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In document Innvandrarkyrkje og integrering (sider 131-141)

Para levantamento das metodologias voltadas ao ensino de pessoas com TEA nos baseamos em pesquisa realizada no âmbito da Campanha Nacional pelos Direitos e pela Assistência das Pessoas com Autismo, 2011 e 2012, realizada pela instituição AMA19, com apoio da ABRA20 e Secretaria de Direitos Humanos.

19 Associação de Amigos do Autista. 20 Associação Brasileira de Autismo.

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Com referência as respostas fornecidas por 106 instituições, dentre elas: AMAs, APAEs21, Associações diversas (Fundadas por familiares e/ou profissionais, que atendem diversas deficiências), Clínicas particulares, Escolas particulares (escolas particulares com educação especial ou escolas regulares com alunos inclusos) e Órgãos públicos (escolas públicas municipais ou estaduais, CAPS22 e CAPSI23, Centros de Atendimento ou Apoio vinculados a universidades públicas, Secretarias de governo e hospitais), foi possível, além de outras informações, determinar as metodologias adotadas por estas instituições.

O Quadro 1 traz informações, de acordo com as respostas fornecidas pelas instituições, sobre as metodologias e número de entidades que as adotam.

Quadro 1 - Metodologias e número de entidades que as adotam. METODOLOGIAS MAIS ADOTADAS E NÚMERO DE ENTIDADES QUE AS ADOTAM

Item Metodologia Número de entidades que a adotam

A TEACCH 53

B Combinação 50

C PECS 24

D ABA 24

E Integração/processamento/terapia sensorial 8

F Currículo Funcional Natural 9

G Fonoterapia 6

H Psicomotricidade 4

I Sem metodologia/programa individualizado 4

J Floortime 2

K Psicodinâmico 3

Fonte: Ho & Dias (2013, p. 49).

De acordo com Ho & Dias (2013), outras metodologias foram citadas: equoterapia, Montessori, construtivismo, atividades físicas, análise funcional do comportamento, shiatsuterapia, terapia cognitivo comportamental, SCERTS e, em muitas situações, a combinação de várias ou adaptações.

21 Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais. 22 Centro de Atenção Psicossocial.

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Com base no levantamento realizado temos que dentre os métodos mais adotados estão: TEACCH, PECS e ABA, também se destacam na pesquisa instituições que fazem a combinação de diferentes metodologias. A seguir apresentamos uma breve descrição dos métodos que apresentam maiores indicadores na pesquisa.

A origem do método TEACCH, (Treatment and Education of Autistic and

Communication related handicapped CHildren) – Tratamento e Educação para autistas e crianças com distúrbios correlatos da comunicação, remonta ao início da década de 60 quando foi organizado um grupo no Departamento de Psiquiatria da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill para atendimento a crianças com autismo, ou psicose infantil como era mais comum na época. Este grupo atuava a partir de uma visão psicanalítica, oferecendo liberdade total às crianças e terapia aos pais com o objetivo de modificar sua relação com os filhos, pois na época, acreditava-se que problemas nesta relação eram as causas do autismo.

Quando Dr. Eric Schopler24 (1927 – 2006) uniu-se ao grupo ocorrem alterações estruturais no método. Schopler acreditava na base neurológica do autismo, pois não encontrou nenhuma diferença substancial entre os pais de crianças autistas e os demais, portanto propôs uma abordagem diferente que consistia basicamente em uma proposta individualizada de ensino contando com os pais como co-terapeutas. Schopler também demonstrou que ambientes estruturados eram mais positivos na adaptação destas crianças.

O objetivo do TEACCH é apoiar pessoas com autismo em seu desenvolvimento para auxiliá-las a adquirir maior autonomia na vida adulta. A meta fundamental é o desenvolvimento da comunicação e da independência e o meio principal para isso é a educação. A avaliação é a ferramenta para a seleção de estratégias, que deverão ser estabelecidas individualmente.

O TEACCH, ao contrário de métodos comportamentais, não atua nos problemas de comportamento diretamente, mas pretende analisar e eliminar as suas causas. O método TEACCH tem como base os seguintes aspectos: ensino estruturado e individualizado, organização do ambiente físico e das rotinas diárias.

O ensino estruturado é o apoio para que o aluno autista consiga superar os déficits relacionados ao autismo e ser bem sucedido em sua experiência de aprendizado. Organizar fisicamente o ambiente de aprendizado da criança com autismo, de acordo com seu nível de compreensão, pode amenizar o efeito desses déficits e suas consequências no aprendizado. O objetivo principal é adaptar o ambiente para a pessoa com autismo compreendê-lo mais

24 Professor de psiquiatria e psicologia na Universidade da Carolina do Norte - Chapel Hill, onde atuou por mais

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facilmente, o que é feito por meio de quadros, painéis e agendas. Os materiais devem ser adequados e as atividades apresentadas de modo que o aluno consiga entender a proposta visualmente. Deve-se levar em conta que o aluno precisa aprender em pequenos passos e aumentar a sua tolerância ao tempo de trabalho.

O método ABA (Applied Behavior Analysis) – Análise aplicada ao comportamento é proveniente do campo científico do behaviorismo, tem por objetivo observar, analisar e explicar a associação entre o ambiente, o comportamento humano e a aprendizagem. O método ABA visa ensinar a criança ou jovem com autismo habilidades que ele ainda não possui, por meio de etapas. Cada habilidade é apresentada associando-a a uma instrução ou indicação. Dentro dos padrões da intervenção comportamental, a repetição é importante na abordagem ABA. A resposta adequada tem como consequência a ocorrência de algo recompensável. Por meio de reforço e repetição, inibe-se o comportamento incorreto, recompensando sempre de forma consistente as atitudes desejadas.

O método PECS (Picture Exchange Communication System) – Sistema de comunicação de intercâmbio de imagens é dirigido a casos de autismo onde se apresenta comprometimento na comunicação oral. O PECS busca estimular a comunicação pela percepção de que é possível conseguir algo necessário, utilizando figuras. Este sistema utiliza cartões com figuras que permitem uma representação da linguagem verbal quando esta está afetada.

Os métodos aqui descritos servem como pano de fundo para o trabalho com alunos com TEA, proporcionando um ambiente favorável a atender as especificidades do quadro do autismo e um melhor controle dos déficits associados ao espectro. O ensino de habilidades acadêmicas requer além da aplicação de tais métodos o uso de materiais e estratégias que forneçam o suporte necessário para que o processo de ensino e aprendizagem possa favorecer a construção significativa do conhecimento visado.

No tópico a seguir apresentamos os trabalhos que contemplam a revisão bibliográfica realizada onde destacamos os elementos relevantes para a construção de um ambiente favorável ao ensino e, consequentemente, à aprendizagem significativa de habilidades escolares por alunos com TEA apontados nessas pesquisas.

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