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Konsekvenser for biologisk mangfold

A relação académico - universidade pode influenciar a forma como este age dentro do seio académico, bem como se sente motivado pelas suas políticas (Brennan et al., 2005). Neste sentido, estes autores traçaram quatro perfis de académicos que vão desde o Hero, académico altamente social que trabalha na produção de conhecimento da sua disciplina em

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conjunto com os seus colegas; passando pelo Maverick que trabalha com os colegas mas não procura a produção de conhecimento vanguardista da disciplina, preferindo antes o trabalho interdisciplinar, voltando-se mais para o ambiente externo do empreendedorismo universitário; enquanto o Broker, semelhante ao Maverick, encontra-se ligado de igual forma ao ambiente interno e externo da universidade; em último caso, o perfil de Prospector, actua de forma individual, não procurando o conhecimento vanguardista, mas sim adquirir e trocar conhecimentos.

Este perfis distintos são por vezes difíceis de gerir dentro da universidade, uma vez que cada um tem objectivos diferentes, mas que passam pela evolução da disciplina. O académico Maverick e Prospector são casos a observar, uma vez que são perfis que normalmente contribuem para o crescimento da disciplina, sendo muitas vezes reconhecidos em ambientes externos da universidade. O problema encontra-se na sua fraca ligação à universidade, trabalhando de forma individual ou com grupos que não tem conexão aos sistemas universitários, crescendo com base nos contactos externos à academia (Brennan et al., 2005). A relação que o académico estabelece com o exterior, bem como este dá uso aos resultados das suas pesquisas, pode variar entre um nível de envolvimento baixo e um de envolvimento elevado (Landry et al., 2002 citado por Martinelli et al., 2008, p.268). A “transmissão” é o nível de menor envolvimento, ocorrendo quando o académico envia os resultados da sua pesquisa para empresas privadas, agências do governo ou outros users, encontrando-se todos fora do âmbito académico. No nível seguinte, o académico convida para a “apresentação” dos seus resultados de pesquisa, grupos e organizações que poderão estar interessados em fazer uso directo deles. Denota-se neste nível uma proximidade física maior do que no nível anterior. O “esforço”, nível 3, está relacionado com um convite para participar num grupo de trabalho que está envolvido no empenho directo de aplicar o novo conhecimento resultante da pesquisa do próprio investigador. No passo seguinte, Landry et al. (2002) referem os serviços de consultoria que alguns académicos prestam a empresas privadas, agências do governo ou outras organizações associadas ao seu campo de pesquisa. Num nível de envolvimento maior, o “uso” dos resultados da pesquisa do investigador académico pode ser a origem ou o principal contributo na criação de novos bens e serviços. Cada vez mais próximo do campo comercial, o penúltimo nível, é o das “actividades de negócio”, onde o académico está envolvido nestas actividades fora dos laboratórios que estão relacionados com as suas actividades de pesquisa. Por fim, a “comercialização”, último nível,

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surge quando outras entidades comercializam os resultados de pesquisa do académico (Landry et al., 2002). Com base nesta catalogação, Martinelli et al. (2008) realizaram um estudo para avaliar quais os níveis de envolvimento mais comuns nas possíveis áreas de empreendedorismo. Humanidades, Ciências da Vida, Ciência e Tecnologia, Sociologia/ Cultura foram as áreas escolhidas, apontando os resultados para uma maior participação em actividades externas à universidade na área Ciências da Vida e na área de Sociologia/Cultura.

No que diz respeito à transferência de tecnologia, a área Ciências da Vida apresenta resultados mais elevados, seguindo-se a área da Ciência e Tecnologia. A biotecnologia e biomédica são sectores que se destacam nas ligações externas, realizadas através de pesquisas colaborativas, serviços de consultoria e investigação conduzida por estudantes. Contudo, o envolvimento académico - indústria normalmente não atinge níveis muito elevados, a “consultoria”, “apresentação” e “transmissão” são os tipos de troca de conhecimento mais usados. O debate em torno dos valores da comunidade científica e da sua ligação à indústria mostraram-se influentes na decisão de optar ou não optar por uma prática empreendedora mais envolvente com o ambiente externo à universidade (Thursby e Thursby, 2002; Laukkanem, 2003; Martinelli et al., 2008). Quando a criação de uma spin-off é o caminho escolhido, não há uma correlação directa com a saída do académico da universidade. Segundo Goldfarb e Henrekson (2003) o que acontece na maioria dos casos é o académico fazer parte do quadro da empresa, desempenhando funções de consultoria e tendo uma posição de pareceria, enquanto se mantém ligado à universidade.

A universidade como centro de ensino e pesquisa possui normas e culturas internas que por vezes devido ao seu enraizamento profundo acabam por ser entraves à ligação com a indústria e economia (Wright et al., 2004). Dentro do seio académico, o corpo docente divide- se neste tema. Por um lado, existem académicos que defendem uma nova visão para o empreendedorismo académico, com regras mais coerentes e direccionadas, garantindo financiamento e sustentabilidade das capacidades de pesquisa (Etzkowitz et al., 2000; Laukkanem, 2003). Por outro lado, há quem tenha uma grande resistência em relação ao empreendedorismo académico, fundamentando a sua opinião em questões éticas e de liberdade de pesquisa académica. Para esta ala, a direcção da pesquisa académica não deve ser pautada por princípios comerciais e leis de mercado, uma vez que a investigação científica tem um fim superior à obtenção de lucros. Estes académicos colocam em significado idêntico o empreendedorismo académico e o capitalismo académico. O receio de se implementar uma

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nova cultura que premie o sucesso empresarial, em vez do mérito científico, pode levar a um clima organizacional de competitividade excessiva (Laukkanem, 2003). No entanto, esta divisão tem vindo a diluir-se e a cooperação entre a universidade e a indústria no sentido de desenvolver pesquisas que vão de encontro com as necessidades da região tem vindo a superar a ideia negativa de que esta colaboração destrói a norma de ciência aberta.

Thursby e Thursby (2002) apontam três razões para os membros da universidade não se envolverem nas actividades de transferência tecnológica. Ausência de vontade em despender tempo aplicado à I&D com fins de negócio; receio em divulgar as invenções, devido a riscos associados ao atraso de publicações de patentes e uma opinião adversa à actividade comercial praticada pelo cientista académico são os pontos desfavoráveis encontrados pelos autores. Em contrapartida, Bercovitz e Feldmann (2006) argumentam que a garantia de fundos fixos para apoiar a sua investigação, recompensas financeiras, obtenção de reputação e prestígio e assim como o gosto por participar numa actividade económica são factores que podem incentivar à prática de transferência tecnológica. Por sua vez, Aguirre et al. (2006) defendem que a spin-off universitária pode criar uma sólida rede de transferência que (1) facilita o trabalho conjunto e a colaboração entre os investigadores assim como entre estes e as empresas externas, (2) garante que o conhecimento criado na área da educação está a ser transferido e aplicado em empresas externas e grupos de pesquisa, (3) maximiza a performance dos recursos da investigação universitária, (4) motiva os investigadores a responder a necessidades das empresas e da própria sociedade, (5) emprega estudantes numa prática profissional, (6) amplia e fortalece clusters, motivando os investigadores a trabalhar neste contexto, e (7) é suficiente poderoso e competente para potenciar a ligação a redes internacionais.