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Konklusjon direkte eiendomsavkastning

11.2 Direkte eiendomsavkastning

11.2.4 Konklusjon direkte eiendomsavkastning

O gráfico da Figura 21, apresenta o comportamento da potência em relação aos níveis dos fatores estabelecidos no lixamento.

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Figura 21- Comportamento da potência consumida em relação aos níveis dos fatores

A Tabela 8 disponibiliza a análise estatística dos fatores em relação ao parâmetro potência.

Tabela 8-Análise de variância (ANOVA) para as razões S/N da potência consumida

FATORES GL SQ SQM Valor F Pr(>F) A-Granulometria (mesh) 3 0,61 0,20 2,96 0,398 B-Grão abrasivo 1 0,19 0,19 2,80 0,343 C-Sentido de lixamento 1 0,09 0,09 1,38 0,449 D-Espécie de madeira 1 0,25 0,25 3,61 0,308 Erro residual 1 0,07 0,07 total 7 1,2

Legenda: Soma dos quadrados dos efeitos (SQ), número de graus de liberdade (GL), soma média quadrática (SMQ), estatística F (razão entre SMQ e a SMQ erro) e o resultado de p-valor

Os valores Pr(>F) da Tabela 8 foram dispostos na forma de porcentagem no gráfico da Figura 22, para quantificar a influência percentual significativa dos fatores nos dados da potência.

Figura 22-Percentual significativo da influência dos fatores na potência.

As análises do efeito de cada fator no comportamento da potência serão baseadas nos resultados das Figuras 21 e 22, as quais que estão descritas a seguir:

A- Granulometria

A Figura 22 revela que 60% dos dados da granulometria foram significativos no comportamento da potência, a qual tendeu a aumentar com a diminuição do tamanho do grão abrasivo, sendo tal tendência interrompida, com a lixa de 220 mesh quando houve a diminuição da potência como mostrado graficamente na Figura 21.

Isto ocorreu porque conforme a granulometria aumenta têm-se maior quantidade de grãos na lixa. Estabelecendo-se assim, maior superfície de apoio dos abrasivos na superfície da madeira no momento da usinagem, gerando maior aplicação da força de corte, aumentando-se então, o consumo de energia para efetuar o lixamento. No entanto, quanto maior a granulometria, maior será a proximidade entre os grãos, dificultando a retirada do cavaco que devido ao pouco espaçamento, acumula-se entre os grãos ao invés de serem removidos, acarretando em sua sobrecarrega, situação denominada de empastamento. O empastamento da lixa impede a ação de corte do grão, o fazendo

0 20 40 60 80 100

A B C D

% DA INFLUÊNCIA SIGNIFICATIVA DOS FATORES NO PARÂMETRO (W) F AT O RE S DE L IXAM E NT O A B C D % 60 66 55 69

deslizar sobre a madeira sem efetivar a usinagem, diminuindo consecutivamente o consumo de energia. Sendo este comportamento visto graficamente com o uso da lixa de 220 mesh.

Assim, é possível estabelecer uma relação inversa entre potência e tamanho de grãos, pois maior potência é dissipada com lixas de menores grãos abrasivos, porém ao usá-las, tendem a empastar, removendo menor quantidade de material e diminuindo a potência.

B- Grão abrasivo

Por meio da Figura 22 verifica-se que 66% dos dados referentes ao grão abrasivo foram significativos no comportamento da potência, apresentando o grão de carbeto de silicio maior potência de lixamento que o óxido de alumínio, como visto graficamente na Figura 21.

O grão de carbeto de silicio devido ao seu formato pontiagudo, estabelece ao longo da usinagem uma menor área superficial de contato, quando comparado ao óxido de alumínio, cujo formato do grão arredondado estabelece maior área. Com isto, a pressão exercida entre o abrasivo carbeto de silicio em relação a superfície da madeira aumenta, visto que a pressão é obtida pela relação entre força e área. Logo, com a diminuição da área de contato, aumenta-se a pressão e a força, pois são grandezas inversamente proporcionais, elevando então, consecutivamente a potência no sistema de lixamento. Além do formato pontiagudo, o carbeto de silicio, apresenta maior friabilidade que o óxido de alumínio, sendo assim, forma-se mais arestas cortantes ao longo do lixamento, aplicando-se mais força de atrito para a remoção das fibras da superfície da madeira, contribuindo para aumentar o consumo de energia no processo.

Mas, mesmo os grãos apresentando características antagônicas, pois o carbeto de silicio é possuidor de formato pontiagudo e maior friabilidade, enquanto, o óxido de alumínio formato arredondado e maior tenacidade, estes não mostraram comportamento gráfico discrepantes, como visto na Figura 21. Isto porque, são cerâmicos, cuja fragilidade, característica deste material, os fazem desgastarem rapidamente no lixamento.

C- Sentido de lixamento

Nota-se na Figura 22 que 55% dos dados concernentes ao sentido de lixamento foram significativos para o comportamento da potência, sendo o perpendicular responsável por maior potência em relação ao paralelo, como pode-se observar na Figura 21.

O lixamento paralelo ocorre no sentido das fibras, cuja remoção é feita por fendilhamento, enquanto o perpendicular por cisalhamento, usinagem oposta ao sentido das fibras, necessitando, portanto, de uma maior aplicação da força de corte para retirá- las, aumentando a potência.

D- Espécies de madeira

Segundo a Figura 22 o fator, espécie de madeira influenciou 69% dos dados da potência. E conforme a Figura 21, o lixamento do Pinus elliottii fez-se com maior consumo de energia do que o Corymbia citriodora.

Isto ocorreu devido as características anatômicas da madeira, pois o Pinus elliottii por possuir canais resiníferos e fibras longas, dificulta o processo de remoção do material, necessitando de maior consumo de energia para realizá-lo.

Estas características anatômicas afetam na formação e saída do cavaco da superfície, porque a resina liberada durante o lixamento penetra entre os grãos, dificultando a sua ação de corte para formar cavaco; e as longas fibras por conta do comprimento tornam-se difíceis de serem removidas. Como consequência tem-se um material compactado na superfície da madeira, responsável por aumentar a zona de atrito, dissipando mais energia.

Ao passo que, o Corymbia citriodora possui vasos condutores e fibras curtas, facilitando assim a sua ruptura e retirada da superfície da madeira.

A presença de fibras longas e canais resiníferos afetam tanto a potência, quanto o desempenho da lixa, porque, sobrecarregam os grãos principalmente em granulometrias maiores, acarretando no empastamento comentado anteriormente.

A Tabela 9 apresenta o resumo do comportamento da potência em relação as análises feitas anteriormente a cada fator e seus níveis.

Tabela 9-Resumo do comportamento do aumento e diminuição da potência em relação

aos níveis dos fatores.

FATORES W CONDIÇÃO JUSTIFICATIVA

A

220mesh 120mesh 100mesh 80mesh

Maior mesh aumenta a superfície de apoio dos abrasivos na madeira gerando maior aplicação da força de corte, aumentando a potência. No entanto, a lixa tende a empastar com o aumento da granulometria, diminuindo a tendência do aumento da potência.

B SiC Grão pontiagudo e com maior friabilidade. Al2O3 Grão arredondado e com maior tenacidade

C

90° Lixamento realizado por cisalhamento 0° Lixamento realizado por fendilhamento

D P. elliottii Presença de canais resiníferos e fibras longas

C. citriodora Presença de vasos condutores e fibras curtas