Os ScriptGP foram utilizados para compor os indicadores aqui apresentados (evolução anual, distribuição por áreas, por estados e instituições)31. A primeira etapa consistiu no processamento de uma lista de termos de busca32 que identificou 644 Grupos de Pesquisas com pelo menos um dos termos (os mesmos usados na expressão de busca da BCL). Em seguida identificou-se todos os pesquisadores constituintes dos 644 GP. Esse resultado permitiu que a lista de constituintes dos Grupos de Pesquisa fosse comparada com a lista dos 2.520 pesquisadores em nanotecnologia, assim optou-se em manter, para os tratamentos do DGP, apenas os pesquisadores que estavam presentes nas duas listas. Ou seja, aqueles que participam de um grupo de pesquisa ligado a nanotecnologia e tem pelo menos dois artigos publicados (idenficados pelo ScriptKeyword), resultando em 1.576 pesquisadores.
Estes foram considerados o “core”, ou o núcleo dos pesquisadores da área. A distribuição deles entre as grandes áreas da CAPES é apresentada na Quadro 11.
31 Outras formas de visualização e análises podem ser acessadas em: http://vlab4u.info/Nano-pivot/ 32
busca01,2,nanoparticle nanoparticles nanopartícula nanopartículas nanotechnology nanotechnologies busca02,2,nanotecnologia nanotecnologias nanostructured nanostructureds nanoestruturado
nanoestruturados
busca03,2,nano nanos nanocomposite nanocomposites nanocompósito nanocompósitos
busca04,2,nanotube nanotubes nanotubo nanotubos nanocatalysis catalysts nanocatálise nanocatalisadores busca05,2,nanomaterial nanomaterials nanomaterial nanomateriais nanocrystal nanocrystals nanocristal busca06,2,nanocristais nanocrystalline nanocrystallines nanocristalino nanocristalinos graphene graphenes busca07,2,grafeno grafenos nanowire nanowires nanofio nanofios nanoscience nanosciences nanociência busca08,2,nanociências nanofiber nanofibers nanofibra nanofibras nanocapsule nanocapsules nanocapsula busca09,2,nanocapsulas nanoparticulate nanoparticulates nanoparticulado nanoparticulados nanoemulsion busca10,2,nanoemulsions nanoemulsão nanoemulsões nanosphere nanospheres nanoesfera nanoesferas busca11,2,nanobiotechnology nanobiotechnologies nanobiotecnologia nanobiotecnologias nanopowder busca12,2,nanopowders nanopó nanopós fullerene fullerenes fulereno fulerenos nanoporous nanoporoso busca13,2,nanoporosos dendrimer dendrimers dendrímero dendrímeros nanoindentation nanoindentations busca14,2,nanoindentação nanoindentações nanoribbon nanoribbons nanofita nanofitas
busca15,2,nanoclay nanoclays nanoargila nanoargilas nanorod nanorods nanohaste nanohastes nanomedicine busca16,2,nanomedicines nanomedicina nanomedicinas nanocluster nanoclusters nanocacho nanocachos busca17,3,nanoestruturas de carbono busca18,3,poços quânticos busca19,3,quantum dot busca20,3,quantum dots busca21,3,ponto quântico busca22,3,pontos quânticos busca23,3,sol gel
Fonte: VLAB4U (2015)
Como se pode observar (Quadro 11) são 50 os pesquisadores em Ciências Agrárias, 119 em Ciências Biológicas, 127 em Ciências da Saúde, 882 em Ciências Exatas e da Terra, 5 em Ciências Humanas, 1 em Ciências Sociais Aplicadas e 392 em Engenharias. Em relação a linha do tempo, os anos que mais tiveram adesões, destes pesquisadores nestes GP, foram:
2010 com 97 pesquisadores; 2008 com 89 pesquisadores; 2006 com 82 pesquisadores; e 2013 com 81 pesquisadores.
Dentre as possibilidades de análises dos GP, a distribuição dos pesquisadores pelos estados é uma delas. De acordo com a Quadro 12, os cinco estados com maior representatividade são da região Sudeste e Sul do Brasil. Sendo: 486 pesquisadores em São Paulo, 206 em Minas Gerais, 184 no Rio Grande do Sul, 171 no Rio de Janeiro; e 92 no Paraná.
Fonte: VLAB4U (2015)
Os cinco primeiros estados somam juntos 1.139 pesquisadores, o que representa cerca de 73% do total, confirmando a informação apresentada no Gráfico 6 com os dados da BCL.
SP 486 MG 206 RS 184 RJ 171 PR 92 SC 60 PE 51 DF 46 BA 38 PB 31 RN 26 SE 25 CE 23 GO 22 MS 17 PI 16 PA 13 AL 11 AM 11 ES 11 MA 9 MT 7 AP 5 AC 2 RO 1 ñ identificados 12 Totais 1.576
A região Norte (Acre, Amapa, Amazonas, Pará, Rondonia, Roraima e Tocantins) tem 38 pesquisadores, cerca de 2,5% do total.
Os dados do DGP revelaram mais uma vez a desigualdade na distribuição dos pesquisadores da área, tal constatação pode se relacionar ao que Bourdieu (1975) tratou como luta política pela dominação científica, manifestada pelas relações de poder e pela distribuição desigual de um tipo específico de capital. Também se pode associar os dois pólos científicos da ciência, o dos dominantes, neste caso representado pela concentração e maior número de pesquisadores na região sul e sudeste, e os dominados nas demais regiões por estarem em menor número e menos concentrados, em regiões geograficamente maiores (BOURDIEU, 1975).
Para os estados de São Paulo e Minas Gerais, por serem os mais representativos em número de pesquisadores, apresenta-se as instituições nas quais estão vinculados, ver Quadro 13 e 14.
Em São Paulo, as instituições que mais congregam pesquisadores são a Universidade de São Paulo (USP) com 98, seguida pela Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho (UNESP) com 85, em terceiro lugar ficou a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) com 55.
Fonte: VLAB4U (2015)
Em Minas Gerais, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) é a que reúne o maior número de pesquisadores (89). Seguida pela Universidade Federal de Uberlândia com 24 pesquisadores e a Universidade Federal de Viçosa com 19 pesquisadores. Como apresentado na Figura 16, infográfico como o perfil do pesquisador em nanotecnologia, as universidades são as maiores empregadoras dessa área.
Fonte: VLAB4U (2015)
Seriam possíveis outras combinações entre os dados dos GP utilizando o Pivotable, pois além das possibilidades de compor a visualização (gráficos de barras, gráficos de linhas, tabelas com mapa de calor, gráfico de árvore, dentre outras), tem-se também as possibilidades de análises pelos conjuntos de dados, que são: IdGP, IdLattes, área do conhecimento, estado e instituição; nome do pesquisador, ano, cidade, subárea, sigla da instituição.
O Quadro 15 apresenta todos os conjuntos de dados permitidos, o nível de aprofundamento, uma vez que é possível identificar inclusive o nome e IdLattes do pesquisador. Ressalta-se que essa dimensão de integração da informação não é encontrada em outra fonte de informação. É possível visualizar os pesquisadores que formam o núcleo de uma área juntos, podendo traçar análises e comparações rapidamente, chegando no nível do ID Lattes e nome do pesquisador.
No DGP e na BCL encontra-se informações sobre o Grupo de Pesquisa e sobre o pesquisador, mas não se encontra a possibilidade de integrar em uma visualização as informações de dois grupos, por exemplo. Nos indicadores aqui apresentados, é possível integrar grupo de pesquisa de mais de 1.500 pesquisadores. Este nível de detalhamento e integração dos dados, não é encontrado em nenhuma outra fonte até o presente momento, o que reforça a vantagem e o ineditismo dos tratamentos apresentados neste trabalho.
Fonte: Vlab4u (2016)