4. Metode
6.0 Konklusjon
A mastite é a inflamação da glândula mamária que ocorre como resposta, na maioria das vezes, a uma inflamação causada por um microrganismo. Caracteriza- se por uma inflamação geralmente de caráter infeccioso, podendo ser classificada como clínica ou subclínica. A mastite clínica apresenta sinais evidentes, tais como: edema, aumento de temperatura, endurecimento, dor na glândula mamária, grumos, pus ou qualquer alteração das características do leite (FONSECA; SANTOS, 2000). Na forma subclínica não se observam alterações macroscópicas e sim na composição do leite; portanto, não apresenta sinais visíveis de inflamação do úbere (CULLOR; TYLER; SMITH, 1994).
A mastite é considerada uma das doenças mais importantes que acometem os rebanhos de caprinos leiteiros. Atribui-se a ela perdas na produção e, consequentemente, prejuízos econômicos ao produtor e à indústria (FONSECA; SANTOS, 2000). As perdas econômicas originadas pelas mastites são extremamente elevadas nos rebanhos de pequenos ruminantes leiteiros. A diminuição da produção de leite devido a mastites clínicas e subclínicas, a diminuição da qualidade do leite, as repercussões sobre os animais adultos e lactantes e, ainda, a saúde do consumidor, são aspectos relacionados a estas perdas econômicas que justificam a grande necessidade em se estudar e desenvolver estratégias de controle para a doença.
A mastite caprina, assim como a bovina, gera graves prejuízos econômicos devido ao descarte do leite, custos com medicamentos e assistência veterinária, aumento da mão-de-obra, redução da qualidade e quantidade do leite e seus subprodutos (DULIN et al., 1983; BARROS; LEITÃO, 1992) além de ser importante problema de saúde pública (GUSS, 1975).
O “California Mastitis Test” (CMT) é um método indireto, sendo a prova de eleição para diagnóstico das mastites subclínicas pela sua fácil execução, por ser
Revisão de Literatura econômico e por dar uma idéia muito aproximada da situação do rebanho. É método amplamente difundido como auxiliar no diagnóstico da mastite subclínica em bovinos, desenvolvido por Schalm e Noorlander em 1957. Esse método mede indiretamente a concentração de leucócitos no leite. O teste baseia-se em diferentes graus de viscosidade de acordo com a maior ou menor quantidade de células somáticas, reação esta ocasionada pela presença de um detergente. Em caprinos as reações negativas e de três cruzes (3+) são facilmente interpretadas, mas nas reações intermediárias existem algumas discrepâncias, que podem dificultar a interpretação dos resultados. Devido ao maior número de células somáticas no leite dos animais da espécie caprina, devem-se considerar como negativos os três primeiros níveis: negativo (-); duvidoso (+/-) e fracamente positivos (+) (SMITH; ROGUINSKY, 1977; CONTRERAS et al., 1996). Somente valores acima destes, ou seja, positivo (2+) e fortemente positivo (3+) é que devem ser considerados como infecção instalada.
Segundo Silva et al. (2001), o CMT poderá ser utilizado como teste de triagem da saúde da glândula mamária caprina, no entanto, para evitar resultados falso- positivos e devido à fisiologia da glândula mamária desta espécie, o teste deve ser associado ao exame microbiológico do leite. A análise microbiológica constitui um método direto cujo objetivo é a identificação do agente etiológico mediante cultivo e isolamento. Esta técnica é considerada como padrão para o diagnóstico da enfermidade em pequenos ruminantes (CONTRERAS et al., 2007).
A incidência anual de mastite clínica em pequenos ruminantes é geralmente menor que 5%, mas essa pode aumentar esporadicamente (CONTRERAS et al., 2007). A prevalência de mastite subclínica em caprinos e ovinos é estimada entre 5- 30%, mas há informações limitadas sobre a incidência de infecções intramamárias (IMI) na literatura, para pequenos ruminantes (BERGONIER; BERTHELOT, 2003; CONTRERAS et al., 2003).
Alguns patógenos podem causar mastite, mas o Staphylococcus spp é
isolado com maior frequência sendo os de maior causa de infecções intramamária em caprinos e ovinos. Outros patógenos como Streptococcus spp,
Enterobacteriaceae, Pseudomonas aureginosa, Mannheimia haemollytica, Corynebacterium e fungos podem causar IMI em pequenos ruminantes, mas em
Revisão de Literatura 2.8.4 Mastite causada por Mycobacterim bovis
A mastite causada pelo M. bovis pode apresentar-se de três formas: mastite
miliar, infiltrativa lobular (ou tuberculose mamária crônica) e mastite caseosa. A forma miliar é menos frequente devido à generalização ocorrer quase sempre na idade jovem do animal, quando a mama está pouco desenvolvida. A forma infiltrativa lobular é a mais importante, devido a 80 a 90% da tuberculose mamária ser deste tipo (SANTOS, 1979).
A mastite miliar localiza-se nas zonas mais profundas da glândula mamária que caseificam e calcificam-se precocemente associando-se aos linfonodos supramamários. A crônica apresenta nódulos grosseiros na parede e na superfície da glândula mamária são consistentes e tem superfície de corte cinza-avermelhado. A mastite caseosa caracteriza-se por atingir grande extensão da mama, determinando hipertrofia e endurecimento acentuado do quarto atingido (ACHA; SZYFRES, 1984).
No início o leite não apresenta anomalidades macroscópicas, mas com o avanço da doença, aparecem flóculos muito finos que se depositam quando o leite está em repouso, deixando-o com aspecto claro de coloração âmbar. Em estágios mais avançados o leite pode se apresentar apenas como um líquido de coloração âmbar, com aspecto quase aquoso, grumoso ou às vezes cremoso. As infecções do úbere são observadas em 1% dos casos (CORRÊA; CORRÊA, 1992; RADOSTITS et al., 2002). Aproximadamente 1% das vacas tuberculosas eliminam o bacilo de forma intermitente no leite (GRANGE; YATES, 1994). Devido o leite ser uma importante fonte de contagio as espécies suscetíveis, sendo um grande problema a saúde pública devido à transmissibilidade deste agente ao homem, apesar de ser minimizado pela pasteurização do leite (ACHA; SZYFRES, 1984; O'REILLY; DARBORN, 1995).
Revisão de Literatura 2.9 DIAGNÓSTICO
Para realização do diagnóstico da tuberculose bovina in vivo pode-se recorrer
aos métodos clínicos, alérgicos e sorológicos; após a morte, pelos exames anatomopatológicos, histológico, bacteriológicos, incluindo sondas de DNA e técnicas de PCR (HAAGSMA, 1995; ROXO, 1996b).