Del 2: Boligboble i Norge?
8. Konklusjon
Os custos são definidos por Martins (2003) como todos os bens ou serviços consumidos para a produção de outros bens ou serviços. Deve-se classificar como custos: os materiais consumidos na produção, a mão-de-obra aplicada na indústria, a depreciação dos bens utilizados na produção, o consumo de energia elétrica e a manutenção dos bens da indústria.
Há uma tendência em confundir gasto, custo e despesa, em entendê-los como sinônimos. Desse modo, a nomenclatura e classificação dos custos da produção se apresentam como uma etapa de extrema importância para análise dos custos da produção. É a espinha dorsal para qualquer análise financeira de uma empresa, pois os custos são registrados e alocados conforme essas diretrizes. Desse modo, o primeiro passo para realizar qualquer análise financeira é determinar a nomenclatura e a classificação dos custos da produção.
3.1.1 Nomenclatura e classificação dos custos da produção
A classificação e nomenclatura dos custos têm como objetivo facilitar a análise dos custos. Assim, pode-se associar os custos às unidades produzidas. Têm-se, desse modo, algumas terminologias definidas por Martins (2003), são elas:
Gasto – Sacrifício financeiro com que a entidade arca para a obtenção de um produto ou serviço qualquer.
sendo normalmente medido como montante monetário que precisa ser pago para adquirir bens e serviços.
Despesa – Bem ou serviço consumido direta ou indiretamente, para obtenção de receitas.
Investimento – Gasto ativado em função de sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a futuros períodos.
Desembolso – Pagamento resultante da aquisição de bem ou serviço.
Perda – Bem ou serviço consumido de forma anormal ou involuntária.
Desperdício – É o consumo intencional que, por alguma razão, não foi direcionado à produção do bem ou serviço.
Bornia (2009) discorre outros conceitos fundamentais para o comportamento dos custos, os quais estão descritos na seqüência:
Custo de Fabricação – valor dos insumos usados na fabricação dos produtos da empresa.
Custo Gerencial – valor dos insumos utilizados na empresa.
Custo ideal – valor dos insumos usados eficientemente pela empresa.
Custos de fabricação – são a soma dos custos de matéria-prima (MP), mão-de-obra direta (MOD) e custos indiretos de fabricação (CIF).
Custo de Matéria-Prima – Relaciona-se com os materiais integrantes do produto acabado que podem ser relacionados a ele de forma conveniente. Alguns materiais pouco relevantes em termos de custos, como parafusos, pregos etc., podem ser considerados materiais de consumo.
Custo de Mão-de-obra – Custos (salários + encargos) do trabalho humano relacionado com à fabricação do produto. Trabalhadores em atividades de suporte, como supervisores, são denominados mão-
de-obra indireta.
Custos Indiretos de Fabricação – Todos os outros custos de produção, com exceção da matéria-prima e da mão-de-obra direta. Custo total – Custo para fabricar um conjunto de unidades do
produto.
Custo unitário – custo para fabricar uma unidade do produto.
Definida a nomenclatura dos custos, o Quadro 3 apresenta a classificação dos custos da produção. Conforme Ching (2006), esses podem ser categorizados de acordo com sua variabilidade, facilidade de atribuição aos produtos e utilidade para a tomada de decisões.
Critério Classificação Definição
Direto Podem ser apropriados diretamente aos produtos, pois há uma medida objetiva de seu consumo. Facilidade de
atribuição aos
produtos Indireto Não há relação direta com o produto, é preciso rastrear ou ratear aos produtos.
Fixo São aqueles cujos valores permanecem constantes dentro de determinada capacidade instalada; Variável São os custos que mantêm relação direta com o
volume de produção. Variabilidade
Semivariável São gastos que possuem parte de sua natureza fixa e parte variável.
Relevante São aqueles que se alteram dependendo da decisão tomada.
Tomada de decisão
Não-relevante São os que independem da decisão tomada. Quadro 3 - Classificação dos custos de produção
Fonte: Ching (2006).
O entendimento desses conceitos é fundamental para a gestão de custos de qualquer empresa, constituindo-se como a base da estrutura da análise dos custos da produção, sendo de fundamental importância quando da implantação de um sistema de custeio.
3.1.2 Sistemas de custeio
Os sistemas de custeio são utilizados de forma a adotar a metodologia capaz de acumular os custos por produtos. Kliemann Neto & Antunes Júnior
(1990) apud Knolseisen (2003), afirmam que o processo de custeio conforme mostra a Figura 2, é uma combinação conveniente de princípios e métodos de custeio e deve ser estabelecida de maneira a possibilitar a obtenção das informações necessárias na organização.
Figura 2 – Esquema de funcionamento de um Sistema de Custeio Fonte: Bornia (2009)
Bornia (2009) comenta que os princípios e métodos são essenciais no sistema de custeio, uma vez que o princípio norteia o tratamento das informações, enquanto o método operacionaliza o princípio. Dessa forma, define-se como princípio de custeio o tipo de informação com a qual trabalha- se para alocar os custos aos produtos, podendo ser os custos fixos, variáveis ou ambos. Classificam-se os princípios de custeio em:
Princípio de Custeio Variável – Este considera que apenas os custos classificados como variáveis são relacionados aos produtos e os custos fixos são considerados custos do período.
Princípio de Custeio por Absorção Total – Utiliza como informação tanto os custos fixos como os variáveis.
Princípio de Custeio por Absorção Ideal – Utiliza os custos fixos e variáveis, mas são desconsiderados os desperdícios ao relacionar os custos aos produtos.
Em síntese, pode-se dizer que a diferença básica entre os três tipos de princípios de custeio está no tratamento dado aos custos fixos. Da mesma forma, Martins (2003) admite que o custeio por absorção parcial tenha
Processo
Produtivo
insumos
(custos)
produtos
Quais
custos?
Como
distribuir?
Princípio
Método
condições de fornecer informações mais adequadas para uma análise de longo prazo, ao passo que o custeio direto ou variável é o princípio mais adequado em decisões de curto prazo, quando seus custos tornam-se extremamente relevantes. Neste sentido, Bornia (2009) explica que o custeio integral é usado para atender às exigências do controle físico quanto à avaliação de estoques. Na construção civil, a gestão de custos trabalha seguindo a lógica do principio de custeio variável, onde os custos diretos (matéria-prima, mão-de- obra e equipamentos) constituem a composição de custos dos serviços executados nos canteiros de obras.