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Konkurranseintensitet blant etablerte aktører

In document Verdsettelse av Ekornes ASA (sider 44-47)

6. STRATEGISK ANALySE

6.2 Ekstem analyse

6.2.2 Bransjeanalyse

6.2.2.1 Konkurranseintensitet blant etablerte aktører

Esta pesquisa foi desenvolvida em duas etapas. Na primeira fase foram feitos estudos bibliográficos abrangentes visando conhecer o que o discurso científico afirma que constitui a vulnerabilidade e procurando entender a relação entre vulnerabilidade e outros temas, elencados por sua relevância para esta busca.

A segunda fase do trabalho consistiu em realizar um estudo empírico no município de Jacareí com o objetivo de compreender que significados estão sendo atribuídos ao termo “vulnerabilidade” e como ele está sendo usado, tanto na justificativa das políticas públicas e dos projetos sociais quanto na prática dos peritos que materializam as ações propostas. Devido ao caráter exploratório desse estudo, não houve a preocupação de se garantir que o grupo estudado seja representativo da população.

Inicialmente foi feito um contato com a Secretaria da Assistência Social de Jacareí, solicitando autorização para a entrada no campo, para a observação das atividades em instituições públicas e também para a coleta de depoimentos orais de peritos, selecionados posteriormente. Em paralelo a isso, foi realizado um mapeamento das organizações e projetos sociais que desenvolvem atividades voltadas para a adolescência, de iniciativas públicas, privadas ou resultante de parcerias entre ambas. A observação das organizações foi realizada com base em um roteiro previamente elaborado (anexo A).

Foi realizado um encontro com a Diretora da Proteção Social Básica, com as coordenadoras dos quatro CRAS do município e a Diretora da Proteção Social Especial e com a diretora do abrigo de adolescentes. Nesse encontro, foram explicados os objetivos do estudo e agendadas as visitas aos CRAS, ao CREAS e ao abrigo de adolescentes, visando a coleta do depoimento oral de um representante de cada local. As entrevistas foram orientadas por um roteiro previamente elaborado (Anexo B), cujas questões serviram de “gatilho”, focando no tema de interesse desta investigação: a compreensão e o uso do termo vulnerabilidade pelas políticas públicas e projetos sociais.

Apesar da existência deste roteiro, cada encontro entrevistador-entrevistado configurou-se uma situação singular e houve total liberdade do entrevistador na

estruturação e sequência das perguntas, e também foi dada ao entrevistado a liberdade para organizar seu depoimento e fazer complementações se ele desejasse.

O critério para seleção (inclusão) dos entrevistados – aqui referenciados como agentes sociais, técnicos, especialistas ou peritos – foi a sua participação em atividades junto à assistência social do município e a sua disponibilidade para participar da pesquisa. Foram entrevistados dezesseis agentes sociais, quinze deles atuam na Assistência Social e um atua no Centro de Atenção Integral ao Adolescente (CAIA) – um serviço vinculado à Secretaria da Saúde.

Na medida em que os depoimentos foram sendo coletados, identificou-se a existência de grupos constituídos por representantes do poder público e da sociedade civil, que se reúnem para debater questões sobre a infância e adolescência no município de Jacareí e propor ações voltadas para essa faixa etária - o Grupo de Trabalho da Juventude (GT) e o Conselho de Desenvolvimento Comunitário (CDC) – e eu pude acompanhar uma reunião de cada um desses grupos e registrar o conteúdo delas no diário de campo. Diálogos ocorridos durante essas observações ou durante atividades em grupo foram registrados, porém sem identificação dos sujeitos. Isso é apontado no decorrer das análises realizadas neste trabalho, por meio da informação “Sem registro do sujeito”.

Por último, foram realizados três grupos focais no CRAS Norte: um com os peritos da instituição e dois com os adolescentes que frequentam o Grupo de Cidadania e Protagonismo desenvolvido lá. Com os peritos, o objetivo foi compreender como se dá, neste CRAS, a materialização das intenções preconizadas nos projetos das políticas públicas para a adolescência. Com os adolescentes, objetivou-se conhecer a percepção que eles têm do território onde vivem.

O grupo focal “representa uma técnica de coleta de dados que, a partir da interação grupal, promove uma ampla problematização sobre um tema ou foco específico” (Backes et al., 2011, p, 438). O tema proposto para os técnicos foi o trabalho com os adolescentes no CRAS e a vulnerabilidade. Com os adolescentes, o primeiro encontro teve por objetivo favorecer o vínculo dos adolescentes com a pesquisadora e foi dada a eles a liberdade de escolher o tema. No segundo encontro, o tema proposto foi a vida deles no bairro, objetivando conhecer como é ser adolescente naquele território.

A máquina fotográfica, o gravador e filmadora foram utilizados para enriquecer o registro dos dados, com o consentimento dos sujeitos da pesquisa. Uma das entrevistadas não autorizou o uso do gravador, mas permitiu o registro do depoimento por escrito.

A análise dos dados resultantes das observações registradas no diário de campo e dos relatos orais foi realizada em função das referências teóricas e conceituais que embasam este projeto.

As entrevistas foram transcritas e foi realizada uma análise do seu conteúdo, visando o estabelecimento de categorias que permitiram organizar as informações contidas nas falas dos entrevistados, representando, por palavras ou expressões, categorias semânticas indicadoras da presença/ausência do tema vulnerabilidade.

As informações resultantes das observações foram organizadas e submetidas a um processo de análise visando à descrição e à interpretação dos dados coletados relacionados à vulnerabilidade, com foco na adolescência.

Na apresentação dos resultados o nome dos entrevistados não é citado, por questões éticas. Optou-se por usar a palavra Sujeito seguida de um número que o identifica. Em alguns casos – quando o discurso foi coletado em atividades realizadas em grupo – não houve registro do sujeito, como é o caso dos encontros com os adolescentes e das reuniões e grupos de trabalho.

Por último foi efetuado um confronto entre os aportes teóricos, os dados documentais e os dados empíricos visando compreender o que a política pública e os peritos estão dizendo que é a vulnerabilidade, o que estão propondo para lidar com ela e como essas propostas estão se materializando nas instituições públicas em Jacareí, tendo como foco o público adolescente.

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