biológica que promove a síntese de substâncias mais condensadas (CANELLAS et al., 2001). Valores mais baixos desta relação indicam
maior degradação das frações mais estáveis, ou a não formação das mesmas (FONTANA et al., 2006). Cunha et al. (2001) explicam que é difícil recomendar um valor absoluto de C em cada uma das frações humificadas como sendo o valor ideal. É preciso conhecer o ambiente original, a cultura instalada e as formas de manejo adotadas.
2.4 Disposição final do lodo de esgoto: condicionador de propriedades físicas,