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Ídolos, Como o “mundo verdadeiro” acabou por se tornar fábula: “O mundo verdadeiro – inatingível? De

qualquer modo não atingido. E, enquanto não atingido, também desconhecido. Conseqüentemente tampouco consolador, redentor, obrigatório: Ao que é que algo de desconhecido poderia nos obrigar?...”

100. A Gaia Ciência, 125.

101. Vontade de Potência. Coleção “Os Pensadores – Nietzsche”, pág. 432. 102. Genealogia da Moral, Terceira dissertação, 25.

103. O que é hoje, por exemplo, a história? Apenas uma “objetividade” que serve para subjugar o passado, conforme a 2º Consideração Intempestiva, 6, pág. 51: “Aqueles historiadores ingênuos chamam ‘objetividade’ à mensuração de opiniões e feitos passados a partir das opiniões mais disparatadas do momento; aqui eles encontram o cânone de todas as verdades; seu trabalho é adequar o passado à trivialidade contemporânea.”

104. Vontade de Potência. Coleção “Os Pensadores – Nietzsche”, pág. 431.

105. SCHOPENHAUER, Arthur. O Mundo Como Vontade e Representação, livro IV, pág. 430.

Contraponto.

106. Idem, pág. 430.

107. Assim Falou Zaratustra, Livro I: O prólogo de Zaratustra, 5.

108. O budismo, para Nietzsche, “é cem vezes mais realista do que o cristianismo” (O Anticristo, 20),

outras doutrinas religiosas, por exemplo, fazem do budismo uma espécie de “higiene” (Ecce Homo, Por que sou tão sábio, 6).

109. Vontade de Potência. Coleção “Os Pensadores – Nietzsche”, pág. 435: “O sucumbir se apresenta

como um se-fazer-sucumbir, como uma instintiva seleção daquilo que destrói necessariamente. Sintomas dessa autodestruição dos enjeitados: a autovivissecção, o envenenamento, embriaguez, romantismo [...] a

vontade de destruição como vontade de um instinto ainda mais profundo, o instinto de autodestruição, a

vontade de cair no nada.

110. Idem, pág. 433. Nietzsche diz isso no contexto do terceiro estado psicológico do niilismo. A posição

extrema inversa desse niilismo refere-se à descrença nos valores divinos e humanos, mas ainda de modo

passivo. Utilizei este fragmento póstumo para entendermos que podemos pensar numa outra posição

extrema inversa ativa, que é a do niilismo ativo, ou seja, um niilismo radical. Podemos dizer também que a “emoção psicológica” do niilista passivo (o “nada” eterno), difere-se radicalmente da “emoção psicológica” experimentada pelo niilista ativo.

111. Idem, pág. 435. 112. Idem, pág. 445.

113. Assim Falou Zaratustra, Livro I: Das três metamorfoses.

114. Idem, O prólogo de Zaratustra, 5. Mas isso não quer dizer que, necessariamente, ocorrerá esta reversão (embora ela ocorra no discurso das “Três Metamorfoses”). Daí o alerta de Zaratustra: “Ai de nós! Aproxima-se o tempo em que o homem não dará mais à luz nenhuma estrela.” (O prólogo de Zaratustra, 5). Portanto, a superação do homem apenas se dará pelo niilismo ativo. O problema que levantamos aqui é a importância do homem em alcançar este estado de suprema negação.

115. Crepúsculo dos Ídolos, A “razão” na filosofia, 6.

116. Assim Falou Zaratustra, Livro I: Das três metamorfoses. Outro trecho sobre a importância do Não

do leão: “Conquistar o direito de criar novos valores – essa é a mais terrível conquista para o espírito de suportação e de respeito. Constitui para ele, na verdade, um ato de rapina e tarefa de animal rapinante”.

117. Idem, Livro I: Das três metamorfoses.

118. Vontade de Potência. Coleção “Os Pensadores – Nietzsche”, pág. 433. 119. Ecce Homo. Sobre Assim Falou Zaratustra, 1.

120. Fragmentos Póstumos (1881). Coleção “Os Pensadores – Nietzsche”, pág. 442: “Guardemo-nos de

ensinar um tal ensinamento como um súbita religião! Ele tem de embeber lentamente, gerações inteiras têm de edificar nele e nele tornar-se fecundas –, para que ele se torne uma grande árvore, que dê sombra a toda a humanidade que virá! O que são alguns milênios, nos quais o cristianismo se conservou! Para o mais poderoso dos pensamentos é preciso muitos milênios –, por muito, muito tempo ele tem de ser pequeno e impotente.”

121. A Gaia Ciência, 341.

122. Vontade de Potência. Coleção “Os Pensadores – Nietzsche”, pág. 435. 123. Idem, pág. 436.

124. KLOSSOWSKI, Pierre. Nietzsche e o Círculo Vicioso. O círculo vicioso como doutrina seletiva. pág. 148.

126. Vontade de Potência. Coleção “Os Pensadores – Nietzsche”, pág. 434.

127. Ecce Homo, Prólogo.

128. Vontade de Potência. Coleção “Os Pensadores – Nietzsche”, pág. 434.

129. Idem, pág. 447: “O velho hábito, porém, de pensar alvos em todo acontecer e um deus criador e

dirigente no mundo é tão poderoso que o próprio pensador tem dificuldade para não pensar a ausência de alvo no mundo, mais uma vez como intenção”.

130. A Filosofia na Idade Trágica dos Gregos, IV: “Primeiro [Anaximandro], pergunta a si mesmo: ‘Se

há, em geral uma unidade eterna, como é que a multiplicidade é possível?’ E recebe a resposta do caráter contraditório desta multiplicidade que a si se devora e se nega. A existência desta multiplicidade torna-se para ele um fenômeno moral; não se justifica, mas expia-se incessantemente pelo declínio. Mas então ocorre-lhe a questão: ‘Porque é que tudo o que entrou no devir não pereceu já há muito, uma vez que já se passou uma eternidade de tempo? De onde provém a torrente sempre renovada do devir?’ Ele só sabe livrar-se desta questão mediante novas hipóteses místicas: o devir eterno só pode ter a sua origem no ser eterno, as condições que levam o ser a cair num devir em injustiça são sempre as mesmas, a constelação das coisas é feita de maneira a não se poder prever termo algum para esta agressão do ser individual do seio do ‘indefinido’. Anaximandro ficou por aqui: quer dizer, ficou nas sombras profundas que cobriam como fantasmas gigantescos o cume de uma tal contemplação do mundo.”

131. Vontade de Potência. Coleção “Os Pensadores – Nietzsche”, pág. 447. 132. Idem, pág. 450.

133. A Filosofia na Idade Trágica dos Gregos, V. Sobre Heráclito, diz Nietzsche: “[...] já não distingue

um mundo físico e um mundo metafísico, um domínio de qualidades definidas e um domínio da indeterminação indefinível. Após este primeiro passo, também já não pôde coibir-se de uma maior audácia da negação: negou o ser em geral [...] Heráclito exclamou mais alto do que Anaximandro: ‘Só vejo o devir. Não vos deixeis enganar! É à vossa vista curta e não à essência das coisas que deve o fato de julgardes encontrar terra firme no mar do devir e da evanescência.Usais os nomes das coisas como se tivessem uma duração fixa; mas até o próprio rio, no qual entrais pela segunda vez, já não é o mesmo que era da primeira vez’.”

134. DELEUZE, Gilles. Crítica e Clínica. O Mistério de Ariadne Segundo Nietzsche. Editora 34.

135. Ditirambos Dionisíacos, extraído do livro Nietzsche, de Gilles Deleuze, pág. 79.

136. Assim Falou Zaratustra, Nas ilhas bem-aventuradas: “Tudo aquilo que em mim sente, sofre de estar

numa prisão; mas a minha vontade chega sempre como libertadora e portadora de alegria.”

137. Fragmentos Póstumos (1881). Coleção “Os Pensadores – Nietzsche”, pág. 442.

138. Idem, pág. 447.

139. Crepúsculo dos Ídolos, Sentenças e setas, 8: “O que não me mata torna-me mais forte.” 140. A Gaia Ciência, 276.

141. Genealogia da Moral, Primeira dissertação, 10: “Um homem tal sacode de si, com um movimento,

muitos vermes que em outros se enterrariam.”

142. Assim Falou Zaratustra, Da virtude amesquinhadora, 3.

143. Vontade de Potência. Coleção “Os Pensadores – Nietzsche”, pág. 444 e 445.

145. Idem, Sobre “Humano, demasiado humano”, 4.

146. Humano, Demasiado Humano, 289.

147. Genealogia da Moral, Segunda dissertação, 12. 148. A Gaia Ciência, 283.

Valter A. Rodrigues Luiz Fuganti Valéria Bernardes Ferreira

Amigos da Escola Nômade e do L’arco Baleno Com afeto,