Nas bibliotecas, universidades, nos diversos contextos organizacionais, a informação circula como um fenômeno, diversificado, complexo e penetrante, cujos problemas e questões direta ou indiretamente relacionadas a ela encontram-se em desenvolvimento. Nesse sentido, a sua experimentação, identificação e a sua eventual investigação estão intimamente relacionadas à Sociedade da Informação (ILHARCO, 2003).
A discussão em torno do objeto informação no contexto da Informação e Comunicação, ainda é abordada com apoio dos fundamentos alargados pela Filosofia da Ciência. De acordo com esta perspectiva, a informação “situa-se claramente entre a dimensão psicossomática do ser humano (onde se inscrevem o conhecimento, a inteligência, a memória, as emoções) e a comunicação social, ao mesmo tempo em que fica realçado o papel do código […]” (SILVA; RIBEIRO, 2002, p. 23).
São várias as definições de informação, e, como apresenta a Enciclopédia Einaudi, ela também pode apresentar diversas facetas, como por exemplo, são
reason, and the brain human VUL, Edward; HARRIS, Christine; WINKIELMAN, Piotr; PASHLER
Harold. Puzzlingly High Correlations in fMRI Studies of Emotion, Personality, and Social Cognition. Journal of the Association for Psycological Science. vol. 4, n. 3, 2009. TALLIS, Raymond. You won't find consciousness in the brain. New Scientist, n. 2.740, jan 2010. Disponível em: « http://www.newscientist.com/article/mg20527427.100-you-wont-find-consciousness-in-the-
brain.html?full=true» acesso em: 10-01-2010. TALLIS, Raymond. Neurotrash. New Humanist. Vol 24, n. 06, dez 2009. Disponível em: « http://newhumanist.org.uk/2172/neurotrash» acesso em 10-01- 2010» acesso em10-01-2010.
relacionados genericamente alguns tipos desse fenômeno,
A Informação apresenta-se-nos em estruturas, formas, modelos, figuras e configurações; em idéias, ideais e ídolos; em índices, imagens e ícones; no comércio e na mercadoria; em continuidade e descontinuidade; em sinais, signos, significantes e símbolos; em gestos, posições ou conteúdos; em frequências, entonações, ritmos e inflexões; em presenças e ausências; em palavras, em ações e silêncios; em visões e silogismos. É a organização da própria variedade (EINAUDI, 2000,p. 11)
Já no campo da Teoria da Informação, a Informação dispõe de propriedades qualificadoras presentes no código, mensagem, assunto, signo e significado. Quando decodificada, desperta uma representação mental do conhecimento trocado e permite uma interação entre as partes, chamada de Comunicação. As propriedades possuem em sua natureza informação sobre elas mesmas e são estudadas por áreas de conhecimento correlatas, como a Comunicação, Linguística e a própria Teoria da Informação (TI).
A Teoria da Informação abrange conceituações quantitativas, teoria que segundo Epstein (1988, p.24), "interessa-se exclusivamente pela estruturas dos códigos enquanto veículos que possibilitem a transmissão da variedade. A informação de um sinal ou uma mensagem, nos limites da TI, não é o seu significado". Essa teoria foi largamente criticada por estudiosos da área de informação porque extinguiu de suas investigações a relevância de conteúdos transmitidos nas mensagens. Por outro lado, o que interessa a TI é a sintaxe, aquela que estuda as relações dos signos entre si.
Na verdade, percebe-se uma valorização das técnicas e tecnologias para organização e representação da informação, em detrimento às teorias imbricadas à área para criação de bases científicas. Ainda em Macgary (1984), é possível identificar as diversas facetas do profissional trabalhador da Informação; o técnico envolvido nas atividades de produção e difusão de mensagens de informação e os utilizadores e cientistas da informação, empenhados nas áreas de investigação pura de armazenagem de informação e comportamento.
À caracterização do elemento informação, são associados o dado e o conhecimento. A informação pode ser se confundida com fato, notícia, matéria- prima do conhecimento e algo necessário no momento de uma decisão; já dado
significa "que é dado", massa coletiva de fatos não estruturados. A diferença desses dois elementos está na estrutura, já que os processos cognitivos do ser humano, através da transferência de informação, ocorrem na decodificação essencialmente com a comunicação. Ou seja, o meio, signos, símbolos e sinais são variáveis inerentes para transferência, representação e significação da informação. Os termos e conceitos são levados ao ambiente da quantificação de informação, contudo, há uma preocupação clara com a significação da informação para que ela torne-se conhecimento (MACGARY, 1984).
No campo da CI, deve ser considerado que uma estrutura lógica de informação desperta uma representação mental, sentido, algum tipo de significado, mesmo quando não decodificados seus conteúdos semânticos. Por exemplo, o sistema de conceitos de um sujeito conhecedor do assunto identifica esse assunto e sugere uma informação sobre o que se está observando. Contudo, sugerir informação é um conceito de consciência possível e depende da experiência de quem observa, por isso, esse tipo de análise apresenta-se como um método empírico para afirmar que é possível existir determinada informação. Através desse método empírico, de sugerir informação, a fenomenologia combate essa experiência pura sem colocá-la em causa, mas ela não pode ser descartada no momento em que existir grupos distintos. O certo é que, se a informação foi criada em contextos sociais, a experiência vai existir mesmo que não seja decodificada por certos grupos.
Na obra Pensamento Comunicacional, Miege (2002) retoma a teoria e as bases científicas para uma prática de qualidade da comunicação e informação. Esse autor contemporâneo percorre os caminhos fundadores do pensamento comunicacional e algumas das influências sofridas pelo pensamento com reflexões voltadas para os aspectos sociais da comunicação, colocado de forma sinonímia com a informação. O Pensamento comunicacional significa, em sua essência, representações e ideias trocadas no meio. A investigação convida a uma reflexão sobre a qualidade da comunicação científica e de massa, sofredora de mudanças significantes e radicais nos últimos 50 anos. A quantidade de informação transmitida continua a ser um tema muito discutido por estudiosos da área de comunicação e informação, pois o modelo cibernético, além de ter contribuído para uma rápida e melhor emissão de mensagens, foi largamente criticado por psicossociólogos por
não considerar a interacção com o receptor e o componente semântico das mensagens (MIEGE, 2002).
A primeira perspectiva situada na fenomenologia trata a teoria da Intencionalidade como um fundamento pertinente ao entendimento do objeto informação enquanto fenômeno, no entanto, também pode ser relacionada à comunicação através do conceito de Consciência. É nesse aspecto que a informação é explicada como fenômeno info-comunicacional.
O conceito de Consciência Possível, embora mais discutido no campo da filosofia, pode também ser referido na Sociologia e na Psicologia, embora esteja vinculado ao estudo de transmissão de mensagens, ressaltando sua importância no plano da comunicação. No plano da filosofia, Marx continua a ser o centro do desenvolvimento deste pensamento para o estudo da sociedade. Já no plano da psicologia, esse conceito de consciência possível é utilizado de forma mais empírica que metódica e, embora já existam estudos na área, ainda é bastante complexo definir com precisão um plano com as regras a serem aplicadas para o estudo desse conceito (GOLDMAN, 1970).
O termo Consciência Possível traduzido do alemão significa “consciência calculada” e pode ser utilizado tanto por um pesquisador, seja ele sociólogo, economista ou um cientista de informação sempre que qualquer um desses fizer referência a um grupo social. O exemplo a que se refere Goldman (1970, p.39) explica a diferença entre consciência possível e consciência real:
o conceito a que se refere Marx em sua célebre passagem sobre a sagrada família, ao explicar que não se trata de saber o que pensa este ou aquele proletário, ou mesmo todos os proletários juntos, e sim qual a consciência de classe do proletariado. É a grande distinção entre consciência real e consciência possível.
Portanto, em uma transmissão de informação não existe, segundo Goldman (1970), apenas um homem ou um emissor de informações e um mecanismo transmissor, mas em alguma parte existe um ser humano que as recebe. Mesmo que haja uma série de barreiras durante o caminho, seja longo ou curto, há sempre um ser que as recebe no final da cadeia. Nesse aspecto, a consciência não pode deixar passar qualquer coisa de qualquer modo. Essa consciência receptora é também opaca a toda uma série de informação que não passa, devido a sua própria
estrutura, ao passo que outras passam, mesmo que de maneira deformada. Então quem olha do exterior e procura analisar o que foi emitido percebe que só uma parte da emissão foi recebida e que, mesmo essa parte, assumiu no nível da recepção um significado bem diferente da que havia sido enviada (GOLDMAN, 1970)
Esse fato é extremamente importante porque, no campo da sociologia contemporânea, o conceito de consciência real foi ao longo dos anos mais desenvolvido que o de consciência possível (GOLDMAN, 1970). Ou seja, a Sociologia sempre se interessou mais pelo pensamento real, pondo à margem as circunstâncias que poderiam mudar aquele pensamento inicial. Nesse caso, pode ser considerado um estudo redutor já que não vislumbra o que viria, futuramente, a se tornar aquela consciência, ou seja, a consciência possível. Essa consciência possível seria o vislumbre das necessidades, de acordo com o contexto de quem emite essa consciência, esse desejo real. No entanto, o desafio não é saber o que pensa um grupo de pessoas a respeito de algum assunto ou tema específico, mas sim quais as mudanças suscetíveis de serem produzidas em suas consciências sem quem haja modificação na natureza essencial do grupo (GOLDMAN, 1970).
As informações recebidas ao longo do desenvolvimento do grupo transformam a consciência real desse grupo porque há uma evolução natural dos seus conhecimentos, portanto é inteiramente normal a mudança de necessidades à medida que a informação seja regularmente transmitida. É o caso que apresenta Goldman (1970) ao explicar que em 1917 os camponeses russos eram fiéis ao Czar e nem sequer vislumbravam a derrocada da monarquia russa, ao passo que, ao longo dos anos, a consciência real dos camponeses havia mudado, sensivelmente, quanto a essa questão.
Nesse ponto, essencialmente, percebe-se a necessidade de identificar as mudanças suscetíveis de serem produzidas, sem que a essência do grupo analisado seja diluída.
As informações transmitidas aos camponeses e por eles recebidas, relativas à estrutura social da Rússia, e as possibilidades de midificá- las foram, transformaram de fato, em alguns meses, a consciência daqueles camponeses [...]. Os revolucionários russos tinham sidos levados a mudar inteiramente sua posição socialista tradicional em um ponto particularmente importante, partindo da análise do conceito de possibilidade de transmissão da informação (GOLDMAN, 1970, p. 40).
Todas as ideias ou, pelo menos, todos os teóricos que tinham certa autoridade no movimento socialista apoiavam com unanimidade a oposição do socialismo à propriedade individual, em nome da exploração coletiva ou estatal. Foi quando surgiu Lênin, que mesmo na posição de político, fez um trabalho de sociólogo ou mesmo de teórico da informação, ao tentar fazer com que os camponeses compreendessem a terminologia socialista, ou pelo menos o essencial do movimento. Mesmo assim, de forma alguma os camponeses entenderiam as vantagens de uma exploração desse porte, por mais fiéis que fossem ao Czar. Era possível transmitir-lhes uma série de informações capazes de modificar sua consciência, mas a informação que era impossível fazê-los assimilar seria a de que mais valia o trabalho em cooperativa, que possuir pessoalmente a terra. Apesar da indignação de inúmeros socialistas, Lênin, formulou, inesperadamente, uma nova palavra de ordem: a terra aos camponeses (GOLDMAN, 1970).
Algumas das mudanças de pensamento e interesses podem ocorrer devido ao tipo de manipulação na transmissão ou disponibilização de informação, como também a modificação de tipos de informação. Então, para intervenção nos conteúdos é importante definir regras, standards, testes lógicos que sejam capazes de auxiliar e orientar a organização e estruturação da informação. Nesse caso, a informação poderá ser encontrada, e quando não encontrada, deverá ser possível identificar as falhas que impediu a sua localização, as falhas que impedem a findability.
Para estudo do problema de transmissão de informação, Goldman propõe quatro etapas, embora empíricas, que se propõem a analisar a informação, das quais apenas duas são relacionadas com o objetivo desse trabalho, a seguir:
Se um conteúdo for transmitido para um sujeito que não conheça aquele assunto, será preciso fornecer informações complementares para que haja uma compreensão da mensagem. Esse tipo de manipulação apresenta menos interesse para o psicólogo ou sociólogo. Por outro lado, nem sempre a deficiência de informação é o principal fator para os mal-entendidos, há outros fatores que se desencadeiam na dificuldade de transmissão de informação (GOLDMAN,1970, p. 41).
Há informações cuja transmissão é incompatível com as características fundamentais de certos sujeitos ou grupos sociais. Nesse caso, as informações ultrapassam o máximo de consciência possível de grupo. Por isso, um sociólogo [ou analista de informação] deve verificar sempre, ao estudar as necessidades de um grupo específico, os níveis intelectuais em que se situam, os conceitos de espaço geográfico, tempo, história, causalidade que estrutura sua consciência e as informações situadas além desse limite que não podem ser recebidas sem que haja uma transformação social (GOLDMAN,1970).
Esses dois conceitos são fundamentais para estudo das possibilidades de comunicação em uma estrutura social. No entanto, Goldman (1970) ressalta ainda que o ser humano deva fazer um esforço global de adaptação em um meio ambiente.
Nessas condições, é preciso saber que qualquer tentativa de isolar um determinado tipo de informação desse processo global de equilíbrio, no qual foi desenvolvida para adaptação, pode representar um processo útil para a compreensão e para a pesquisa, desde que seja provisório e venha a ser ulteriormente corrigido pela inserção do objeto ao seu lugar de origem, nos principais conjuntos pertinentes de que faz parte.
À medida que existe um grupo ou um sujeito com e dificuldades de acesso para encontrar a informação, é preciso enquadrar o objeto de tal maneira que se possa estudá-lo em sua estrutura, conteúdo e contexto no qual faça parte originalmente. E, à medida que um sujeito receptor introduza novos significados, observa-se o nascimento de uma nova estrutura de informação.
O conceito de consciência possível é abordado por Goldman (1970) como um dos instrumentos conceituais mais importantes para o estudo da vida social, mas, sobretudo, esse conceito se destaca mais na transmissão de mensagens. Um cientista de informação, assim como um sociólogo, não deve perguntar-se sobre o que o membro de um grupo social pensa a respeito do significado de algo, como uma geladeira e seu conforto, e sim qual o campo de consciência dentro do qual este membro ou grupo pode, sem modificar a estrutura, variar sua maneira de pensar sobre os problemas, e, em suma, quais são os limites que sua consciência da realidade não pode ultrapassar sem uma profunda mudança social.
Portanto, o conceito de consciência possível no campo da comunicação e informação pode auxiliar a compreender um dos problemas mais abordados na sociedade contemporânea, o de acesso à informação e conteúdo relevante para o utilizador. O estudo da consciência, como um elemento metodológico, pode então orientar a estruturação de informação, baseando-se no estudo de contexto de grupos sociais específicos. Para isso devem ser levados em causa questionamentos sobre o campo de interesse, seu conhecimento nato ou sua consciência real (background), ou seja, seu conhecimento dentro de sua estrutura social e contexto no qual faz parte, sem modificar sua estrutura, ou tirando-lhes do seu habitat natural. E ainda, identificar a variação da maneira de pensar, ou consciência possível, tipo de direcionalidade que os sujeitos desenvolvem sobre os assuntos apresentados, mas sempre de acordo com seus contextos.
A esse conceito, contextualizado na CI, pode ser associada a propriedade da informação Pregnância, que Silva e Ribeiro (2002, p.42) definem como uma “enunciação (máxima ou mínima) do sentido activo, ou seja, da acção fundadora e modeladora da informação.” Em consonância à caracterização da informação, Silva e Ribeiro (2002, p.42) propõem, além da pregnância, mais cinco propriedades para contextualização do objeto, quais sejam:
estruturação pela acção (humana e social) - o acto individual e/ou colectivo funda e modela estruturalmente a informação;
integração dinâmica - o acto informacional está implicado ou resulta tanto das condições e circunstância internas, como das externas do sujeito da acção;
quantificação - a codificação linguística, numérica ou gráfica é valorável ou mensurável quantitativamente;
reprodutividade - a informação é reprodutível sem limites, possibilitando a subsequente retenção/memorização; e
transmissibilidade - a (re) produção informacional é potencialmente transmissível ou comunicável.
A partir das associações conceituais, e com base nas interdisciplinas, é possível identificar alguns dos fundamentos que contextualizam as propriedades apresentadas por Silva e Ribeiro (2002). Nessa perspectiva é possível notar que existe um encadeamento das propriedades, por exemplo, a pregnância potencializa a reprodutividade, e, naturalmente, a memorização, assim como também a transmissibilidade evidencia a reprodutividade.
parte da formação do conhecimento e comunicação e que varia de acordo com o sujeito que a decodifica, ou seja, varia de acordo com a direcionalidade e com a consciência real e possível desse sujeito ou grupos sociais. A informação pode ainda ser caracterizada como um fenômeno humano e social suscetível de ser reconhecido cientificamente, contudo, é preciso fortalecer que “ela não se reduz a um fato, uma notícia, ou a qualquer dado do conhecimento, mas abarca impressões, emoções, sentimentos, desde que, obviamente (de) codificados humana e socialmente” (SILVA; RIBEIRO, 2002, p. 43).
É preciso ressaltar que, nessa definição, são identificados alguns dos fundamentos, já apresentados, de base fenomênica através do conceito de Intencionalidade e ainda sua relação com o conceito de consciência real e possível.
A CI estuda as propriedades em um modelo de investigação que as reúne em um mesmo fenômeno, por isso é submetida às explicações Fenomênicas. A informação existe mesmo que não haja um entendimento comum sobre o assunto, mas porque foi criada por alguém, capaz de codificá-la ou decodificá-la. Portanto, quanto mais propriedades e maior a complexidade dada à informação, melhor a qualidade do conteúdo presente.
Também explorada por Mcgarry (1984), a informação é definida como a matéria-prima para o conhecimento que contém uma proximidade com dados. Esse autor afirma que o profissional da informação precisa estar apto ao processo sensorial de captura de informação para poder desempenhar bem o seu papel de organizador de informação (MCGARRY, 1984).
Nesse contexto, e no campo das implicações sobre os significados de informação, na Teoria da Informação, conclui-se que realmente não faz sentido tanta crítica por parte dos estudiosos de Informação sobre a emissão e quantitativo das mensagens, pois não era interesse nem objetivo dessa área investigar a qualidade de informação, mas sim a transmissão. Por outro lado, suas preocupações vão além do valor da informação, é nesse ponto que a CI se relaciona à Teoria da Informação. A decodificação é responsabilidade do receptor. Não é, essencialmente, objeto de estudo da CI medir o significado dessa informação, mas sim torná-la acessível, de acordo com o público alvo, e capaz de ser localizada (findability) através dos critérios de direcionamento, propriedades e fluxo da informação.
A CI atua no desenvolvimento de métodos referentes ao relacionamento de informações, variadas e de contextos diversos, desde que, independentemente do assunto, ela seja capaz de proporcionar acessibilidade a um tipo de informação dotado de integridade semântica para que o utilizador faça sua escolha. O modelo de ferramenta semântica, proposto nessa investigação, utiliza-se de conceitos de uma ciência que vislumbra a acessibilidade com informações integras para que seja possível relacionar-se à informação tácita do utilizador e, através dela, ganhar complexidade.
Se a informação possui propriedades ligadas ao fenômeno, ela detém características universais que emergem da raiz fenomênica, possuidora de propriedades intangíveis, porém mensuradas, com uma idade ou período histórico. E a comunicação, sendo o método pelo qual caracteriza o processo de emissão e recepção, está diretamente ligada ao conteúdo das mensagens, a sua elaboração e difusão.
Então, a conclusão apresentada em torno da definição da informação atua mais como uma abordagem somatória àquela que Silva e Ribeiro (2002, p.37) estruturaram, segundo a qual a informação é um
conjunto estruturado de representações mentais codificadas (símbolos significantes) socialmente contextualizadas e passíveis de serem registadas num qualquer suporte material (papel, filme,banda magnética, disco compacto, etc.) e, portanto comunicadas de forma assíncrona e multidirecionada.
Observe que ao conjunto estruturado de representações mentais acrescem- se dinâmicas, que variam de acordo com os receptores das mensagens. A dinâmica da informação é definida como característica que se apresenta à mente, e ao serem diluídas despertam um significado individual.