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Os resultados relacionados com a primeira métrica (C), são apresentadas através da Ta- bela 5. Essa tabela traz o total número de requisições, o número de vezes que o conteúdo requisitado estava armazenado na cache da F-AP e o número de vezes que o conteúdo requisi- tado estava na cache do F-UE. Ela também traz a métrica de avaliação C, seguido de seu desvio padrão σ C. Essa métrica está também representada através do gráfico da Figura 19.

Tabela 5: Resultados relacionados ao acesso de arquivos em cache (C).

Cenário Requisições Cache Hit - F-AP Cache Hit F-UE C σ C

C1 158 543 0 0 0,000 0 0,000 00 C2 158 543 29 446 0 0,185 7 0,003 03 C3 158 543 15 111 0 0,095 3 0,001 19 C4 158 543 45 101 0 0,284 4 0,004 74 C5 158 543 15 634 30 057 0,288 1 0,003 49 C6 157 640 0 0 0,000 0 0,000 00 C7 157 640 15 374 0 0,097 5 0,001 11 C8 157 640 14 637 0 0,092 9 0,000 73 C9 157 640 33 877 0 0,214 9 0,005 80 C10 157 640 20 114 15 035 0,223 0 0,003 60

Fonte: Elaborada pelo autor.

A primeira informação relevante para a análise é o número total de requisições. Nota-se que os cenários C1 a C5, os quais utilizam a distribuição de popularidade Zipf Regular, e os cenários C6 a C10, os quais utilizam a distribuição de popularidade Zipf Periódica, possuem o mesmo número médio de requisições entre si. Esse é o comportamento esperado, visto que to- dos os cenários foram executados utilizando a mesma semente e o mesmo conjunto de avanços na stream de geração número aleatórios. Portanto, esse número comprova que os F-UEs requi-

Figura 19: Gráfico contento os resultados relacionados à métrica de Cache Hit. 0.095 0.093 0.186 0.098 0.284 0.215 0.288 0.223 0.000 0.050 0.100 0.150 0.200 0.250 0.300 0.350

Zipf Regular Zipf Periódica

Cache

Hit

CENÁRIO/ESTRATÉGIA DE CACHING

Cache Hit

LRU LFU Nuoxus Sem Proatividade Nuoxus Com Proatividade Fonte: Elaborada pelo autor.

sitaram exatamente a mesma sequência de arquivos entre os cenários que utilizaram a mesma distribuição de popularidade.

A segunda informação é o número de cache hit. Como já esperado, é possível notar que os cenários C1 e C6, que são os que não possuem nenhum tipo de estratégia de caching, não há nenhum cache hit. Já os cenários C5 e C10, que são os que utilizam o caching proativo, além de apresentarem acesso à cache das F-APs, também apresentam acesso à cache dos F-UEs. Para o cenário que utiliza o Nuoxus com proatividade e Zipf Regular, cerca de 66% dos acessos à cacheocorreram nos F-UEs, e para o cenário que Nuoxus com proatividade e Zipf Periódica, o percentual de acesso que foram supridos pelo conteúdo armazenado na cache dos F-UEs foi de cerca de 43%. Apesar da métrica C não refletir o local do conteúdo acessado, a métrica L acaba sendo impactada.

Os resultados sugerem que a estratégia de caching do Nuoxus sem proatividade, apresenta um aumento no aproveitamento de cache de 53,16% ao comparar com o LFU e de 198,46% ao compará-lo com o LRU nos cenários onde a distribuição de popularidade é a Zipf Regular. Já nos cenários onde a distribuição de popularidade é a Zipf Periódica, esses números tornam-se 120,41% e 131,32%, respectivamente.

Ao comparar o Nuoxus com proatividade e sem proatividade, pode-se perceber que o apro- veitamento de cache de ambas as estratégias são bem similares. O Nuoxus com proatividade apresentou um desempenho ligeiramente pior que o Nuoxus sem proatividade nos cenários Zipf Regular. Porém, considerando o desvio padrão de ambos os resultados, é possível afirmar que não há diferenças no aproveitamento de cache. Similarmente, apesar do Nuoxus com proativi- dade ter apresentado um melhor aproveitamento de cache nos cenários com distribuição Zipf

Periódica, devido ao desvio padrão dos resultados obtidos, pode-se apensas afirmar que seu de- sempenho é similar ao Nuoxus sem proatividade. Como já descrito anteriormente, a principal diferença relacionado ao acesso ao conteúdo armazenado em cache entre o Nuoxus sem proati- vidade e o Nuoxus com proatividade acaba sendo a localização do conteúdo armazenado, o que impacta a latência de rede.

Por fim, é importante observar o quão resiliente as estratégias do Nuxous se mostraram ao trocar a distribuição de popularidade dos cenários. O Nuoxus sem proatividade teve uma queda de 24,89% na utilização de cache ao comparar o cenário C4 com o C9. Já a segunda estratégia com melhores resultados, o LFU, teve uma redução de 47,79% ao comparar o cenário C2 com o cenário C7.

6.1.2 Substituição de Arquivos

O segundo ponto avaliado é o quão frequentemente os arquivos são substituídos em cache, pois isso implica em um maior gasto em operações de entrada e saída. Os resultados obtidos são apresentados através da Tabela 6. Nessa tabela, novamente é apresentado o número médio de requisições realizadas, seguido do número de substituições realizadas. Por fim, a tabela apresenta a métrica definida S, seguido de seu desvio padrão σ S. Os resultados da métrica também são apresentados de maneira visual através do gráfico da Figura 20.

Tabela 6: Resultados relacionados ao número de substituições de arquivos em cache (S).

Cenário Requisições Substituições S σ S

C1 158 543 0 0,000 0,000 0 C2 158 543 24 700 0,156 0,002 9 C3 158 543 141 298 0,891 0,017 4 C4 158 543 26 238 0,165 0,003 1 C5 158 543 22 667 0,143 0,002 6 C6 157 640 0 0,000 0,000 0 C7 157 640 22 939 0,146 0,001 2 C8 157 640 154 207 0,978 0,008 3 C9 157 640 32 116 0,204 0,002 5 C10 157 640 24 499 0,155 0,001 4

Fonte: Elaborada pelo autor.

É evidente que a estratégia com piores resultados nesse quesito é o LRU (cenários C3 e C8),s endo que cerca de 89,1% das requisições resultaram em substituição nos cenários com Zipf Regular (cenários C1 a C5). Nos cenários com Zipf Periodica (cenários C6 a C10), esse número sobe para 97,8%. Esse comportamento já era esperado, pois nessa estratégia o único fator considerado é o quão recente um arquivo foi requisitado. Então, mesmo que um arquivo foi requisitado apenas uma única vez, ele é armazenado em cache.

Já ao comparar a estratégia Nuoxus com a LFU, os resultados sugerem que ambas têm um desempenho bastante similar. Nos testes com distribuição de popularidade Zipf Regular, o

Figura 20: Gráfico contento os resultados relacionados à métrica de Substituições de Arquivos em Cache 0.891 0.978 0.165 0.156 0.143 0.204 0.146 0.155 0 0.2 0.4 0.6 0.8 1 1.2

Zipf Regular Zipf Periódica

Subs

titui

ções

CENÁRIO/ESTRATÉGIA DE CACHING

Substituições

LRU Nuoxus Sem Proatividade LFU Nuoxus Com Proatividade Fonte: Elaborada pelo autor.

Nuoxus sem proatividade aumentou o número de substituições em 6,22% ao compará-lo com o LFU. Já o Nuoxus com proatividade reduziu o número de substituições em 8,23% ao compará- lo com o mesmo algoritmo. As maiores diferenças surgem nos cenários com Zipf Periódica, onde o percentual de substituições do Nuoxus sem proatividade é 40% maior que o LFU e do Nuoxus com proatividade é 6,8% maior.

É importante destacar nessa métrica é que, mesmo apresentando os melhores resultados de cache hit, os cenários que utilizam a estratégia de caching do Nuoxus não apresentam uma taxa de substituição muito maior. O que indica que as operações de entrada e saída do dispositivo de armazenamento não seriam um impeditivo para a adoção dessa estratégia.

6.2 Latência de Rede

Como mencionado anteriormente, a latência de rede é formada por uma série de fatores (CHOI et al., 2004). Porém, dado as condições dos testes e visto que o único fator que é alterado entre os cenários é a estratégia de caching utilizada, podemos dizer que essa métrica é um indicativo direto do impacto da redução de requisições de arquivos ao servidor de cache, visto que esse ato diminui o tráfego de dados no fronthaul, reduzindo o atraso da rede. A Tabela 7 apresenta os resultados obtidos relacionados à essa métrica e a Figura 21 apresenta os mesmos resultados de uma maneira gráfica.

Os resultados obtidos demostram que, para os cenários Zipf Regular, o Nuoxus sem proati- vidade apresentou uma redução de 21,65% na latência quando comparado com o cenário sem caching, uma redução de 13,36% quando comparado com o cenário que utiliza LFU e 17,09%

Tabela 7: Resultados relacionados à Latência de Rede (L) em milissegundos. Cenário L σ L C1 22,940 3 0,187 05 C2 20,745 3 0,601 99 C3 21,892 5 0,434 11 C4 17,973 2 0,302 17 C5 16,114 6 0,443 06 C6 23,031 5 0,643 53 C7 21,330 5 0,691 70 C8 22,553 8 0,558 19 C9 18,624 3 0,794 01 C10 16,871 1 0,429 23 Fonte: Elaborada pelo autor.

Figura 21: Gráfico contento os resultados relacionados à métrica Latência de Rede

22.940 23.031 21.893 20.745 22.554 21.330 17.973 18.624 16.115 16.871 0.000 5.000 10.000 15.000 20.000 25.000 30.000

Zipf Regular Zipf Periódica

A tr aso (Mi lisegund os) CENÁRIO/ESTRATÉGIA DE CACHING

Latência de Rede

Sem Cache LRU LFU Nuoxus Sem Proatividade Nuoxus Com Proatividade

Fonte: Elaborada pelo autor.

quando comparado com o LRU. Ao utilizarmos o Nuoxus com proatividade como base, o per- centual de redução no atraso aumenta para 29,75%, 22,32% e 26,39%, respectivamente.

Já nos cenários Zipf Periódica, a redução de atraso do Nuoxus sem proatividade é de 19,13% quando comparado com o cenário sem caching, de 12,69% quando comparado com o LFU e de 17,42% quando comparado com o LRU. Esses números são 26,75%, 20,91% e 25,20% ao utilizarmos o Nuoxus com proatividade como base de comparação.

Conforme mencionado anteriormente, o impacto do local em que o cache hit ocorre pode ser melhor observado através dessa métrica. Por exemplo, analisando os cenários onde o Zipf Regular foi utilizado, o Nuoxus sem proatividade e com proatividade obtiveram resultados bas- tante similares em termos de cache hit (28,4% e 28,8%, respectivamente). Porém, como cerca

de 66% dos arquivos resgatados de cache estavam armazenados nos F-UEs, a redução na latên- cia de rede foi de cerca de 10% quando comparamos o Nuoxus com proatividade com o Nuoxus sem proatividade.

Similarmente, nos cenários que utilizam Zipf Periódica, o percentual de cache hit foi de 21,5% para o Nuoxus sem proatividade e de 22,3% para o Nuoxus com proatividade. Porém, como cerca de 43% dos acessos à cache no Nuoxus com proatividade ocorreu diretamente nos F-UEs, a redução da latência de rede foi de 9,4%.

6.3 Considerações do Capítulo

Considerando os resultados obtidos para os cenários testados, é possível afirmar que o Nuo- xus proativo é a estratégia que apresenta o maior ganho. Porém, mesmo em situações onde ela não possa ser utilizada, por exemplo, enquanto os dispositivos de borda não possuírem capaci- dade de caching, a estratégia do Nuoxus sem proatividade ainda se sobressai quando comparada com outras estratégias populares, como LFU e LRU.

A única métrica em que o Nuoxus não apresenta os melhores resultados é a relacionada com o número de substituições de arquivos, onde o aumento do número de substituições ao utilizar o Nuoxus sem proatividade ao invés do LFU é de 40% para o cenário que utiliza Zipf Periódica. Porém, ao analisar a métrica, verifica-se que o percentual de requisições que geraram substituições aumentou de 14.6% para 20.4%, então, no total o aumento real é de cerca de 5.8% das requisições. Infelizmente, o tempo de acesso ao disco não foi simulado durante os testes, então não há como afirmar qual é o impacto real desse aumento no tempo total de processamento das requisições.

Porém, para uma F-RAN, a métrica mais importante é a redução do número de acessos ao fronthaul(PENG et al., 2016), que nesse trabalho foi medido de duas formas: através do acesso ao cache e do impacto desse acesso à latência de rede. Em ambas as medidas, o Nuoxus se sobressaiu em relação as demais estratégias de caching, sugerindo que F-RANs se beneficiariam ao aplicar o modelo.

7 CONCLUSÃO

Nos próximos anos, espera-se que o número de dispositivos móveis conectados a uma rede sem fio de longa distância tenha um aumento significativo suficiente para esgotar os recursos oferecidos pelas tecnologias atuais (Samsung Electronics, 2015).Devido a essas projeções, a comunidade cientifica e as indústrias estão colocando esforços na definição das redes 5G, e uma das arquiteturas mais recentes proposta para atender às suas especificações é chamada de F-RAN (PENG et al., 2016) Além disso, estudos de tráfego de rede relatam que a maior parte dos dados consumidos por dispositivos móveis consiste em conteúdo multimídia (CISCO, 2017).

Dado esse contexto, esse trabalho apresentou o modelo Nuoxus, cujo objetivo principal é a realização de caching de conteúdo multimídia em dispositivos de bordas em uma arquitetura F-RAN, com a finalidade de amenizar um dos maiores problemas desse tipo de arquitetura: o intenso tráfego de dados no fronthaul. Diferente de trabalhos relacionados, o Nuoxus ofe- rece caching de forma proativa sem a necessidade de um componente centralizado para fazer a coordenação, atuando de forma contínua no nó que o executa.

As contribuições cientificas desse trabalho podem ser resumidas nos seguintes dois pontos: • Um modelo de caching multicamadas, voltado para arquiteturas F-RAN, com capacidade de realizar o caching de conteúdo de forma proativa, onde as camadas superiores possuem capacidade de sugerir o armazenamento de conteúdo na cache de camadas inferiores antes mesmo do usuário final requisitá-lo;

• Uma nova estratégia de caching onde a similaridade de cosseno entre o nó requisitante e o restante da rede é um dos fatores considerados para determinar qual arquivos tem maiores chances de serem requisitados no futuro.

Os resultados das simulações demostram que o modelo proposto apresenta os melhores resultados entre as estratégias de caching avaliadas. A aplicação da estratégia de caching do Nuoxus foi capaz de aumentar o número de acessos ao conteúdo armazenado na cache em até 54,62% (Nuoxus sem proatividade) e em 56,27% (Nuoxus com proatividade). O aumento do número de acessos ao conteúdo na cache dos nós implica na redução no número de acessos ao fronthaul, mitigando um dos maiores problemas das F-RANs, e resultando em uma redução na latência da rede.

Como trabalhos futuros, sugere-se a integração do Nuoxus com um modelo real de F-RAN quando houver ferramental disponível, fazendo o teste com uma carga real de rede. Além disso, há a possibilidade de explorar o impacto do tamanho do espaço de armazenamento dos dispositivos na eficiência de caching do modelo, assim como adaptá-lo para armazenar partes dos arquivos, possibilitando uma maior diversidade de conteúdo. Por fim, dado a visão de um baixo consumo de energia para essas futuras redes, também é necessário testar o impacto da utilização do modelo nesse aspecto.

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