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Konklusjon og ledelsesmessige implikasjoner for UiS

Em 1966, Wells e Gubar apresentam um modelo de nove estágios consecutivos que os indivíduos percorrerão durante sua vida (ver esquema 3). Esses estágios estão divididos de acordo com os seguintes critérios:

Idade do chefe do domicílio

até 44 anos; e

acima de 44 anos

Idade do filho mais novo

até 6 anos; e

acima de 6 anos

Estado civil do chefe do domicílio

Vínculo empregatício do chefe do domicílio

Para testar a utilidade do modelo proposto, os autores fazem uma comparação direta entre estágio no ciclo de vida e faixa etária do chefe do domicílio em relação a renda média, posse de casa própria, percentual gastos com viagens, percentual de despesas e média de gastos em itens duráveis.

Os resultados (ver tabela 1) comprovam as observações feitas por Lansing e Morgan em 1955: analisando apenas a faixa etária, percebe-se um crescimento da renda média nos domicílios até a idade de pouco mais de 50 anos, renda média de $7.120, seguida de um declínio gradual.

Já as informações sobre ciclo de vida demonstram outra tendência, o crescimento na renda média não é contínuo, pois há uma queda suave na renda quando a esposa larga o trabalho para cuidar dos filhos - a renda média cai de $7.070 para $6.720 - e outra queda brusca com a aposentadoria.

Outra conclusão possível apenas com a quebra por estágio no ciclo de vida é que quando o chefe do domicílio tem mais de 45 anos, está casado e ainda trabalha, o percentual de posse de casa própria é muito alto, mesmo quando os filhos já saíram de casa.

Por outro lado, quando chefe do domicílio tem mais de 45 anos, trabalha, mas mora sozinho, a posse de casa própria é baixa, ainda que a renda não tenha diminuído tanto.

Wells e Gubar (1966) concluem que quando as pessoas envelhecem, a presença de uma companhia é mais relevante para determinar a posse de domicílio próprio do que a presença de crianças ou a perda de renda decorrente da aposentadoria.

Outra constatação interessante é que na quebra por idade o maior percentual com gastos em viagens ocorre na faixa de 45 a 54 anos, que é também a de maior renda média. Entretanto, na mesma análise, mas com a quebra pelo estágio no ciclo de vida da família, o maior percentual com viagens ocorre no estágio “casais sem filhos”, principalmente os com menos de 45 anos.

Além da base de dados de Michigan, outra fonte de dados utilizada pelos autores para testar a sensibilidade do ciclo de vida como variável preditora de consumo foi a base do “Expenditure Patterns of the American Family” de 1965, que traz dados adicionais, pois cobre os gastos em produtos duráveis e não duráveis, assim como em serviços.

Solteiro

Jovem, vivendo fora da casa dos pais

Ninho Cheio II

Casais jovens com filho mais novo acima dos 6 anos

Recém-casados

Casais jovens e sem filhos

Ninho Cheio III

Casais com chefe da casa acima dos 45 anos e com filhos dependentes

Ninho Vazio I

Casais com chefe da casa acima dos 45 anos, trabalhando, sem filhos morando com eles

Ninho Vazio II

Casais com chefe da casa acima dos 45 anos, aposentado, sem filhos morando com eles

Ninho Cheio I

Casais jovens com filho mais novo abaixo dos 6 anos

Solitário I

Ainda trabalhando

Solitário II

Aposentado

Esquema 3 – O modelo de ciclo de vida familiar de Wells e Gubar

Fonte: adaptado de WELLS e GUBAR, 1966, p.355 Nota: tradução nossa

própria alugada outros Idade abaixo de 25 $ 3300 15% 60% 25% 58% $ 900 35% 25-34 6100 47 45 8 69 980 43 35-44 6820 71 26 3 64 980 41 45-54 7120 72 24 4 59 1070 46 55-64 4720 63 30 7 42 930 37 acima de 65 2510 72 25 3 26 870 25

Ciclo de Vida Familiar abaixo de 45 anos

solteiro, sem filhos 3850 17 38 45 44 880 24

casado, sem filhos 7070 39 55 6 77 1346 49

casado, filhos mais novo abaixo de 6 anos 6720 57 39 4 76 874 30

casado, filhos mais novo acima de 6 anos 7500 75 23 2 67 946 36

acima de 45 anos

casado com filhos 7430 71 25 4 56 1042 31

casado sem filhos

ainda trabalhando 7300 77 20 3 46 968 41

aposentado 2710 75 24 1 46 968 21

sozinho, sem filhos

ainda trabalhando 4410 46 38 16 26 930 28

aposentado 1850 61 32 7 26 930 15

Fonte: adaptado de WELLS e GUBAR, 1966, p. 359. Base de dados da Michigan Survey of Consumer Finances Nota: tradução nossa; 1 custo acima de $100

gasto médio em itens duráveis

% de gastos com viagens1 Tabela 1 - Comparação das variáveis Idade e Ciclo de Vida Familiar

Status Casa Renda

média

% de gastos em itens duráveis

A conclusão é que para metade dos produtos e serviços não foram encontradas diferenças significativas utilizando idade ou estágio no ciclo de vida como indicador de consumo. Entretanto, para os 231 itens em que as diferenças foram significativas, quase 77% indicaram o estágio no ciclo de vida familiar como variável com melhor poder de explicação de consumo (WELLS; GUBAR, 1966).

Dentre os produtos e serviços para os quais a idade tem melhor poder discriminatório, destacam-se aqueles com relação direta com o envelhecimento, tais como despesas com remédios, enfermeiras residenciais e serviços correlatos.

Já as categorias para as quais a variável ciclo de vida representa melhor o consumo, temos: refrigeradores, máquinas de lavar, secadoras de roupas, aspiradores, detergentes, sabonetes, jogos, bicicletas, brinquedos, e alguns alimentos, tais como: margarina, cereais, leite, batata, sorvete, geléias, macarrão entre outros. (WELLS; GUBAR, 1966).

Ainda no próprio artigo, Wells e Gubar (1966) reconhecem algumas limitações já decorrentes de mudanças nas estruturas familiares ainda não previstas no modelo, tais como: famílias chefiadas por viúvos com filhos pequenos, casais jovens com pais dependentes no mesmo domicílio e pessoas idosas que moram sozinhas.

De acordo com Schaninger e Danko (1993), nesse modelo 27,9% de todos os domicílios norte-americanos não são classificados. Isso porque além das famílias que foram excluídas e previstas pelos autores, outros tipos de famílias, tais como famílias monoparentais, casais sem filhos, solteiros acima de 44 anos, viúvos com menos de 44 anos não eram representados no modelo proposto por Wells e Gubar (1966).

O modelo de Wells e Gubar é considerado por diversos autores (GILLY; ENIS, 1982; MURPHY; STAPLES, 1979) um marco dentre os modelos tradicionais de ciclo de vida familiar, mas foi criticado por outros autores (DERRICK e LEHDFELD, 1980; WAGNER; HANNA, 1983) por considerar apenas um fluxo tradicional e sucessivo de todas as

famílias: casamento, nascimento dos filhos, independência dos filhos e morte dos cônjuges.