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A próxima pergunta tinha o intuito de compreender melhor a perspectiva dos gestores escolares diante do novo Programa de Ensino Médio Inovador.

O gestor A relatou que, “Com certeza, aprovo acho interessantíssimo tanto é que nós corremos para fazer esse cadastro no ano passado e não só corremos para fazer como nós somos umas das únicas da nossa regional que tivemos verba esse

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ano baseado nesse cadastro que nós fizemos, nós estamos fazendo uma série de coisas para a escola, nós vamos agora colocar cortinas em todas as salas de aula para que possa usar o data-show na sala de aula, já que nossas salas são muito claras, não tem como usar isso durante o dia. Nós estamos comprando uma impressora grande para colocar aqui agora secretaria para os professores poderem ter um material para fazer provas.”

O gestor B afirmou que, “Olha a filosofia dele é muito boa, porque o aluno vai permanecer mais horas aqui na escola, mas por outro lado, já atrapalha um pouco os alunos do sexto horário, que esse sexto horário, eles acham que não produz mais nada, porque meio dia e pouco, eles já não estão aguentado mais, estão com fome, querem ir embora, não suporta mais.”

Analisando as falas dos gestores escolares este Programa Inovador está contribuindo para a melhoria do ensino e também com equipamentos para ajudar o professor explanar sua aula, entretanto acredito que a compra de equipamentos e a colocação de cortinas não seja um inovador. Já o gestor B tece algumas críticas, por conta da extensão da carga horária dos alunos, ou seja, estes alunos estão tendo uma sexta aula e isso está gerando certo desconforto entre os alunos.

Conforme o MEC (2009), o objetivo principal deste programa era diminuir a evasão e a repetência, fazendo com que o aluno permaneça por mais tempo na escola e assim melhorar a qualidade de ensino, as condições de funcionamento da escola e também a formação e a capacitação dos professores. Portanto podemos notar a partir das falas dos gestores que esses objetivos do Programa de Ensino Médio Inovador não estão sendo atendido.

Neste sentido, o MEC (2009), assim como os gestores escolares tem a consciência, de que não é uma proposta fácil e é um grande desafio para as escolas públicas a construção desse projeto, que visa práticas pedagógicas que formem indivíduos reflexivos, intelectuais e que estejam preparados para exigir um espaço digno na sociedade e no mercado de trabalho.

E para finalizar a próxima pergunta tem como objetivo, entender como que os alunos têm recebido este novo currículo de Ensino Médio, em relação à carga horária que foi estendida.

O gestor A afirmou que, “Então esse currículo tá meio complicado, porque o estado de Minas Gerais, ele fez um pouco diferenciado do governo federal, ele fez esse tal áreas de empregabilidade, ele inseriu uma sexta aula, no turno da manhã ,

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só que não preparou para fazer isso, então nós temos muitos alunos de fazenda por exemplo, que não estão tendo essa sexta aula, então tá complicado, porque alunos de fazenda, nós temos mais de 150 alunos, e eles precisam do transporte, ai eles não tem a sexta aula, então nós estamos num jogo de cintura para resolver isso ai.”

Já o gestor B relatou que, “Com repúdio, não gostaram, não agradou aos olhos deles, Esse programa não teve uma definição clara pra gente, pros professores, e os professores que pegaram essas áreas de empregabilidade, eles dão aula como se fosse uma aula normal mesmo e esse não é o objetivo, é preciso uma aula diferenciada. Ai os alunos acharam que viriam professores técnicos para isso, da área deles, mas não, pegou os próprios professores.”

Os professores também deram suas opiniões diante deste novo Programa de Ensino Médio Inovador.

O Professor 1 afirmou que, “Então eu acho que o ponto negativo, é que não houve uma estruturação pedagógica do curso no início, no sentido de ter professores formados para ministrar as aulas, muitos professores que assumiram as aulas não tinham uma formação especifica para trabalhar com turismo, com o meio ambiente e assumiram, e não tiveram nenhuma qualificação inicial, então também ficou faltando isso, faltando professores qualificados ne, na área ou ficou faltando também de certa forma uma formação inicial para esses professores que de outras disciplinas.”

O Professor 2 relatou que, “no início eu percebo que não está bom,

isso ainda vai precisar ser corrigido, precisava ter os profissionais na área técnica mesmo e não um professor que está começando junto com os alunos, então fica uma maquiagem como se aquilo realmente fosse uma política inovadora.”

O Professor 4 afirmou que, “Eu acho que ele é um programa que na teoria é bom, mas ele está atropelando um pouco as coisas, ele não vem num momento bom, acho que a gente precisa primeiro arrumar o básico ensinar um português, uma matemática, história, geografia a matéria correta de maneira efetiva, pra depois a gente tentar um programa que busque obviamente para o mercado profissional do aluno, então no momento sou contra esse reinventado o ensino médio, acho que a gente tem outras prioridades dentro da educação.”

Analisando essas falas é possível perceber que de modo geral os gestores escolares, estão apresentando dificuldades na organização do programa, por conta da extensão da carga horária, onde muitos alunos da zona rural precisam ir embora, por

93 conta do transporte público e os alunos do noturno fazem trabalhos extraclasses, ou seja, eles não possuem uma sexta aula conforme o programa propõe.

Segundo o gestor B, a falta de profissionais qualificados na área de atuação foi o ponto principal que afetou o Programa de Ensino Médio Inovador, porque os alunos esperavam aulas diferenciadas e com profissionais qualificados, no entanto são os mesmos professores que estão lecionando essas disciplinas, sendo que não houve nenhum curso preparatório ofertado pelo Estado, logo as aulas não são diferenciadas como o Programa propõe.

Quanto aos professores percebe-se em suas falas que estão desmotivados diante deste Programa de Ensino Médio Inovador, pois este propõe inovações, uma nova metodologia de ensino, mais atrativo, mais condizente com a realidade do aluno, entretanto, na prática os profissionais da educação estão perdidos, sem um material didático e principalmente sem uma preparação inicial para lecionar aulas da área da empregabilidade que lhes foram designadas.

De modo geral, os professores entrevistados, pensam que este Programa de Ensino Médio Inovador, não irá atender os objetivos que o programa propõe, pois a sua estruturação pedagógica ainda precisa de ajustes, como cursos preparatórios, orientação educacional e principalmente profissionais habilitados para lecionar as aulas específicas.