O nosso estudo mostra que tanto no grupo I, pacientes mais grave e em uso de ciclofosfamida e metilpredinisolona, quanto no grupo II, a leptina estava aumentada, independente do valor do IMC, o que indica que o aumento de leptina independente da quantidade de tecido adiposo. Do ponto de vista de atividade inflamatória, o grupo I e II eram equivalentes, não apresentando diferença significativa entre a PCR-ultra e a leptina. O grupo I fazia uso de tratamento imunossupressor (1 a 12 meses, em media 7,2 meses) o que pode explicar esse resultado.
O aumento de leptina nos pacientes com LES foi descrito anteriormente em três estudos. Um estudo seccional demonstrou correlação entre a leptinemia, o SLEDAI e o
ajuste para o IMC, os níveis de leptina persistiram elevados em relação aos controles (Garcia Gonzáles et al., 2002). Um outro estudo demonstrou maior leptinemia nos pacientes lúpicos em relação aos controles e sugeriu envolvimento da leptina na progressão da lesão renal (La Cava et al, 2000).
Por outro lado, outros autores demostraram que, em indivíduos hígidos, o nível de leptina apresenta correlação positiva com o nível de PCR ultra sensível, de forma independente de diversos fatores confundidores (Shamsuzzaman et al. 2004),. Esse grupo sugere que um dos mecanimos de ação da leptina seria pelo aumento da PCR ultra sensível. Um estudo demostrou correlação entre PCR ultra sensível e citocinas pró- inflamatórias (Il-6, IL-8 e MCP-1) (Asanuma et al. 2006). Aparentemente no paciente lúpico outros fatores influenciam nessa relação, tais como o uso de medicações (ciclofosfamida, corticosteróide e cloroquina).
Nesse estudo observamos que os níveis de leptina foram significativamente mais elevados nos pacientes lúpicos submetidos à quimioterapia, apesar dos IMC nos três grupos terem sido comparáveis. Na amostra estudada não constatamos correlação entre o índice de SLEDAI e os níveis de leptina nos grupos de pacientes submetidos ou não a quimioterapia. Tal fato pode ser justificado pelo efeito do tratamento rigoroso os quais esses pacientes foram submetidos. Na nossa amostragem não houve correlação entre o SLEDAI e a concentração de leptina sérica.
Alguns autores demonstraram maiores níveis de leptina em paciente lúpicos em relação aos controles, em associação com o IMC, além da associação entre atividade da doença e leptinemia, entretanto, não houve significado estatístico utilizando o valor do SLEDAI. (Garcia-Gonzalez et al., 2002). Outros autores sugeriram o papel da leptina na patogênese do lupus, associando a leptinemia sérica com a evolução da doença renal (Briley & Szczech., et al., 2006; Mirsra et al., 2004 ).
Constatamos que os níveis de colesterol total, LDL e triglicerídeos foram mais elevados no grupo I, assim como os níveis de leptina, porém sem correlação estatísticamente significativa. Todavia, nos pacientes sem quimioterapia, constatamos correlação estatisticamente significativa entre leptina e colesterol total. Observamos ainda os menores níveis de LDL nesses pacientes, comparado com os demais grupos.
O estudo WOSCOPS (Wallace et al., 2001) foi o primeiro estudo prospectivo em indivíduos hígidos que demonstrou que a leptina é um fator de risco independente para doença cardiovascular, sugerindo, pela análise multivariada, que esse parâmetro confere risco relativo para doença aterosclerótica semelhante aos fatores de risco clássicos. Contudo esse dado ainda não foi confirmado nos pacientes com LES.
O papel da Leptina na aterogênese talvez seja relacionado ao fato de tratar-se de um hormônio que age em receptores da classe dos JAK–TIROSINA – KINASE, pertencente também às citocinas. A interação entre a leptina e citocinas é desconhecida nos processos inflamatórios em paciente lúpicos. (Garcia Gonzáles et al, 2002)
Alguns autores sugerem que a leptina participe da cascata de ativação das citocinas no processo inflamatório (Palmer & Gabay.,2003), todavia a sua importância no desenvolvimento de vasculopatia no lúpus, permanece ainda obscuro. Um outro estudo sugeriu que o tratamento de um modelo animal com leptina, reduzir o grau de inflamação articular em ratos com artrite reumatóide (Palmer et al., 2003).
Existem evidências em estudos de modelos in vitro e de animais de que a Leptina possui efeito proinflamatório, protrombótico e próaterosclerótico (Matarese et al.,2005; Konstantinides et al., 2001;Bodary et al., 2002; Schafer et al., 2004). Estudos seccionais, correlacionam positivamente a leptina com os marcadores inflamatórios (Shamsuzzaman et al.,2004) e está correlacionada independentemente com a calcificação das coronarias (Reilly et al., 2004). Essa associação próinflamatória da leptina foi confirmada em estudos
essa evidência ainda é mais escassa. Asanuma et al.(2006), mostraram haver correlação entre as citocinas próinflamatórias e calcificação coronariana. No entanto, ainda não existem estudos prospectivos para confirmar esse achado.
O nosso estudo sugere que a elevação dos níveis de Leptina em pacientes lúpicos ocorre de forma independente do IMC. Os pacientes pertencentes ao grupo com doença ativa e grave (grupo I) apresentaram maior leptinemia. Esse achado sugere que o processo inflamatório que ocorre no LES pode contribuir para a doença cardiovascular.
Nosso estudo sugere que a inclusão das dosagens de leptina e PCR ultra sensível na avaliação clínica de pacientes lúpicos poderá aumentar o valor preditivo de detecção precoce de Doença Arterial Coronariana. Desse modo, os indivíduos com risco para desenvolverem aterosclerose precoce poderão ser identificados. A inclusão desses dois exames na rotina de acompanhamento de pacientes lúpicos deve ser validada em estudos prospectivos.
CONCLUSÃO
1- Na avaliação da presença dos fatores de risco aterotrombóticos tradicionais nos pacientes com LES, verificamos que os pacientes lúpicos mais graves submetidos a quimioterapia apresentam níveis significativamente mais elevados de colesterol, triglicérides e LDL colesterol em relação aos pacientes sem quimioterapia e ao grupo controle. Esses pacientes apresentavam lesão renal e faziam uso de doses elevadas de corticóides, demonstrando que o Lúpus Eritematoso Sistêmico é uma doença crônica onde o processo inflamatório e auto imune provavelmente contribuem para acelerar o processo arterosclerótico observado nestes pacientes.
2- Em nosso estudo observamos que os níveis de Leptina foram significativamente mais elevados nos pacientes lúpicos submetidos a quimioterapia, apesar dos IMC nos três grupos terem sido comparáveis. Na amostra estudada não constatamos correlação entre o índice de SLEDAI e os níveis de leptina nos grupos de pacientes submetidos ou não a quimioterapia. Tal fato pode ser justificado pelo efeito do tratamento rigoroso os quais esses pacientes foram submetidos. Na nossa população não houve correlação entre o SLEDAI e a leptina sérica.
3- Nosso estudo demonstrou que o grupo de pacientes lúpicos apresentou maiores níveis de PCR comparados com a população controle. Dentre os lupicos o grupo em uso de ciclofosfamida apresentou níveis de PCR mais elevados.
4- Não observamos diferenças dos níveis de homocisteína entre os dois grupos de pacientes estudados e em relação ao grupo controle.
5- Na avaliação de fatores de risco trombogênicos, tais como níveis de Proteína C, Proteína S e Antitrombina III, Anti cardiolipina, os níveis plasmáticos apresentaram-se predominantemente normais nos dois grupos de pacientes lúpicos, sendo que os
pacientes do grupo I apresentaram valores alterados (proteína C, 16%, proteína S 28%, anticardiolipina IgM 6,9%, anticardiolipina IgG 11,6%, antitrombina 9,3 %).
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